Mídia e Poder: Bozo, Marreco e Porcina resolveram partir para o deboche

Mídia e Poder: Bozo, Marreco e Porcina resolveram partir para o deboche

Não sei como ainda tem gente levando esse governo a sério.

Depois de uma semana fora do ar, catando conchinhas na praia da imaginação, volto e reencontro os mesmos personagens ocupando o picadeiro, tirando um sarro da nossa cara.

Se não fossem tão trágicos, seriam apenas uns gaiatos que se divertem ao distrair a platéia bestificada com novelinhas sem graça no “Gran Circo Brasil”.

Ressuscitaram até a “Viúva Porcina”, a que foi sem nunca ter sido, convocada para o lugar daquele nazista de hospício, enquanto Bozo e Marreco fingem uma luta de marmelada.

Eles agora resolveram partir para o deboche com os jornalistas, já que não encontram nenhuma reação pela frente.

Depois de fingir que era um homem sério no “Roda Viva” da semana passada, o ex-juiz apareceu nesta segunda-feira no lugar certo: o Programa “Pânico”, da Jovem Pan, montado com um elenco de ex-jornalistas que só fazem piadas a favor do governo e batem em quem é contra.

Lá pelas tantas, um deles imitou a voz do ministro, aqueles grunhidos sem nexo, e tentou ser engraçado:

“Espero que você não me dê voz de prisão, ministro”.

Entrando na onda, o ex-temível Marreco abriu um sorriso largo:

“Agora tem a Lei do Abuso de Autoridade, não pode mais prender jornalista, né?”

Porcina aprendeu rápido e já avisou que, se passar no “teste de noivado”, vai querer morar em casas separadas para combater o “marxismo cultural”.

Besta ela não é. Não quer ficar em Brasília, onde a concorrência de figuras limítrofes é muito grande.

Como nas novelas mexicanas do SBT do amigo Silvio, Bozo teve um ataque de ciúme por Witzel ter chamado o vice Mourão de “presidente”, durante sua vilegiatura pela Índia.

E tudo é tratado pelos colunistas da grande imprensa como se esse enredo tragicômico mostrasse uma obra shakespeariana encenada no parlamento britânico.

Promovida a Damares da Cultura, mesmo sem ter ainda assinado contrato, o sorriso de aeromoça de Porcina ocupa as primeiras páginas dos jornais empilhados na minha mesa que ainda não tive vontade de ler.

Para falar bem a verdade, também não tenho nenhum prazer em escrever sobre toda essa cambada da “nova política” que só pensa em 2022, mas fazer o quê?

É o que temos para hoje, um dia como outro qualquer num país da América do Sul invadido por um exército de ocupação, em que todos batem cabeça e dão tiros no pé, sem precisar de oposição.

Nem acredito que passei uma bela semana longe das notícias de Brasília, sem sair do Brasil.

A apenas 200 quilômetros de São Paulo, encontrei uma cidade onde os serviços públicos funcionam, as ruas são limpas, há uma intensa agenda cultural e esportiva, os jardins bem cuidados e os pedestres respeitados.

Não se vê uma bituca de cigarro ou latinhas de cerveja jogadas no centro histórico e no Balneário dos Trabalhadores. Para o bem ou para o mal, o exemplo sempre vem de cima.

Quando o poder público cumpre seu papel, a população respeita.

Nas pequenas cidades, há esperanças.

Vida que segue.

 

13 thoughts on “Mídia e Poder: Bozo, Marreco e Porcina resolveram partir para o deboche

  1. Dá-lhe Regina, pela menos como artista deixou a sua marca registrada no mundo do entretenimento. Pro outro lado, pensei que este colunista tivesse dependurado as chuteiras. Mas, pelo visto, tem ainda muita carga na bateria. Parece que nem as catástrofes da China e de Minas desvirtuam a intenção de certos políticos no sonho de se candidatarem e de vencerem a próxima eleição presidencial de 2022, /embora esteja muito longe, ainda tem gente que está pensando em não voltar mais pra cadeia passando ora incólume dos crimes praticados quando esteve no poder; tem até jogador de futebol que cometeu crime hediondo de matar e jogar mulher pra pit bul comer – querendo voltar a jogar futebol. Coisa de louco as coisas que acontecem neste país. Conclusão: parece que aqui, tudo é possível. Salve-se quem puder. Se lá fora, o vírus originado de uma ‘mutação sem sentido’ continua prosperando. Sem sentido tb é a ignorância das pessoas: isso vale para a Justiça, para a Política. Só não vale para os futuristas que ainda pensam em construir com trabalho, honestidade e dignidade uma grande nação. Logo, sem sentido tb é a ignorância das pessoas. Parece que o que está faltando mesmo no mundo é Educação e Saúde. A comunicação, essa, nem se fala: sempre falta. Isso a gente observa dia-a-dia nos exemplos dados pela mídia. Sempre do lado dos poderosos. Vida que segue.

  2. Prezado Kotscho: Se “Quando o poder público cumpre seu papel, a população respeita.”, quando o poder público não cumpre seu papel, como esse governo fascista de plantão, a população deveria retirá-lo do poder. Impeachment Já!

  3. Amigo Kotscho
    Seja bem-vindo ao posto de timoneiro-mor do que sobrou do jornalismo ético e imparcial.
    Você é nossa bússola!
    Ao se referir à viúva Porcina devo confidenciar-lhe que a mesma deve subir ao altar da Casa de Alteire. Aguardava apenas o retorno do capitão-presidente, que foi vender revólver na Índia, para viver mais uma obra ficcionista.
    A senil de sorriso largo faz jus ao apelido de “namoradinha do Brasil” porque se mantém solteira até hoje.
    E não será desta vez que vai abandonar a sua solteirice da bolsa-militar.
    Nesse novo desempenho ficcionista, ela opta pela mudança semântica ao escolher o noivo. Do coroné Sinhozinho para o capitão neofascista.
    Na novela, o sorriso fácil deu um pé na bunda do Roque Santeiro.
    Agora, chuta o traseiro de velhos companheiros que sempre lutaram em defesa da cultura no país.
    Aculturada, viúva Porcina escolheu para o papel de celebrante o intrépido Carlos Vereza, que na vida real já foi até do partidão.
    Que esse casamento dê certo, na alegria e na tristeza, pois os concubinos vão cair juntos na vida real.
    Amém!
    Ulisses de souza
    • Passei a dar uns pitacos no twiter, na conta @ulissesouza48. Se os iletrados do Cabaré do Planalto podem, por que não posso?

  4. A questão não é o tamanho, mas a consciência do pessoal. Veja o exemplo das últimas eleições em São Sebastião:
    2016 – Felipe Augusto (PSDB) – 83,20%.
    2018 – Jair Messias Bolsonaro – 62,43%.

    Agora pegue aqueles lugarejos distantes repletos de analfabetos que ainda são enganados pelos que roubaram e quebraram o país. A questão não é o tamanho da cidade.

    1. Então, nessa lógica dr. arnesto, vamos ‘escolher’ uma a uma as cidades pequenas, medias e grandes de SC e PR por exemplo, muito tucanas e bozzonarófilas pois não? onde a merenda encolhe,as ruas sao um lixo e a admistração um caos.
      Alo, leitores desses lugares passem um pequeno relato ao ernesto.

  5. Na, na na, RK, tambem não é tão ruim
    Voces não notaram mas a gente se procurar de luneta, encontra aspectos bem positivos.
    Por ex. o Fábio Wejnxukrutzen da Secom obrou bem em deixar a Globbels a ver navios. Depois a recente e relativa ausência de flávio, carluxos e eduardos tem preenchido enorme lacuna que tava ai antes à vista de todos.
    Depois, os pai.e.mãe dos que cometeram o Enem deste ano podem por fim ter notado a largura e profundidade do vácuo de inteligência até mesmo residual de quem dirige a Educação e Enem – que tanto afetam seus filhos.
    Sendo aqueles cinco milhões e na hipótese de cada um ter ainda um pai.e.mãe, ja temos ai potencialmente uns quinze milhões de despertos e despertados.
    Há esperanças.

  6. Pois é, Kotscho, li que a Porcina está preocupada com esse negócio de marxismo cultural.
    Que eu saiba, na área do humor, marxismo cultural é coisa do Groucho e de seus irmãos Chico, Harpo e Zepo.
    A propósito: quem inventou essa bobagem de marxismo cultural?
    Cultura é cultura, sem rótulos.
    E a Damares, hein?
    Com aquele rosto de miss, ela é a cara do Brasil.
    A ministra pastora sugere abstinência sexual aos adolescentes para evitar a gravidez precoce.
    Como dizia o Millôr, a abstinência sexual é a mais estranha das taras.

  7. “Regina Duarte posta vídeo contra ‘marxismo cultural’ e retoma ‘guerra’ de Alvim”.

    Que saco!! Essa senhora já teve dias melhores. De novo com esse macarthismo cheirando naftalina. Essa turma precisa explicar o que é “marxismo cultural”, ideia do chanceler Ernesto não-sei-do-quê. Bem, Hitler falava em “bolchevismo cultural”. Passaram perto. Já que ela pretende retomar a “guerra do Alvim”, não vamos nos surpreender se ela plagiar Himmler ou o próprio Hitler? O livro “Mein Kampf” está aí mesmo. Traduzido. É questão de tempo.
    Já o ex-juizeco Moro precisa saber que pode-se sim, prender jornalistas, desde que haja uma razão para tal. O que não pode é prender um jornalista por este estar fazendo seu trabalho. Já pensaram esse jovem no STF, falando “menas”, “conge”, “rugas” em vez de “rusgas”, etc…? Senhores, imaginem a cena.

    Frase do dia: ““Pra cada comentário positivo da imprensa sobre economia eu piso numa pessoa dormindo na rua” (Royalties para Xico Sá).
    Na mosca.

    1. A “senhora” a quem me referi é Regina Duarte, todos perceberam. “Os “dias melhores” estão ligados à sua carreira de atriz. Não quero misturar as coisas. Como atriz, uma estrela na teledramaturgia e no teatro brasileiros. Participou de trabalhos que serão lembrados por décadas. Como atriz, meus respeitos. E paro por aqui.

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