Lula faz discurso histórico em oposição ao fascismo e devolve a esperança

Lula faz discurso histórico em oposição ao fascismo e devolve a esperança

“Impossível é apenas uma palavra usada pelos fracos que acham mais fácil viver no mundo que lhes foi determinado do que explorar o poder que possuem para muda-lo. O impossível não é um fato consumado. É uma opinião. Impossível não é uma afirmação. É um desafio. O impossível é algo potencial. O impossível é alto temporário. Nada é impossível” (Muhammad Ali, enviado pelo leitor Heraldo Campos).

***

“O futuro será nosso, o futuro será do Brasil!”.

Assim Lula terminou seu discurso na abertura do Congresso Nacional  do PT, na sexta-feira, em São Paulo.

Era tudo o que eu queria ouvir dele: uma mensagem de combate, força e esperança, dirigido em especial às novas gerações de brasileiros massacrados pelo fascismo em marcha.

Li o discurso inteiro e posso garantir a vocês, com conhecimento de causa: esse discurso de estadista vai passar para a história como o mais contundente e lúcido já feito por Lula desde que surgiu na cena política brasileira como líder sindical, há mais de 40 anos.

Em pouco mais de uma hora, Lula fez não só um perfeito diagnóstico da tragédia que estamos vivendo, desde o aborto do bolsonarismo, como também apontou caminhos para o partido e o país saírem desse pesadelo.

Foi o primeiro discurso pensado e lido que Lula fez depois de sair da prisão, dando todos os sinais de para onde quer ir e como pretende fazer uma oposição dura ao governo de turno.

Sem unir as forças democráticas para extirpar esse mal, não temos futuro. Só ele pode fazer isso.

Aos 74 anos, esperando viver 120, como costuma brincar, Lula parece ter lido este ensinamento de Muhammad Ali da epígrafe, nos 580 dias em que devorou uma pequena biblioteca na prisão.

“Aos que criticam ou temem a polarização, temos que ter a coragem de dizer: nós somos, sim, o oposto de Bolsonaro. Não dá para ficar em cima do muro ou no meio do caminho. Somos e seremos oposição a esse governo de extrema direita, que gera desemprego e exige que os desempregados paguem a conta”, resumiu Lula, ao dizer o papel que cabe ao PT.

“Não fomos nós os responsáveis pela eleição de um candidato que tem ojeriza à democracia (…) São essas pessoas (os que votaram em Bolsonaro ou os isentões, acrescento eu) que agora nos dizem para não polarizar o país. Como se polarização fosse sinônimo de extremismo político e ideológico, como se o Brasil já não fosse polarizado entre quem tem muito e quem tem pouco”.

Com outras palavras e mais sereno, na essência era o mesmo Lula que conheci falando aos operários em greve no estádio de Vila Euclides, no final dos anos 70 do século passado, quando ele desafiava a ditadura militar apenas com um microfone na mão.

Desde aquela época, para o bem ou para o mal, na oposição ou no poder, a política brasileira gira em torno desse que é o maior líder popular de todos os tempos no nosso país.

A libertação de Lula muda completamente o cenário político neste final de 2019, o mais terrível ano que vivemos desde que me conheço por gente.

Diante dessa realidade, contra a qual nada pode fazer, o governo do capitão radicaliza cada vez mais nas suas ações neofascistas e neoliberais para provocar um confronto com as suas milícias reais ou virtuais.

“Me sinto muito mais forte do que quando eu me entreguei”, garantiu Lula aos petistas, que esperavam exatamente isso dele.

Lula falou para todos os brasileiros, não só ao partido.

As grandes redes de televisão ignoraram o discurso histórico do ex-presidente, mas ele já está habituado a isso desde a criação do PT.

Ganhando ou perdendo eleições, ele sabe que será sempre um estranho no ninho desta elite predadora que apoiou e bancou a campanha do capitão em 2018, com medo da volta do PT.

Medo de quê, exatamente?

Nos seus oito anos de governo, em que o país chegou a crescer 7% ao ano e ele deixou o Palácio do Planalto com mais de 80% de aprovação, todos melhoraram de vida, em especial os mais pobres, e o Brasil era um país respeitado no mundo inteiro.

Apenas nove anos depois, viramos párias mundiais, campeões de desigualdade, com uma corja lúmpem e desqualificada comandando os destinos de uma das maiores economias mundiais.

Obrigado, amigo velho, por nos devolver a esperança.

Tomara que o futuro chegue logo, antes que você fique mais careca do que eu.

Até a vitória!, como a gente dizia antigamente.

Bom final de semana a todos.

Vida que segue.

 

17 thoughts on “Lula faz discurso histórico em oposição ao fascismo e devolve a esperança

  1. KOTSHO meu bom garoto, q saudades de vc estive forA do ar sem pc, agora graças ou gilson sampaio encontro vc, saudades mano, saudades tricolores (flu) e petistas. Lula, o grande lider ta solto, tamus juntos, conta comigo, espero viver + alguns anos p ver, meu pt em cima da carne, espero ver o cadaver insepulto da ditadura e do facismo aprodecer ao leu e espero q vc viva muito s anos mais
    namastê meu idolo

  2. Sim, vivemos numa sociedade polarizada: ricos e pobres; negros e “brancos”; índios e forasteiros; grandes minorias e falsas maiorias; fórum privilegiado e comuns; abrigados e desabrigados; letrados e analfabetos; esclarecidos e ignorantes; milicianos e legais; drogados e sadios; polícia e povo; etc, etc. Enfim, temos de ter coragem para olhar de frente tanta injustiça descabível num mundo de comunicação fácil e perigosa. O povo não é mais abnegado e está cansado de adiamentos.

  3. Kotscho, tenho um amigo petista, petista roxo, ele afirma que em uma situação em que ficara próximo a Lula, sentira um cheiro de rosas, um cheiro de rosas que não se sente em nenhuma flor. Disse ele que todos que se aproximam de Lula sentem esse cheiro, um cheiro de rosas doce e hipnotizante que exala dos poros do líder petista. Você que já esteve muitas vezes próximo a Lula, já sentiu esse cheiro? Se já sentiu, conta pra gente como é, embora eu saiba o quanto é difícil descrever um cheiro, ainda mais um cheiro doce e hipnotizante. Meu amigo sempre o descreve, mas meu cérebro não consegue traduzir esse fantástico cheiro. Consigo apenas ver no meu amigo o efeito de tão doce e hipnotizante cheiro.

  4. Prezado Kotscho: Alô? Quem fala? Seo Jair? Seo Carlos? Tanto faz quem atendeu aquele interfone do porteiro. São farinha do mesmo saco de maldades que tanto defendem como sendo os tais costumes conservadores. De fato, são costumes conservadores, costumes conservadores dignos das famílias da máfia.
    “Todos esses que aí estão / Atravancando meu caminho / Eles passarão… / Eu passarinho!” (“Poeminho do Contra” de Mario Quintana).

  5. Kotscho categórico: “Sem unir as forças democráticas para extirpar esse mal, não temos futuro. Só ele pode fazer isso.”
    Penso que é parcialmente falsa sua afirmação. O mal fascista pode ser extirpado por uma revolução. Mas eu não acredito nisso, nem remotamente. Então, concordo em parte com você: há imperativa necessidade de uma frente democrática. Porém, os líderes só aceitam negociar numa mesa REDONDA, sem cabeceira. Ou seja, as outras forças políticas democráticas NÃO aceitam mais a imposição hegemônica do PT e Lula não é mais aquela unanimidade de outrora.
    É inacreditável que pessoas lúcidas como você não reconheçam o enorme antipetismo latente. Bolsonaro presidente é um fato ensejado por Lula. Ou não ?
    Lula, mui esperto como sempre, NÃO será o candidato do PT à presidência em 2022. Escreva aí, meu caro Kotscho. Se ele for o candidato, em dois debates será desmoralizado e sequer passará ao segundo turno. Por isso, Lula comandará dos bastidores e animará os comícios de Haddad.
    Aposto um goulasch húngaro com você… Um abraço.

  6. Prezado Kotscho: E agora, Seo Jair? Para onde? E o óleo na sua Cancun jabuticaba? Como explicar? Parece que essa sabotagem saiu do controle e não estava nos planos de atingir as costas do Estado do Rio de Janeiro. A quantas anda a investigação para saber sobre o derramamento do óleo nas costas do nordeste? Será que não foram os inimigos venezuelanos que lançaram esse óleo pesado no mar? Ou será que foram os inimigos africanos? Acho que foram os inimigos africanos porque esse tipo de óleo pesado, denso, resistente como um piche, não é produto da lavagem de tanque de navio petroleiro. Um óleo desse tipo, que chega em pedaços nas costas do nordeste brasileiro, lembra os milhares de corpos pretos, de pessoas negras escravizadas, que morriam nos navios negreiros na época da escravidão no Brasil e eram jogadas ao mar para os tubarões e, assim, aliviar a carga das embarcações. Mais isso é coisa de um passado distante (e um delírio) não é mesmo, Seo Jair?

  7. Bem mais que tremendo discurso, Mestre, certamente marco divisor da história do Brasil, com o início do crepúsculo da classe dominante como motor do atraso, ao preencher o vácuo com o Norte que faltava, explicado, justificado, coordenado, agendado e divulgado, para recuperarmos a certeza que “O futuro será nosso, o futuro será do Brasil!”, pelo fato que não conseguiram destruir-nos, milhões de corações e mentes que amalgamam o PT, sabendo-no não apenas necessário, mas imprescindível, na luta de vida contra o ódio, o preconceito, a violência, a mediocridade, o golpe, a dependência, o entreguismo, enfim, fundamental ao Brasil, enquanto a xucra ‘classe dominante’ insistir na ‘Desigualdade’ de muitos, como recurso fácil à coroada existência de poucos e à sobrevivência da dita.

  8. A panaca tukana Miriam leyton estava hoje na CBn troca.a.noticia discorrendo sobre como Alberto Fernandez deve tratar a economia da Argentina.
    Pois é.
    Antes de mais nada, a Miriam devia ter ensinado essas coisas antes ao capitão Messias no ano passado, 2018.
    Segundo, Fernandez sabe muito bem o que fazer, e já agora está costurando a ampliação de sua base na montagem do ministério, porque não é bobo.
    Terceiro, Dna.Miriam, quando ele ficar em dúvida sobre o que fazer, é simples: ele pega o telefone e liga para o Lula. Ao contrario do JMB, cérebro e humildade não lhe faltam – como já demonstrou.
    Alias, Miriam, não se preocupe, no próximo dia 10.12 o estadista pau.de.arara vai ter a oportunidade de cochichar umas coisas ao ouvido do presidente argentino.

  9. Entre otras cositas, inacreditável mesmo é o Cirolina na janela, a revirar os olhos fundos e aqui comentar o tal de anti-petismo, sem ver que o PT sobrevive forte após a maior razia jurídica, midiática, policial e política, na história do Brasil, engendrada e organizada pela classe dominante, para criminaliza-lo e destruí-lo, exatamente por ser a única ‘organização & inorganização’ que de fato e direito ameaça sua anacrônica e abjeta existência.
    A propósito, “Quantas Divisões tem os Líderes dessas forças políticas”, ora ignoradas pela classe dominante em sua razia, para quererem ‘sentar na janelinha do avião’?
    “(…) Se fosse para governar apenas para uma parte da população, o Brasil não precisaria do PT.
    Para o mercado decidir quem pode e quem não pode se aposentar, quanto vai custar o gás de cozinha, o combustível, a energia elétrica, visando somente o lucro, o Brasil não precisaria do PT.
    (…) Para manter a mais escandalosa concentração de renda do planeta Terra, para o rico continuar cada vez mais rico e o pobre ficar cada dia mais pobre, aí mesmo é que o Brasil não precisaria do PT.
    (…) Mas se este país quer superar a chaga imensa da desigualdade, recuperar a soberania e o seu lugar no mundo, se quer voltar a crescer em benefício de todos os brasileiros e brasileiras, o Partido dos Trabalhadores é mais do que necessário: ele é imprescindível.”
    Trechos do discurso de Lula, que deveria ler, para não dizerem que “o tempo passou na janela, só tu não viu”.

  10. Enquanto o Lula fala (descaradamente) de unir a esquerda (desde que ele seja o comandante) e vai na terra de Ciro Gomes semear a discórdia entre a esquerda ja em frangalhos, Ciro Gomes não perdeu a oportunidade e desceu a borduna no Lula no programa Canal Livre, da rede Bandeirantes.
    Não vi ninguem aqui dizer que as palavras do Ciro não eram verdadeiras.

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