Bolsonaros postam vídeo do guru Olavo contra militares e botam fogo no cabaré do Planalto

Bolsonaros postam vídeo do guru Olavo contra militares e botam fogo no cabaré do Planalto

Eles não nos dão sossego nem no feriadão.

Com seus dedos nervosos, sem ter o que fazer, os Bolsonaros pai e o filho Carlucho 02 publicaram em suas páginas nas redes sociais um vídeo do guru Olavo de Carvalho em que ele ataca o vice Mourão e os militares do governo com ofensas e palavrões.

Bolsonaro deletou o vídeo às 18h30 do domingo, mas o estrago já estava feito, e o fogo se alastrou pelo cabaré de vaidades, loucuras e incompetências do Palácio do Planalto.

É nesse clima, com o Supremo dividido sobre suas lambanças e o Congresso conflagrado pelo baixo clero, que começamos mais uma semana, depois do feriadão de Páscoa, que estava tranquilo até Carlucho pegar o celular.

Com o aval do presidente da República, o aloprado caçador de ursos na Virgínia, que pensa mandar no governo, acusou os militares de ter feito “cagadas”, antes e depois do golpe de 1964, e de querer desestabilizar o governo.

“Os milicos têm de começar a confessar os seus erros, antes de querer confessar os dos outros”, disparou Olavo de Carvalho.

No filme, o “filósofo” da família Bolsonaro diz que “a última contribuição dos militares foram as obras de Euclides da Cunha”.

“Desde então, foi só cabelo pintado e voz empostada”, arrematou Olavo, antes de concluir com a delirante tese segundo a qual “os milicos entregaram o país aos comunistas”.

Pode-se imaginar o que a cada vez maior corte de generais que cerca o capitão deve ter pensado ao assistir a esse vídeo escatológico.

Durante a semana, com a mão do gato, como revelou o colunista Lauro Jardim, no Globo, Bolsonaro já vinha incentivando aliados a bater duro no vice Mourão, que se manteve em silêncio.

Em países normais, é o vice quem costuma conspirar contra o presidente, como fez Michel Temer com Dilma, mas aqui está acontecendo o contrário.

Neste hospício sem fronteiras, o Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o poder moderador para colocar ordem no cabaré, também está tentando apagar seus próprios incêndios, com o plenário dividido e Gilmar Mendes, mais uma vez, em Portugal.

Foi em Lisboa, onde participa do 7º Fórum Jurídico do IDP, instituto de sua propriedade, que ele apoiou a censura de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes a dois sites bolsonaristas.

“Ali a decisão de censura se fez da avaliação de que talvez houvesse fake news, porque talvez o documento não existisse. Verificou-se depois que o documento existia e, por isso, cancelou-se a intervenção”.

Que maravilha de raciocínio! Em breve, deve virar jurisprudência no STF sob a rubrica “talvez”.

Na outra ponta da Praça dos Três Poderes, a Câmara prepara-se para votar na CCJ a reforma da Previdência baseada em estudos e pareceres que Paulo Guedes agora colocou sob sigilo.

Os deputados e os contribuintes não podem saber de onde ele pretende tirar o R$ 1 trilhão de economia para “salvar o país do colapso fiscal”.

Das duas uma: ou essa base de dados esconde maldades ainda não reveladas contra os aposentados presentes e futuros ou estes estudos simplesmente não existem.

Se a reforma fosse boa para todos, não precisava ser secreta.

E assim segue o baile, com os vários cabarés federais pegando fogo em Brasília, enquanto o país afunda cada vez mais neste buraco sem fundo do bolsonarismo em marcha para o caos.

Preparem seus corações. A semana promete fortes emoções (até rimou…).

Vida que segue.

 

19 thoughts on “Bolsonaros postam vídeo do guru Olavo contra militares e botam fogo no cabaré do Planalto

  1. Kotscho:
    eu só consigo ter seu balaio via meu email. Não há há outro meio?
    Um dos problemas desagradáveis é que se eu abro seu balaio assim que ele chega ao meu email, eu não consigo ter os comentários posteriores dos outros colegas balaeiros.
    Abraços,
    josé maria

  2. Parece não haver lógica nisso tudo, mas já nos ensinaram que na loucura há método.
    O governo atual começou antes de Janeiro: Moro já era eminência parda de um autoritário estado paralelo de exceção jurídico-policial, já era primeiro ministro antes de tomar posse como secretário geral da Polícia Jurídica. É Moro quem, simbolicamente, convida lá atrás Bolsonaro para fazer parte do time, não o contrário. É o desfiguramento pela direita da promissora lava-jato inicial que decide as eleições, nada a ver com as histéricas redes sociais (ver entrevista de César Maia). O sonho deles , do Olavismo-a-jato, era ganhar e, em seguida, compor com os miltares. Tudo para ampliar o hipermoralista estado-de-exceção: os militares, peça chave, viriam por inércia. Ganharam, mas os militares vão ser, ao contrário do que eles pensavam, o que resta da civilização neste exercício de poder da extrema direita da extrema direita no mundo. Não corresponderam ao figurino que fizeram deles. Daí o ódio. Daí haver uma parada antes do abismo.

  3. Caro amigo Kotscho,como os militares dizem que não são aposentados, e sim reformados e ainda soldados a disposição do país,sugiro aos generais do exercito brasileiro enquadrarem o bozo pelos crimes de ” motim,traição,insubordinação” contra seus superiores e contra a pátria!
    Prendendo-o e destuindo-o do cargo de presidente e convocando novas eleições!
    Demonstrando assim patriotismo e desapego pelo poder dos militares,e deixando a democracia seguir seu curso!!
    Continuo aqui sonhando !!!
    Força amigo,estamos juntos na resistência!!

    1. É verdade. Aliás, isso já deveria ter sido feito quando o sr. Messias era um tenente desordeiro, que ameaçava explodir bombas em quartéis e em adutoras, que insuflava a tropa contra os superiores, e que foi para a reserva como capitão aos 33 anos. Mas ainda há tempo para os militares de agora se corrigirem. Basta querer.

  4. 1,5 TRILHÃO DE EUROS – Encontra-se depositado em um banco suíço!!!!.A Justiça brasileira tem que tratar de repatriá-lo.VIVA O BRASIL!.

    1. Humm……… 1,5 trilhão de euros?
      Mais ou menos 6 trilhões de reais. Revelado o segredo.
      PG repatria tudo, mete um trilhãozinho nas contas públicas e “passa o rodo” em 5 trilhões.

    2. De onde vc tirou esta informação? Como é que as autoridades brasileiras ainda não se pronunciaram a respeito? Isso está me cheirando a uma fake news milionária.

  5. Até que o povo diga não,
    Bolsonaro com emoção.
    Na caserna,
    toque de recolher.
    Cabaré pegando fogo,
    gestão Guru
    sem rumo e sem rima.

  6. Prezado Kotscho: Agora isso é verdade “o aloprado caçador de ursos na Virgínia, que pensa mandar no governo, acusou os militares de ter feito “cagadas”, antes e depois do golpe de 1964”, não é mesmo?

  7. Pois é, Mestre, parece que transformaram o Brasil em um imenso teatro de comédia, mas não.
    Também no item, cumpre-se promessa do Brasil regredir 50 anos, com a volta do mais canhestro do teatro de revista.
    Ao invés de oferecer o famoso rebolado das certinhas do Lalau, oferece agora o rebolado oral dos ‘famosos’ erradinhos do Bozo, para atender-se as necessidades laranjeiras e ‘políticas’ da família.

  8. Suicidando os aposentados.
    Ditadura de elite dominante consolidou no Poder extrema direita de civis ensandecidos e militares subalternos.
    Só querem dinheiro. Acabar com a previdência e entregá-la aos bancos, via capitalizacão , é “suicidar” os pobres e miseráveis.
    Pior, o povo não sabe de crime tão infame.
    Borradores, esses deputados “legisladores”.
    No Brasil de hoje, você confiaria aos Bancos durante 30 anos o seu dinheirinho?
    Esperaria uma “aposentadoria” de alguns reais?
    Os deputados sabem do “golpe” da reforma, mas se o prejuízo não sangrar de morte os pobres e pobretões, “suas borradas excelências” perderão privilégios.
    O Balaio e seus comentaristas estão alertando há tempos.
    Suicidar aposentados é crime?
    Esse PG é o maior criminoso contemporâneo e não está sozinho. Tem ao seu “lado” um povo que não sabe de nada. Pudera, o povão tá nas ruas procurando um trampo qualquer, ou até mesmo uma esmolinha. Quase 50 milhões de desempregados e ninguém tem medo deles.
    Que tal se todos comprarem um caminhão?
    Eu já “tou” na fila.

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