Reforma contestada: e qual é o projeto alternativo da oposição? Que oposição?

Reforma contestada: e qual é o projeto alternativo da oposição? Que oposição?

“Essa reforma vai ser aposentada por invalidez” (comentário do leitor Gilson Lima no meu Facebook).

***

A julgar pelo jogral entusiasmado do exército de comentaristas que desfilou na noite de quarta-feira na TV, em apoio à “Nova Previdência”, a pátria amada está salva.

Nós não corremos mais o risco de virar uma Venezuela, como tão bem retrata o desenho de Benett na página 2 da Folha de hoje.

Nas redes sociais, as críticas foram generalizadas, superando largamente os que apoiaram o projeto de reforma de Paulo Guedes, que promete “reduzir a desigualdade e eliminar os privilégios”.

Para a maioria, se a reforma for aprovada tal como está, deve acontecer exatamente o contrário.

Até aí, nenhuma surpresa, mas o que mais me chamou a atenção foi o grande ausente da pajelança na Câmara em que Jair Bolsonaro apresentou pessoalmente o projeto.

Fora a palhaçada de meia dúzia de deputados do PSOL, que se fantasiaram de laranjas, não se ouviu um pio da oposição, ou das várias oposições em que estão divididas.

Em democracias normais, diante de questões polêmicas como a Previdência, sempre se discutem duas propostas: a oficial, do governo, e a alternativa, da oposição.

Após os debates nas comissões, os dois vão a votação no plenário e quem tiver maioria leva.

Só que até o momento não tenho notícia de nenhum projeto alternativo apresentado pela oposição.

Não sei se foram boicotados pelas emissoras aliadas do governo ou se não apareceram na Câmara, mas, fora a turma do PSOL, não vi ninguém da oposição se manifestar.

Que alguma reforma precisa ser feita, está todo mundo careca de saber, até eu.

Só resta saber qual, quando e como será feita esta reforma, a que preço e quem vai pagar a conta.

Se a “Nova Previdência” do governo não presta, a oposição e as centrais sindicais precisariam pelo menos apresentar alguma proposta diferente para ser discutida pela sociedade.

Diante da indigência do cenário político nesse início da nova legislatura, tanto do lado do governo como da oposição, sem lideranças confiáveis nem articulação política na Câmara, o mais provável é que se confirme a previsão do Gilson Lima que está na epígrafe deste texto.

Nos cálculos do próprio Paulo Guedes, o governo conta como certos nesse momento apenas 200 votos _ 108 a menos do que o mínimo necessário para a aprovação.

É nessas horas que entra em campo o Centrão, o que já aconteceu, como informa Bernardo Mello Franco em sua coluna no Globo.

O apoio da turma já tem até preço: R$ 10 milhões por cabeça de deputado em emendas, fora as nomeações de cupinchas para o segundo escalão.

Ou seja, continua tudo como dantes no quartel (epa!) de Abrantes, agora coalhado de generais.

Os líderes do centrão também já avisaram que só vão discutir o assunto depois que o governo enviar a proposta de reforma da aposentadoria dos militares, o que deve acontecer daqui a 30 dias _ depois do Carnaval, é claro.

Enquanto isso, os futuros aposentados correm o risco de ter que trabalhar no mínimo 40 anos para receber os proventos integrais e os mais pobres receberão apenas R$ 400 antes de completar 70 anos.

As grandes corporações do funcionalismo civil e militar hoje se aposentam com salários integrais, que ficam acima de R$ 20 mil na média, e com menos tempo de serviço do que os simples mortais.

Se tudo der certo, isso só vai mudar a partir de 2023, quando a reforma estará concluída, e muitos de nós não estaremos mais aqui para saber.

Quem sabe, até lá, as atuais oposições entrem num acordo e apresentem uma proposta alternativa.

Vida que segue.

39 thoughts on “Reforma contestada: e qual é o projeto alternativo da oposição? Que oposição?

  1. Caro Kotscho, todos os dias (incluindo sábados e domingos) eu recebo em média 10 chamadas no meu celular de bancos me oferecendo empréstimos consignados. São como ratos vorazes me achando seu queijo. Sabem que sou aposentado por invalidez e portanto uma vítima valiosíssima e sem riscos para eles já que a cobrança é feita direto na minha conta bancária onde recebo meu benefício (benefício???). Como eu já marquei vários desses números como “spam” e devido as minhas dificuldades só uso o meu celular com comandos de voz, passo o dia inteiro gritando “ignorar” para o aparelho a cada chamada desses criminosos sanguessugas. A minha mulher e os vizinhos já se acostumaram e já sabem que eu não sou louco mas eu queria muito saber quem foi lá do INSS que vendeu o meu número para esses filhos da puta!!!
    Escrevo isso pra dizer que a única coisa boa dessa maldita e desastrosa reforma previdenciária do banqueiro Paulo Guedes e do Bozo é que no futuro os aposentados estarão livres do assédio desses bandidos. QUEM EMPRESTA DINHEIRO PRA INDIGENTE ???

  2. Caro amigo Kotscho,assim como voçê me sinto orfão de representatividade neste congresso onde as bancadas(da bala,da bola,da biblia,dos ruralistas,etc)tomaram o lugar dos partidos,que se misturaram todos e viraram farinha do mesmo saco.
    Hoje todos brigam pelo poder e para defender o interesse de suas bancadas!
    Pena que ainda não criaram no congresso uma bancada do povo,para devender os interreses dos sem bancadas assim como eu e voçê!
    Esta reforma atende o interesse de todas as bancadas existentes hoje no congresso menos o interesse do povo pobre que carrega este pais nas costas,pois,esta reforma não ataca o principal problema da previdência hoje que é a sonegação das grandes corporações que recolhe junto ao trabalhadores a previdência e não repassa ao governo,só para depois poder renegociar a dívida a longo prazo e com juros baixos(é só ver o que deve a previdência os principais time de futebol do brasil que gastam milhões com contratações e não paga a previdência ,assim com varias grandes empresas do brasil)
    É só pesquisar na internet os maiores devedores da previdência para verificar onde está grande parde do rombo!
    Força amigo! Estamos juntos na resistência!

    1. “esta reforma não ataca o principal problema da previdência hoje que é a sonegação das grandes corporações que recolhe junto ao trabalhadores a previdência e não repassa ao governo,só para depois poder renegociar a dívida a longo prazo e com juros baixos…”
      ————————————————-
      Jose, leia novamente a proposta e verá q tem um item perfeito para acabar com esta “mamata” das empresas.

  3. Este é o verdadeiro Kotscho q aprendi a ler e admirar!!!!!!
    Análise perfeita e sem demagogia.
    A proposta é ruim? Ok, mostrem uma melhor.
    Mas não, críticas vazias e sem nexo.
    65 anos é muito para quem começa a trabalhar aos 20 anos, mas esta é a idade q o trabalhador de classe baixa se aposenta hj tbm com a regra atual de pontos, tem q ser alterada e criar alternativas.
    Dificultou a aposentadoria rural e por idade, vai ter q ser mudado isto, é injusto.
    Porém concordo com todo o restante, aumentou alíquota de quem ganha mais, baixou da menor renda, enquadrou funcionalismo público e colocou os politicos no teto do INSS.

    1. Chatão, sou aposentado por invalidez permanente. Me aposentei muito cedo porque fui obrigado (Eu não queria!!!). A minha profissão é a de químico industrial e ganhava bem (recolhia também muito bem ao INSS) por sempre ter trabalhado em grandes empresas. Mas esse não foi o motivo para hoje eu receber quase o topo do INSS na condição de aposentado. O motivo foi que a minha doença degenerativa consta no topo dentre as de maior gravidade.
      Não posso mais trabalhar, segundo os médicos.
      Depois de aposentado, para ter alguma atividade e não ficar louco por me sentir inútil fui fazer o que mais gosto : Política!!! Trabalhei como assessor em vários mandatos de vereadores e deputados do PT sem NENHUMA REMUNERAÇÃO (nem “por fora”, coisa que eu abomino e tenho asco) , pois o que eu precisava era me sentir útil de alguma maneira.
      Há dez anos a VIDA me sentou numa cadeira de rodas e aí a Internet passou a ser a minha única distração e a única “atividade” que me anima a me manter vivo e a cumprir a promessa que fiz a mim mesmo de jamais me queixar. Comecei a escrever aqui mesmo, no Balaio do Kotscho.
      Por que conto tudo isso???
      Porque se eu fosse me aposentar pela Previdência do Bozo e do banqueiro Paulo Guedes, que quer remunerar aposentadoria por invalidez por tempo de contribuição e não pelo tamanho da desgraça, eu não estaria aqui, mas sim no farol tentando vender muambas para gente que se situa no patamar dos CONFORTÁVEIS, daqueles que não enxergam e desprezam quem se situa do lado de fora do vidro fechado do carro com ar condicionado , gente que vota pensando só em si e na sua barriga contendo um rei e não e nem nunca nos outros que mais precisam.
      Gente assim como tu !!!

      1. Não sei pq tamanha animosidade com a minha pessoa, mas admiro o Sr. já de um tempo, tem uma bela história de vida e luta.
        Como afirmei, o projeto precisa de mudanças e melhoras, tem itens injustos, como o citado pelo Sr..
        Minha mãe teve um AVC, perdeu parte da visão e sequelas psicológicas, ficou afastada durante alguns meses, mas lhe foi retirada a aposentadoria por invalidez. Faz 5 anos q não tem condições de trabalhar, mas os médicos do INSS insistem q ela está apta.
        Meu amado filho tem sindrome de down e autismo, o INSS diz q ele não precisa de auxílio, pois o pai recebe mais q 1 salário mínimo.
        Qts injustiças, não?
        A mãe não pode trabalhar, o Dudu ocupa todas as tardes dela com natação, fonoaudiologia, fisioterapia, musicoterapia, equoterapia (esta é a q ele mais gosta)…
        Talvez agora o Sr. possa entender pq me preocupo tanto com a economia do país e não com o partido ou presidente q lá está sentado.
        Sou o único filho q minha mãe pode obter auxílio, infelizmente minhas 2 irmãs foram mães cedo e casaram com homens sem instrução e acomodados. Enquanto eles acham o país injusto, choramingam a vida e afirmam q eu dei “sorte”, acordo cedo e imaginando formas de buscar novos rendimentos financeiros.
        Caso o Sr. tenha facebook ou Instragam, me chamo Paulo Bourguignon, me adicione e podemos nos falar melhor. Mas por favor, “venha” desarmado.

        1. Sou e serei desarmado até o fim. Se sentiu que te faltei com respeito é porque escrevo mal. A minha animosidade é contra todos que desrespeitaram o país votando nesta besta alegando falta de opção. Tu és um cara informado, inteligente, educado até. Não te considero um bolsominion alucinado mas apesar disso não te perdoo, tu tinhas o voto em branco como opção. Já te pedi amizade lá Facebook.

  4. Caro Kotscho, se você ou algum dos comentaristas souber, gostaria de saber como fica no meu caso.
    Hoje, minha situação é a seguinte: faço 60 anos neste ano (em Junho/2019) e completo 35 anos de contribuição no início do ano que vem (em Fevereiro/2020).
    Ou seja, em Fevereiro/2020 faço 60 + 35 = 95 pontos, pelas regras atuais.
    Pelas regras propostas, quando eu poderei me aposentar com salário integral?

    1. Em agosto de 2020, pela média integral, o que é diferente de salário integral. Em junho de 2020, vc terá, 60,5 de vida e 35,5 de contribuição, o que dará 96 pontos. Mas é bom conferir exatamente os dados no INSS

      1. Acho que não, pelo que entendi: se for aprovada esta Reforma como foi apresentada, cairá a regra da Dilma 85/95. Pela regra atual, válida e que está em uso, tem que ter 35 anos trabalhados ( trabalhadores de empresas privadas) mais 60 anos de idade (homens) para se ter o direito à aposentadoria integral. Pelo que se propõe, o sr. Claudio cairá no período da transição até perfazer seus 65 anos de idade e 40 anos trabalhados, deve ser o seu grande medo. A proposta da nova reforma apresentada é que o trabalhador se aposente c/ 40 anos trabalhados e tenha exatos 65 anos de idade. 65 + 40 = 105 anos.Imagino que a partir do 2º semestre, depois de realizadas as 4 votações das casas, e da assinatura do sr. presidente, que deverá demorar aproximadamente 45 dias, já estará tudo pronto.

  5. O desenho e o Post…… estarrecedores de tanta verdade. Na mosca. Há a venezuela (1)… de refis; a venezuela (2)… de banqueiros lucrando 4 bi de reais a cada 90 dias; a venezuela (3)… de 15 milhões de desempregados; a venezuela (4)… de 30 milhões de trabalhadores avulsos e sem carteira; a venezuela (5)… de sonegadores de impostos; a venezuela (6)… de mordomias do Judiciário e do Legislagivo; a venezuela (7)… de corrupção; a venezuela (8)… da mídia poderosa dos dominantes; a venezuela (9)… da Educação; a venezuela (10)… da saúde; as venezuelas (infinitas) do álcool, futebol, carnaval, pedágios, Brumadinhos e Marianas, tráfico, assassinato em massa, mortes no trânsito, facções, balas perdidas, propinas, poluição, desmatamento, extrema direita, cadeias superlotadas, merendas, metrôs, farmácias, instituições que emprestam dinheiro, juros elevadíssimos nos cartões, venda de sentenças, estupros, fila de órgãos, milícias, indústria de multas e cirurgias, pseudos jornalistas e cientistas de estúdios, golpes físicos, mentais, religiosos e políticos! Se passar na mediação, Kotscho, provavelmente está à beira da loucura. O mediador quer proteger o burrico do balaio… e com razão. Prolixidade nua e crua dispensa exegese, mas em si mesma é uma puta venezuela versus venezuela. Brasis a perder de vista! Guerrilha infame entre texto e contexto. Arre, fui mediado. Grato, jornalista, no fundo não passo de um anarfa sem escola, a não ser a da vida que segue… já quase no fim.

  6. Quem aprova de ouvido, e não de partitura, é aquele filho, ou neto de aposentado. Aposentado que mesmo recebendo uma miséria, reparte com o coração, ficando com menos e ajudando a família. Depois da reforma, os aposentados não ajudarão mais os seus. Curto e grosso. FDP de analistas de TV. Que “locutores” medíocres de emissoras do interior. Ninguém fala em defesa do aposentado. Os “veinhos” já contribuiram uma vida inteira, seus filhotes de economistas e banqueiros. Estes, querem vender previdência de bosta, digo, previdência privada. Precisamos de reforma, mas ela não precisa feder tanto de um lado só.
    (Com o perdão de tudo que escrevi).

  7. O Paulo Guedes só tem uma saída: ou aumenta o salário dos trabalhadores, ou reduz os impostos dos mesmos, diminuindo a chamada carga tributária. Fica caro aqui produzir. O Estado acerta em fazer a correção da distorção dos erros cometidos em vigência da Previdência; em que funcionários públicos, e mesmo os políticos, militares ficam com mais da metade do montante pago pela Previdência Social. Com déficit de 300 bilhões de reais por ano, nenhum país sobreviverá por mais de cinco anos. O certo seria implantar aqui a previdência privada; mas, como são baixos os salários da maioria dos brasileiro, então segue-se este regime geral de previdência. Aprovada esta Reforma, que já parte de 258 votos, faltando conquistar apenas 50 ou 70 votos, o partido do governo que é a 2ª maior bancada da Câmara, no Senado já derrotou o Renan conquistando a a presidência da mesa do Senado, impondo a sua vontade. A outra aplicação de política eficaz correta seria as indústrias investirem mais na formação da mão de obra qualificada, aumentarem seus investimento na modernização do parque industrial, pra competirem com seus produtos ao mercado internacional lá fora, e não saírem do país. A abundância de subsídios dados às multinacionais no passado, da era esquerdista, acabou. O Brasil precisa urgentemente retomar o seu lugar de merecimento perante o desenvolvimento macroeconômico digital da era atual.

  8. Caro Xará. Eu tenho defendido sistematicamente que esta não é uma ‘reforma da previdência’. É um ajuste fiscal focado na Previdência e na Assistência Social. Temos uma crise fiscal real e vc sabe que eu não me recuso a discutir questões previdenciárias, mesmo que aparentemente impopulares. Mas a proposta do governo laranja é concentrar o ajuste nos beneficios previdenciários e assistenciais dos trabalhadores, em especial os mais pobres. Na minha opinião, a oposição deve contrapor a urgente reforma tributária, simplesmente alinhando o Brasil com os países desenvolvidos, ou seja, cobrar IRPF sobre dividendos, acabar com a distribuição de juros sobre capital próprio, aumentar a progressividade do IRPF e tributar as grande heranças. É só aplicar as alíquotas utilizadas nos EUA e arrecadaremos mais de R$ 130 bilhões por ano e estará quase resolvida a crise fiscal. Um abraço. Berzoini

      1. Cobrar IRPF sobre dividendos,..aumentar IRPF sobre capital…tributar grandes furtunas… Propostas legítimas, mas um sacrilégio para quem colocou o bozo la. Qualquer mensao a isso ele nem passa pelo impeachment, é sumariamente fuzilado.

    1. O Sr. foi Ministro da Previdência, não me lembro bem se era o atual qdo foi aprovada a reforma com o Lula.
      Já naquela época era extremamente necessária, FHC não conseguiu fazer, mas Lula tinha apoio de todos os partidos, talvez mais dos partidos contra ele dos q o favor, tanto q foi criado ali o PSOL.
      A reforma aprovado pelo Lula foi muito impopular, recebeu diversas críticas e protestos.
      O Sr. tem muito mais conhecimento de causa, então espero q possa fazer uma oposição séria e construtiva.

    2. O apresentador da Fox Tucker Carlson chama numa entrevista o Historiador holandês Rutger Bregman de “idiota de cérebro pequeno que deveria se auto-foder”. O historiador holandês Rutherford Bregman fez uma apresentação em Davos que foi muito comentado na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil não se ouviu nada sobre isto. Fox o convidou para uma entrevista, mas o apresentador não gostou nada que ele falou. Ele não trouxe novidade. Então por que está sendo atacado? A diferença é o seguinte: No Fórum de Davos ele falou numa sala lotada de multimilionários e bilionários. Lá ele disse: vocês, (apontando com dedo para cada um), você e você e também você, devem pagar mais imposto. Na entrevista ele disse para o apresentador: Você é multimilionário mantido por bilionários, por exemplo os irmãos Koch, você deve pagar mais imposto.

  9. Os homens de bem se reuniram ontem,destaque para Alexandre Frota kkkk,a culpa da oposição ta muda e do idiota do ciro gomes q e mais governo q os filhos do minto bolssonaro,ora quando a globo e toda a mídia e os sábios q entendem de previdência a elite o andar de cima apoia pode ter certeza q é para ferrar ainda mais povo ,tem uns inocentes q ate mercem

  10. Kotscho, Alguma coisa tinha que ser feito, e a iniciativa deve partir do governo, cabe a oposição agora apresentar alternativas, com certeza muita coisa da forma como foi colocada não passa e vai ser modificada. O que revolta e ver o milico ficar fora desse sacrifício. O sujeito entra nas forcas armadas com 18 anos, aos 48 anos se aposenta, isso quando não vai pra reserva aos 33 anos por deficiência mental.

  11. Alguem aí viu alguma contraproposta das centrais sindicais e do sindicato dos metalúrgicos de SBC sobre o anúncio do fechamento da Ford? Fazer greve?
    E assim, criticas aos montes, propostas que é bom, nada.
    Colocastes muito bem: cadê a oposição?

    1. José, a GM chamou os sindicatos e representantes dos funcionários, aproveitando do fechamento da FORD, colocou em um quadro as novas regras.
      Todas aprovadas e não teve reclamações, pois o emprego hj é raro e ninguém quer mais saber de sindicato.
      A FORD mandou um representante falar com os funcionários e foi bem claro, o grande culpado do fechamento foi o sindicato de vc´s, reclamem com eles.

  12. Jornalista, toda essa discussão, com inúmeros bodes mal cheirosos, na sala apertada do bom senso, mesmo sendo reinício de tudo que já vem sendo discutido há anos, nada mais é do que uma espessa cortina de fumaça, porque aos neoliberais o que interessa mesmo é partir para um sistema de capitalização, no que exceder ao limite do INSS. Aumentando as alíquotas para que os mais altos salários, principalmente dos empregados do governo, incluídos aí os militares e policiais, nada é capaz de justificar um regime à parte para esses assalariados, que é perfeitamente admissível. Acontece que o sistema pode, com vantagem para os trabalhadores, ter essas alterações e continuar no regime de repartição, ainda em vigor. Esses detalhes que já estão na mídia, muitos mostrados com estardalhaços, tornam claro os prejuízos que terão os mais pobres, seja na menor remuneração de suas aposentadorias e o maior tempo de trabalho. Um só ponto mostra a crueldade da proposta: as pessoas mais frágeis, aquelas com dificuldades para se empregarem com carteira assinada, e que vivem de bico, pouco contribuindo para o INSS, terão de trabalhar até os 70 anos, ou seja no limite de suas vidas; outros, também frágeis mas que de alguma maneira contribuíram para INSS, serão obrigados a trabalhar mais 5 anos para poder pleitear uma aposentadoria, mesmo proporcional, Acredito que as oposições, oposição mesmo, não aceitarão esses absurdos, muito menos o regime de capitalização, que já se sabe, vem acontecendo em outros países que fizeram essa opção, como por exemplo o Chile, que tem levado os aposentados a ficarem sem renda no final de suas vidas. Para empurrar goela abaixo do país, além da propaganda enganosa nos meios de comunicação, o Governo prima por não tomar decisões concretas para que o PIB volte a crescer, reduzindo o desemprego que a população bovinamente e sem orientação (aqui falham as oposições) aceita. O PIB crescendo, o emprego formal aumenta, o quadro de todo mentiroso do déficit da previdência perde sustentação. Para o Governo, nada de crescimento enquanto tentam emplacar a reforma da previdência. A fome e as dificuldades da população, o genocídio que promovem, não vem ao caso.

  13. nos países desenvolvidos os partidos de direita “se dão ao trabalho de jogar jovens contra idosos”, aqui nem precisa.

    sobre a ausencia um projeto da oposição: fala-se muito sobre os reacionários serem amadores mas tirando o Marcelo Freixo ninguém do “PiSoul” sabe fazer algo além de gritar e o Pête está preocupado demais com a venezuela.

  14. Prezado Kotscho: A reforma da Previdência apresentada pelo governo segue a política do liquidificador porque agita muito e não deixa nada sólido e, como você bem disse, “os futuros aposentados correm o risco de ter que trabalhar no mínimo 40 anos para receber os proventos integrais e os mais pobres receberão apenas R$ 400 antes de completar 70 anos.” Como parece que isso para o leigo é gritante, no mínimo o que se espera da oposição parlamentar é que ela ataque esse ponto.

  15. Sei. Vc questiona um….projeto de oposição e chama de palhaçada a atitude do PSOL…Sei…ou não sei…Vc do alto de sua sabedoria jornalística crítica …crítica. Parabéns!11Vc é foda! Parabéns, insisto.Parabens!E aí, vai tomar porrada junto com a gente? Num sou PSOL., PT fui com mais enfase…hoje menos. Tem muitas folhas esperando suas certez(s)as.Escreve! Escreve! E…escreve! Dá uma dica do caminho, mas vem junto. Deuses precisam dar as diretriz(s)és…vai, sábio, diz como!

  16. Tem razão, Mestre, na panaceia da reforma da previdência a anomia militante da oposição grita.
    Que a classe dominante quer o estado mínimo, com o máximo de privilégios garantidos, não é novidade, estamos entre as dez maiores economias e somos a nona maior desigualdade mundial. Um espanto!
    O que surpreende é a difusa anomia política e orgânica da oposição, permitindo ao governo sem pressão, lesar os mais pobres e tripudiar com sandices, como a que irá “reduzir a desigualdade e eliminar os privilégios”, repercutida como propaganda em forma de informação pelos que julgam-se inimputáveis, como O Globo na manchete: ‘Reforma mira redução de privilégios e promete economizar R$1,1 trilhão’.
    Vinicius Torres Freire em ‘A reforma dos pobres e miseráveis’, hoje na folha, finaliza iluminando: “O sistema de assistência brasileiro foi montado em camadas arqueológicas, de partes incongruentes, e causa iniquidade mesmo entre miseráveis. O sistema de Previdência, por sua vez, privilegia os mais ricos, servidores em particular. O sistema tributário privilegia ricos e muitos ricos.
    Está tudo errado, e o país decidiu (ou parece que decidiu) consertar parte do problema em um momento de colapso financeiro dos governo e estagnação econômica de gravidade secular.
    A solução disso é quase uma guerra civil por outros meios.”
    Para evita-la, cabe a oposição sair do estado catatônico e acordar o povo à trágica realidade.

  17. Peço licença ao dono do Balaio e à sua paciência por alongar o que deveria ser um breviário.
    Retorno aos comentários após um prometido distanciamento, face ao fato indesculpável dos supostos ‘opositores’ não haverem percebido que, de fato, o ex-capitão representava, já nos idos de agosto passado, as cores não apenas da direita bruta, nua, crua, mas, especialmente, da cor verde-oliva, cujo último representante foi o general Figueiredo que pediu para ser esquecido, montou seu cavalo baio e nunca mais deu um pio.
    O ex-capitão representava, propriamente, uma “candidatura militar” e um “projeto militar” de exercício do poder, com a reafirmação dos seus dotes imperiais de “poder moderador”. Só que de retorno para ficar e enquadrar as demais instituições, faz algum tempo avacalhadas e desmoralizadas; do Executivo, do STF, do Parlamento.
    Berzoini deve lamentar, hoje, ter o PT jurado a Carta aos Banqueiros em 2003. Em lugar da reforma tributária, à época, com a tributação das grandes fortunas (que ele não menciona em seu comentário), dos dividendos, dos juros sob capital próprio e das heranças), o PT liderado pelo alcaguete de Ribeirão Preto fez o contrário do que pregara na vigorosa e correta Oposição: votou a reforma da Previdência sob os aplausos dos tucanos e do PTB de Roberto Jefferson. A reforma levou até o PC do B a expulsar de seus quadros o falecido deputado do antigo PCBR Sérgio Miranda de Minas Gerais, que declarou não poder votar uma reforma da Previdência contra a qual sempre se opusera.
    Não custa lembrar que a referida reforma implicou o ‘racha’ e nascimento do PSOL, com a saída de Plínio de Arruda Sampaio (registre-se que se tratava do deputado-líder do PT durante a Constituinte).
    A outra implicação, esta desagradável ao sindicalista originário da classe bancária, no cargo de ministro da Previdência, foi ter sido agraciado com uma torta de carimã esfregada em seu rosto no Ceará, por conta da fila indiana de “prova de vida” que levara nonagenários desmilinguidos a se deslocar para provar sua sofrível existência. Também foi o PT que em 2003 abriu o caminho para os fundos de pensão fazendo o papel daquele boi do adágio popular: “por onde passa um boi passa uma boiada”.
    O boi da previdência petista de 2003 deu abertura para a atual boiada demencial (que liquidará o tripe constituído na Constituinte conhecido como “Orçamento da Seguridade Social” configurado por Assistência Social, Previdência Público-Estatal e Saúde Pública).
    O que o Posto Ipiranga deseja é, simplesmente, abastecer o sistema financeiro com o filé das contribuições previdenciárias (o tal 1 trilhão e 400 bilhões em dez anos), sem falar no sistema de capitalização que servirá de “funding” dos 4 maiores bancos privados nacionais.
    Agora Inês é morta? Agora, não!
    Inês começou a ser morta durante o mandarinato do “Italiano”, o maior alcaguete da história da esquerda brasileira. Dona Inês da Seguridade Social será sepultada no Posto Ipiranga, sem oposição e com a sua cumplicidade omissiva lenta, gradual e ‘pragmática’.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *