Grande aliança golpista fecha com Alckmin para deixar tudo como está

Grande aliança golpista fecha com Alckmin para deixar tudo como está

Só o MDB, quem diria, ficou de fora _ por enquanto, claro.

Todo o resto, tirante os partidos de esquerda, fechou com o tucano Geraldo Alckmin como candidato único do “centro”, o novo nome da direita brasileira.

Numa verdadeira “blitzkrieg” na quinta-feira, a grande aliança golpista do impeachment encontrou finalmente seu candidato, que vinha capengando nas pesquisas, e agora vai ter 40% de todo o tempo de TV na propaganda eleitoral.

O mercado comemora, a Bolsa deve subir e o dólar cair, após a guinada do poderoso “Centrão”, formado por Eduardo Cunha para derrubar Dilma Rousseff em 2016, e colocar Michel Temer em seu lugar, “com Supremo e tudo”.

A fina flor dos partidos fisiológicos de direita deu uma solene banana para Ciro Gomes, que os cortejava e, comandados por Valdemar Costa Neto, o Boy, dono do PR e condenado no mensalão, seus caciques foram todos unidos para o ninho tucano.

Valdemar foi o fiel da balança e indicou o vice de Alckmin, o empresário Josué Gomes, filho de José Alencar, vice de Lula nos dois mandatos do petista, e que também era cobiçado por Ciro.

De uma hora para outra, na semana em que começam as convenções partidárias para oficializar as candidaturas, o quadro clareou.

Se tudo der certo na estratégia do establishment, Alckmin será o ungido nas urnas para deixar tudo como está e depois ver como fica.

Para isso, o ex-governador paulista terá que entregar os dedos e os anéis ao “Centrão”, que comandará o Congresso, e manter as reformas da “Ponte para o Futuro” e todo o “legado” de Temer.

Diante da resiliência do explosivo Jair Bolsonaro, o candidato militar da extrema direita apoiado por parte da elite empresarial, Geraldo Alckmin se tornou o mal menor para a oligarquia, uma forma de manter o poder sem correr maiores riscos de mudanças bruscas.

Agora isolado e sem alianças, a Ciro Gomes, cuja candidatura será oficialmente lançada na convenção do PDT nesta sexta-feira, só restará procurar abrigo na esquerda, onde tudo continua indefinido e congestionado à espera de uma decisão de Lula.

Sem o risco Bolsonaro, que também não fechou alianças e só tem 8 segundos na TV,  o mais provável neste momento é a ida de Alckmin para o segundo turno representando o “status quo”.

Ciro terá que disputar a outra vaga com o candidato indicado por Lula e não é improvável que se repita a disputa entre PSDB e PT, como tem acontecido nos últimos 25 anos.

Roda, roda, roda, e voltamos ao ponto de partida, sem grandes novidades no ano que seria o da grande renovação da política pós- Lava Jato.

Os candidatos inventados correram da raia e restaram os mesmos de sempre. De novo mesmo, só a patética figura de Henrique Meirelles, o candidato de Temer, que não passa de 1% nas pesquisas, mas insiste em conitnuar na disputa.

É bom não esquecer que tempo de TV ajuda, mas nem sempre decide: em 1989, quem tinha um latifúndio no programa eleitoral era Ulysses Guimarães, do velho PMDB, presidente da Constituinte e comandante das Diretas Já, que foi abandonado no meio do caminho e ficou com votação de nanico.

No fim, quem venceu foi Fernando Collor, o “caçador de marajás”, um “outsider” como é Jair Bolsonaro agora, mas acho que esse risco já não corremos mais.

A direita se uniu e a esquerda continua dividida. É o que temos para o momento.

Assim termina a semana, a menos de três meses das eleições.

E vida que segue.

Josué Gomes divulga nota

O Balaio recebeu a seguinte nota do empresário Josué Gomes sobre a sua indicação para ser vice na chapa de Geraldo Alckmin:

“Em viagem de trabalho, tomei conhecimento da decisão do Partido da República, a que sou filiado, de _ juntamente com o DEM, PP, PRB e Solidariedade _ apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República, sugerindo o meu nome como possível vice da chapa.

Relembro o meu saudoso pai, que dizia que o importante na chapa é quem encabeça. E acrescentava: “vice não manda nada e deve evitar atrapalhar.”. De minha parte, creio firmemente que uma coligação deve estar baseada em programas e ideias que projetem os rumos a serem seguidos pelo Brasil. Recebi com responsabilidade essa possível indicação. Agradeço a confiança que as lideranças depositam em meu nome. No meu retorno, procurarei me inteirar dos encaminhamentos feitos pelos partidos para que possa tomar uma decisão”.

Josué Christiano Gomes da Silva

 

29 thoughts on “Grande aliança golpista fecha com Alckmin para deixar tudo como está

    1. Tu és o Manuel Ferrara, ator Porno Frances? que Estas fazendo aqui camarada…bom, a situacao brasileira é uma pornografia mesmo…seja bem vindo.

  1. Está tudo uma beleza, pelo que se vê, são favas contadas. O Congresso não muda, é apoio certo aos objetivos da direita, Lula irá para casa com o rabo entre as pernas como um cachorro mofino. E o mais importante: os eleitores, diante desses movimentos da direita, tende a apoiá-la, muitos deixando Lula para lá, com Bolsonaro e Ciro Gomes reduzidos às suas insignificância. Haverá eleições livres (na hipótese, só pode ser sem Lula concorrendo), o golpe e a mídia (Globo) triunfarão, não permitirão que seja tirada nem uma lasquinha do mercado para atender os mais pobres e reduzir a pobreza, a miséria a que voltamos por culpa dessa mesma direita. A economia não demora em encontrar seu equilíbrio. Não parece que seja plausível, alguma coisa não está rimando, está mais para o desejo, para o pessimismo diante do realmente quadro confuso da política, do que para o mundo real.

  2. Como diria o Justo Verissimo: “Eu sou…mas quem não é?
    Se no segundo turno der novamente o duelo entre o PT x PSDB conforme profetizado neste post, vai ser um duelo do velho oeste: Dois ladrões, em plena praça publica vendo quem vai sacar o revolver primeiro e liquidar o outro.
    Uma coisa temos a certeza: Em qualquer situação, vamos continuar a ter mais um ladrão, além de muitos outros barrados no baile e que ja estão presos. São todos mais dos mesmos.

  3. É uma boa notícia o “Centrão” apoiar Alckimin. Assim, aglutina a direita ao PSDB e isola o Bolsonaro, excluindo esta tendência perniciosa que poderia causar um retrocesso irreparável à democracia (se é que isso ainda fosse possível).
    Convém agora, as esquerdas se unirem em uma única candidatura para confrontar com Alckimin.
    Quem sabe, diferente das eleições anteriores, quando houve a polarização entre PT e PSDB, tenhamos uma disputa mais clara entre direita e esquerda, debatendo-se ideias e projeto de Estado?

  4. Roda, roda, roda. Só pra lembrar, Alckmin,é o centro da Roda Viva na próxima segunda feira, 23 de julho. Na outra segunda, dia30, será a vez de Bolsonaro…

  5. As forças não extremistas chegaram ao melhor candidato com certeza. O Alkimin tem histórico de ter equacionado o Estado de São Paulo, principalmente não ter permitido a violência que tanto ceifa as vidas dos brasileiros. Terá um desafio enorme para convencer grande parte do eleitorado que busca “salvadores” da pátria”. Se até lá se conscientizarem que os “salvadores” são na verdade engôdos, o Alkimin terá uma expressiva vitória.
    Bom para o Brasil, pois de tudo que não precisamos é de quem foi responsável por causar tanta esculhambação, e depois de apeado joga a culpa no seu vice, e muito menos precisamos de um engodo ainda pior, querendo se aproveitar da situação.
    Parabéns Alkimin, que mais uma vez soube negociar uma aliança capaz de vencer e administrar este gigante e problemático País!

  6. Alguém há de lembrar: “É a economia, estúpido”. O fato da escória burguesa e da aristocracia financeira (para usar as expressões de Marx no 18 de Brumário) juntarem-se para lamber um picolé não implica, nem de longe, qualquer garantia de ultrapassagem o primeiro turno. Mais uma vez, o eterno MDB vai jogar suas fichas por alguém, especialmente quando as eleições são casadas. Basta ver o caso do MDB em Alagoas e no Ceará misturados no apoio do PT. Assim sendo, a única direita com lugar garantido no segundo turno é a dura, nua e crua do ex-capitão da brigada de paraquedistas. A direita alquimista do tucanato está mais próxima de afundar com o peso dos 300 picaretas do ‘centrão’ do que ser intérprete da pouca esperança que resta aos desalentados. Lula tem a carta na manga para a vitória sobre as duas direitas, mas parece que decidiu, mais uma vez, errar grotescamente. Da primeira vez, como tragédia, ao escolher Dilma (a pior escolha possível dentro do que o partido tinha a oferecer), a segunda vez, como farsa, ao insistir em uma chapa puro-sangue ( escolhendo dentro dos quadros do próprio partido um nome) sem a menor condição de agregar votos indispensáveis para chegar à segunda fase com condições de derrotar a direita dura, nua e crua bem consolidada em torno da “candidatura militar”.

    1. Temos dito aqui, há largo tempo, que a tática lulo-petista de retardar ao máximo o Plano B e insistir em uma candidatura puro-sangue, com Lula preso na cabeça, simplesmente facilitava a vida da direita, seja a dura, seja a ‘soft’. Já há articulista bem tarimbado vislumbrando hoje que, ao final, a tática de Lula pode funcionar como ‘cabo eleitoral da direita’.

  7. “Sem o risco Bolsonaro, que também não fechou alianças e só tem 8 segundos na TV, o mais provável neste momento é a ida de Alckmin para o segundo turno representando o “status quo”.”

    Não sei o que assusta mais no segundo turno: O risco Bolsonaro ou todo o partido jurídico-policial-financeiro-midiático apoiando o Picolé de Chuchu.

  8. Caro Kotscho, tirante o “bla bla bla” e o “lenga lenga”, agora é inexorável:
    Quem quer a continuidade do governo Temer com o mesmo bando comandando os ministérios vota em Geraldo “Chuchu” Alckmin.
    Quem quer pagar de idiota ou imbecil vota em Bolsonaro.
    E quem quer que o Brasil volte a crescer e consequentemente ver e sentir seu povo melhorar de vida vota em Lula ou em quem ele indicar.
    Cada um escolhe o que quer pra vida, que segue do jeito que a maioria mandar. São dez semanas para se decidir.

    1. Meu caro, está cuspindo no prato que comeu até ontem. A grande maioria deste centrão, sempre esteve como Lula e o PT. Aliás, foi com ele que Waldemar Costa Neto, Roberto Jefferson e muitos outros que agora bandearam para o Alckmim sempre roubaram a vontade, desde os tempos de mensalão e mais recente com o petrolão. O Sr. Josué Gomes estava sendo disputadissimo para ser vice em uma chapa do PT e agora ja virou desafeto do partido Ademais, o Sr. Michel Temer é herança maldita trazida pelo PT, que agora insiste em jogar nas costas da “direita golpista”. Reconhecer erros faz parte da ética e moral das pessoas. Já culpar os outros……

      1. Como eu disse cada um vota com quem melhor se identifica. Eu voto em ideias acima de nomes e afirmo que o voto sim é que identifica a ética e a moral das pessoas.

      2. Foste muito certeiro por demais….
        Sem contar que o PR, do Valdemar Costa Neto, estava negociando com Bolsonaro e com o PT abertamente. E se a decisão tivesse sido pela escolha da indicação do filho do José Alencar para vice da chapa do PT, o balaio estaria em festa!
        Certo, meu caro Ricardo Kotscho?

  9. Grudaram a ramela dos golpistas nos olhos do ladrao de merenda e do agora nanico ex-capitao do mato. O maximo que conseguirao sera dividir os 33% de votos dos extremistas anti-petistas. De quebra, fica a pergunta, com quem Marina ira se casar. O resto nao passa de 1%.

  10. É o mesmo centrão que apoiou Sarney, que apoiou Collor de Mello, que apoiou FHC, que apoiou Lula, que apoiou Dilma, Que apoia Temer e vai apoiar o próximo presidente seja quem for.

  11. A questão é convencer os candidatos a levarem o caixão de Temer e “carisma” de Alckmin para o palanque.
    Bem, agora com a chapa golpista definida, vão centrar suas forças na manutenção da prisão de Lula e de sua ilegibilidade via PSDB, digo TSE. E como Bolsonaro não ultrapassa nem com reza braba os 20% , vamos ver a máquina publica funcionar junto aos prefeitos.
    Só falta combinar com o povo!

  12. Pouco tempo na TV é uma dificuldade. O Boçalnaro, com 8 segundos, só poderá dizer: “Eu sou o Boçal…”. O “naro” fica para o dia seguinte. Mas tempo demais é uma faca de dois legumes (royalties para Vicente Mateus). Alckimin terá 40% do tempo ou 5 min. e 49 seg, uma eternidade na TV. Se sobrar um tempinho, o picolé de chuchu conversa com algum chefete do PCC.

    1. Saibam todos que os políticos que tanto desmerecem a atividade com suas ilicitudes, foram ”ELEITOS” pelo voto direto.” Inútil citar candidatos A ou B. A situação do Brasil não será resolvida com à boa vontade e à bondade dos palanqueiros.
      A economia não é uma ciência exata e é sensível a qualquer boataria de alterações bruscas. Quando Lula fala nos palanques que vai ajudar os pobres, isso só não causa mais estragos ainda à economia porque o mercado já sabe que se trata de um falastrão demagógico em busca do poder e que nada mudará ,até porque não há como mudar.
      Não tenho nada contra o Lula, como insistem em dizer seus fiéis seguidores que o endeusam, apenas não gosto populistas.

  13. Prezado Kotscho; “Se tudo der certo na estratégia do establishment, Alckmin será o ungido nas urnas para deixar tudo como está e depois ver como fica.” E apoiado pela mesma mídia golpista do passado e do presente que posa de boazinha, chamando de centro o que na verdade é a direita com a qual ela não quer se identificar.

  14. o resultado do primeiro turno já esta definido: o candidato do PT, se LULA ficar fora, terá. 20 a 25 por cento, o Bostonaro, de 10. 15 por cento, o Xuxú, em torno de 15 por cento, os demais 15 por cento e o resto brancos e nulos.
    Se LULA. estiver no páreo, ganha no primeiro turno.

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