Pesquisa Ipsos-Estadão: aprovação a Moro cai a 37% e a de Lula fica em 45%

Pesquisa Ipsos-Estadão: aprovação a Moro cai a 37% e a de Lula fica em 45%

Se as eleições fossem hoje, como dizem os locutores de televisão, Lula bateria Moro por 45% a 37% de aprovação.

Como a pesquisa Ipsos-Estadão não é de intenção de votos para as eleições, mas apenas mede o prestígio ou a rejeição de personalidades públicas, os números servem para demonstrar como a população reagiu à condenação de Lula pelo juiz Moro.

Em maio do ano passado, antes da condenação de Lula em segunda instância e posterior prisão, Moro chegou a registrar 69% de aprovação e apenas 22% de rejeição.

A curva se inverteu: agora, Moro tem agora 55% de rejeição, enquanto Lula mantem 45% de aprovação, o maior índice entre os presidenciáveis, e com a menor desaprovação ( 54%).

Seus adversários todos têm uma rejeição muito maior: Alckmin (70%), Ciro Gomes (65%), Jair Bolsonaro (64%) e Marina Silva (63%).

Esta pesquisa serve para demonstrar também que o sistema jurídico-midiático que quer impedir Lula de ser candidato pode muito, mas já não pode tudo.

O jornal que contratou a pesquisa por R$ 183 mil, por exemplo, achou melhor esconder estes resultados.

Nos últimos dois anos, como todos sabemos, Lula só apanhou deste sistema, e Moro foi endeusado, enquanto eram preservados os adversários do ex-presidente.

Não é nada, não é nada, não é nada, o levantamento explica também porque Lula continua preso.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

17 thoughts on “Pesquisa Ipsos-Estadão: aprovação a Moro cai a 37% e a de Lula fica em 45%

  1. Cada vez mais, a definição do “cover” de Lula não pode ser postergada para o undécimo minuto. A indicação do “cover” exige encomendar uma pesquisa eleitoral – bem fundamentada e de amplitude nacional -, capaz de identificar a capacidade real, em percentagem efetiva, do ex-presidente transferir os votos que todas as pesquisas dizem serem seus. Isto porque, a simples opção por um nome circunscrito ao próprio lulo-petismo, sem a verificação efetiva do percentual de votos concretamente transferíveis, não garantirá a passagem ao segundo-turno. E se garantida tal passagem, também se faz necessária a mensuração do quanto o próprio “cover” é capaz de agregar votos propriamente seus. O máximo realismo se impõe na aferição do beneficiário mais apto a passar ao segundo turno. E a ser agregador durante o segundo turno, com votação propriamente sua. Seja um “cover” do próprio PT (Haddad, Wagner, Amorim) ou outro qualquer (Boulos, Manuela, Ciro). Tais providências se fazem incontornáveis haja vista o fato eleitoral e político de que Lula será mantido trancafiado ainda durante, pelo menos, mais seis meses. Seja em cárcere duro ou em prisão domiciliar. As esperanças do Lula Livre, se tanto, ficam, quando muito, para 2019.

  2. Só uma pergunta. Se o jornal não publicou e também não há nada no site do IPSOS sobre essa pesquisa (Sim. Eu fui lá checar), como o sr. sabe que essa pesquisa realmente existiu?

  3. O mesmo IPSOS soltou recentemente pesquisa onde para 57% dos entrevistados, Lula é culpado das acusações pelas quais está preso (32% acham que é inocente). Mais ainda: 69% consideram que o petista está envolvido de alguma forma nos esquemas de corrupção investigados pela Lava Jato. Enfim, devo acreditar no IPSOS ou não?

    1. Eu não acredito é em você, Manoel Ferrara. De onde você tirou estes números?
      Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
      O fato é que a maioria dos brasileiros rejeita Moro e aprova Lula, este é resultado da pesquisa divulgada hoje.

        1. A pesquisa que você (Manuel Ferrara) está citando é de abril de 2018 (1 a 15 de abril de 2018).
          A pesquisa que Kotscho está comentando é de junho de 2018 (1 a 13 de junho de 2018).
          Como disse Kotscho “uma coisa não tem nada a ver com a outra”, porque o comentário é sobre aprovação e desaprovação. Os dados da pesquisa anterior que você citou, provavelmente já estão desatualizados.

          1. Como dito anteriormente, cada um acredita no que quer, sr. J Fernando. Parece que o resultado das eleições para prefeito em 2016 não serviu de aprendizado para a Esquerda.

        2. O decente confunde tomate com caqui, comparando pesquisa realizada em abril de 2018, com questionário para saber a opinião pública sobre a prisão de Lula, com pesquisa realizada em junho de 2018, com questionário para medir a aprovação/desaprovação de personalidades públicas, sabendo-se que estatisticamente são incomparáveis.
          Faltou destacar que a pesquisa sobre a prisão de Lula mostra o país dividido: 46% contra a decisão de prende-lo e 50% favoráveis.
          50% concordam e 44% discordam que, “A prisão de Lula foi justa”.
          47% concordam e 47% discordam que, “A Lava Jato até agora nada provou contra o ex-presidente Lula”.
          44% concordam e 51% discordam que, “A Lava Jato está mostrando que Lula é mais corrupto que os outros políticos”.
          73% concordam e 23% discordam que, “Os poderosos” do país “querem tirar Lula das eleições” presidenciais”.

  4. Mestre, em relação a pesquisa Ipsos, além do óbvio ululante, interessante que a ‘ex-novidade Doria, tem aprovação em queda para 11% e desaprovação em alta para 65%, e a atual novidade, ‘Mato e Arrebento’, tem aprovação em queda para 20% e desaprovação em alta para 65%.
    Alguma coisa está voltando à ordem e certamente não é a unida.

  5. …e já temos novidades meu véim, se não deixarem o LULA ser candidato, o seu indicado, vai pro segundo turno e ganha a eleição…os golpistas vão ser exterminados.

  6. Devemos ter cuidado com sertas notícias sermos chamados de mentirosos ,como a mídia o mbl o vem pra rua ,que vivem na utopia ,somos diferentes,somos inteligentes acima desses doentes

  7. Prezado Kotscho: De fato, “Esta pesquisa serve para demonstrar também que o sistema jurídico-midiático que quer impedir Lula de ser candidato pode muito, mas já não pode tudo.” Não pode tudo, mas se move com visível desenvoltura na busca de seu candidato de centro, a “obra de deus” salvadora da pátria. Basta agora ver o movimento do tal do “centrão” na direção do ex-governador de São Paulo, candidato à presidência da república. É para essa pedra cantada que serão descarregada todas as fichas, num caminho que vem sendo preparado desde o golpe do impeachment aplicado na presidente eleita Dilma Rousseff.

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