“Luto pelo Brasil”: Nação indignada reage ao bárbaro crime do Rio

“Luto pelo Brasil”: Nação indignada reage ao bárbaro crime do Rio

Foto por: Tânia Rego/Agência Brasil

 

“Luto pelo Brasil” é uma das tantas criações imortais de Carlito Maia usada para exprimir o que sentia diante das barbaridades que aconteciam no Brasil, muitos anos atrás.

Carlito não está mais entre nós para dizer o que significa o bárbaro assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Pedro Gomes, na noite de quarta-feira, em meio à Guerra do Rio.

Agora há pouco, no começo da tarde desta quinta, na chegada dos corpos de Marielle e Anderson à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, milhares de cariocas choravam e gritavam palavras de protesto nas ruas, outros aplaudiam e todos ficaram emocionados diante da cena.

Em Brasília, as sessões do Congresso Nacional foram suspensas à tarde diante dos protestos de parlamentares da oposição.

Há muito tempo não se via uma reação tão forte como essa diante da brutal execução de quem denunciava a violência policial e o motorista que a conduzia no Estácio, quando o carro foi alvejado por nove tiros.

Em poucas horas do dia, tudo mudou. Ainda de manhã cedo, quando escrevi a coluna sobre o “novo normal” dos fatos consumados (ver post anterior) , não poderia imaginar que a revolta externada nas redes sociais transbordasse tão rápido para as ruas.

Os combates da Guerra do Rio ameaçavam ultrapassar todos os limites de humanidade.

Desde cedo, milhares de pessoas começaram a chegar à Cinelândia para pedir justiça, aos gritos de “Marielle vive! Presente!”.

Com tropas militares e milícias combatendo nas ruas do Rio e policiais municipais e estaduais agredindo professores em São Paulo, voltamos a ver esta semana cenas que lembram os dias trágicos que antecederam o golpe de 1964 e o golpe dentro do golpe de 1968.

O que falta ainda? Bem a propósito, Frei Betto lembrou do assassinato do estudante Edson Luis, no Calabouço, em 28 de março de 1968, que mobilizou a população carioca em grandes manifestações. Diz ele:

“Agora, o crime organizado escancara suas impressões digitais e proclama que é o dono do pedaço carioca. Não pretenda a intervenção militar extirpar o conluio entre a banda podre da polícia e o narcotráfico, nem defender os direitos humanos dos moradores das favelas. Este o recado dado”.

A vereadora Marielle Franco, do PSOL, cometia o crime de defender os direitos humanos e era relatora da comissão nomeada pela Câmara Municipal para acompanhar a intervenção federal na segurança. Há vários dias ela vinha denunciando a violência praticada contra a população mais pobre da zona norte.

“A quem ela tanto incomodava?”, pergunta Bernardete Diniz em mensagem enviada à comunidade orante da qual Betto e fazemos parte, e ela mesma responde: “Um tanto nós já sabemos (a lição sabemos de cor, só nos resta aprender): mulher, negra, pobre, criada na favela, empoderada e lutando pelo empoderamento de outras. Acho que só não tínhamos a noção de quanto isso incomodava. Sem palavras, nesse dia de tanta tristeza, um abraço a todos”.

Em meio à comoção provocada pela execução de Marielle e Anderson, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, falou em nome do governo: “Mais uma tragédia diária no Rio de Janeiro não põe em xeque a eficácia da intervenção federal. Lamentável”.

Eficácia? Lamentável é ter um ministro da Justiça incapaz de ver a dimensão do que aconteceu.

Não, não foi apenas mais uma tragédia diária do Rio de Janeiro, como tantas outras, um crime de rotina nos boletins de ocorrência, mas a gota d´água que entornou o copo.

Parafraseando Sérgio Cabral, o grande causador da tragédia carioca, desta vez exageraram.

Tudo tem que ter um limite. Estamos perigosamente chegando a ele.

Vida que segue.

 

47 thoughts on ““Luto pelo Brasil”: Nação indignada reage ao bárbaro crime do Rio

  1. Por que somos todos MARIELLE FRANCO?
    A execução sumária da vereadora do PSOL simboliza o realismo trágico dos lutadores sociais marcados para morrer.
    A luta pelos direitos humanos e sociais no Brasil, desde sempre foi pautada como questão de polícia. Nunca esteve no topo das agendas política e institucional.
    Não há dúvida de que se trata de uma execução sumária perpetrada pelas forças milicianas, solidamente integradas à ordem estabelecida pelo crime organizado no Rio de Janeiro.
    Vergonhosamente, a iniquidade no combate aos Cartéis de Drogas e Milícias paramilitares no país passou a ser manipulada pelo presidente. O Palácio do Planalto lançou sua cortina de fumaça, com recurso ostensivo às Forças Armadas, simplesmente para ocultar as graves denúncias de corrupção envolvendo a cúpula palaciana. A criação do Ministério da Segurança é o clímax da ópera bufa para utilizar a boa fé da população desesperada, consoante a lógica dos espetáculos instigados pelos publicitários do marketing político regiamente remunerados.
    A vereadora do PSOL, militante das causas mais caras às classes oprimidas e subalternas, pagou em sangue a fatura das nefandas governanças municipal, estadual e federal, completamente alienadas dos grandes dramas que afligem o mundo do trabalho e dissociadas das causas populares.
    Os responsáveis não são tão-somente os sicários que dispararam à queima roupa as rajadas de balaços que fulminaram a valente vereadora do PSOL, mas, sobretudo, as autoridades que levaram a sociedade brasileira ao estado de anomia e fragilizaram o Estado, não dispondo de nenhuma capacidade de resposta e solução à altura das necessidades aflitivas das classes populares oprimidas e marginalizadas.
    O martírio da militante social do PSOL é resultado da mesmice, da repetição e do nada que marcam os governos submetidos e gerenciados pelos interesses exclusivos do mercado e da plutocracia.
    Os caídos no enfrentamento das causas sociais agradecem às manifestações de solidariedade e compaixão. Todavia esperam e protestam para que seu sangue não tenha sido derramado em vão, nem que as razões da tragédia sejam resumidas a coroas de flores e réquiens protocolares de ofício fúnebre. NÃO à Banalização da VIDA, porque somos todos MARIELLE FRANCO!

    1. Belo e pungente desabafo, caro Netho. É o que também penso.Por hoje você está desculpado pelo tamanho do texto, que resume um sentimento nacional provocado pelos bárbaros assassinatos do Rio. Grato pela participação, abraços.

      1. Não fi-lo porque qui-lo. Fi-lo pela jovem, bela e valente lutadora das grandes e boas causas pelas quais a vida vale a pena de ser vivida. E sabia que o coração do Kotscho, não pulsaria sem sua reconhecida tolerância e generosidade. Gracias, hermano. Fraterno abraço!

    2. Qual foi o presidente, de esquerda, que prometeu em palanque político acabar com o crime organizado? Ele esteve lá e nada fez.

      1. Não se trata de tocar em feridas, José Anísio, mas você anda escrevendo muita bobagem.
        O único político que prometeu acabar com o crime no Rio foi o Moreira Franco, também conhecido como “Angorá”, que não era presidente nem de esquerda, mas governador.

        1. velho Kotscho de guerra…pros “cumpanhero” ele é flexível e permite, por hoje diz ele, longos textos. Para os do “outro lado”, ele é implacável, sempre com críticas….me parece aquela estória do pai com o filho preferido e o filho, digamos, “nao preferido”…o filho preferido quebra o cristal caro da sala, e o Kotscho fala…”Geraldinho, seja mais cuidadoso meu filho…”…agora, o filho nao preferido é o agente ativo, o Kotscho grita…”ohh Paulo, sempre fazendo bobagem…o que eu fiz Meu Deus pra ter um filho desses….”
          sempre olhando por um prisma enviesado, para o bem ou para o mal.

          1. Muito consonantes as palavras do Pedro que agem como refrigeratórios para as vidas indolentes, simplesmente por terem opinião diferente; àqueles que só balbuciam “asneiras” parecendo que nem conhece o terreno onde pisam. Mas funciona assim mesmo: até num lar, sempre existe aquele filho mais paparicado. Para os incomodados, a porta da sala é a serventia da casa.

          2. Perdoe-me, Mestre, pela intrusão truculenta, sujeita a descarga, mas lembrando ‘o tempo de Mujica’ quanto ao consumo, não há ‘nesse tempo’, para não perde-lo com o sórdido e à atenção ao ‘doentio’ insistente, tolerância melhor que a descarga.

  2. Mestre Kotscho temos que acalmar os ânimos e colocar a cabeça pra pensar com bastante calma. Em 64 os militares tomaram o poder com a anuencia do generalado, da oposição e também do Judiciário com a desculpa de pacificar o país e extirpar o cancer dos comunistas comedores de criancinhas! Hoje temos os mesmos milicos, desta vez convidados pelo poder Executivo, aplaudidos por uma parte do Legislativo e com a anuencia da sociedade somada à do Judiciário. Falta apenas a convulsão social para que os militares assumam tudo em definitivo com a desculpa de manter a paz social. Um evento triste como este da morte da vereadora tem tudo para ser o fósforo que vai incendiar este barril de pólvora que se tornou o nosso país. Lembro apenas que foi por causa de um aumento de passagens de onibus em São Paulo que tudo começou em 2013.
    Via em luto que se segue!

  3. Caro Kotscho, não acho palavras para descrever o que vai dentro de mim. Escrevo aqui só para registrar meu pranto em uma mistura de sentimentos que vai da revolta à comoção, que vai do amor ao desamor.
    No mesmo dia em que a polícia de Doria e Alckmin arrebentam o nariz de uma professora em São Paulo, no Rio de Janeiro ocorrem as execuções sumárias de Marielle e Anderson. Apesar da aparente tristeza e impotência te
    digo que essas tragédias só fortalecem ainda mais a minha necessidade de resistir já que sempre lutei, lutarei e “Luto pelo Brasil” !!!
    “Eles pensam que a maré vai mas nunca volta” e o troco contra esse massacre golpista será dado com um massacre nas urnas !!! Não perdem por esperar !!!

      1. Kotscho, eu não posso andar e isso é um fato, mas aprendi com a minha melhor amiga (a cadeira de rodas) que eu posso voar !!! Para isso basta alimentar e manter meus sonhos acesos. Quer carona ???

  4. Violência. De onde vier, é mais uma derrota dos que se dizem seres humanos. Pobre Rio, pobre Brasília, pobre Brasil de todos nós. O que será de uma Pátria sem povo?
    O que será de um povo derrotado pela violência? A quem interessa o caos? Marielle, Anderson……… Presente.

  5. Tem sido difícil enumerar as imbecilidades pronunciadas pelo Cartel do MT. A quantidade é espantosa. O pronunciamento do Torquato Jardim é de uma estultice que me recordou Nelson Rodrigues. Quando alguém enunciava uma frase ou raciocínio eivado de rasteirices e superficialidades, inconciliáveis com a realidade concreta, o dramaturgo e jornalista genial tonitroava: “Isso é de uma cretinice fundamental!”. O ministro Jardim acabou de entrar no rol dos ‘cretinos fundamentais’ de Nelson Rodrigues.

  6. Os assassinos ainda não sabemos quem são, mas sabemos mesmo quem poderia ter sido no lugar deles. O inferno de Dante está ali no submundo neo-fascista das redes sociais. Poderiam objetar: nada mais inofensivo do que o guerreiro de teclado, late sem morder. Protegido pelo véu do anonimato, ele apenas despeja ódio em escala industrial, sem passar das palavras aos atos. Nove posts, tweets ou “laíkes”/curtidas da barbárie, jamais nove tiros. Ele pode, muitas vezes, já ter matado, em símbolo, tudo aquilo que sempre representou, com muita dignidade, Marielle, mas não era ele no Estácio, na cena do crime. Não era ele. Não era não. Era não.
    Desde ontem esta objeção perdeu o sentido. Cada um de nós, do amplo leque de democratas, sabe que ia acontecer, sabe que o lixo nazi-fascista era a premeditação paciente de um crime contra um alvo paradigmático.
    A demonização brutal da forma de uma vida de uma sociedade liberal e democrática, de uma sociedade mais inclusiva e tolerante, esperava por isso. Babava, torcia perversamente. Você, eventual leitora ou leitor, achava, quando lia algo parecido ao que escrevo, que isso era mesmo um exagero? Eu acredito em você, eu te entendo. Mas a partir de hoje não posso mais, infelizmente, te levar a sério, se continuar pensando assim.
    Eles todos mataram Marielle. A resposta? Vamos protegê-los, deles próprios, do seu próprio veneno, como sempre fizemos, defendendo a democracia com tudo o que temos na mão: canetas, votos, discussão pública exigente, passeatas e flores. Ingenuidade? Tudo parece ingênuo no dia de hoje.

  7. Não a dúvida que foi crime de ódio político de milicianos adoradores do nazifascista Jair Bolsonaro e so ver oque esse demente anda falando pelo Brasil a foro agora sua orda de nazifascistas estão começando a matar gente inocente como a Vereadora Carioca

  8. Nunca se viu tanta pieguice e falsos manifestos protocolares compungidos de tantas autoridades ao mesmo tempo. Simbolicamente, a vereadora já havia se manifestado de forma contrária à intervenção. Não é que os políticos enalteceram a intervenção sobre o cadáver ainda morno da militante psolista!!!!???? Inacreditável como a midiocracia orquestrou toda a espetacularização fúnebre para explorar politicamente a intervenção militar, que a vítima condenava, a ponto de presidir uma comissão parlamentar responsável por investigar a atuação dos interventores! Lamentável que o mídia oficial tenha se prestado ao papel de louvação da intervenção e utilizado o martírio da jovem para coonestar a ópera bufa patrocinada pelo Cartel do MT.

  9. Simples…o crime organizado informal deu um recado ao crime organizado formal, institucional, que eles estão no jogo. Alguns incautos. arautos do emprego da força, vão pedir equivocadamente mais exército nas ruas, e mais crimes como este virão. A única instituição que ainda não tinha sido foco de desmoralização, as nossas forças armadas, será completamente desmoralizada neste embate.O que o nosso país precisa não é de prender seus líderes, mas sim que estes líderes, junto a outras forças que comandam o nosso organismo social, se reunissem para encontrarem uma caída pacífica para todas as nossas agruras.Quando a marginalidade informal, vir isto acontecendo, farão votos de santidade.

  10. Cadê a milícia anti-esquerdista, fascista e consequentemente de direita que vem aqui todo dia escrever cretinices e borrifar de ódio esta área de comentários ???
    Estamos divididos sim e separados em dois lados, de um lado os revoltados e comovidos em SOLIDARIEDADE para com a companheira Marielle e o companheiro Anderson brutalmente assassinados e de outro lado os que marcham em pensamento e “ideologias” com os seus executores (essa gente marcha junto desde 2013 !!!)

    Caro Kotscho, o teu livro “Brasil Nunca Mais” foi jogado pra dentro de alguma gaveta e mofou !!!
    Por ser do eixo Rio-São Paulo Marielle agora vira símbolo da resistência ao golpe, mas ela não é a única vítima de assassinatos que vem ocorrendo no Brasil adentro desde 2013. Eu poderia elencar aqui uma enorme lista de pessoas e lideranças DE ESQUERDA assassinados mas isso faria este texto muito mais longo. Nenhuma dessas vítimas do ódio e da truculência é de direita !!! NENHUMA !!!

  11. A vereadora Marielle Franco é vitima de tudo que se encontra de errado no Brasil,a arrogância de uma certa classe dominante,e o melhor jeito de lidar com isso é fazer uma grande revolução estrutural que vai desde a revogação dos atos desta malta entreguista e também de outros governos anteriores tipo FHC ,confrontamento contra a oligarquia financeira até auditoria da dívida pública,porque não basta a investigação é evidente que é necessária,mas o que provoca esta situação também tem que ser levado em conta,pois senão a morte desta brilhante e bela mulher foi em vão.

  12. Marielle antes de ser executada mirou a testa do Cartel do MT, que lidera um governo malsinado integrado pelos neolibertinos de alta plumagem que dirigem o governo mais vagabundo e vulgar da história do Brasil. Imperdível a leitura das últimas palavras da vereadora, publicado hoje pelo JORNAL DO BRASIL. “”Reforma Trabalhista, PEC dos Gastos, Reforma da Previdência. O impacto dessas profundas mudanças, inspiradas em um projeto político retrógrado, alinhado com interesses que servem ao capital internacional e a setores do empresariado, arremessa um contingente de cidadãos e cidadãs para uma espiral de pobreza.””. Simbolismo maior não existe de que no país dirigido pelo Cartel do PMDB e sua base aliciada no balcão do Tesouro Nacional, uma vereadora como Marielle teria de ser silenciada.

  13. Não tem quem durma com uma bandidagem cruzada dessas. Olhai a pérola produzida pelo “MT”, que se pronunciou em seguida à falação do Ministro Raul Rolando Jungmann Lero: “….nós decretamos a intervenção, para acabar com esse banditismo desenfreado que se instalou naquela cidade por força das organizações criminosas….”. Ora bolas. A execução em pleno centro do Rio, portanto, não em uma ruela encravada na baixada fluminense, significa que a intervenção foi solenemente desafiada, desmoralizada e afrontada pelas milícias paramilitares embricadas na polícia carioca. Não poderia ser mais emblemática da falta de autoridade do Planalto, do que a que ficou decretada pelo crime superorganizado, com o fuzilamento da principal liderança política negra do Rio.

  14. Prezado Kotscho: “O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite desta quarta-feira (14/03) acendeu o alerta para um fato alarmante: desde 2014, ao menos outros 24 líderes comunitários, ativistas e militantes políticos foram evidentemente executados em diferentes regiões do Brasil. O levantamento não inclui mortes suspeitas de lideranças nem trabalhadores que não tinham, pelo menos de forma evidente, papel político de liderança. Usando esses dois critérios adicionais, a lista chegaria a centenas de nomes.” – segundo informa o portal Opera Mundi de 16/03/2018.

  15. Toda a repercussão dessa morte bárbara de uma política esquerdista cuja maior obra foi vitimizar a população pobre, mostra bem quanto vale no Brasil a vida de 200 policiais assassinados também de forma tão bárbara quanto, cuja obra foi arriscar a vida o tempo todo para defender a população da bandidagem; os policiais ainda vivos devem se lembrar disso todos os dias. Os socialistas ainda vivos, que exploram essa morte, venceram, de novo.

    1. No mesmo dia um policial militar foi assassinado em Paciência é um Pai foi assassinado no Cachambi ao lado de seu FILHO DE 5 ANOS. As imagens mostram que o bandido atira intencionalmente no Pai para a polícia prestar socorro e não persequi-lo. Bandidos cruéis que são tratados como vítimas desse policial e desse pai pois trabalhavam que não roubavam. Sobrou para essa criança aprender a viver sem o carinho e a proteção de seu pai. E tentar apagar da sua pequena memória a cena de seu Pai caindo morto ao seu lado. Direitos humanos para os humanos. Sei que para muitos comove mais a morte de um bandido do que de um policial ou pai de família. Eles também mereciam um texto, passeata, atos de indignação. Ou não? Vida que segue

    2. Lucia o que não dá louros não é contabilizado, para alguns. Você já viu uma farda estendida no chão ser lembrada ou homenageada por algum esquerdista?, esse é o lado dos “dignos” de esquerda.

  16. O clima está ruim, mas não posso me omitir. Acompanho com tristeza. há trinta anos, o assassinato de dezenas de militantes de esquerda no norte e nordeste, e nunca vi um alarde tão ruidoso como este do Rio. As razões são óbvias. Primeiro, o clima nefasto de falta de confiança nas instituições e a suspeição que pesa ominosamente sobre o primeiro mandatário do país. Segundo, em razão deste momento singular de “resgate da luta”de minorias, como mulheres negras, homossexuais e marginalizados economicamente. Os meios de comunicação se refestelam com as extravagâncias, contribuindo para a desinformação com a insistência nessa abjeção que se chama “execução” – termo escabroso que pretende ser falsamente elucidativo ao substituir o velho ‘assassinato’. Por que militantes de esquerda detêm o estatus de ‘executados’ que não é atribuído a policiais e cidadãos comuns assassinados intencionalmente? O Rio não chora a vereadora e seu motorista; chora a miséria do Brasil e nossa tenebrosa desesperança.

  17. Incrível, como os esquerdistas, aproveitam-se do bárbaro assassinato da vereadora, causado pelos criminosos que foram fomentados no poder, de Sergio Cabral, Lula e seus asseclas, e agora posam de vítimas da intervenção, que se nota ainda mais necessária, diante da baderna do Rio de Janeiro. Só faltava esta agora. Em meio a carnificina do Rio de Janeiro, os esquerdistas assumirem que estão do lado do crime organizado, e apontando o dedo para as forças armadas e a polícia (que tem sim suas laranjas podres, e devem ser punidas e extirpada pelo Estado ), e gritando em voz alta, que os criminosos são os que usam fardas. Agora se percebe a falta de qualquer comoção dos esquerdistas quando policiais, pais de famílias, são também mortos pelos mesmos que mataram a vereadora. Percebe-se de forma mais nítida, quando muitos esquerdistas se vangloriavam, com as faixas nos morros com a inscrição “se prender Lula, o morro vai descer”!

  18. Fernando Rodrigues, do Poder 360, foi ao xis da questão:”Mal comparando, os soldados do Exército estão no Rio como os norte-americanos no Vietnã na década de 1960 e início da de 1970: sem conhecer o inimigo nem o terreno. No país asiático, os vietcongs faziam ataques de surpresa. No Rio, a bandidagem conhece como ninguém a selva local. Age com destreza e crueldade –como no assassinato da vereadora.
    Só para lembrar: os Estados Unidos tiveram uma de suas mais humilhantes derrotas militares no Vietnã. Foi nessa guerra tresloucada que o então presidente Richard Nixon começou a cavar sua própria cova”.

  19. E o Elsinho? Onde andará o marqueteiro milionário do MT? Inventor da Agenda Segurança para salvar o Cartel do MT? Continua mouco? Mouco havia preparado para faturar sobre os crédulos na ópera bufa da ‘intervenção’. Vai convocar o Raul Rolando Lero para assar as abobrinhas comemorativas dos “30” dias “gloriosos” da Segurança Nacional. Tudo a ver!!!!

  20. Mestre, no Brasil, sangue de ‘Marielles’ comungam à terra e sonhos interrompidos na luta desigual e pouco se protesta, se informa, se indigna, se revolta e a vida segue adiante, como diz, no ‘novo normal’. Entre os dias 01 e 12, no Pará, foram mortos a tiros Paulo Sérgio Almeida Nascimento e Bosco Martins Junior, líderes da associação Cainquiama, e poucos souberam disso.
    Marielle, não informou ter recebido ameaças.
    Marielle foi selecionada, e quem a selecionou, concluiu encaixar-se à repercussão pretendida, não a indesejada ocorrida, basta observar a ‘mídia’ equilibrando-se entre o além da necessária e o não exagerar para evitar a catarse que sabem pairar no ar.
    ‘Mandantes’ e executores, operacionais, serão presos e o enredo que pensaram participar não é o mesmo dos pensantes que traçaram esse enredo, para todos nós acreditarmos.
    O jogo é mais de riba. Moveram as peças para construção do motivo com o qual pretendem que não haja a eleição, que sabem perdida.
    O enredo é outro.

  21. A narrativa midiática transfigurou a militância da vereadora, que nunca merecera sequer um espaço compatível à sua representatividade. Tudo tem sido feito para negar sua ideologia, sua prática e o seu programa partidário, que são visceralmente distintos e de meridiana oposição ao ‘status quo’ político, social e econômico. A espetacularidade patrocinada pela mídia grande, facultando a exploração da tragédia pelos abutres do ‘establishment’, na absoluta contramão de tudo que representava o mandato da parlamentar, ultrapassou todos os limites da decência mínima e da verdade factual.

  22. Onde chegamos! A institucionalidade, já desarranjada às escâncaras, aumenta mais. A desembargadora Marilia Castro Neves, do Rio de Janeiro, escreveu no Facebook que a vereadora Marielle Franco (PSOL), “estava engajada com bandidos”. Afirmou ainda que o “comportamento” dela, “ditado por seu engajamento político”, foi determinante para a morte. E que há uma tentativa da esquerda de “agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”. Imputa à vítima ter sido “eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”. Foi mais longe na “certeza de que seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim”. E que tudo não passa de “mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”. Fonte: Mônica Bergamo

  23. As munições usadas para o assassinato foram roubadas da policia federal em 2006. Quem era o responsável pela PF naquela época??? Silêncio no front da esquerda. Agora imagina a festa que seria caso o roubo tivesse acontecido entre 2016 e hoje. Estariam dançando mais ainda utilizando um crime brutal como vitrine política. Segundo reportagem do G1 entre prefeitos e vereadores foram 40 (quarenta) assassinatos em 2017 e ninguém escreveu uma página sobre isso. Qual motivo???? Não consegui até agora resposta se o Policial Militar e o Pai assassinados, destacando que o Pai foi assassinado ao lado do seu FILHO DE 5 ANINHOS no mesmo dia se também não merecem um post, reportagem especial, protestos, músicas etc??? Vida que segue

  24. Hildegard Angel: “Hoje, em minha hidroginástica frequentada por pacatas senhoras do bairro, uma delas, enfurecida, bradava contra os ‘direitos humanos’ que Marielle defendia. E de repente me vi, não mais na piscina azul da academia, porém numa piscina de sangue. O sangue que o pensamento fascista já verteu no Brasil e poderá fazer ainda jorrar muito mais. O sangue de minha mãe, em 1976. O sangue de Stuart, de Sônia, de Maria Helena, de Vlado, de Rubens Paiva e muitas centenas, nos Anos de Chumbo. O sangue de Marielle neste 2018. O sangue de Anderson Gomes, a vítima errada na hora inadequada. O sangue de muitos outros que precisarão ser emudecidos”. Audálio Dantas, um gigante moral, à frente do sindicado dos jornalistas paulistas, diria o mesmo que Angel.

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