Doria acelera campanha: troca Saúde e Educação por asfalto em SP

Doria acelera campanha: troca Saúde e Educação por asfalto em SP

Depois de triplicar a reprovação ao seu governo (de 13% para 39%) no último Datafolha, o que o fez desistir dos sonhos presidenciais, o prefeito João Doria se conformou em disputar a sucessão de Geraldo Alckmin em São Paulo.

Como as ruas esburacadas na cidade foram um dos motivos da sua queda nas pesquisas, o prefeito resolveu dar um cavalo de pau nos investimentos municipais pois tem pouco tempo para mostrar serviço.

Tirou recursos de outras áreas para priorizar o recapeamento de 400 quilômetros de corredores e grandes avenidas de alta visibilidade, o carro-chefe da sua campanha eleitoral fora de época na televisão.

Só em propaganda do “asfalto novo” a Prefeitura vai investir pelo menos R$ 5 milhões, o que daria para tapar um bocado de buracos em ruas de menor audiência.

“O montante para asfalto, de R$ 550 milhões, é mais do que a expectativa de investimentos (e não custeio, como salários) nas áreas de saúde (R$ 545 milhões) e educação (R$168 milhões) em 2018”, informa reportagem de Artur Rodrigues na Folha desta terça-feira.

Doria está há apenas 14 meses no cargo de prefeito, mas parece que não se sente satisfeito no cargo.

A exemplo do que fez o também tucano José Serra no passado, quer abandonar logo a prefeitura para alçar vôos mais altos.

Ao abandonar precocemente a prefeitura, Serra conseguiu ser eleito governador, mas foi derrotado duas vezes para presidente da República, o seu grande sonho.

Em seu estilo acelerado, o prefeito quer passar o rolo compressor também nos outros três pré-candidatos tucanos ao governo, mas já está causando revolta no ninho.

Uma carta de apoio ao prefeito preparada pelo líder do PSDB na Assembléia, Roberto Massafera, em que ele “apelou aos demais postulantes que abram mão da disputa em prol da unidade”, alegando que “a ampla maioria da bancada deliberou apoio à candidatura de João Doria”, foi o estopim para provocar a reação dos adversários internos.

“O Acelera atropela a verdade e capota o conceito de maioria”, disparou José Anibal, ao lembrar que apenas 7 dos 20 integrantes da bancada tucana assinaram a carta.

Luiz Felipe D´Ávila, um cristão novo do tucanato, reclamou que as candidaturas não podem ser construídas de cima para baixo”, e Floriano Pessaro quer alguém que “realmente represente o legado do PSDB”.

O objetivo de Doria é chegar às prévias, ainda não confirmadas, disparado na frente das pesquisas e com amplo apoio de prefeitos e parlamentares. O caminho para atingi-lo está sendo asfaltado a jato.

Os paulistanos que dependem de saúde e educação públicas que esperem pelo próximo prefeito.

Vida que segue.

 

7 thoughts on “Doria acelera campanha: troca Saúde e Educação por asfalto em SP

  1. Ricardo , ainda por cima é propaganda enganosa…moro no Belem e as ruas estão todas esburacadas…a prefeitura recapeou algumas ,só de um lado , e outras nem viu asfalto novo…um horror…e faz propaganda na televisão pra enganar a população.abs

  2. Assim como nas manadas de animais a substituição dos garanhões se dá por luta feroz, nos partidos politicos a renovação não é diferente. Qualquer cristão novo, tem muita dificuldade para ser ungido. Isto varia muito conforme as lideranças de partidos; uns descaradamente vendem as vagas; outros agem com mão de ferro e só entra quem o macho alfa admite.
    O PSDB envelheceu e encontra dificuldades para renovar. Aécio que já veio ungido pela dinastia familiar, atolou-se nas falcatruas e está liquidado. A velha guarda não quer entregar os pontos e dificulta a entra dos novos. Que diga a João Dória.
    O caso mais peculiar é o do PT, gerido com mão de ferro pelo LULA. Admite-se correntes internas variadas dentro do partido, mas que jamais alcem ao poder. Enquanto isto, ou é ele ou algum poste colocado por ele. Agora está numa encruzilhada, pois não há mais postes com altura que o cargo precisa e ele enrolou-se com a justiça. Resultado: vai cair nas mãos das raposas do MDB, da qual a sua militancia tanto condena. Mas ai vem o ditado : Manda quem pode, obedece quem tem juizo… ou vai para o PSOL

  3. hadad havia deixado seu governo com uma fila de 6 meses de espera por um exame, daqueles que não tem assistência médica, ou condições financeiras (os mais pobres).
    Assim que Doria assumiu a prefeitura, em parceria com hospitais particulares, inclusive aquele onde os petistas caviar se tratam, o Sírio Libanês, atendeu a diversas pessoas, gratuitamente, zerando a fila de espera.

    O que vejo hoje, além de uma cidade mais bonita (o jardim vertical, na av 23 de Maio, ficou lindo), e esse asfalto novo de alta qualidade que esta sendo colocado, tornando as vias um “tapete”.
    Me lembro quando hadad prefeito suas “grandes obras” foi pintar o asfalto de vermelho chamando de ciclo vias, em asfaltos todo esburacado, e radares por toda São Paulo.

  4. O estilo Jânio/Collor (alguém lembra do juramento declarado de que não seria candidato porque a Paulicéia exigia um ‘gestor’ em tempo integral e não de um político tradicional?) não deve ir muito longe à vista de que a população já vai desvelando o perfil artificial de um político integralmente tradicional que procurou se apresentar com pele de gestor. O prefeito tornou-se um estrupício de Legacy. Se terminar a prefeitura melhor do que Haddad (o que não é difícil), já terá operado um milagre. Dos últimos prefeitos de Sampa, de longe é o pior.

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