Guerra do Rio é só contra os favelados? E os bacanas do asfalto?

Guerra do Rio é só contra os favelados? E os bacanas do asfalto?

Crédito da Foto: Leo Correa/AP

Em tempo: na entrevista à BandNews hoje, em Brasília, o presidente Michel Temer falou a José Luiz Datena sobre o que podemos esperar daqui para a frente:

“Não sei se vai haver confronto, mas, se houver confronto entre o marginal, o bandido armado, dando tiro, o militar não vai se deixar matar, não vai deixar a segurança ficar impune, não vai. Se houver necessidade, ele parte para o confronto”. 

***

A guerra declarada pelo governo brasileiro ao crime organizado no Rio de Janeiro mostrou até agora que tem um alvo prioritário: as 700 favelas da cidade onde vivem 1,1 milhão de cariocas.

Ali está, segundo nossas mais altas autoridades civis e militares, todo o mal a ser combatido com soldados armados até os dentes, tanques e blindados, o que for preciso.

Os bacanas do asfalto da zona sul, onde vivem os grandes consumidores e seus fornecedores, podem continuar cheirando e traficando à vontade, sem medo.

Até crianças estão sendo revistadas nos morros, mas não vi até agora nenhum soldado importunar algum morador dos prédios de luxo da Vieira Souto.

“Como saber quem é do seu time e quem é contra? Não sabe. Você vê uma criança bonitinha, de 12 anos de idade, entrando em uma escola pública, não sabe o que ela vai fazer depois da escola, é muito complicado”, explicou o inacreditável ministro da Justiça Torquato Jardim em entrevista ao Correio Braziliense.

Quem responde às dúvidas existenciais do ministro, em carta aberta ao general Braga Netto, publicada no Globo desta sexta-feira, é Frei Betto, o frade dominicano que sobreviveu à ditadura militar de 64 sem nunca fugir à luta contra os poderosos de plantão:

“Os problemas não estão apenas nos morros. Estão sobretudo no asfalto, onde residem os que alimentam o narcotráfico, os políticos corruptos, os que permitem que nosso sistema carcerário seja sede do comando do crime”.

Dirigindo-se diretamente ao general interventor, meu velho amigo Betto lança-lhe um libelo:

“Não autorize seus soldados a se transformarem em assassinos fardados que, ao ingressar nas comunidades, primeiro atiram e depois interrogam”.

Frei Betto não é o único representante da Igreja Católica a romper o vergonhoso silêncio da CNBB diante do que acontece no Rio. Nas redes sociais, dom Mauro Morelli, que também enfrentou de peito aberto os arbítrios da ditadura, e conhece bem a tragédia carioca, escreveu:

“O que será que os soldados descobriram revistando as crianças a caminho da escola? Devem ter notado as olheiras de quem não dorme bem e se alimenta muito mal. Te espero na esquina antigamente era briga de moleques. Na temeridade em que vivemos no século 21, é parada militar”.

Por enquanto, trata-se apenas de uma intervenção militar-midiática, um grande show para as câmeras de TV sempre a postos para registrar a Guerra do Rio para uma população amedrontada, como se fossem correspondentes estrangeiros cobrindo a Guerra da Síria.

Pode-se imaginar o que vai acontecer se forem colocadas em prática as elucubrações do ministro Torquato Jardim que anda muito preocupado com as crianças inimigas nas favelas, como revelou na mesma assustadora entrevista ao CB, citando os Estados Unidos como exemplo:

“Você está no posto, mirando a distância, na alça de mira aquele guri que já saiu quatro, cinco vezes, está com a arma e já matou uns quatro. E agora? Tem que esperar ele pegar a arma para prender em flagrante ou elimino à distância? Ele é um cidadão sob suspeita porque não está praticando o ato naquele momento ou é um combatente inimigo? Os Estados Unidos enfrentaram esse tema como um inimigo combatente”.

Sob o título “Tem que prender o guri ou elimino à distância?”, a jornalista Marina Amaral publicou um editorial na Agência Pública comentando a entrevista de Torquato.

“Além de deixar claro que o governo está jogando tropas em áreas onde vivem 1,1 milhão de pessoas sem ideia do que fazer, escancara a visão do ministro sobre os moradores das favelas: todos, a princípio, são inimigos. Até as crianças bonitinhas”.

O que mais me deixa indignado diante do autoritarismo desde governo civil cada vez mais militar é a omissão, não só da CNBB, mas de outros setores da sociedade civil que se mobilizaram na resistência ao regime de 1964 e foram às ruas pedir Diretas Já vinte anos depois.

Com raras exceções, como as acima citadas, tudo é visto como se estivéssemos na mais absoluta normalidade institucional, com o Executivo, o Legislativo e o Judiciário seguindo os seus rituais e discutindo o que é melhor fazer para garantir a vitória nas eleições de outubro e manter o atual status quo.

Começo a acreditar que a intervenção militar no Rio é apenas parte de uma estratégia mais ampla para melar o jogo eleitoral e prorrogar o mandato do atual governo para “garantir a ordem e o progresso”.

Espero estar errado.

E vida que segue.

 

 

 

 

28 thoughts on “Guerra do Rio é só contra os favelados? E os bacanas do asfalto?

    1. É constrangedor ver uma criança ou adolescente ser revistado por um policial, mas infelizmente a realidade que chegou a nós é essa.

      Antes que algum idiota venha dizer que estou achando uma criança um marginal, quero deixar claro que eles são levados ao crime por diversos fatores, primeiro a pobreza e segundo as ameaças que sofrem nas mãos desses marginais.

      Alguém duvida que naquela mochila “inocente”, carregada nas costas de uma criança, não serviria aos interesses desses marginais, para transportar drogas ou mesmo de armas?

      Então vamos parar com esse sensacionalismo barato que vocês da esquerda fazem, afinal estiveram 13 anos no poder, e não mudou nada.

      Vocês da esquerda deveriam ir pra Roraima, fazer o mea-culpa aos Venezuelanos que chegam de baciada, todos os dias, ao Brasil para fugir da miséria que esse país de transformou.
      Afinal o lula ajudou e se abraçou a esses irresponsáveis que governam por lá.

      Espero que o frei Beto também encontre palavras ao caos que a Venezuela se transformou.

      http://noticias.r7.com/cidades/noticias/criancas-comecam-no-trafico-de-drogas-do-rio-aos-oito-anos-de-idade-diz-instituto-20091227.html

      1. Sergio, não tem essa de vocês da esquerda e vocês da direita.
        Larga mão desse Fla-Flu que ninguém aguenta mais, uma disputa estéril e estúpida.
        Leia o comentário do Enio Barroso Filho e minha resposta a ele.
        Nosso problema não é a Venezuela, é o Brasil.
        Vamos cuidar primeiro dos nossos problemas, a começar pela hipocrisia desta elite que coloca os militares para revistar crianças e não os consumidores de cocaína na orla, bem longe do morro.

          1. Tudo tem um limite. O comentário ofensivo a que você se referiu foi excluído.
            É preciso respeitar quem pensa diferente e não pretendo aqui alimentar polemicas com ninguém.
            Mantenho minhas opiniões e você fica com as tuas.
            Ricardo Kotscho

      2. Quanta estupidez!! O que nós temos a ver com a Venezuela? Aliás, há algo sim que nos une: PETRÓLEO!!
        “Às vezes é melhor ficar calado deixando que os outros pensem que você é um idiota, do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida” (Abraham Lincoln).
        Parece que esse comentário foi feito sob medida para você. E outros tantos…

  1. Assistindo ontem na Record documentário sobre a miséria da periferia do Rio, e região do Piauí, pensei que a Esquerda como aconteceu até 2014, tivesse acabado com a Fome, daí o nome dado “Fome Zero”. No governo quando eram ou estavam no Poder, ao invés de pensar em acabar com as favelas, investiram foi numa Copa e Olimpíada, além de patrocinar a corrupção nas empresas públicas, de maneira resiliente com 13 milhões hoje em estado absoluto de miséria, fome e desemprego. No geral, cada pessoa tem seu encanto e desencanto. No Brasil, pouquíssimos gostam de ajudar o semelhante. Ora, me esqueci a palavra que o meu avô gostava de usar para essas pessoas. Fico devendo: depois eu lembro. É uma palavra bonita e pouco usada. Hoje mesmo eu usei essa palavra; é que tomo sonífero – o que me faz esquecer. Mas, parece que o Frei e o Boff deixaram o cavalo arreado passar, e quando falam, muito do que dizem – já não marcam mais o compasso com a realidade do tempo atual; ou quem sabe, já perderam o bonde da História.

  2. Caro Kotscho, os mesmos coxinhas manifestoches que saíram às ruas vestidos de camisetas da CBF e montados em patos amarelo – panela antes vestiam branco. Lembra daquelas manifestações pela paz que percorriam as avenidas Atlantica e Vieira Souto além do Leblon a cada vez que um dos seus era vítima de bala perdida ? Aquilo me causava náuseas tamanha a hipocrisia eis que ali estavam os verdadeiros responsáveis pelo narcotráfico. Aquele branco não simbolizava a paz mas sim a cor da cocaína!!!
    Pablo Escobar jamais vendeu 1 grama sequer de cocaína em seu país, a Colômbia, mandava as milhares de toneladas todas para os EUA e Europa que é onde estão os consumidores e o dinheiro. O mesmo se dá no Brasil das brutais desigualdades sociais em que só cheira quem tem grana . Acabar com o narcotráfico é simples, basta educar os pais da classe média e rica a vigiarem os seus filhos. PAREM DE CHEIRAR BANDO DE HIPÓCRITAS!!!

    1. Caro Enio, esta poderia ser a mais eficiente campanha contra a criminalidade no Rio: “Parem de cheirar bando de hipócritas”.
      Sem mercado consumidor, acaba o tráfico, e cessa a violência.
      O morro é vítima, e não causa da criminalidade. Abraços, Ricardo Kotscho

  3. É o anunciado ‘irrealismo fantástico’, Mestre, absurda e perigosamente, REAL, como preciso informa o olhar da garotinha na foto que ilustra, a razão do texto ou a não razão no texto.
    Estão a acender maçarico para iluminar paióis que estocam seculos de pólvora social e toda a sociedade, anestesiada pelos safos mosquitos azul Marinho da Globo, faz cara de paisagem, como se não fosse com ela, apesar de saber que isso termina em escuridão e não saber, quando, se e como, termina tal escuridão e a tragédia por ela gerada.
    Os medíocres não param enquanto o Brasil não tornar-se uma, ‘Líbia, Ucrânia ou Síria’, ‘social’, por isso, democraticamente, precisam ser detidos, antes que atirem o país e os que nele vivem, às trevas.

  4. ” […]Os bacanas do asfalto da zona sul, onde vivem os grandes consumidores e seus fornecedores, podem continuar cheirando e traficando à vontade, sem medo. […] ”
    Uma sugestão, a intervenção federal (a propósito, não é intervenção militar) deveria começar pelo seu nobre endereço. Ou moras em uma bela de uma quebrada com aclives que só são rompidos com primeira marcha? Reclamar de intervenção federal é pura balela. Intelectual vive em um “Fantástico Mundo de Bob” que todos os problemas são resolvidos a goles de brandy e cigarros turcos. Não propõe nenhuma solução prática. Propõe soluções vagas e puramente ideológicas. “Prendam os burgueses, eles são os causadores de toda a escória do mundo!” Deixem os militares fazerem o seu trabalho

    1. Ismael, se esta intervenção federal, sob o comando do general Braga Netto, nomeado com plenos poderes, não é uma intervenção militar, é do que?
      É da Liga das Senhoras Católicas ou do Clube de Escoteiros?
      Não moro em quebrada com aclives, não sou intelectual, não frequento o “Fantástico Mundo de Bob” e no meu nobre endereço não tem brandy nem cigarro turco.
      Não tenho nada contra o trabalho dos militares, mas contra quem quer usá-los com fins políticos. Ricardo Kotscho

      1. Na verdade, forças de segurança ou militares sempre são usadas para fins politicos, seja na criminalidade e principalmente na guerra, com raras exceções. Esses estão a mercê de vaidades políticas. E eles, os políticos e os membros da sociedade que promovem a desigualdade estão em seus palácios fazendo as contas de quanto eles vão ganhar com a vida das pessoas

  5. Sérgio, tu és candidato ao Ministério da Justiça? O titular sairá candidato. Aproveite. Para ser Ministro, Sergio, teu chefe Temer escolhe qualquer um, com… ou, sem competência. Basta falar “abobrinhas” para a imprensa. Sem referência ao comentarista Sérgio, pois no teu caldo cultural e político, o contexto revela “abobronas”. É a vida que segue… amarelada pelo desencanto!. Abraços, com todo o respeito.

  6. É Kotscho, pelo que pode se ver nos comentários da moçada, alguns ainda não perceberam os cordões da mão ‘invisível’ da imprensa amiga os manipulando e os fazendo vociferar as maiores estultices. Obrigado por opiniões tão lúcidas!!

  7. Não é muita coincidência que esta guerra tenha sido declarada quando o morro ameaçou descer se o Lula fosse preso? E quando o Rio desfilou para o mundo o ridículo desta situação escravagista em pleno século XXI? Esta “guerra ao terror” do tráfico não tem como ser bem sucedida pelo simples fato de que seu objetivo não é este, e sim colocar o pobre (leia-se negro) onde, na opiniao deste desgoverno, o mesmo nunca deveria ter saído

  8. Sr Kotscho. Quando se fala em violência como uma resultante da pobreza é importante saber que, apenas 1% da população Planeta concentra em mãos mais riqueza que os 99% restantes. A renda dos 10% mais pobres (do mundo) aumentou cerca de US$ 65 entre 1988 e 2011, enquanto a do 1% mais ricos aumentou cerca de US$ 11.800, ou seja, 182 vezes mais. E o dado importante é a constatação de que, atualmente, apenas oito homens detêm a mesma riqueza que a metade da população do mundo (3,6 bilhões de pessoas). São eles: Bill Gates, Amancio Ortega, Warren Buffett, Carlos Slim, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, Larry Ellison e Michael Bloomberg.
    Mas, Nova Iorque terminou 2017 com apenas 2620 homicídios numa população de de 8.5 milhões de habitantes, ou 3.24 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. O Rio e a região metropolitana ostenta as mesmas taxas da média do Brasil, 32.5/100, ou 10 vezes mais que N.Iorque. Portanto, não faz sentido ligar a violência como causa direta da alta criminalidade. A desigualdade não é um fenômeno intrinsecamente do Brasil, temos aqui outros fatores de maior potencial de potencialização da violência, entre estes, sem dúvida, uma lei retrógrada e pró bandidos.
    Temos que ”virar” o disco nesta questão da injustiça social, pois trata-se de um discurso dos velhos comunistas que caíram no vazio e estão vagando por aí como almas penadas.
    Apenas uma observação; a cidade mais violenta do mundo atualmente é CARACAS, na socialista e Bolivariana Venezuela, que faz parte da OPEP. Caracas, Sr.Kotscho tem um índice de homicídios de 134/100 mil e é seguida por Tegucigalpa, em Honduras.

  9. Não cheiro coca, mas consigo sentir o cheiro de mofo e de vísceras reacionárias.
    A questão está aí, presente, no caráter do homem público que em todos os níveis e quadrantes deste país corrompem ou são corrompidos. Há exceções? Duvido!
    Este país de capitanias hereditárias não tem como superar este momento. Este exército brancaleônico se presta a cumprir ordens de um decrépito (o dono da Rodrimar) que está no poder à custa de um golpe com seus apaniguados. E não me venham com estas etimologias do século XIX; de direita e esquerda, de burguesia e proletariado, uma vez que o problema foi criado por todos os matizes ditos ideológicos. Se é que podemos considerar que essas pessoas têm ideologia.
    Alguns açodados podem bradar – criticam, mas não apresentam soluções. Pois bem, não é de meu ofício mas;
    – proibam o porte de armas. Quero ver bandido agir com estilingue;
    – invistam em inteligência nas forças de segurança pública;
    – Mandem o exército invadir as favelas e atacar as crianças. Não com fuzis, mas com livros, pedagogos e educadores, material didático. Em 10 anos forma-se uma geração com nova motivação e eles transformarão o Brasil.
    Estas questões são de raiz, de uma das raízes.
    Caro Kotscho! Acabei por me alongar demais.

  10. O que mais me deixa indignado são Petistas que foram apoiadores do governo que depredou o Rio agora posarem de preocupados com os favelados. Enquanto Cabral promovia a rapina onde estava o PT, a esquerda? Na TV fazendo campanha para Cabral e cia.

  11. Propaganda é a alma do negócio, como essas pessoas encaram a política como um grande negócio, isso faz todo o sentido. A propósito, Doria começou a despencar em sua popularidade justamente quando se dependurou no pescoço do Temer, menosprezou a impopularidade pegajosa do homem e deu no que deu, bem feito! Esses profissionais políticos iludidos pelo poder, ou se julgam espertos demais, ou estão se deixando encantar demais pelos bajuladores de plantão, ou acham realmente que o povo é idiota.

  12. Três coisas me chocam: a entrevista de Torquato Jardim; a pose de candidato de Temer em um prestigiado jornal do sul, após uma enxurrada de verbas publicitárias governamentais; crianças da favela fotografadas por um constrangido militar do exército.
    Vamos traduzir a entrevista do ministro (fala por si) para o Guardian, NYT, Boston Globe, El País, Le Monde, La Repubblica, Spiegel, Die Zeit, NZZ, Standard. De lá, o contágio. Como disse um dirigente de/do São Paulo, só o rebaixamento (rating série B) nos salvará. O que o Brasil não pode ser aos olhos do mundo!
    Vamos publicar a imagem do soldado contra a sua vontade obrigado a revistar “constitucionalmente” crianças sob a mira do fuzil. O perigo: os militares foram identificados, contra a sua vontade, com a intervenção e o apoio ao Bolsonaro. Nada disso eles querem.
    Se der, registre-se também a imagem-da-imagem, Temer candidato “ditado” pela circunstância, apoiado por vastos setores do mercado. Da pinguela ergue-se o inesperado estadista. E depois não querem que se faça piada lá fora!
    Era o que faltava ou sempre foi o nosso papel? Nós da esquerda democrática desesperados para que o mercado (e sem esta instância é pior, a coisa não vai mesmo) não faça harakiri em nome do seu confuso e mal formulado autointeresse, empenhados também para que as modernas Forças Armadas não sejam tragadas por um projeto que não é o seu.
    Que o mercado-de-lá saiba o que engole ou “contemporiza” instrumentalmente o mercado-daqui. Depois do seu estratégico auto-boicote programático (perde pouco então, ganha muito depois) durante o governo Dilma, postura que de fora elevou ao paroxismo os erros severos de política econômica da presidente, eis que surge agora o flerte (com dote) diante do inacreditável Temer (a mais perfeita encarnação da antítese do PMDB histórico, o avatar do PMDB como ele é).
    O que pega é o rebaixamento, não a vaga na Libertadores? Chega de antipetismo e antipessedebismo, hora de aliança do centro com a esquerda. Ou já é tarde?

  13. Como comentar com esperanças? Futuro? Como?Se não teremos nem passado para nos guiar? Como é triste não poder se orgulhar da terra em que nascemos? Tudo que vemos é uma nau sem rumo, sem timoneiro, à deriva completamente, …e…cheia de corruptos. Quando chegamos ao ponto de vermos corruptos dizerem: Vamos acabar com a corrupção…Como é triste ser brasileiro!
    Um bando de criminosos, agora se travestindo de carneiros pela proximidade das eleições. Nos orgulhar do que? É isso que vamos passar para nossos filhos e netos (eu particularmente, para meus bisnetos)…que pena estar numa reta de chegada na vida aos 75 anos de idade, achando que ainda não vi nada …que vergonha ver o que fizeram com meu país!

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