Está sem candidato? Faça como FHC: invente um Huck

Está sem candidato? Faça como FHC: invente um Huck

Caros leitores do Balaio.

Se vocês, assim como quase todo o eleitorado nativo, não estão satisfeitos com os nomes até agora lançados e continuam sem candidato para presidente da República, façam como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: inventem um Huck.

Oras, se ele pode, por que nós também não?

Podemos aproveitar este domingo de Carnaval para pensar em outras opções, mas antes é preciso estabelecer algumas regras:

  • Não pode ser nenhum político brasileiro filiado a partido porque a hora agora, segundo FHC, é de renovação (engraçado justo ele defender uma coisa dessas…).
  • Não pode ser nenhum empresário ou banqueiro citado na Lava Jato ou com ações na Justiça do Trabalho.
  • Não pode ser apoiado por Paulo Maluf que está preso e fora de combate.
  • Não pode ser politicamente correto porque isto está fora de moda.

Encaminho abaixo algumas sugestões e peço aos leitores que façam o mesmo: quem pode ser o seu Huck?

  • Barack Obama _ Já tinha dado esta ideia no ano passado, mas ninguém levou muito a sério. Como por aqui, respeitadas as regras acima, sobrariam poucos presidenciáveis, o jeito é importar um candidato, e não conheço ninguém melhor do que o ex-presidente americano, por várias razões. Obama está desempregado embora tenha um currículo invejável, é ficha limpíssima e, além de tudo, fala bem inglês, o que sempre ajuda. O único empecilho é não ser brasileiro, mas não há nada que o Supremo não possa dar um jeito, se for para o bem da Nação.
  • Neymar _ Celebridade por celebridade, é o brasileiro mais badalado no mundo hoje. É jovem, desencanado, multimilionário, tem iate e avião, como Huck. É verdade que tem também alguns problemas na Justiça mas nisso Gilmar Mendes sempre dá um jeito. E ainda ganharíamos de lambuja uma belíssíma primeira dama, se ele continuar com a Bruna Marquezine até as eleições.
  • Luiz Fux _ Faria logo uma nova Constituição de próprio punho para estender os auxílios e penduricalhos mil do Judiciário a todos os brasileiros, os sem teto, os sem salário e os já sem saco pra enfrentar esta situação.  Faria uma bela dobradinha com Mendes, dispensando os intermediários do poder Legislativo, que só atrapalham o progresso do país. É democracia direta.
  • Anitta _ Outra que, em termos de celebridade do momento, bota o Huck no chinelo. Também já ficou rica e não tem a menor ideia do que faria se fosse eleita presidente, o que se tornou uma condição indispensável para disputar as eleições. E está no maior pique: no sábado, depois de amanhecer num trio elétrico em Salvador, ainda foi para Muzambinho, em Minas Gerais, e terminou o dia no Rio. É disso que o país precisa: gente com muito pique e sem vergonha de botar a bunda de fora. Vai, malandra!
  • Tite _ O técnico da seleção brasileira é a única unanimidade nacional depois que o Chico Buarque começou a apanhar dos coxinhas nas redes sociais como qualquer mortal. O único problema é que Tite não quer nem ouvir falar neste assunto de presidente porque tem coisas mais importantes para fazer este ano e mil comerciais para gravar.
  • Boni _ José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o homem que inventou a moderna televisão brasileira, pode perfeitamente criar um novo país a partir do zero. Criatividade e disposição para o trabalho não lhe faltam. Já está com a vida ganha e poderia fazer do Brasil uma Nação, se não tão próspera como a Vênus Platinada, pelo menos mais bonito, mais eficiente, com tudo funcionando nos mínimos detalhes dentro do seu padrão de qualidade.
  • Kakay _ O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro é uma celebridade do mundo jurídico, tão bom advogado que ninguém mais correria o risco de ir para a cadeia, nem se for réu confesso. O dinheiro dos presídios poderia ser empregado na construção de escolas e hospitais. Também já está com a vida muito bem ganha e, ainda por cima, é bom de festa, de copo e de papo, um amigo que todo mundo gostaria de ter. O Brasil ficaria bem mais divertido e livre com Kakay no comando.

Uma coisa é certa: qualquer um que for eleito deve manter o delegado Fernando Segóvia na chefia da Polícia Federal para poder governar até o final do mandato sem ser incomodado.

Eu poderia passar o resto do dia aqui acrescentando novos candidatos à lista, mas passo a bola pra vocês.

Só de filósofos, cientistas políticos e sociais, especialistas em geral, analistas, colunistas e editorialistas da grande imprensa tem mais um balaio de possíveis candidatos, desses que têm soluções imediatas para todos os problemas brasileiros.

Como os outros candidatos de “centro”, porém, eles só têm um problema: a falta de votos.

Só não entendo porque o Roberto Freire, o dono do PPS (ex-Partido Comunista Brasileiro), não se candidata ele mesmo, se Luciano Huck não puder atender aos apelos de FHC.

Em último caso, o próprio FHC poderia se apresentar para o sacrifício e testar a sua popularidade, embora seja da política tradicional e ainda filiado a um partido.

Façam suas apostas.

E vida que segue.

 

10 comentários em “Está sem candidato? Faça como FHC: invente um Huck

  1. Que tal Ricardo Kotscho?, afinado com a esquerda, ungido pela esquerda caviar, ganhador de vários “Oscar brasileiros “, tento como padrinho e chefe o admirado Lula.

    Pronto para assumir um novo “mandato” assessor de imprensa, caso seu padrinho se safe das maracutaias tem cargo garantido …meu voto é Kotscho!!!

  2. Espero que não seja insídia a proposta de candidato apresentada pelo caro jornalista, aliás, só os grandes escritores, pessoas de espírito puro são capazes de apresentar visões futuristas para o bem da humanidade. O Huck pode sim ser uma boa e úncia opção do eleitor, haja vista, que, na falta do Lula – e ocupando o vazio deixado – poderá vir a ocupar o seu lugar. Ninguém é insubstituível. Porque o difícil é falar com o povão. Mais do que isso: ter uma Equipe de governo (não a de falsos intelectuais – como no passado recente) que fuja dos ‘esquemas’ para surrupiar o povão. Não adianta ter um presidente analfabeto. Qualquer um que assumir o poder deverá fazer um pacto com a base da sociedade, dizia Tancredo. E que não falte nunca a união, a justiça, a liberdade e a fraternidade.

  3. FHC parece não ter inspirado a confiança necessária ao “new Collor”. As notícias dão conta de que a conversa entre o ex-sociólogo e o Globo’s Boy azedou. Ninguém quer arriscar-se a um passo à frente, antes do Judiciário dar cabo do ex-metalúrgico de uma vez por todas. Sepúlveda Pertence crê que o STF vai garantir o direito do voto julgar o ex-metalúrgico nas urnas, com base no primado da soberania popular das democracias. Não faltam teses legítimas para tanto. A realidade diz, no entanto, que se o Judiciário e a mídia grande foram além da imaginação para afastá-lo, não seria agora que correriam o risco de ter de engolir o sapo barbudo outra vez. Como bem disse a professora Conceição Tavares, do alto dos seus 87 anos: “Eu nunca vi uma elite tão ruim quanto esta aqui”. Isto depois de demonstrar que vivemos hoje “sob a penumbra da mais grave crise da história do Brasil”. A “aula magna” da professora merece leitura e está disponível na página 201 da revista Insight Inteligência, na edição 79, referente ao último trimestre de 2017.

  4. Nada contra a candidatura de Luciano Huck. Ele pode até ser um bom presidente se ganhar a eleição. O que não dá para entender é FHC insistindo na candidatura do Luciano Huck. Isso é ridículo. É traição ao candidato do partido dele.

  5. Prezado Kotscho: Seguindo sua proposta, que tal lançarmos como candidata a presidente da república a Afrisita? A Afrisita é uma turmalina negra que segundo o site da Cristais Aquarius “Com suas fortes emanações purificadoras, a Turmalina negra é uma poderosa aliada na proteção contra todas as formas e tipos de energias negativas. Ela bloqueia todas os tipos de ataques espirituais e afasta pessoas mal intencionadas. No campo das terapias energéticas, fortalece os sistemas ósseo e imunológico e também vitaliza e purifica o primeiro Chakra (raiz).”

  6. Se antes do Golpe presente era, Mestre, agora mais escancarado está que eleger o presidente da República não vale nada, isso mesmo, nada, pois à hora que os operadores Marinho, representando a Classe Dominante e interesses geopolíticos externos, desejarem, basta acionarem as tradicionais garantias, Judiciário, Mídia (sob comando da Globo) e demais instituições (MPF, PF, RF, TCU, FFAA, etc.) sob controle, para reporem as coisas no lugar, ou seja, de volta ao controle da Casa Grande, para implementarem as ‘Pinguelas para o Atraso’, pensadas na Casa das Garças, sob patrocínio da outra casa, a Branca.
    Então, pra que escolher candidato a presidente da República, se com Golpe jogam na lata de lixo mais de 54,5 milhões de votos representando a vontade dos cidadãos que elegeram Dilma, democraticamente, em 2014?
    Faz se necessário antes, remover da presidência das organizações Globo a família Marinho, incorporando a antidemocrática organização a fundação pública, controlada pela sociedade (não a anônima), para servir a interesses da sociedade e do país, como a BBC na Inglaterra.
    Só então poderá se eleger presidente da República que governe sem intervenção dessas ‘Casas’ e de quem quer que seja, senão o Povo e a Constituição, por não estar mais sujeito a golpes, achaques e pressões, fora da lei, como ora.

  7. Tem mesmo um balaio de candidatos. Com minha insubstanciosa importância, alerto para um problema: nessa m… jurídica, econômica, social e política, todo brasileiro está a exigir para si próprio… um balaio de soluções.
    FHC está a enlouquecer. De posse de bilhete múltiplo, “pensa e retorna asneiras”… que as redes sociais e mídias de altos quilates reproduzem com indisfarçável interesse, patos amarelados pelo desencanto, no meio.
    Para mim, FHC travestido folião do império reinante, vive plena escatologia sociológica. Na dispersão e respirando por aparelhos, manda cartinhas ao moço bom. Grita Sua Excelência de augusta cátedra: sai um lata velha, pra mim?
    Quero crer que as ideias velhas são as do ex presidente, pois Huck, nem isso tem, o que faz na TV é ser pau mandado e obedecer aos patrões. Nenhum plim-plim fora do Scripit.
    A dupla paulada de um operário no “formoso” intelectual do PSDB, mostra-se ainda uma ferida aberta. Bem feito. Deve estar até hoje inconformado de não ter governado para os pobrs. Vá de retro, dominante de carreira e aspirante ao próximo lata velha. Nem Moro, que agasalhou o golpe para entrar na História, pode agora, socorrê-lo. Plim-plum!

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