Enfim, uma boa notícia: entra no ar campanha pró-vacinas e contra fake news

Enfim, uma boa notícia: entra no ar campanha pró-vacinas e contra fake news

Até aqui, as redes sociais foram dominadas pela fábrica de desinformação e negacionismo dos robôs humanos bolsonaristas contra as vacinas, qualquer uma, principalmente a sino-brasileira CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac, responsável pelo fornecimento de 80% de todas as doses já distribuídas no país. .

São essas fake news que explicam por que um em cada quatro brasileiros ainda se recusa a ser vacinado, segundo o Datafolha.

Por isso, lancei aqui a ideia na coluna do dia 14 de janeiro, com o título “Vacinação já para todos: por uma grande campanha de mídia em defesa da vida”:

“Proponho que o mesmo Consórcio de Imprensa, formado pelos principais veículos de mídia do país para divulgar dados confiáveis sobre a covid-19, faça agora, com a maior urgência, uma campanha institucional conjunta para explicar, didaticamente, que as vacinas não têm contra indicação nem produzem efeitos colaterais, ninguém vai virar jacaré”.

Alguém deve ter lido e, na noite desta sexta-feira, será lançada a campanha “Vacina sim” no intervalo comercial do Jornal Nacional, que foi criada pelos principais veículos do país reunidos no Consórcio de Imprensa.

Fiquei muito feliz. É necessário convencer a população de que todos precisam se vacinar para que a pandemia possa ser debelada no nosso país, onde continuam morrendo mais de mil pessoas por dia.

O problema agora é outro: não há vacinas para todos, por culpa da inércia irresponsável do Ministério da Saúde e do presidente Jair Bolsonaro, que se recusavam a comprar a “vacina chinesa do Doria” e só assinaram contrato com o Butantan, já no desespero, pois até agora só tinham trazido ao país 2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca/Fiocruz.

Enquanto discutia se a vacina seria obrigatória ou voluntária, sem ter comprado vacinas, o governo federal alimentou os robôs humanos com todo tipo de fake news contra a vacinação, o uso de máscaras e o isolamento social defendidos pelas autoridades sanitárias no mundo inteiro.

Sempre achei que nós, jornalistas, devemos fiscalizar o poder, qualquer um, mas não basta denunciar suas omissões e barbaridades praticadas durante a pandemia.

É preciso também sugerir caminhos para combater o negacionismo suicida, e um deles, com certeza, é esta campanha em defesa da vacinação que começa hoje.

A partir de agora e nas próximas semanas, o Consórcio de Imprensa divulgará conteúdo em todas as mídias, nas redes sociais, nos sites e nos jornais impressos dos veículos participantes (Folha, UOL, Estadão, O Globo, G1 e Extra).

Será melhor que as pessoas briguem nas redes sociais para ser vacinados, obrigando o governo federal a se mexer para comprar vacinas em defesa da vida, do que continuem espalhando as desinformações bolsonaristas suicidas, que levam à morte, com cloroquina e outras crendices.

Reproduzo abaixo o final do texto que escrevi duas semanas atrás:

“Vencida a batalha pela vacina, agora começa a luta mais difícil: levar as pessoas a se vacinar _ essa é uma tarefa prioritária, de todos nós, profissionais de comunicação. Não podemos mais ficar esperando tudo do governo.

Cada um terá que fazer a sua parte, antes que seja tarde demais, para sairmos desse baixo astral anestesiante e podermos voltar a ter uma vida normal, sem medo de sair de casa.

Só a vacina salva.

Vida que segue”

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