Amazônia queimando, e Mourão e Salles ficam debochando nas redes

Amazônia queimando, e Mourão e Salles ficam debochando nas redes

Com a habitual arrogância e a máscara de proteção do Flamengo, olhando por cima, o vice Hamilton Mourão pagou o maior mico nas redes sociais, mas não deu o braço a torcer.

Ao reproduzir o vídeo de uma associação de pecuaristas do Pará, para negar as queimadas na Amazônia, o general não percebeu que as imagens apresentavam um mico-leão-dourado, que só sobrevive na Mata Atlântica, a milhares de quilômetros da floresta.

Questionado sobre o mico por um repórter na entrada do Planalto, Mourão não se fez de rogado:

“É a integração da Amazônia com a Mata Atlântica…” Virou as costas e seguiu em frente.

O primata pergunta no vídeo: “Você está sentindo cheiro de fumaça? Claro que não, pois a Amazônia não está queimando novamente”.

Escreve o general Mourão no Twitter: “De que lado você está? De quem procura a verdade ou de quem manipula teus sentimentos? Essa é a verdade; Nós cuidamos! Conselho Nacional da Amazônia Legal”.

É a resposta do governo brasileiro ao movimento “Defund Bolsonaro” (desfinancia Bolsonaro) promovido na Europa pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil para denunciar o descaso do governo com a Amazônia.

Para não ficar atrás, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi ao Twitter para responder ao ator Leonardo DiCaprio, que hoje deu apoio à campanha “Amazônia ou Bolsonaro?”.

Apresentou a ele o programa Adote um Parque para a participação de empresas estrangeiras na preservação de 132 unidades de conservação florestal na Amazônia.

E aproveitou para fazer uma provocação: “Você vai colocar seu dinheiro onde sua boca está?”.

Em vez de oferecer um documento oficial com números e dados sobre o que o Conselho Nacional da Amazônia Legal está fazendo para combater o desmatamento e as queimadas, que só nos primeiros 7 dias de setembro registraram 8372 focos de incêndio, parece que o governo resolveu partir para o deboche.

Entre janeiro e agosto já queimaram 3,4 milhões de hectares da Amazônia, uma área equivalente a 22 vezes a cidade de São Paulo.

Não será com um vídeo amador mostrando imagens de arquivo de um mico-leão-dourado que o Brasil de Bolsonaro vai melhorar sua imagem no exterior.

Vida que segue.

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