Chega, Bolsonaro: pede pra sair!

Chega, Bolsonaro: pede pra sair!

Tenha pela primeira vez na vida um gesto de grandeza, presidente Jair Bolsonaro: renuncie o mais rápido possível, antes que te tirem daí à força, levado por médicos ou generais.

Seria a solução mais rápida e indolor para preservar a vida e a sanidade de 208 milhões de brasileiros.

Impeachment seria um processo complexo e demorado, o país não aguentaria esperar.

Manifestações de rua pedindo a sua saída seriam inviáveis neste momento em que o país é assolado por uma pandemia e é obrigado a ficar em casa.

Todos à sua volta já sabem que o senhor não tem mais as mínimas condições políticas, mentais e morais de continuar à frente do governo, ainda mais num momento grave como esse.

O que se discute agora, abertamente em Brasília, e por toda parte, até no mercado financeiro, é como e quando se dará o desenlace, quem assumirá a cadeira presidencial.

Pouco importa. O importante é que o senhor saia daí depressa porque se tornou um estorvo de alta periculosidade, que está desonrando a Presidência da República e ameaçando as outras instituições num processo acelerado de destruição dos alicerces do país.

Chega, não dá mais!

Pega uma caneta Bic e escreve uma breve mensagem ao presidente do Congresso pedindo as contas, e vá cuidar da sua saúde física e mental, que parece bastante abalada.

Ainda ontem, ao se perceber cada vez mais isolado, o senhor disse que “se a economia afundar, acaba o meu governo”.

Perfeito. Mas o que falta? A economia já afundou bem antes do coronavírus e seus ministros já não sabem mais o que fazer, à medida em que a crise institucional se agrava.

Bastava ver a cara do ministro da Economia Paulo Guedes, completamente perdido, titubeando nas palavras nervosas e sem sentido, ao anunciar medidas paliativas na segunda-feira, que não vão resolver nenhum problema e agravar outros.

Acabou a munição de mágicas neoliberais do “Posto Ipiranga” e ele também parece louco para pedir o boné e se mandar logo daqui.

“Diante da enormidade do desafio, cujo sucesso será avaliado em vidas e empregos poupados, seria desperdício de tempo preocupar-se com as bizarrices de Bolsonaro”, escreve a Folha hoje no editorial “Presidente confinado”.

É disso que se trata: está em jogo a sobrevivência, não de um governo, mas de todos os brasileiros.

Então, o que falta para tomar a grande decisão da sua vida que pode salvar um país?

Pede pra sair, presidente!

O senhor já chegou a pensar nisso?

A última bizarrice foi montar às pressas um “gabinete de crise” no Palácio do Planalto, chefiado por um general em lugar de um médico, no mesmo momento em que seu ministro da Saúde se reunia do outro lado da praça com os chefes dos outros poderes para discutir o agravamento da situação na saúde pública com o avanço da pandemia, sem a sua presença.

Não poderia haver sinal mais evidente de que o senhor pode continuar sentado na cadeira presidencial, mas já não governa mais, como lhe disse aquele haitiano em frente ao Alvorada num vídeo que circula pelas redes sociais. “Bolsonaro acabou”, gritava ele, cara a cara com o presidente vendo a cena, bestificado.

Tenho certeza que a maioria do povo brasileiro hoje pensa como eu e o haitiano anônimo.

Se o senhor mesmo acha que o resultado da eleição de 2018 foi fraudado, para quê prolongar esta agonia?

Vida que segue.

14 thoughts on “Chega, Bolsonaro: pede pra sair!

  1. Cedo ou tarde, ele iria implodir tudo em volta. Ansioso ao extremo, já produzia contra si mesmo as suspeitas mais estranhas, ao responder indignado a acusações imaginárias feitas por seres ficcionais, habitantes de uma mente pródiga de confrontos derradeiros e ameaças por todo lado. Tira contra si também as conclusões mais estapafúrdias de uma simples menção a fatos inegáveis.
    Nem o mais paranoico das galáxias chegaria a suspeitar de certas coisas contra o presidente, mas para o estarrecimento geral ele se apressa sempre em responder à acusação que jamais foi feita, de forma tal que esta passa a existir pelo tamanho da sua negativa fora de propósito.
    Nunca se sabe se é um presidente ou projeto de ditador, se é um ou vários Bolsonaros, diz uma coisa hoje e o seu oposto no dia seguinte, diz o filho por ele, um filho pelo outro e no final, sem que se saiba mais quem está falando, a família imperial da Barra consegue a proeza de ofender a China, parceiro comercial indispensável e auxílio inestimável em futuras formas de cooperação contra a pandemia.
    Sedento por ficar somente com a opção de golpe na mão, ele desgoverna, ora com método ora sem, em momento de crise aguda no mundo, tudo para ser, no fim das contas, a oposição organizada a si mesmo, o gatilho de uma frente fascista de milícias agressivas, na rua e aninhadas em instituições importantes da República. Contra a presidência o presidente; contra a democracia, o eleito por ela; contra a moral republicana, os golpistas hipermorais conspirando diante do Congresso e do Supremo.
    Só assim se entende o presidente se jogar, logo ele, esfaqueado covardemente em passado imprudente, no meio da multidão; com a suspeita não descartada então de Covid 19, mergulho nada exemplar na massa de apoiadores.
    Sem poder controlar a si mesmo, Bolsonaro precipita a qualquer preço o estado de fusão com o que resta de seguidores incondicionais, dispostos mesmo a lançar as instituições pelos ares. No fundo, ele pouco se importa com a enorme decepção causada em boa parte dos seus antigos eleitores: como poderia defender a família aquele que, de forma explícita, menospreza como histeria o risco letal trazido para esta instituição pelo coronavírus?
    Se aqui ele passou de fato o Rubicão que muitas já imaginavam antes ter sido transposto, um fato simples deveria deixar a todas nós bem alertas: o mundo paralelo do Jair e adeptos tem um delay cognitivo. Um efeito de retardamento chocante: quando Trump, seu mentor espiritual, já tinha dado uma meia volta vergonhosa no pouco caso feito com a epidemia mortal, Bolsonaro ainda falava de histeria. Assim como requenta a guerra fria que não mais existe, orienta suas medidas governamentais pelo eco remoto do seu péssimo modelo. É também uma criança terrível e sem limites, aos cuidados de avós vulneráveis e impotentes. Vai nos dar uma “Bannona” nesta hora cruel, um “hasta-olavista”. Mas fiquem tranquilas e sem baixar a guarda: o vírus vai passar e eles não passarão, nos sentidos ambivalentes que o Brasil como grande nação merece dar a este verbo.

  2. Prezado Kotscho: “Nesses tempos de coronavírus, que somos obrigados a ficar confinados em casa e assistir uma patética coletiva de imprensa de um presidente e de seus ministros mascarados que parece que acabaram de assaltar o trem pagador […]”, dando continuidade a essa introdução, aqui vai “O segredo de Leonardo” que acabei de escrever do confinamento e torcendo para que o presidente “[…] renuncie o mais rápido possível […]”, como você bem propôs:
    http://cacamedeirosfilho.blogspot.com/2020/03/o-segredo-de-leonardo-cronica-de.html?view=magazine

      1. Prezado Kotscho: Os médicos conseguiram convencer metade da população a ficar em casa.
        Agora cabe aos infectologistas isolar 57 milhões de vetores que inocularam o anticristo em Brasília.

  3. Prezado Kotscho: Me cadastrei no UOL, mas não consigo colocar um comentário na janela específica do Balaio. Se não for incomodar muito, você teria o passo a passo a ser seguido para ver se estou no caminho certo, já que sou meio atrasado nessas coisas da interent? Muito obrigado. Abraços, Heraldo.

    1. Caro Heraldo,

      eu também sou bastante ignorante nessas coisas de internet, mas não tem segredo nenhum entrar no UOL.
      É só escrever na área de comentários. Eles não entram diretamente porque passam por um moderação e isso pode demorar um pouco. Todo mundo que conheço consegue postar lá. Até eu… Tenta de novo, por favor.

      Se for a primeira vez, talvez você tenha que preencher algum cadastro, mas é coisa simples. Boa sorte. Abraços Ricardo Kotscho

    1. Só tem babaca aqui, idiotas petistas de plantão, adeptos da teoria do quanto pior melhor, o Presidente não vai renunciar sonhadores de que o PT vai voltar. Esqueçam dessa teoria espúria de vocês que não percebem que quanto mais vocês tentam derruba-lo, mais vocês aumentam a popularidade dele com a população, pois a população começa a perceber o quanto jornalistas e políticos são os idiotas da nação!

  4. Como eleitor de Bolsonaro não pude deixar de ler a matéria e fazer meu comentário. Achei que toda aquela maneira tosca, polemica e engraçada de Bolsonaro, fazia parte de sua propaganda eleitoral, com frases polemicas e fortes, chamando a atenção dos holofotes e do eleitorado a procura de alguém novo e capacitado para a vaga de Presidente do Brasil. Estava eu enganado, assim como muitos hoje no Brasil, Bolsonaro não sabe de economia, como ele mesmo diz, e colocou na mão de Paulo Guedes, agora vemos que não sabe nada de saúde pública e nada de educação com os que perderam seus entes queridos e os que ainda vão perder seus pais, avós e filhos nesta pandemia. Talvez esta seja a maior demonstração de liderança firme e forte que um Presidente poderia ter a oportunidade de mostrar, mas o que vemos é um egocentrismo, com palavras de superioridade e masculinidade tosca como, …tomei uma facada não vai ser uma gripezinha que vai me parar… sou ex atleta, resfriadinho etc, um Presidente falando de eleição de 2022 em meio a uma pandemia em 2019. Mas o pior de tudo é que seu próprio ministério da saúde que deu o pontapé inicial, as diretrizes e procedimentos, e o presidente ao lado de seu Ministro concordando, até ver uns Governadores entenderem o real motivo desta praga de vírus e tomarem medidas de uma liderança firme e forte que fez doer e ferir o egocentrismo do nosso Presidente, e ai decidi por incapacidade própria, tomar uma atitude infantil como criança que tem birra, em pleno cargo Presidencial. Graças a Deus vivemos uma democracia, e existem recursos para parar essa barbárie, que envergonha até mesmo os mais graduados da Elite Militar como seu vice, e faz desacreditar da educação de um militar, porque chamavam LULA de analfabeto, mas não tenho dúvida de que ele saberia conduzir esta tragédia de guerra viral de maneira coerente, independente de sua condenação, e temos um Capitão Reformado do Exército Brasileiro que não tem capacidade psíquica para lidar com picuinhas pessoais, quanto mais de ordem Federal ou Mundial.

  5. Com a admiração de sempre e se que você é apreciador do futebol, lembro que a torcida, nestas horas gritava: Pede pra cagar e sai. Vida que segue.

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