“Weltschmerz”: a dor e o cansaço do mundo nesta passagem de ano

“Weltschmerz”: a dor e o cansaço do mundo nesta passagem de ano

Esse palavrão cheio de consoantes aí do título só podia ser alemão.

Não é frescura, mas como foi minha primeira língua, sempre recorro a ela quando não consigo dizer o que sinto em português, como acontece neste último dia do terrivelmente horroroso ano de 2019.

Nada do que li até agora nos comentários, em todas as mídias, sobre esse ano que passou, poderia resumir melhor o que me vai pela alma de filho da guerra, sobrevivente que veio para o Brasil de navio na barriga da mãe.

A palavra “Weltschmerz” só poderia mesmo ter surgido na Alemanha, um país que sobreviveu às duas Grandes Guerras e ao nazismo.

Não por acaso, essa época em que o mundo quase acabou na primeira metade do século passado, pelas mãos de um maluco de pedra, tem sido muito lembrada no Brasil dos dias atuais.

Fui pesquisar um pouco para entender melhor o significado desse termo cunhado pelo autor alemão Jean Paul Richter na obra Selina, para denotar o tipo de sentimento experimentado por alguém que entende que a realidade física nunca poderá satisfazer às exigências da mente.

No Dicionário de Termos Literários, Isabel Soares escreveu, dez anos atrás _ antes, portanto, do advento do bolsonarismo _ que “Weltschmerz” resume o “sentimento de melancolia e dúvida a respeito do sentido do mundo e da vida, resultante da contemplação da insensatez e do absurdo do Ser. É particularmente evidente na literatura e mitologia germânicas”.

Dor de mundo ou cansaço do mundo, segundo a Wikipédia, o significado moderno de “Weltschmerz” na língua alemã é a dor psicológica causada pela tristeza que pode ocorrer quando  se percebe que as próprias fraquezas de alguém são causadas “pela inadequação e crueldade do mundo e as suas circunstâncias físicas e sociais”.

Também pode ser comparado com o conceito de anomia, ou uma espécie de alienação, que Émile Durkheim descreveu em seu tratado sociológico “O Suicídio”.

Pois já precisei usar várias vezes aqui neste espaço a expressão “anomia social” para significar o momento que o Brasil vive, desta terra de ninguém, em que cada um faz as suas próprias leis e verdades, completamente sem parâmetros nem referências, jogado ao deus-dará da demência e da alienação.

Isabel Soares lembra que toda essa literatura de Byron, Musset, Lanau, Büchner e tantos outros, da qual não se pode alhear Kafka, que acusam o tédio da vida e a náusea do mundo, “sentimentos que varrem a Europa Romântica, desaguando nas correntes filosóficas niilistas de Schopenhauer (…) mostra ameaçadora e alarmantemente a naturalidade do Pessimismo, da agonia e da dor do mundo. É o Pessimismo na sua forma mais pura que desembocará no Existencialismo de Jean Paul Sartre, no século 20.

“Devem ser todos comunistas!”, certamente reagiria um desses oferecidos “filósofos” de plantão do bolsonarismo galopante, dando o assunto por encerrado.

Feliz 2020!, se deixarem, e se for possível.

Vida que segue.

 

25 thoughts on ““Weltschmerz”: a dor e o cansaço do mundo nesta passagem de ano

  1. Para fechar o ano mais um texto de alguém sofrendo de abstinência do poder. A unanimidade da esquerda graças a deus acabou. Enchiam a internet de texto com palavras rebuscadas, tirando sempre como intelectuais da esquerda. Hoje o povo olha e vira para o lado. Tentaram com os ditos formadores de opinião fazer o povo ir para rua e em todas as tentativas o povo se afastou cada vez mais. As manifestações pacíficas aos domingos demonstrou ao povo o dia e hora para se manifestar, trazendo um mínimo de transtornos. O povo começou a perceber que não era destruindo e agredindo que se conquistava. Hoje o desespero dos ditos intelectuais da esquerda é que só escrevem para sua turma. Como já escrevi anteriormente. O povo está se livrando da doutrinação. Restou para vocês alguns lugares e blogs para tentar passar seus status de superioridade. Abraçando qualquer um que seja a favor da bandidagem e da corrupção. Não importando ética ou moral. 2019 foi só o aperitivo do que a esquerda perdeu. Acharam que poderiam juntos com meia dúzia de artistas e a imprensa que perderam milhões dos nossos impostos levar a população para ruas. Vibraram quando começaram os quebras quebras nos países vizinhos. Pedindo a todos os deuses que o Brasil entrasse na mesma rota. Torcendo é claro para sangue nas ruas que não fosse de sues entes queridos e sim dos idiotas úteis. Quebraram literalmente a cara. O Mito está levando esperança para as famílias com a volta dos empregos e a diminuição da marginalidade. Colocando essa última no seu devido lugar que é na cadeia ou no cemitério. Prova que o povo esta com o Mito é só assistir sua recepção por ande anda. Não está se escondendo ou só comparecendo e locais previamente preparados e frequentados por doutrinados. O Mito vai a estádios, ruas, shoppings, lanchonetes, barraca de cachorro quente etc. Por último foi ao farol em Salvador e teve que fazer dezenas de self, para desespero dos esquerdopatas. Aos poucos como um dia Kátia e Maurílio perceberam que a esquerda não é democrata. Tenha visto a quantidade de comentários censurados. Mano Brown deu a pista, mas preferiram ir para um lindo e espaçoso apartamento beber champanhe. 2019 acabando bem e um 2020 cheio de ótimas perspectivas. Apesar dos urubulinos trazendo um personagem de Chico Anysio. Que em 1993 já afirmava que a imprensa estava aparelhada pelo pt. Então com as torneiras fechadas dos nossos impostos imagino o final de ano magro que essa galera está tendo. A farra acabou igual o amor pela esquerda. Hoje estão cada um tentando se salvar. Repito. Façam de tudo para angariar algumas prefeituras pois o sofrimento com abstinência dos nossos impostos só irá aumentar. Como escreveu Tião Aranha: “a visão de quem está no topo duma montanha é bem diferente da visão de quem está em baixo.” Hoje estamos no topo da montanha e vocês nem olhando estão. Hoje só destilam rancor e ódio ao lerem cada notícia boa da economia, segurança, além das páginas vazias de qualquer escândalo de corrupção do governo do Mito. Pelas primeira vez não tivermos uma manchete de corrupção do governo federal em 2019. isso corroei a alma do nobre jornalista e de seus seguidores. Será que meu último comentário de 2019 será censurado. Apesar dos pesares. Desejo de coração um ótimo ano novo com saúde e alegria a todos que aqui passaram. Esqueçam suas frustrações e celebrem a vida junto com seus familiares. Vida que segue

    1. Mestre, obrigado por registrar depoimento que corrobora historicamente o tempo vivenciado.
      Fez lembrar semelhantes dos tempos do “Caçador de Marajás”, do “Estupra mas não Mata”, do “Ame-o ou Deixe-o” e da “República do Galeão”.

    2. É trágico ler um comentário desses, pois não consegui ver nenhuma Boa notícia na economia, na geração de empregos e toda essa magnificência citada na “ilha da fantasia” e os casos de corrupção do “minto” quem viver verá. Vida que segue, se for ainda possível.

    3. Maurício Teixeira, diga-nos de qual país das maravilhas você está falando. Estamos loucos para conhecê-lo, apesar de preferirmos permanecer aqui e tentar salvar a nossa população da doença que você e outros milhões contraíram.

  2. De pé, Mestre, de pé…, Obrigado!
    Fechou o ano, atento e forte como nunca, afiado e rasgante como se deve ser nesse tempo de trevas e anomias, deixando a hipocrisia e o cinismo talhados e expostos, de cima a baixo, de leste a oeste, escancarando a escória dominante, com vivas a morte, tentando apagar a vida dos que a querem viva.
    “O que a vida quer da gente é coragem”, exatamente para que não vivamos feito mortos em vida.
    Então, que 2020 acorde o midiático Brasil virtual à realidade, do pulsar dos corações e mentes, em vida, do desigual suor das peles em busca da sobrevivência digna e da falsa cenoura da corrupção, pelos verdadeiros e profissionais corruptos, a nos empurrar à frente, rumo ao atraso e ao passado colonial, para manterem-se sustentados pela desigualdade.
    ‘Luz, quero luz’ e o Brasil aceso para ti e todos os balaieiros que dão graças a vida, digna e livre, no novo ano que chega.

  3. Mestre, seu colega jornalista Fernando Brito, outra grande, abnegada e corajosa luz nas trevas desse tempo, no final do magistral texto de resistência, “Guerra Porca…”, hoje no ‘Tijolaço’, diagnostica e indica para 2020:
    “(…) Fecha 2019 o tal Julian Lemos travando com Carlos Bolsonaro um conflito impossível de ser reproduzido em “casa de família”, com pérolas do tipo “poodle”, “morde fronha” e “Carluxa”…
    Francamente, não dá para comemorar isso na base do “pega fogo, cabaré”, porque não são apenas grosserias ou pseudo piadas imbecis.
    São os miasmas desprendidos do esgoto que ascendeu ao comando da Republica, bombeado por uma elite “limpinha e cheirosa”, a pretexto de “limpar a política”.
    Pode variar o grau, mas é isso que a política brasileira, na era bolsonaro, virou.
    A imundície de alguns acaba por respingar em todos.
    Ressignificar a política passa por desprezar o “cabaré”.

  4. Houve quem comemorasse euforicamente o fim da República de Weimar em 1934 e celebrasse entusiasticamente
    o chegada do “ano novo” de 1935 quando um cabo austríaco assumiu o cargo de Chanceler, também ‘mitificado’ por onde passava.

  5. Kostcho, vai ser sim bem melhor ao ano de 2020, com certeza.
    E para terminar 2019, atendendo apelos veementes aqui do blog, a policia civil ja identificou e decretou a prisão do primeiro que participou do atentado do Porta dos Fundos.
    Agora deixou para 2020 para correr atras de que tacou fogo na estatua da Havam , em São Carlos.
    Quem será que foi hein?

  6. É preciso fazer uma viagem muito longa sem nenhuma mansidão e nenhuma macieza. O Maurício Teixeira vai apalpando o cangote do burrinho, enquanto o Tião amonta no seu alegre do imaginário. Logo, vai pegando carona nesta chegada triunfal do mesmo; enquanto dá bicadas vagarosamente, aí nesse céu que é o Balaio. A dívida da esquerda é ela quem vai pagar. Disso ninguém tem dúvida. Pra quem falava que o ‘Homem’ não iria chegar nem nos seis meses de governo, /um ano já se passou, e ele já se prepara pra vencer a próxima eleição/. Se esqueceram que para vencer na vida com sucesso os princípios e valores de honestidade, honradez, humildade e paciência, são
    suprassumos, quando levados em consideração. Tb não é exagero pra quem merece, nem é motivo de ironia – é fato já consumado. Nem se trata de ironia espirituosa, de vez que a mídia fala tudo que quer, e até o que não deve. Pra quem apostou no fracasso, deram com os burros n’água. Logo, no geral, existe até excesso na liberdade de imprensa. Pra não delongar muito, a conclusão que se tira é essa seguinte: ‘é mesmo tarefa difícil retratar a felicidade humana em um ambiente cada vez mais alienável’. Mas a fé move montanha, não basta só ficar no topo da montanha. Ir á luta é fundamental. Nada mais. Vida que se segue, cheio de felicidades e esperanças para quem ainda acredita no ser humano.

  7. “O Mito está levando esperança para as famílias com a volta dos empregos e a diminuição da marginalidade. ” Não acredito que alguém, a menos que tenha duas amebas como cérebro, tenha escrito isso. E pior: aqui.

  8. Kotscho, se não quiser publicar não precisa, mas nunca me diverti tanto com o texto desse MAURICIO TEIXEIRA (ele grafa o nome todo em maiúsculo não sei por que). E grafa Deus em minúsculo. Talvez ele seja o coisa ruim, quem sabe. E ainda cita o Tião Aranha como referência.
    Vamos repassar suas palavras, pois elas refletem tudo de absurdo que os seguidores do bozo acreditam. A melhor parte é quando escreve que o mito vai a lugares públicos e é saudado. Vaia é saudação? Sei que pessoas como essa não merecem atenção, mas não consegui me conter. Vou ter um final de ano mais alegre e feliz, sem mágoas ou ressentimentos. Você me fez entender o quanto estou do lado certo. Esse é o cara! MAURICIO TEIXEIRA! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

    1. Cara Candido. Tantas coisas para analisar e escrever e vai se preocupar se escrevo meu nome em caixa alta e Deus em caixa baixa. É nisso que vocês agora se concentram??? Bom!!! Até me chamar de coisa ruim. Já estou acostumado com as agressões em lugar de contradizer minhas afirmações que são baseadas não em pesquisas encomendadas. Leio as mídias que hoje são totalmente contra o Mito por ter lhes tirado bilhões. Mas não podem esconder os bons ventos da economia e segurança. Para ilustrar o que falo. Hoje 01/01/2020 todas as mídias afirmam que o Rio de Janeiro teve aumento de turistas de 21%. Com a queda virtiginosa da criminalidade, está muito longe da perfeição, mas o turismo já começava ter essa percepção e irá ajudar muito no aumento do PIB. Notícia que tenho certeza que os esquerdopatas não gostaram de ler. A cartada do Mito em destribuir bilhões para Estados e municípios em 31/12/2019, sem a velho escárnio do toma lá dá cá. Legislativo e executivo bebendo seus Chandon sem reuniões de portas fechadas com tratativas corruptas. Quanto ao nome foi realizado a anos quando me escrevi aqui neste blog, se o jornalista permitir posso colocar tudo em minúsculo para não ofender ao Candido. Aguardar o meu direito de resposta. Habemus censura? Feliz Ano Novo. Vida que segue

  9. Agradeço-lhe a paciência de lidar com os comentários.
    Parabéns pela sua postagem que arremata a compreensão do estado lastimável da situação brasileira como um todo.
    Não farei mais nenhum comentário depois desse, com o qual encerro a minha medíocre e simplória participação no seu acreditado e respeitável Balaio. Sei que os anos vindouros serão piores.
    Observei, nos últimos tempos, que a “Legião de Imbecis” aumentou no país; inclusive por aqui, mediante alguns comentários inclassificáveis.
    Não tenho a menor dúvida de que a situação como um todo, de forma generalizada, tão-somente tende à deterioração social, política e econômica, irremediavelmente no próximo triênio.
    O País, passo a passo, adentrou e ora segue percorrendo cada um dos círculos de Dante.
    Desejo-lhe uma saúde de ferro e uma paciência de Jó! Sem as quais não poderá continuar opinando no seu honorável Balaio e suportando os uivos da matilha e da canzoada que tomou conta do Estado e das suas instituições.
    As falanges da Era Beócia, com sua cretinice fundamental congênita, são a marca registrada do fim da primeira década do século XX.

  10. Descreveu o que eu vinha sentindo. Obrigada, Kotscho.
    Nem saudade nem homesickness, menos ainda melancolia traduzem Weltschmerz. Antes de se render ao intraduzível, talvez valha a pena lembrar de umas construções regionais antigas bem simples, com modulações perdidas para sempre: “não há o que faça cessar meu sofrimento, tudo o que era importante se foi; dói muito ficar sem tudo (o) que fazia sentido; perdeu-se o meu (nosso) mundo; talvez nunca mais a minha terra como era.
    A direita perversa, inteligente ao seu modo, fareja de longe este nosso sentimento e o converte em sintoma de declínio irreversível, coincidente com a ascensão triunfalista de uma casta de escolhidos já nas graças do povo. Aclamada superioridade moral é o seu dedo na cara, seu dedo fascista em riste, sua pose predileta. Em breve, eles se tornarão a lembrança amarga de uma tempestade de poeira, o ridículo do Zeigeist de uma época azeda, o colaboracionista do século 21. Antes de chegar esse tempo, cabe cuidar de si para não adoecer de Weltschmerz.

  11. Prezado Kotscho: Ouvi ontem essa música do Marvin Gaye, que acho que espelha bastante o que estamos vivendo nesse nosso mal tratado planeta. Um dia os responsáveis por esse governo fascista de plantão, provavelmente, serão julgados por crimes contra a humanidade.

    “Misericórdia, Misericórdia de Mim (a Ecologia)” de Marvin Gaye.

    “ah, misericórdia, misericórdia de mim,
    Ah, as coisas não são o que costumava ser, não, não.
    Onde é que todos os céus azuis?
    Veneno é o vento que sopra do norte e do sul e leste.

    misericórdia, misericórdia de mim
    Ah, as coisas não são o que costumavam ser, não, não.
    Óleo desperdiçado no oceano e em cima
    nossos mares peixe cheio de mercúrio,

    oh, misericórdia, misericórdia de mim
    Ah, as coisas não são o que costumava ser, não, não, não.
    Radiação subterrânea e no céu;
    animais e pássaros que vivem perto estão morrendo.

    oh, misericórdia, misericórdia de mim
    Ah, as coisas não são o que costumava ser.
    E sobre este aglomerado de terra?
    Como muito mais abuso do homem ela pode suportar?”.

  12. Amigo Kotscho,

    Escrevo no primeiro dia de 2020 a fim de comentar o “Balaio” do último dia de 2019.
    Nada sobre o seu texto. Brilhante, como sempre. Você é meu mestre.
    Mas, o primeiro texto que abre os comentários deste “Balaio” nos dá uma ideia sobre o malefício que o ano de 2019 causou no cérebro dos tendenciosos de direita.
    Depois de um ano de desmontes e desacertos, há quem escreve que “o Mito está levando esperança para as famílias com a volta dos empregos e a diminuição da marginalidade”. Mito, em caixa alta.
    Na contramão dessa apaixonada frase está o filósofo da Unicamp, Roberto Romano, que disse em entrevista na semana passada que o temor do renascimento do ideal fascista é maior diante do clima de irracionalismo criado por alguns fanáticos… pela visão de que adversário político é inimigo a ser derrotado… pela alta taxa de desemprego… pela violência social.
    No entanto, vale ressaltar que a frase sobre o “mito” não é novidade, mesmo porque os súditos do governo miliciano se apegam ao guru das trevas, Olavo de Carvalho. Filósofo manicomial.
    Estou em 2020. Escrevo em 2020. Apesar da sombra miliciana que paira sobre todos nós, a certeza sobre o que vamos enfrentar neste ano é que nos enche de vigor para lutar.
    Peço licença para reproduzir um texto retirado do face de um juiz federal, meu amigo, escrito no desenlaçamento de 2019.
    “Diante de certas adversidades, sentimos a necessidade irremediável de sair do lugar comum, do previsível, para lutar, para transformar as coisas. Dado o primeiro passo, o caminho não tem volta, é como o bonde, anda só para frente. Esse caminho, contudo, é sempre novo, não se sabe onde vai dar: a possibilidade de terminar pior do que começou é assustadoramente real. Alguns tombam, outros vencem. A sorte de cada um é absolutamente imprevisível. Muitos passaram por isso. Alguns ficaram pelo caminho, mas ainda assim, venceram. Desses exemplos, ficam os ensinamentos de coragem, inteligência, astúcia, resistência e muita camaradagem. A maioria dos que lerão esta mensagem são amigos que vieram em virtude da luta pela democracia intensificada neste ano. E se nem tudo são flores, algum resultado foi obtido”.

    Unidos, venceremos.
    Vamos em frente.
    Ulisses de Souza

  13. Neste passar de ano, não enviei pra ninguén aquela tradicional mensagem de Feliz Ano Novo, e explico porque.
    No ano passado, um sujeito matou um amigo porque este lhe passou pelo zap: “FELIIIIZ ANO NOVO…VAMOS FESTEJAR!!!”
    Acontece que o assassino, estava há dois anos sem emprego, a mulher enferma, uma filha tinha se tornado prostituta, e o único filho homem se declarou viado.
    O delegado acha que ele cometeu o crime porque o amigo esticou o FELIIIZ, o escrivão tem certeza que foi porque o amigo completou com o “VAMOS FESTEJAR”
    Vendo o que pensam este delegado e o escrivão, resolvi ficar aqui caladim-caladim.
    PS.Considerei também que o Bozo ainda nem tinha assumido a presidencia.
    .
    .

  14. Frase do Ano-2019:
    “Bolsonaro não governa. Ele se vinga” (Fábio Porchat).
    “Boçalnaro, o mitôMANO, é por si, um crime de responsabilidade. Não precisa da ajuda de ninguém” (Royalties não sei pra quem).
    “Governados por almas tão pequenas, o Brasil não vale mais a pena” (Benvindo Sequeira, refraseando Fernando Pessoa).

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