Chico e Lula juntos, no campo, na luta e na alegria: a grande festa do MST

Chico e Lula juntos, no campo, na luta e na alegria: a grande festa do MST

Por onde eu andava, do estacionamento até o campo de futebol, passando pelas barracas de comida, nos abraços e beijos de pessoas conhecidas que me chamavam pelo nome, embora eu já não lembrasse os nomes deles, nem de onde eram _ por um momento, no final deste ano terrível, eu voltei a ter orgulho de ser brasileiro.

Foi um dia de lavar a alma e renovar as esperanças para o próximo ano.

Futebol, cachaça e cerveja, churrasco e arroz carreteiro, muita música para dançar e histórias de luta para contar, não faltou emoção na festa de confraternização dos militantes do Movimento dos Sem Terra, vindos de várias partes de país, que durou o domingo inteiro.

Em ocupações de terra onde fui fazer reportagens ou nas caravanas das campanhas presidenciais, em algum lugar desse país eu já tinha conversado com essa turma boa nos últimos 40 anos. Eles têm boa memória, eu não.

No reencontro de Lula com seu povo e velhos amigos para um jogo de futebol em Guararema, a 80 quilômetros de São Paulo, fiquei reparando na felicidade estampada na cara destas pessoas que não se entregam, por mais difícil que esteja a vida, para quem ainda luta por um pedaço de terra, em busca da sobrevivência, cada vez mais ameaçada pelo governo miliciano, que quer acabar com a reforma agrária.

Milhares desses antigos “sem terra” agora já estão assentados nas terras que ocuparam, mas eles não se esqueceram dos outros tantos, que ainda vivem na beira das estradas. Continuam na luta.

Se tem uma palavra que define o caráter dessa gente, que faz da luta permanente a sua razão de viver, é dignidade. Basta olhar nos olhos deles e ouvir suas histórias.

Para eles, Lula e Chico Buarque são dois companheiros que estão sempre juntos e presentes, na alegria e nos momentos mais difíceis da vida de cada um desses brasileiros.

São homens e mulheres, de todas as idades, raças e credos, unidos por um ideal de fraternidade em torno do bem comum.

Maior movimento social do país, o que mais chama a atenção no MST é a organização, cada um cuidando da sua parte e ajudando o outro.

Do pessoal de segurança que orientava os visitantes, aos dirigentes e políticos que apoiam o movimento, à turma que cuida das comidas e bebidas, ali todos são iguais, ninguém quer ser mais importante do que o outro. Ninguém se chama de senhor ou senhora.

Durante todo o dia, não houve nenhum incidente e as instalações do MST, onde fica o estádio Dr. Sócrates, no final da festa estavam tão limpas como no começo.

A chegada de Chico e Lula provocou um breve alvoroço, com todo mundo querendo tirar fotos e pedir autógrafos, mas logo os dois estavam entrando em campo misturados aos outros jogadores, e a torcida ocupou a arquibancada improvisada e as beiradas do campo para ver o jogo.

Era tanta gente se amontoando que muitos, como eu, nem conseguiram ver direito o jogo, vencido por 2 a 1 pelo time dos amigos de Lula e Chico, que fizeram os dois gols, contra o MST.

Ao chegar, Chico lembrou dos bons tempos do campinho de terra dos padres do Colégio Santa Cruz, onde estudamos no ginásio, nos anos 60 do século passado.

Com Juca Kfouri de juiz e José Trajano de comentarista, dois jornalistas de combate que também estão sempre presentes nestas horas, Lula levou um cartão amarelo ao tirar a camisa para comemorar o gol.

Roberto Baggio (mesmo nome do italiano que perdeu o penalti contra o Brasil no final da Copa dos EUA) nem viu nada disso…

Coordenador do MST no Paraná, estava com sua equipe gravando depoimentos para um grande movimento de resistência, que será lançado no dia 28, para defender os acampamentos ameaçados pela polícia do governador Ratinho Jr.

É lá no Paraná que fica a maior ocupação de terra do Brasil, em Laranjeiras, comandada por Baggio e acompanhada pela equipe de jornalismo da Rede CNT, que eu dirigia, em 1996.

Foi também um dia de boas lembranças para todos nós, mas depois da festa, a luta continua.

Agora com Lula livre…

Feliz Natal!

Vida que segue.

 

19 thoughts on “Chico e Lula juntos, no campo, na luta e na alegria: a grande festa do MST

  1. Muito legal o texto, como deve ter sido um descarrego a festa toda do domingo. Lula sorrindo para valer eu não via há um bom tempo. Este encontro de velhos amigos será sempre um antídoto contra o ódio e a favor do reencontro de um país cansado e sem muita esperança de dias melhores. Da minha parte, continuo a ser o velho e bom Poliana, achando que o lado democrático da vida tem um mínimo comum onde poderão se encontrar quem luta pela dignidade, pela liberdade e pelo bem comum de um povo muito judiado, desempregado e com fome.

  2. Uma lembrança boa de 2019? Esse encontro(ou reencontro) em Guararema. O resto é isso mesmo… resto. É melhor esquecer. “Deixemos o ódio para quem tem” (Royalties para o Chico Buarque). Que 2020 nos seja mais leve.

  3. Prezado Kotscho: Um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo. “Se não buscarmos o impossível, acabamos por não realizar o possível.” (Leonardo Boff).

  4. Aqui na terra tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
    Uns dias chove, noutros dias bate o sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta.
    O samba “Meu Caro Amigo” do Chico é imortal.
    Porém, o que dá pena é verificar e constatar que, enquanto a Frente Ampla derrotada no Uruguai, logo após a derrota para a direita, já se reuniu para avaliar os motivos da derrota, os erros cometidos para avaliarem a conjuntura e a tática para o enfrentamento do novo bloco da direita no poder, o principal líder da oposição brasileira prefere jogar futebol e persistir no mesmo caminho que o levou à derrota acachapante para a extrema-direita, ao impeachment da sua ‘pupila’, ao cárcere e à ficha suja sem nenhuma condição eleitoral à vista.
    A leitura do jornal La Diaria uruguaio mostra o que deve fazer uma oposição à altura dos desafios do país, já nos dias seguintes à derrota eleitoral para a direita e extrema-direita.

  5. A melhor entrevista do final de ano vem do Maranhão, onde o governador é do PC do B e o vice-governador é do antigo PR – atual Republicanos -, um partido do mais poderoso ‘Capo Evangélico da Universal’.
    Segue na íntegra a entrevista de Flávio Dino para Carta Capital: .
    “CartaCapital: Por que o desgosto com Bolsonaro não ganhou as ruas?
    Flávio Dino: Há um ciclo de derrotas no campo progressista que é inédito. Ao menos para mim. Eu tenho 51 anos, e desde que comecei a participar da vida política, em 1983, houve mais vitórias do que derrotas. Esse sinal histórico se inverteu de 2013 para cá. É um pouco o espírito do tempo. E isso traz dificuldades. Há uma tendência da esquerda de achar que perdemos sempre por nossos erros. Às vezes são acertos alheios. É preciso entender que o outro campo também joga, também acerta. Eles conseguiram, de fato, formar uma aliança mais ampla que a nossa. A extrema-direita que hoje governa o País conseguiu, paradoxalmente, uma aliança mais ampla que a nossa. Precisamos inverter isso em 2020. Isoladamente, não se obtém vitórias eleitorais.

    CC: Acha que a esquerda conseguiu propor caminhos diferentes?
    FD: Tivemos algumas iniciativas neste ano, eu destaco duas. O PT apresentou um plano de empregos muito bom. Infelizmente, ele não foi adequadamente debatido, difundido, divulgado. Mas é um plano de ótima qualidade. Destaco também o projeto de reforma tributária justa, solidária e sustentável que foi protocolado na Câmara com apoio dos governadores do Nordeste.

    CC: Não é sintomático que a grande conquista da oposição tenha sido um acordo de “mal menor” no pacote anticrime?
    FD: Em matéria de resistência, acho que tivemos mais êxitos do que se poderia imaginar. Comparado com o cenário em janeiro, conseguimos evitar uma série de danos expressivos no que se refere a direitos. O que acho mais crítico é a mobilização social. Nós não conseguimos, ainda, garantir mobilização suficiente inclusive para que a resistência e as propostas sejam mais bem executadas.

    CC: O antipetismo vai definir as próximas eleições como em 2018?
    FD: Aquele foi o ponto máximo desse ideário. O antipetismo seria por si só redentor. E estamos vendo que não. Esse discurso perde força pelos próprios resultados. Estamos indo para o quarto ano sem a esquerda no poder. A escassez de resultados do campo político adversário ajuda a racionalizar esse debate, compreender que todas as correntes políticas erram e acertam, mas isso não pode sustentar essa satanização ideológica.

    CC: A ascensão de Bolsonaro como líder afetivo do reacionarismo não embola o jogo?
    FD: Neste momento, embola. Mas não é algo que se vá perpetuar. O Bolsonaro é uma figura datada, temporária. E o bolsonarismo não é uma tendência que veio para ficar no Brasil, é uma chuva de verão. Densa, mas vai passar logo, porque cada vez fica mais claro que essa corrente política governa para poucos, prioriza a violência e isola o Brasil no cenário internacional.

    CC: Muita gente vê na sua eventual candidatura o antídoto ao antipetismo. O que acha dessa avaliação?
    FD: Antes de qualquer debate sobre 2022, é preciso ter algumas premissas fundamentais. Em primeiro lugar, que está muito longe. Em segundo, que é preciso ter espírito de união e diálogo. E, em terceiro, muita humildade e pé no chão. Sendo coerente com essas premissas, não tenho tratado nem publicamente nem em privado desses assuntos. É preciso esperar e ver o que vai acontecer com o País e o nosso campo político lá para a frente. O fundamental é nos unirmos, termos aliança, amplitude, humildade, capacidade de diálogo. Temos antes eleições municipais. Este é o tema da hora.

    CC: Sobre 2020, o Datafolha mostrou que, no Rio, 60% dos eleitores não votariam em candidatos de Lula nem de Bolsonaro.
    FD: A sociedade está muito estressada com anos e anos de conflito, e muito esperançosa por um caminho que melhore sua vida. É isso que as pesquisas têm mostrado. Não vejo esse automatismo. Que a rejeição a A e B necessariamente fortalece C. E não descartaria essa polarização, ao contrário. O antagonismo entre o bolsonarismo e o lulismo continua a ser a força estruturante da política brasileira. Acredito que essa divisão vai se manter. A disputa vai depender da capacidade de um polo ou de outro de ampliar alianças. Quem crescer mais terá mais vitórias.

    CC: Essas alianças devem incluir o centro e a centro-direita?
    FD: Sim, sem dúvidas. Basta olhar o exemplo da Argentina. Essa ampliação não pode ser retórica, não pode ser uma coisa vazia. No caso do Maranhão, eu venci as duas vezes em primeiro turno com uma aliança que, em 2016, foi do PT ao DEM. A depender de cada cidade, uma aliança com o campo mais ao centro não é ruim. Sempre foi positiva na história brasileira, resultou em avanços. Eu defendo a ampliação. Não podemos abrir mão do nosso programa, evidentemente. É preciso ter um programa básico, mínimo, que sustente essas alianças. Sem perder a identidade, mas também sem sectarizar. No nosso caso, os princípios fundamentais são: defesa da democracia, do Brasil e dos mais pobres. Aqui, juntamos em torno desse programa 16 partidos e estamos governando com todos. É possível, sim. E é necessário fazer.

    CC: Não é preciso, antes, resolver os conflitos internos do campo progressista? Entre Ciro Gomes e o PT, por exemplo.
    FD: Ciro e Lula representam duas forças políticas fundamentais ao Brasil. Isso precisa ser superado. As eleições municipais são uma oportunidade para fazer isso na prática. Para que a gente consiga, diminuindo esse fosso que surgiu em 2018, um ambiente melhor até para que setores políticos que não estão à esquerda possam se aproximar.”.

  6. Amigo Kotscho
    O futebol é um tema infindável para as crônicas do cotidiano.

    Ele desperta ódio e felicidade. Oferece sempre um equilíbrio de emoções.

    Antes do videoteipe que poucas emissoras de TVs se aventuravam em gravar, o que dominava era o rádio.

    Os narradores de futebol faziam o torcedor experimentar em 90 minutos sentimentos de alegria e tristeza, raiva e serenidade.

    Ao pé do rádio, as pessoas imaginavam tudo que acontecia no estádio.

    Foi assim que me senti ao ler o brilhante artigo do Kotscho sobre a partida de futebol dos amigos de Lula e Chico Buarque contra o MST.

    Futebol de torcida única.

    Em campo, não havia tática. Todos eram livres em fazer as jogadas.

    Dr. Sócrates, o Magrão, deu o nome ao estádio. Florestan Fernandes ao local em que os sem-terra plantaram um sonho de igualdade.

    Ricardo Kotscho, repórter; José Trajano, comentarista; Juca Kfouri, juiz; Lula, jogador; Chico Buarque, jogador. Era o tempero democrático para juntar, lado a lado, artistas, jornalistas, membros do MST, e todos que, de uma maneira ou de outra, sonham com a recuperação democrática do país.

    Nesse estádio, a bola foi da democracia.

    A festa – antes, durante e após o jogo – reuniu todo tipo de pessoas que se expõem, no dia a dia, o seu cabedal de lutas.

    Por isso, me atrevo em afirmar que um dos participantes foi o juiz federal, Edevaldo de Medeiros. Ele esteve na partida do ano passado.

    No recanto Florestan Fernandes todos foram iguais.

    Quem em 2020, que se aproxima, essas emoções possam ser vividas fora do estádio.
    Ulisses de Souza

  7. Com certeza essa bipolarização de amor e ódio que ronda o país é fantástica. Eu falava na última postagem, como sempre menosprezado por comentarista de plantão, poderia até citar nomes, mas seria prestigiar muito quem não tem prestígio, nem merece ser prestigiado, pois, quem muito abaixa, a bunda aparece, / já dizia a minha avó/. Continuando: o teor democrático deste país, caro Dino, está intrinsecamente ligado ao candidato mais bem financiado pelo seu partido político à eleição é ele quem vence uma eleição – qualquer partido sempre investe em quem tem mais votos. O Lula é que nem eucalipto numa floresta (perto dele não nasce nenhuma planta devido à suberina que ele tem no seu tronco). Ele reina sozinho. Nem ervas daninhas chegam perto dele. O Ciro já percebeu isso. Esse é o teor ou o peso da Democracia deste país. Pergunto-lhe: isso é democracia?Não sei até que ponto este colunista é mais um informador ou se é mesmo um influenciador, que está mesmo é exclusivamente à serviço dum partido político. Já tinha lido a entrevista do político do Maranhão, citado, um falastrão, com viés de futurólogo, de sorriso aparente, mas que guarda ressentimentos e mágoas notadamente pelas falas de quem atualmente está no poder. No geral, deve ser muito difícil de se afastar das entranhas de quem veio duma Região
    onde o coronelismo político é que manda; outrora eram senadores, governadores, deputados, a maioria usineiros de usinas de açúcar e álcool exploravam a mão de obra barata dos pobres coitados sendo por tradição, eram os donos de grandes extensões de terra, os verdadeiros detentores das lavouras de cana de açúcar dum lado e de outros das estradas. Maranhão não é exceção. Agora, com o agronegócio até variou um pouco: exportação de carne de boi e de frango, frutas, legumes. Nem precisa citar nomes. Vai ser difícil para a esquerda construir uma nova liderança usando de novo, e tão somente a classe trabalhadora como fez aquele de Garanhuns, só mesmo vindo pra SP, e de preferência-, morar no ABC paulista. Tudo aquilo que não é bom para a esquerda – é bom para o Brasil. Tenham todos um Feliz Natal, vamos esquecer o partidarismo-, e torcermos para o presidente conseguir aprovar todas as reformas prementes da nação. A crise que todos os países mundo afora atravessam é de ordem estrutural, mas sempre existirá uma uma saída. É só ter fé e pedir ajuda ao Espírito Santo: Ele veio para nos salvar. É preciso afastar-nos mais das coisas materiais.

  8. A entrevista de Mujica, mencionada no comentário anterior, dada ao “Semanario Voces” é impressionante, diga-se. O tempo de duração foi de três horas, portanto, alongada. Pode ser lida ‘de pasito’, aos poucos. Mas vale a pena pela amplitude e profundidade, além do senso de humor e das declarações polêmicas.

    1. Uma pequena amostra de Mujica na entrevista atrás mencionada:
      “…Lo único que te quiero decir claro es que en todo caso los errores son de los Dirigentes. Son nuestros. Y de que los hay, no tengo duda….Estuvimos muy mansos, muy tranquilos, mucho tiempo. Muy confiados. No sé si amansados por estar en el Gobierno. Nos movimos poco y mal…”

  9. Parte I – ‘Ceteris Paribus’
    Mestre, a economia, que na semana que antecede o novo ano também concorre com videntes, cartomantes, jogadores de búzios, ‘mães de santos’, mestres do tarot, etc., na previsão do que acontecerá no ano que nasce, tornou-se tão determinante ao ditar ao mundo onde e como ir, que originariamente parte das ciências sociais resolveu dar passos às exatas.
    Para tanto criou a econometria, visando entender a relação entre variáveis econômicas, via aplicação de modelo matemático, que permitisse avaliar teorias sobre economia. Porém, diferente das exatas e naturais, “a maioria de dados coletados nas ciências sociais são ‘não experimentais’ (não são experimentos controlados em laboratórios), o que torna descobrir relações causais uma tarefa ainda mais complexa.”
    Para equacionar isso na econometria, ‘feito religião’, lançaram mão, não de dogmas, mas de um tal de ‘ceteris paribus’, ou seja, desde que tudo permaneça como está, de forma a não influir nas variáveis consideradas, os resultados demonstrados pelo modelo serão ‘exatos’.

  10. Parte II – ‘Ceteris Paribus Lavajateiro’
    Transposto para o cenário político brasileiro em relação as análises destinadas a determinar o anti-petismo em função do PT e/ou Lula estarem/serem, corruptos, decadentes, fichas sujas, ladrões, derrotados, extremos radicais, incompetentes, ultrapassados, devedores da autocritica & mea-culpa, em extinção, etc., vale qualquer variável às mesmas, desde que se leve em consideração, sempre, o ‘ceteris paribus lavajateiro’: não se deve levar em consideração o combate por forças aliadas poderosas do Brasil e de mais ao Norte, nos últimos 5 anos, diuturnamente, para criminalizar o PT e Lula, através da Lava Jato, via consórcio jurídico-midiático, criada especificamente para essa missão que visava entregar o Brasil, geopoliticamente aos americanos e politicamente à classe dominante.
    ‘Interessantes’ portanto, ‘análises’ e replicações sobre isso dependentes do ‘ceteris paribus lavajateiro’, que elimina a variável a que nenhum outro partido ou líderes resistiriam sequer a um mês, onde por anos, o PT e Lula sobrevivem dignos, na batalha e jogando futebol.

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