Tudo dominado: Moro, Aras e MP-Rio inocentam Bolsonaro. E o porteiro sumiu

Tudo dominado: Moro, Aras e MP-Rio inocentam Bolsonaro. E o porteiro sumiu

Em menos de 24 horas, foi abafada a grande crise deflagrada pelo Jornal Nacional na terça-feira, com o envolvimento do nome de Jair Bolsonaro no caso Marielle Franco.

Diretamente de Riad, na Arábia Saudita, antes de voltar ao Brasil, o capitão presidente mobilizou sua tropa de choque, liderada pelo ex-juiz Sergio Moro e o novo PGR Augusto Aras, nomeado por ele após rigorosa seleção.

Com a pronta colaboração das promotoras do MP-Rio responsáveis pelo caso do assassinato da vereadora e do seu motorista, Anderson Gomes, Bolsonaro foi sumariamente inocentado, o caso acabou arquivado e não se fala mais no assunto.

E o coitado do porteiro, pivô de toda a crise, sumiu.

Deve estar fazendo companhia ao já célebre Fabrício Queiroz, o outro desaparecido, que até hoje não prestou depoimento ao MP, nove meses após as primeiras denúncias sobre as rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Claro que se alguém for condenado nesse processo será o funcionário da portaria do condomínio.

Bernardo Mello Franco, no Globo, levantou a lebre, a pergunta de um milhão de dólares: por que o porteiro, cujo nome não aparece no noticiário, teria mentido nos seus depoimentos para incriminar o presidente?

Faria ele parte da grande conspiração internacional, que botou fogo na Amazônia e empesteou as praias brasileiras de piche, para derrubar o governo a serviço da Rede Globo?

Bolsonaro rapidamente perdoou o porteiro, dizendo que ele é o “menos culpado” nessa história.

De quem é a culpa, então? Só do alucinado governador Wilson Witzel e dos repórteres da Globo, unidos para infernizar a vida desse presidente que “rala” nas suas viagens pelo mundo para salvar o Brasil, como ele disse no destampatório da live da madrugada?

O Brasil é um país tão inverossímel que aqui tudo pode acontecer _ e não acontecer nada ao mesmo tempo.

O fato de uma das promotoras responsáveis pelas investigações do caso Marielle, Carmen Eliza Bastos de Carvalho, ter aparecido hoje nas redes sociais com uma camiseta de campanha de Bolsonaro, e mensagens comemorando a sua vitória, torna-se apenas um detalhe sem importância, mera coincidência.

Assim como Sergio Moro virar ministro da Justiça, depois de prender Lula e abrir caminho para a vitória de Bolsonaro, e Augusto Aras ser escolhido PGR, após meses de entrevistas com outros candidatos, tudo é uma feliz coincidência para o bolsonarismo em marcha.

Tão falante durante o seu périplo pela Ásia e Oriente Médio, o capitão presidente emudeceu.

Ao voltar esta manhã ao Brasil, não falou com a imprensa e se enfurnou no Palácio da Alvorada para preparar o contra-ataque.

Em guerra permanente contra Deus e o diabo na terra do sol, desde que tomou posse, aguardam-se as próximas ofensivas do leão para combater as hienas.

Quem está feliz da vida, com a bola toda, é o Carluxo.

Com vídeos, tuítes e lives do outro mundo, não se fala mais nos áudios do Queiroz e da sua joint-venture com Flávio Bolsonaro.

Será que não é o caso de alguém da imprensa ouvir o porteiro para esclarecer de vez este mistério?

Vida que segue.

 

14 thoughts on “Tudo dominado: Moro, Aras e MP-Rio inocentam Bolsonaro. E o porteiro sumiu

  1. Nestes dez meses de governo, essa turma só sabe se defender: de não ser amigo de miliciano,do Queiroz e de vizinho assassino, nepotismo, das hienas, do avião com cocaína, do laranjal e muitas outras. Quanta coincidência mesmo Kotscho, uma atrás da outra.

  2. Amigo Kotscho,
    O capitão aloprado mediu, com certeza, a extensão da insanidade demonstrada na live feita na terra dos beduínos.
    Ele sempre usou um “fancho político” para fazer suas jogadas.
    O seu taco auxiliar (fancho) foi moldado e amparado por ditadores e torturadores.
    Ultimamente, usava Trump como guia do taco principal. É o seu fancho preferido, mas o cabelo amarelo norte-americano está mais enrolado do que fumo de corda.
    Sem Trump e Netanyahu, em baixa, o capitão vai até o império Romano para achar um fancho.
    Pensa em Nero e na fogueira que virou Roma.
    Basta apenas ter o apoio de novos “fanchos” para sustentar a inocência do capitão na fogueira que vai se alastrar pelo país.
    Antes que as labaredas fiquem difíceis de serem debeladas, só nos resta acreditar nos bombeiros-ministros do STF; ou esperar que a Globo pratique o verdadeiro jornalismo, o de investigação.
    Sejamos realistas.
    O “Capitão Fancho” quer, apesar do fôlego curto, incendiar o país.

    Ulisses de Souza

    1. Não tenho mais a menor duvida, caro Ulisses de Souza. O capitão presidente, seus filhos e seus generais de pijama querem mesmo incendiar o país.
      Não tem mais jornalismo de investigação. O que tem é “prato feito” com vazamentos para a imprensa, desde que começou a Lava Jato.

  3. Marielle morreu achando que Bolsonaro era um deputado que não gostava de gays. Ele talvez tenha ouvido falar dela como todos nós, depois disso, pois tratava-se de uma desconhecida que só ganhou projeção porque alguns decidiram explorar seu cadáver. Um não tinha nada a ver com o outro e o sistema do condomínio mostra que a história do porteiro era falsa.

    Vamos criticar o fato da verdade ter sido restabelecida ou a fake news baseada no que teria dito o porteiro, uma das tantas que certos setores se acostumaram a lançar contra o atual governo?

    Quanto a quem mandou o porteiro mentir esperemos que as investigações possam mostrar. Quem mandou ele mentir, quem mandou o Adélio dar a facada, quem manda lançar essas notícias falsas… talvez esteja tudo muito próximo.

  4. O ex-futuro embaixador nos EUA fala de um regresso do AI-5 sem medo de ser cassado. Espera-se uma resposta firme dos militares contra este menino olavista de recados, porta-voz do pior Brasil de todos os tempos. Esta família é violência em estado puro e quer arrastar as Forças Armadas para um golpe no qual Bolsonaro poderia governar sem oposição, sem Constituição, sem imprensa livre, sem eu e você!
    Não, ganharam a eleição, não o Brasil em Bingo ou leilão!

  5. Rito sumário. Brasil, até o porteiro sabe, num piscar os olhos, estaremos na ditadura. A Direita escolheu o capacho, pisado à porta da caserna.
    Outro golpe? Nem será preciso.
    Ditadura de Direita se faz com na velocidade de um voto perdido. Rito sumário. O Brasil dá sinais que esqueceu 64, o povo envelheceu. A escola ensina o óbvio e emburrece gerações. Não se estimula interação, com conivente omissão familiar.
    A Educação faliu. O “professor” tem tudo pronto em “cadernões” editados, pasmem, até para crianças do maternal, futuros universitários de redes particulares. Mina de ouro.
    Professor não palpita, pior, sequer tem opinião e aluno virou “robô de cuca enformada”. A forma é dominante, corre sangue invisível de omissão covarde. Qual rito sumário, nem deu tempo de ver, Ditadura, já a enfrentamos.
    Briga-se com a imprensa, mas o recado é para o Supremo Tribunal Federal. Até o porteiro sabe isso.

  6. Diz o dito cinéfilo que a culpa é sempre do mordomo quando o filme é de terror. No Rio Babilônico não resta dúvida de ser impossível a punição dos culpados, exceto um ou outro vocacionados e pagos para servir como buchas de canhoneio. Como diz José Padilha no Tropa de Elite II: “o coração do sistema de corrupção e das milícias é a secretaria de segurança”. Nada que mesmo de longe venha a tisnar no sistema corrupto das falanges milicianas do RJ terá qualquer consequência, exceto quando útil ao clã presidencial que protagoniza e expressa sistematicamente a estética da violência como padrão de atuação política e midiática. Reich tratou dessa patologia política no seu clássico livro ” A Psicologia de Massas do Fascismo”.

  7. Pois é rapaz…e o genera Heleno, aquele que tem aquela carinha de guaximim com caganeira, também já manifestou a sua opinião…putaquepariu…que gente é esta que está no poder no Brasil ???
    De onde sairam estas figuras catastróficas ???
    Em que catacumbas elas estavam ???

  8. Prezado Kotscho: Depois de ouvir o deputado e filho do presidente falar de possível volta do AI-5, que pode muito bem ter sido orientado por ele para falar essa barbaridade, e ler esse seu post de hoje de que está “tudo dominado” me lembrei desse trecho da música “Flor da Idade” do Chico Buarque: “Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa / que amava Paulo / Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos / que amava Dora / Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que / amava Dito que amava Rita que amava / Carlos amava Dora que amava Pedro que amava / tanto que amava / a filha que amava Carlos que amava Dora que amava / toda a quadrilha”.

  9. Prezado Kotscho: Em resposta à sua pergunta é óbvio que o porteiro não faz “parte da grande conspiração internacional, que botou fogo na Amazônia e empesteou as praias brasileiras de piche”, mesmo porque sabemos que quem botou fogo na Amazônia são os apoiadores e os associados dos ideais autoritários desse governo fascista e não se espante se descobrirem, também, que quem despejou o piche no mar do nordeste brasileiro, para arrebentar com os governos “paraíbas”, também faça parte dessa mesma quadrilha.

  10. Caro mestre, apesar de esquerdista e de achar Bolsonaro o pior presidente da história deste país, vou nadar contra a corrente com relação ao depoimento do porteiro…Na “reportagem” da Globo, caluniosa, há uma clara intenção de derrubar Bolsonaro através de uma narrativa torta e mentirosa! Seja com que governo for, de esquerda ou de direita, que a Vênus Platinada utilizar as armas que está utilizando agora ela deverá ser criticada. Não sejamos utilitarista! É um erro analisarmos situações semelhantes de maneiras diferentes levando em conta nosso viés ideológico. Se formos agir assim é melhor assumirmos a barbárie e partirmos para a guerra de vez!!

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