Nanico na ONU: Bolsonaro faz papel de gandula de Trump e assusta o mundo

Nanico na ONU: Bolsonaro faz papel de gandula de Trump e assusta o mundo

Em tempo (às 18h30): “Câmara dos EUA anuncia processo de impeachment contra Trump” (agora, no UOL). Mais uma do pé-frio… Por isso, o chefe dele estava tão de farol baixo hoje na ONU, com o topete caindo na testa…

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Jair Bolsonaro entrou e saiu da ONU do mesmo tamanho que entrou: um nanico folclórico que assusta o mundo pelas besteiras que fala e faz.

Durante meia hora, com dificuldades para ler o teleprompter, fez o Brasil passar a maior vergonha depois do vexame dos 7 a 1 para a Alemanha.

Não por acaso, declamou um discurso na mesma linha beligerante de Donald Trump: afinal, o guru deles é o mesmo, um certo marqueteiro chamado Steve Bannon, líder da extrema-direita mundial e amigo do astrólogo Olavo de Carvalho, que o apresentou aos filhos de Bolsonaro.

Na véspera do calamitoso, ridículo e doloroso pronunciamento contra o mundo civilizado, salvando só a cara do presidente americano, Eduardo, o filho 03, futuro embaixador nos EUA, teve um encontro privado com Bannon para afinar os últimos detalhes.

Na tribuna da ONU, o capitão só não fez arminha com os dedos nem defendeu o terraplanismo do seu chanceler.

De resto, foi o mesmo capitão furioso da campanha eleitoral, com o discurso pedestre dos fundamentalistas, que se imaginam enviados por Deus.

Repetiu os ataques a outros países, à ONU, às ONGs, à imprensa mundial, aos médicos cubanos, aos ambientalistas, à globalização e ao socialismo.

Em sua Guerra Fria particular, contra tudo e contra todos, exatamente como faz Trump, ele defendeu o nacionalismo, o patriotismo, a soberania, o combate sem tréguas aos inimigos, reais ou imaginários.

Ao final, diante da perplexa platéia, não ganhou nenhum aliado novo nem perdeu os poucos que já tem, mas estão ameaçados no poder.

Nos Estados Unidos, segundo as últimas pesquisas, Trump perde com folga de todos os pré-candidatos democratas; em Israel, o aliado Bibi tomou uma lambada nas eleições e, na Argentina, Maurício Macri vai devolver o poder aos peronistas dentro de poucos dias. Do coitado do autoproclamado presidente Guaidó, na Venezuela, nem se fala mais.

Bolsonaro se superou nas fake news. Fez juras de amor à “democracia e à liberdade”, ao dizer que “salvou o Brasil do socialismo” e elogiar a ditadura militar, mentiu sobre a situação da Amazônia, citou dados falsos sobre desmatamento e queimadas e teve o desplante de afirmar que quem botou fogo na floresta foram os índios e os pequenos agricultores.

No Brasil, teve comentarista que achou seu discurso “razoável”, mas no resto do mundo causou constrangimento e preocupação.

Sem noção do ridículo, o capitão levou uma desconhecida nativa a tiracolo, colocou até um cocar no jantar da véspera e leu a carta de uma “associação de agricultores indígenas”, da qual nunca se tinha ouvido falar, para fazer a sua defesa e provar que é um defensor do meio ambiente desde criancinha.

Não sei quanto custou esta viagem de 30 horas a Nova York, mas foi dinheiro jogado fora.

Só serviu para piorar ainda mais a imagem do Brasil, que já não é mais levado a sério fora dos jardins da Casa Branca.

Tanto ele como Trump falaram para os seguidores fiéis em seus países, um contingente cada vez menor à medida em que o tempo passa. No Brasil, os “bolsonaristas de raiz” não passam hoje de 12%, segundo as pesquisas.

Quem mais deve ter ficado preocupado com a fala rancorosa e agressiva do capitão, fora o resto do mundo, são os empresários e banqueiros brasileiros que bancaram a campanha de Bolsonaro, e agora estão vendo a debandada de investidores diante do desastre ferroviário federal.

Bastou uma imagem de 10 segundos para resumir o festival de sabujice proporcionado pelo presidente brasileiro, que se comportou como o gandula num jogo de golfe entre as grandes potências.

Depois de esperar por uma hora por esse encontro, ao esbarrar em Trump nos bastidores, Bolsonaro não abriu a boca e fez acenos com a cabeça, ao ouvir seu êmulo pronunciar algumas palavras e o guiar para fazer uma pose diante dos fotógrafos.

Parecia o recruta zero diante do general.

O Brasil não merecia passar por isso, mas agora é tarde.

A maioria do eleitorado quis assim.

Na moita, o Steve Bannon é que deve ter ficado feliz com seus pupilos.

E vida que segue.

 

25 thoughts on “Nanico na ONU: Bolsonaro faz papel de gandula de Trump e assusta o mundo

  1. Me engana. A federal não fez um pente fino no avião presidencial Me engana que não aturo. Como é que não viu a droga do discurso? Ô federal, outra vez?

  2. …”Parecia o recruta zero diante do general.”…ou o mazaropi, ou o jeca tatú…pra mim ele supera o Jiló, um palhaço que vez por outra aparecia num lugarejo que moramos, em um cirquinho de touradas.
    O cara é um completo idiota, acha que com sua cara feia vai submeter os outros, Em vez de conclamar todos a virem ajudar o Brasil a preservar as nossas florestas, não, resolve brigar com o mundo.
    Coitado ( coito + desastrado )

  3. Deveria ter é vergonha na cara, faz de conta que governa, não está nem um pouco preocupado com tanto sofrimento da população, milhões de desempregados, e se acha o paspalho. Vc tem toda razão, parecia mesmo o recruta zero, um babão daquele outro insano.

  4. Impressiona como “analistas” das tvs se debruçam horas sobre aquele desarrazoado e primário discurso.Ninguém leva aquilo a sério.Só pode ter sido escrito a duas mãos por aquele cabo e o soldado que o ed my boy(apud P.H.Amorim)mandaria-sem jeep-para fechar o STF.

  5. Os estrategistas de Bolsonaro, não importa sua procedência, querem duas coisas: reforçar, o mais correto seria apresentá-la como um unidade, a linha dura das Forças Armadas em torno do presidente e aproveitar a onda descendente de Trump (risco de impedimento) e Boris Johnson (desautorização do recesso forçado) para formar uma liga de países “vítimas” de uma suposta arremetida mundial contra os governos de extrema-direita. Já que acuado contra as cordas, melhor junto com os grandes do que sozinho, melhor pegar carona para mostrar-se refém de um movimento global com seus reperesentantes midiáticos de mesmo nome no Brasil.
    É a linha Maginot da setor duro das Forças Armadas: sacrificar com as mesmas altas labaredas das queimadas criminosas na Amazônia a bela e importante história militar recente, a participação respeitada internacionalmente em missões de paz, em transições democráticas de regiões conflagradas e o papel interno de guardião da democracia, da Constituição. Trocar o compromisso com os Direitos Humanos, a forma que encontrou para fazer a correta autocrítica indireta da Ditadura, pela imagem de uma nação de famílias e milícias armadas, de celebrações dos porões imundos e torturadores assassinos; trocar avaliações rigorosas existentes de interesses nacionais pela defesa irracional do suposto direito de destruir em casa o pulmão do mundo. O sinal verde para a vingança tardia do reformado-agora-reformante é qualquer coisa menos consenso na corporação.
    A citação do Moro no discurso presidencial nos EUA é assustadora, assunto para depois. Além disso, mostra que fizeram um pacto de salvação mútua ainda no hospital.

  6. Prezado Kotscho: Foi mesmo “um discurso na mesma linha beligerante de Donald Trump”, com um conteúdo chulé voltado para os fascistas que o apoiam por aqui, típico de um eterno lambedor de coturno e rastaquera do Vale do Ribeira.

  7. De Bolso, ao encontrar Trump no corredor, como prova de muito carinho e afeto: “I Love You”.
    Quem diria, hein Mestre! Bolso, de microfone em punho, ‘saindo do armário’ em plena ONU.
    E pior [para bolsominion a shipar TruBol], não correspondido pelo venerado parceiro que responde: “Que bom te ver de novo”.
    Enquanto, sem tradução em Libras, Bolso ri, Trump se afasta e a Kalapalo de braço dado com Michelle, registra no celular.

  8. O Bolsonaro não é uma Dilma, mas às vezes discursa mal e, portanto, havia uma expectativa sobre o seu desempenho. Mas ele foi muito bem, falou como presidente, de modo claro e assertivo. Essa foi inclusive a opinião de especialistas como o Reinaldo Polito, na verdade só quem diz que ele foi mal é quem torceu muito para que fosse.

    Quanto ao conteúdo, ele fez um bom apanhado. Citou os males da ditadura cubana e seus asseclas, lembrando que parte do roubo que nós sofremos foi para sustentar essa gente. Reiterou nossa soberania, hoje ameaçada por estrangeiros auxiliados por maus brasileiros. Repetiu que as queimadas deste ano estão abaixo da média histórica. Mostrou que o fantoche Raoni representa alguns, mas não os índios brasileiros. Revelou que estes já têm 14% de nosso imenso território e somos o país que mais preserva áreas verdes, etc.

    Também disse a verdade sobre a ONU, que deixou suas obrigações básicas e tenta impor leis e normas de comportamento que cada nação deve decidir por si mesma. Aliás, já há um grande movimento para corrigir esses abusos, do qual o Brasil faz parte.

    Claro que tudo isso deve parecer estranho para quem se acostumou a ver o Brasil abaixar a cabeça em troca de afagos dos burocratas da ONU ou usar seu espaço por lá para defender o ensacamento de vento.

  9. O Weintraub diria “… Cuba e seus acepipes…”, ou “…Franz Kafta em vez de Kafka…”.
    Discursinho chinfrim, cheio de mentiras, meias verdades, dados incorretos, recheados de ódio cheirando a naftalina, de alguém que hibernou na década de 50 do século passado e acordou há uma semana procurando comunistas debaixo da cama. Vai dar de cara com o Ricardão. O que nos deve preocupar são os resultados políticos e econômicos que certamente virão, depois dessa palhaçada toda.
    E esperar UMA HORA para dizer ao Trumpetudo: “I love you…”. E a primeira-dama? Como ficou?
    Quá-quá-quá.

  10. Boas notícias!!! O Banco Central elevou a expectativa do PIB para 2019. Caro Ernesto a Dilma é exemplo de como éramos representados para os burocratas da ONU. Depois de dar a ideia de ensacar vento os esquerdopatas saíram sua defesa dizendo que era possível esse escárnio. Qual capacidade hoje de criticar o Mito??? Marcamos história e a nossa representante indígena foi dizer os índios não precisam sser tratados como incapazes. O que mais os líderes da esquerda gostam de viver nas regalias do capitalismo e cultivar a miséria de seu povo, assim com as migalhas que distribuem como alguns parasitas que vivem as custas de seus hospedeiros. A aliança Mito e Moro para 2022 está tirando o sono da esquerda. Mais 4 anos sem nossos impostos não irá sobrar muito em suas trincheiras Habemus censura??? Vida que segue

  11. Olha, gente estamos nos dando conta de que a coisa é pior, mais fraudulenta e demoniaca do que ate ontem se nos mostrava…
    Para derrotar a esquerda nas eleiçoes, prender Lula, criar um projeto de poder proprio dentro de um projeto de Poder submisso aos Estados Unidos
    e que premiasse as ja podres elites do brasil, Valeu TUDO.
    montagem de indicios e suposiçoes, escutas ilegais, conduçoes coercitivas, invasoes de domicilio, conluio com os suiços/americanose monegascos FORA da Lei,
    montagem de delaçoes repetidas até obter as ‘confissoes ” desejadas, mercadejar as mesmas delaçoes, no processo enriquecer escritorios de advogados coligados econectados a Curitiba…,
    sonegaçao dos autos Á defesa, negaçao de prazos á defesa, provavel falsificaçao dos registros codificados da Odebrecht (do depto de propina) para criar ‘provas’, proteçao a tucanos e amigos, vazamentos seletivos á Globo e aos sites ”da casa”…,Conluios permanentes entre Acusaçao e Juiz, motim e aTaque direto a membros do STF, PROMISCUIDADE com outros do mesmo STF e do STJ…
    E faltarão com certeza alguns detalhes nesta lista das façanhas da Orcrim curitibana.
    Que pocilga foi elevada a condiçao de cruzada anti corrupçao!!!!! a que ponto chegamos
    alguem tem mais itens a adicionar?

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