“Comigo unidade é o cacete”: Aonde Ciro quer chegar? Com o apoio de quem?

“Comigo unidade é o cacete”: Aonde Ciro quer chegar? Com o apoio de quem?

Quanto mais leio entrevistas e declarações de Ciro Gomes menos consigo entender aonde ele quer chegar em 2022.

Terceiro colocado no primeiro turno em 2018, ele deu uma banana geral ao eleitorado e foi para Paris curtir mais uma derrota.

Desde que voltou, recomeçou a campanha, viajando pelo país em busca de uma bandeira e de um discurso.

Bater em Lula e no PT foi a saída que encontrou para atrair holofotes e seguidores, mas este caminho já está congestionado.

Olhando para a direita, vai bater de frente com o antipetismo de Bolsonaro, Doria e Moro, que também já estão em campanha.

À esquerda, já queimou todas as pontes, sem conseguir um único partido aliado.

“Comigo unidade é o cacete. Unidade é na luta. E na luta em cima da mesa”, disparou ele, em entrevista ao Estadão desta terça-feira, no momento em que amplos setores da sociedade civil buscam um mínimo de união para formar uma ampla frente anti-bolsonarista.

O que é uma “luta em cima da mesa”? Alguém pode me explicar?

Ao explicar o resultado da eleição passada pelo “antipetismo que era a força dominante”, Ciro afirma que “Bolsonarto interpretou de forma tosca o sentimento de medo do povo”.

Medo do que, de quem? Qual foi o sentimento que levou o capitão à vitória? O medo ou o ódio das suas falanges?

Enquanto isso, dois dos principais líderes da esquerda que sobraram do tsunami conservador de 2018 _ Fernando Haddad, do PT, e Flávio Dino, do PC do B _ já começaram a construir uma aliança para 2022, com o apoio de Guilherme Boulos, do PSOL.

Ciro parece olhar sempre pelo retrovisor para atacar adversários reais e imaginários, sem se preocupar com o futuro do país que está sendo destruído pelo bolsonarismo.

É uma pena que ele continue parecendo uma biruta de aeroporto, sem norte nem rumo, pois é um dos homens públicos mais preparados do país.

Ao optar por ser mais um anti-petista juramentado, em lugar de assumir um papel de destaque numa frente popular contra o bolsonarismo, Ciro se move apenas pelo rancor.

“Essa burocracia do PT e a estratégia que essa burocracia está fazendo em nome da direção imperial do Lula é certeza de derrota do campo progressista no Brasil agora e pelas próximas eleições”, profetiza o ex-ministro de Lula, jogando a toalha a mais de três anos da próxima disputa.

Ou então ele se auto-excluiu do campo progressista, sem definir qual será seu próximo destino.

Não posso acreditar que ele se lançará candidato só pelo PDT, sem formar aliança com ninguém, dono de um partido trabalhista sem bases sindicais nem populares, depois de ter passado por mais de meia dúzia de siglas nos últimos anos.

A onda antipetista que elegeu Bolsonaro já perdeu a força, e Ciro chegou atrasado.

Fazer discursos inflamados para plateias estudantis pode inflar o ego, mas não é suficiente para eleger ninguém.

Por mais que Ciro não queira e por mais que tenha bronca do PT, não sem ter seus motivos, o fato é que agora seria hora de Ciro deixar de lado suas ambições pessoais e se incorporar num grande movimento suprapartidário de salvação do país.

Vou torcer por isso.

Ou não sobrará Brasil para ninguém em 2022, que ainda está muito longe.

Num país em que líderes escasseiam em todas as áreas, Ciro poderá se tornar um líder sem liderados, o que seria um desperdício.

Vida que segue.

 

33 thoughts on ““Comigo unidade é o cacete”: Aonde Ciro quer chegar? Com o apoio de quem?

  1. A situação da construção do campo progressista fragmentado é ainda mais delicada. Mino Carta, o insuspeito jornalista, tem fundadas dúvidas quanto ao papel do petismo depois dos erros crassos e sua reincidência. Transcrevo o trecho final: “O grande e querido amigo me perdoe, mas o PT insiste no erro, a não ser nas terras livres do Nordeste”. Nem é preciso ser bom entendedor para saber que Mino, também, não enxerga nenhuma condição de Haddad entrar no páreo, sem repetir o quadro de 2018 e, pior, reconfirmar a extrema-direita, outra vez, para liquidar de vez o que restar, se restar, os direitos sociais degenerados e desconstituidos continuadamente.

  2. Concordo com Kotscho, difícil de entender o Ciro.
    O nome não sei, vários foram cogitados, sem exatamente dizerem a mesma coisa, mas todos parecem saber do que falam: Pacto de la Moncloa brasileiro, Frente Ampla, grande movimento de resgate da imagem e da dignidade internacional do país (em frangalhos).
    Certo é que o antipetismo e o antipessedebismo foram longe demais na sua luta, se me permitem, fratricida. Hora de conversar!
    Hoje está claro que a variante antipetista de cunho pessedebista foi mais violenta, missionária (em sentido predominante de punição religiosa), contagiosa e autodestrutiva (Dória e Frota na linha de frente, quem diria!). Está claro também que a força tarefa propelida pela Lava-Jato (dentro do estado, fora da Constituição) tinha no início FHC como espelho aglutinador de imagens de mérito da carreira e Lula era visto como um populista sem qualidades; justa com o primeiro, absolutamente preconceituosa com o segundo. Sabe-se o resultado, ou melhor, a evolução interna deste estado antidemocrático dentro do estado constitucional de Direito: golpeados na sua admiração tucana com as revelações sobre Aécio, rapidamente os fuerza-tarefistas se bolsonarizaram a valer. A etapa de caça grotesca e fora-da-lei ao Lula tem menos aversão a este último do que decepção traumática com o irmão gêmeo do mérito autoproclamado. Antes do seu declínio derradeiro com as devastadoras revelações da vaza-jato, o proto-bolsonarismo galopante tinha já forte sotaque jurídico. E intimidava: “não escapas, a Receita te desvela, eu te processo e a PF invade tua casa ou o teu trabalho”.
    Tratava-se então de perseguir o Lula sem “melindrar” o quadro máximo dos Tucanos, a partir de um dado momento somente aliado tático. Ciro é uma peça deste jogo complexo, pois imaginava que com o PT abatido as águas do 31 de Março passado seriam uma promessa de vida para sua eleição. Em certa medida, tinha lógica, mas …..

  3. Não houve onda antipetismo -Basta levar em conta que o Haddad(desconhecido no Brasil) sendo Lula na chapa petista chegou em segundo lugar – Nem mesmo o Ciro, velho de guerra(outros pleitos)obteve tantos votos!.Ou você acredita que o Fernando Haddad concorrendo por qualquer outro partido,sem o apoio do Lula,chegaria onde chegou()!.

  4. Bolsonaro tem a lingua maior que o proprio corpo, Ciro tem o figado maior que a esquerda junta. Olha que enrascada o brasileiro tinha que optar na eleição de 2018.
    Bolsonaro, Ciro Gomes e Haddad… Dizem que ganhou o menor ruim e estamos nesta merda toda… Já pensaram se fosse ao contrário?

  5. Caro kotscho,
    Também gostaria de compreender o porquê de tamanho destempero. Em um momento tão brutal, a sua análise é certeira: Ciro apostou no antipetismo, no entanto, em um momento inadequado. Porém, cheio de si do jeito que ele é, não ouvirá ninguém, e continuará a proferir violências e brutalidades, o que é uma pena, uma vez que é um excepcional quadro político, que efetivamente poderia estar liderando, e não dividindo, o que ele denominou de campo progressista.
    Obs: é minha primeira postagem aqui. Há muitos anos leio o Blog, e deixo aqui os meus parabéns por mais uma boa leitura.

  6. Caro Kotscho, desculpe, mas me permita apenas uma discordância: O Antipetismo ainda está mais forte e enraizado do que nunca. Todos com quem converso, mesmo aqueles não mais simpáticos ao Bolsonarismo, temem qualquer nome lançado pelo Partido dos Trabalhadores. A falta de oxigenação nos quadros da esquerda, bem como a falta de projetos em oposição a estes apresentados pela extrema direita, acabam minando as possibilidades de mudanças. Já se fala em Dória, Witzel e recentemente uma chapa Moro/Janaína… Se a esquerda não se mobilizar e os blogs progressistas só ficarem focados no cotidiano Bolsonarista, sem apresentar novos nomes, novas idéias, infelizmente tenho que concordar com o Ciro.. teremos problemas pra 3, 4 eleições…. Abraços…

  7. Mestre, para mim está claro que Bolsonaro não
    se tornou presidente por “medo” do PT e sim por “ódio”, que é um sentimento bem mais forte e duradouro…E este ódio, ao contrário do que você diz, não arrefeceu. O que arrefeceu foi o apoio cego e ignorante ao presidente eleito. Me parece que o que Ciro deseja é se tornar o sucessor de Lula como o “líder” da centro-esquerda brasileira, sem a tutela, diga-se cabresto, deste. Só não houve uma aliança entre Ciro e PT nas eleições passadas porque Ciro não aceitou ser tutelado por Lula, jogando com isso a presidência no colo do Bozo, assim como Lula não aceitou ser tutelado por Brizola, jogando a presidência no colo do Collor…A História neste caso se repetiu, infelizmente, como tragédia! Ciro está fazendo o seu jogo e pode ser que obtenha sucesso, porque o próprio Bozo, com sua ignorância infinita, lhe está sendo um excelente cabo eleitoral.

  8. Caro Ricardo

    Quando Ciro “Jereissati ” Gomes se mostrou como nome para as forças progressistas em lugar de Haddad, e a Gleise disse que nem com reza braba, selou definitivamente o destino do Ciro. Sou eleitor das forças progressistas, inclusive votei no grande Leonel Brizola (PDT), porem se Ciro Gomes for a alternativa das forças progressistas, mesmo sendo apoiado por Lula, nunca terá o meu voto. Será a primeira vez nos meus sessenta e sete anos de vida, que deixarei de colocar meu voto na urna.

  9. KOTSCHO: Sua extrema lealdade a Lula é admirável. Poucas são as pessoas com tal virtude. Porém, você sabe que dependendo da medida, o remédio torna-se veneno. Não permita que sua virtude turve sua visão da realidade.
    (1) Ciro repudiou a unidade com o PT. Não foi, como você interpretou, a unidade no sentido amplo, com qualquer parceiro político. Ciro diz que não vai mais engolir, fazer silêncio em nome da unidade. Isso foi liquidado quando o PT entregou o Brasil a Bolsonaro. Sabemos que essa opinião é a mesma do governador da Bahia – reeleito com 76% dos votos no primeiro turno.
    (2) “Em cima da mesa” é o lugar onde são colocadas as cartas, de modo transparente, sem trapaças.
    Ciro não é um lunático como você está sugerindo. Responda uma simples questão: por que o PCdoB afastou-se do PT após as eleições e formou uma frente parlamentar com o PDT ? Será que tem alguma coisa a ver com chantagem ?
    As fake news que estão sendo produzidas por jornalistas ligados ao PT contra Ciro demonstram que Ciro está colocando em risco o projeto de poder do PT. Se isto não é verdade, então porque tantos ataques difamadores ?

    1. Ciro nao e atacado, filho. Ele ataca.
      E, na verdade, nem gera assim tantos contra-ataques. Porque e insignificante demais pra incomodar.
      Ciro e a nova Marina. Na inveja rancorosa e na irrelevancia arrogante.

    2. Entregou a bolsonaro, não, cara pálida.
      Se Ciro nao tem mesmo perfil para ser vice – ou cabo-mor eleitoral- por questão de personalidade politica, Lula nao o tem por uma questao de muito maior peso: ter de cara 30% dos eleitores.
      Lula apostou no possivel [frustrado por uma facada e muita fake news] mas teu possivel candidato apostou no improvável.
      Tornou-se história.

  10. Sei que o jornalista, com grande rodagem próximo de figuras proeminentes de nossa política, possa ter algum respeito a Ciro Gomes, mesmo diante de suas posições assumidas desde a disputa da Presidência, quando também foi derrotado, tendo rejeitado a oferta do PT para concorrer num arranjo que resultaria com a prisão de Lula, no mesmo lugar que foi ocupado por Haddad. Pouco tenho para admirar no Ciro Gomes dos últimos tempos: vejo comportar-se como um crápula, desrespeitoso e covarde. Bem, a verdade é que, apesar de tudo, malgrado seus erros, o PT cresceu, seus principais adversários PFL (Democratas), PSDB e o antes aliado PMDB estão esfacelados, embora participem direta ou por vias transversas do poder, do governo do golpe, que tem Bolsonaro na Presidência. Lula livre, que queiram ou não está no radar, principalmente dada a dificuldade por que passa a Lava Jato, diante da forte contestação de seus métodos de atuação, que não mais permite que o Supremo cooneste (na acepção da palavra) com todas as ações da Força Tarefa e tenha escamoteada sua ação como mentor e dirigente do golpe, e continue nessa situação ambígua, fingindo que a Democracia, como estabelecida na Constituição de 1988, que tem a Corte obrigação defender, esteja em plena vigência. No momento, e nas condições em que se encontram todas as forças que se dizem de esquerda e os segmentos democráticos da sociedade, o razoável é todos aguardarem para ver se o Supremo abandonará seus compromissos com o golpe, com a Globo e tudo, e libertará Lula, que em curto prazo o campo democrático ficará diante de um golpe despido da capa de legalidade. A partir daí, a luta poderá se travar por outros meios, já que não será tão fácil, legalmente emparedar a oposição. Falta pouco, espero. Lula livre.

  11. Prezado Kotscho: “O que é uma “luta em cima da mesa”? Alguém pode me explicar?” É fazer o jogo da direita, que é o que ele está fazendo. A direita agradece.

  12. Boas perguntas, aonde ele quer chegar.
    É meio melancolico vermos bicudos, marthas, aloysios, ciros.
    mas quem se superou em grau maximo foi a dra Dodge.
    Uma gestao de golpista e uma despedida de clown ou clowna, sei lá.

  13. Luiz Inácio deve ser respeitado por sua história, sua biografia, sua luta contra a fome, é, sem dúvida, um dos grandes líderes mundiais, seu governo foi um dos melhores da nossa História mas ele errou ao apoiar a reeleição da sra. Dilma e ao não se aliar a Ciro Gomes em 2014. E ele deve descer do altar onde se encarapitou e desistir de andar sobre as águas.

  14. Simples, Mestre, onde não conseguiu chegar em 1998, 2002 e 2018, ser eleito presidente do Brasil, pouco importa como, que hoje considera tornar-se o anti-petista mor, ‘mió que o capitão de milícias’.
    Confesso ter me intrigado também a “luta em cima da mesa”, não sei se ajuda, mas de pronto veio-me a cena com Jack Nicholson e Jessica Lange, em ‘O Destino Bate à sua Porta’.
    Até faz sentido o misturar de paixões, no caso em questão.
    Intriga-me ainda a incapacidade não apenas dele, mas de outros tantos, ao pe(n)sarem o anti-petismo, não darem-se conta que, ressalvado o terço conservado pelos que jamais tolerarão o que venha ameaçar a anacrônica sobre-existência da Casa Grande, o anti-petismo no terço central do cenário político (o que decide) é passageiro, pois fruto de inacreditável campanha organizada para destruir o PT, através do monopólio da mídia parceira do judiciário lavajateiro, sem que lograssem o intento, pela ignorância continuada quanto o PT sediar-se nos corações e mentes de milhões de brasileiros espalhados pelo país.
    Esse anti-petismo tem em seu alicerce a solidez da barragem da Vale em Brumadinho e nos efeitos colaterais das ações para tanto, um desastre imensamente maior que o da Vale, não tangível de pronto e com a conta a ser paga, infelizmente, por todos e por longo tempo.
    Esqueçamos…, o pequeno, com grande Ego.

  15. Não há sistema de pensamento, sobretudo quando o objeto é de natureza política e eleitoral, que não apresente suas próprias incongruências.
    Este é o caso de PDT e PT, desde 1989, quando Brizola teria derrotado Collor de Mello, facilmente. E de resto, vitorioso, teria cassado a concessão de Roberto Marinho, conforme promessa de campanha, como primeiro ato presidencial.
    Outra vez, após a crônica da derrota anunciada de Haddad em 2018, com o “conhecimento até do mundo mineral”, o quadro eleitoral se repetirá pela terceira vez em 2022.
    Com a agravante muito mais grave do que nas duas eleições anteriores (1989 e 2018): Lula está preso, o PT está na berlinda e há um “Italiano” de tocaia permanente como o Alcagueta-Mor do Lulo-Petismo.
    Lula e Ciro, porque em seus respectivos partidos ninguém tem peso nem densidade suficientes para dissuadi-los, sempre insistem que o “real” são “suas considerações”.
    Ora, Lula ao empreender o deciframento do “seu real”, enclausurado este em uma realidade que antes na história deste país nunca lhe foi tão adversa e antagônica, recusa-se admitir que o “seu real” encontra-se debaixo do processo judicial encalacrado no Judiciário da Casa Grande: o “seu real” é completamente imaginário, porque pode ser uma coisa, pode ser outra. Marx afirmava a necessidade de
    todo sistema de ações e decisões “prender-se ao real”.
    Lula deixou de ser o “senhor do ‘seu’ tempo” e, portanto, o “comandante do ‘seu’ destino”.
    Lula é um ‘dependente’ do Judiciário, no lugar social que a Casa Grande destinou às senzalas.
    Como se sabe, juízes só há mesmo em Berlim. Lula tornou-se refém de, por exemplo, um Gilmar Mendes, o Advogado-Geral da União da Era Maldita de FHC.
    A realidade concreta é o palco essencial do homem e este nunca a determina segundo seu próprio desejo.
    Lula e Ciro não escapam desse destino e não terão sorte diferente.
    O imaginário do lulo-petismo calcula que o Judiciário da Casa Grande trocará a servidão do Lula rendido no cárcere pela sua liberdade pessoal e política. Isso implicaria à Casa Grande e o seu “Supremo Puxadinho” darem as mãos à palmatória do “sapo barbudo” que um dia tiveram de engolir.
    Engoliram e depois, como é a praxe da Casa Grande, o vomitaram.
    O dia mais melancólico da conciliação política que Lula edulcorava (Lula jamais foi socialista nem de esquerda), não foi quando o ex-metalúrgico adentrou a cela.
    Foi quando ele decidiu – ouvindo seus “çabios conselheiros” e “jênios juristas” -, sua “rendição” à republiqueta de Curitiba, enquanto a decisão cabível, clara e meridiana à sua altura, seria uma só: Asilo Político.

  16. O partido de Ciro apoiou o PSL em diversos estados, esse foi o verdadeiro motivo do seu mochilão, ou seja, por interesses escusos flerta com com o PSL fascista, mas é incapaz de somar forças ao PT, pra derrotar esse mesmo fascismo tupiniquim, lastimável…

  17. “É uma pena… pois é um dos homens públicos mais preparados do país.”
    O repetir incessante desse bordão de consolação, indica a possibilidade de eternizar-se como a Martha Rocha da política brasileira: o ‘mais preparado’ intelectualmente, porém a ‘polegoada’ dos 12% impede-o de chegar a faixa e ao trono.
    O ‘mais preparado’, hoje com 61 anos, há quase quarenta desfila o mesmo roteiro, repaginado nos detalhes superados pelo tempo, para iludir como moderno o que sempre será matusalênico: Eu Sou a Solução, Absoluto.
    Na dúvida, pergunte-se:
    Qual equipe, qual partido, quais partidários, quais agregados…, em quase quarenta anos e sete partidos, do PDS (ex ARENA) ao PDT?

  18. O agora pranteado PHA tinha conhecimento, verve e uma lucidez que jamais confundia ou trocava o que é essencial pelo superficial, enfeite ou o acidental.
    A gente lembra de um de seus bordões: ‘A canoa vai virar’.
    Já está emborcando e sem volta.

  19. Ciro é um sociopata esclarecido com discurso de esquerda: PANES ET CIRCUS…
    Ciro é um ótimo valor político, gestor e com conhecimentos. Uma mente quase brilhante.
    Mas Ciro não é um legítimo representante da classe operária. Ciro não tem vínculos com sindicatos, não tem proximidade com movimentos sociais, não tem passado de classe proletária. Ciro é um projeto político individual, egóico. Ciro é um homem sozinho na ventania política. Ciro Gomes não é um líder operário. É um projeto político pequeno burguês de auto recompensa, celebridade ad eterno. -O proletariado agora quer algo mais, semelhante de si mesmo: representante e não apenas um ícone .
    Mas política é um movimento histórico feito principalmente de desgraça anônima. E erros em momentos definitivos definem o caráter de um político: E Ciro errou, e errou feio historicamente. Fico triste por ele, gostaria de tê-lo em melhor avaliação, mas a história não se apaga, mormente quando a desgraça vai inscrever-se no corpo anônimo.
    Ciro na prática é um sociopata, um projeto político egóico extremo. Sempre fazendo o jogo divisionista para tentar sobrenadar aos demais possíveis candidatos. Vai atacar o PT, Lula, Dino, Bolsonaro, Marina, Boulos, Manuela, Luciano Hulk etc: (é uma espécie de Dória às avessas) atirará para todos os lados, em quaisquer um que ele imaginar possa ofuscar o seu sucesso. É um movimento político individualista; Ciro dizer-se de esquerda é apenas um jogo de palavras.
    Políticos egoícos, como Ciro, independente do discurso, não tem ideologia, são projetos de si mesmos. Podem até ser bons espetáculos de oratória, bons condutores de lógicas, bons formadores de bolos emocionais… mas o povo não vive de CIRCUS apenas.
    Ciro é uma ótima ilusão de conforto intelectual, e uma boa fantasia de projeto político, acende uma vela de esperança… – O mundo midiático estará cheio de candidatos assim nas próximas décadas. – Eu chamo de “elementos vendedores de belos conteúdos insípidos”.
    Não creio que Ciro minta seu discurso ideológico, ou exerça má fé a Priore… Aliás, sociopatas políticos deveras acreditam na sua própria lógica.
    Estou aprendendo, depois das últimas lições, a assisti-lo e a não o levar a sério. É só mais um show!

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