Agora é tarde: se eleição fosse hoje, Haddad venceria por 42% a 36%

Agora é tarde: se eleição fosse hoje, Haddad venceria por 42% a 36%

Bastaram apenas oito meses de governo para a maioria do eleitorado se arrepender da barbaridade que cometeu em outubro do ano passado, ao dar a vitória a Jair Bolsonaro para derrotar o PT.

Esta é a revelação mais importante da nova pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, que resume os demais índices, todos eles negativos para o alucinado ex-tenente expulso do Exército que derrotou o professor Fernando Haddad.

Se a eleição fosse hoje, informa o levantamento, Haddad derrotaria Bolsonaro por 42% a 36%, fora da margem de erro. Mas agora é tarde.

Com sua popularidade derretendo, o presidente ainda é aprovado por apenas três entre cada dez brasileiros.

A avaliação positiva de ótimo/bom despencou para 29%, enquanto a de ruim/péssimo subiu de 3% para 38%.

Diante desses números, qual foi a reação de Bolsonaro ao sair do Alvorada, hoje cedo, e se debruçar no gradil do chiqueirinho dos repórteres?

“Alguém acredita no Datafolha? Você acredita em Papai Noel? Outra pergunta!”, disparou o ocupante do Palácio do Planalto, como se os repórteres fossem culpados pelo estrago na sua imagem.

Não sei o que os colegas lhe responderam, mas a pesquisa mostra que 44% dos entrevistados nunca confiam no que o presidente fala.

Como vive numa realidade virtual, isolado na sua bolha, a sua primeira reação é sempre essa: se os números lhe são desfavoráveis, chuta com os dois pés e chama a próxima pergunta.

É simplesmente inacreditável que o país continue sendo governado por um cidadão que nega as pesquisas, a ciência e a cultura e só acredita nas suas sandices terraplanistas.

Na análise dos diretores do Datafolha que acompanha a pesquisa, Mauro Paulino e Alessandro Janoni resumem a ópera:

“Com tom belicoso, Bolsonaro arrisca pregar apenas para convertidos”.

À medida em que desce a ladeira, porém, ele vai ficando cada vez mais beligerante e não dá o menor sinal de que pretende se comportar como um presidente da República.

Para 32% do eleitorado, ele não está à altura do cargo “em nenhuma situação”.

A erosão da aprovação a Bolsonaro se deu em todas as faixas etárias, níveis de renda e regiões do país.

No nordeste, a rejeição ao presidente já chega a 52%.

A rejeição ao presidente se dá principalmente entre mulheres (43%), eleitores com renda superior a 10 salários mínimos (46%), desempregados (48%) e pretos (51%).

Evangélicos neopentecostais (46%) e empresários (48%) estão entre os que mais o apoiam ainda.

Bolsonaro é o mais mal avaliado entre os presidentes eleitos nos primeiros oito meses de mandato: tem 38% de ruim/péssimo, contra 15% de FHC, 10% de Lula e 11% de Dilma.

Só resta ao indigitado chamar de comunistas as 2.878 pessoas com mais de 16 anos ouvidas pelo Datafolha em 175 municípios.

Vida que segue.

 

11 thoughts on “Agora é tarde: se eleição fosse hoje, Haddad venceria por 42% a 36%

  1. Deve ser a época do ano. Em setembro do ano passado, além de garantir que Suplicy e Dilma estavam no Senado, o Datafolha jurava que Haddad havia disparado e venceria Bolsonaro por 45×22.

    Deve ser alguma coisa que acontece em setembro. Pena que as eleições são em outubro e novembro. E as próximas só em 2022.

  2. Mestre, ao ‘capitão de milícias’ pouco importa, se eleito por quase 58 milhões de votos ou enfiado Planalto adentro em jipe conduzido pelo soldado Heleno, acompanhados do cabo Villas Boas e Zero Dois na ‘boleia traseira’.
    O que interessa-lhe, importa e paga a pena, qualquer que seja, de fato, é ocupar o palácio e deter o poder, em seu plano entendimento pleno de que é ele, e somente ele, quem manda no país e em tudo que faz parte do mesmo, inclusos ‘posto Ipiranga’ e mega MJ – Delegacia de polícia, pouco importando tratar-se da pesca do tambaqui, da extinção do mico-leão-dourado ou do índio e quilombola, despejados, ou então, do índice de queimadas na Amazônia e a reação interna de quem quer que seja e externa idem, à exceção de, Trump, acima de tudo, e os Estados Unidos com Israel, acima de todos, talkei?
    Não adianta protelar, o negócio é enviar furgão com psiquiatra, enfermeiro e kit Remoção de Despirocado, antes que arme o loucos que restaram para esse milineopentecostal churrasco sacana, com “a carne mais barata do mercado”.

  3. O Data Folha deveria testar outros nomes em oposição ao Líder da Era Beócia.
    O teste de resistência e de resiliência do Boçal e seus legionários não pode ser medido, com efetividade, somente no contraponto com a candidatura encarnada pelo lulo-petismo.
    O Data Folha confirmou apenas as tendências já antecipadas pela CNT-DMA e Vox Populi, que demonstravam uma perda de sustentação da popularidade e um vazamento do universo de eleitores refratários ao petismo representado por Haddad.
    Curiosa a observação de Paulino, como se a tática-estratégia do clã beócio não fosse a de pregar exclusiva e sistematicamente aos discípulos-sectários.
    Ora bolas, Paulino.É exatamente para garantir o curral-eleitoral que o levou ao segundo turno, em busca de um renovado confronto com um representante do lulo-petismo, que o Senhor da Beócia triplica sua aposta.
    Até agora a surpresa não decorre da queda da popularidade, mas do nível de “ótimo e bom”, em torno de 30%, mesmo com um desastre econômico semelhante ao biênio comandado pelo Cartel do “MT”.

  4. “Alguém acredita no Datafolha? Você acredita em Papai Noel? Outra pergunta!”, disparou o ocupante do Palácio do Planalto, como se os repórteres fossem culpados pelo estrago na sua imagem.
    ———————————————————-
    Será q ele falou isto pq as pesquisas do Datafolha colocavam o Haddad vencendo a eleição de 2018?

  5. Leila e a eleição no Corintians. A pesquisa ouviu Sandy e Júnior? A beligerante mancha verde foi desconvertida? Papai Noel tem a ver com a goleada do Flamengo? Bolsonaro acha que chuta com os dois pés. Em oito meses, tentou e sempre caiu com a bunda no chão. O Rei Pelé jamais tentou chutar com os dois pés. O Bispo Edir Macedo ensinou: “Tá amarrado Presidente, use um pé de cada vez”. A fé nesse desgoverno é terrivelmente igual a crença que Leila será a presidente… do Corintians.

  6. Prezado Kotscho: Se de fato “Bastaram apenas oito meses de governo para a maioria do eleitorado se arrepender da barbaridade que cometeu em outubro do ano passado”, como você chama a atenção no seu post, o “Impeachment ou cassação da chapa? Saída de Bolsonaro volta à pauta”, é o título de matéria da CartaCapital de 31/08/2019 que pode ser fonte inspiradora para consertar essa barbaridade. Ou não?

  7. Cadê o Mourão? Ele já viu a pesquisa? Quem interpreta esses números pra caserna? Que fogaréu! O mapeamento tá pronto; Será que pôr os recrutas na fogueira é tão difícil assim?
    Falta cascaio? Tire dos políticos. Pras municipais são 2,5 BI garantidos. Vermes sanguessugas da legislatura do Brasil, querem mais 1,5 BI. Pode?
    Pode, a nós, basta apenas ter desejo de mulher grávida: carpi enquanto ainda tem capim.
    __ “Muié, o fogo tá demais, vamos pra casa”.
    __” Tá certo, a vida é uma só. Meus Deus, vou perder mais um dia, a queimada chegou no pasto. Depressa, encha o bornal de capim. É bom pra misturar com mandioca e rapadura. Tá faltando galinha no terreiro. Deve ser os vizinhos do bambuzá da cascata da princesa. Ando desconfiada. Num fui mais lá, depois do suicídio do vô daquele político que acabô com a Maria Fumaça. No trenzinho, as crianças vendiam paçoca e rapadura”.
    __”Muié, tem poeira na curva do estradão, será o coroné”?
    __”Se perguntá pelas poedeiras, conte da praga, matou 17. Pegou no Brasil inteiro, ninguém come mais galinha. Aquele outro 17 da leição , a gente penso que fosse galo. Virô franguinho pestiado.
    __ “Muié, o fumacê tá aumentando. Corre todo mundo”.
    __ ” Os gatos e os patinhos já entraram. Nossa, com os cachorros, tem 17 bocas.
    __ “E daí Muié? Aqui não é Bolsonaro, não! Vai Corinthians”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *