Dá gosto de ver jogar este time das meninas do Brasil na Copa da França

Dá gosto de ver jogar este time das meninas do Brasil na Copa da França

Foi um show de bola: jogando o tempo todo no ataque, com rápida troca de passes, belos dribles, buscando o gol até o último minuto, mesmo ganhando por 3 a 0, a seleção feminina mostrou o melhor do futebol brasileiro em sua estréia na Copa da França.

Ganhar ou perder faz parte do jogo, mas elas entraram para ganhar e querem ser campeãs, não apenas desfilar em campo para os patrocinadores.

Sem Marta e com três gols de Cristiane, o Brasil ganhou sem sofrer, deu um passeio, mas poderia ter goleado a Jamaica, tantos foram as chances perdidas.

Perdemos até um penalti, e não fez falta…

Há tempos não via um time brasileiro tão ofensivo, rápido, jogando com garra, talento e alegria.

Para quem está acompanhando o Brasileirão, com os times jogando para marcar um golzinho e se fechar na retranca, jogadores caindo a toda hora no melhor estilo Neymar, deu prazer de ver este time jogar.

Espero que Tite tenha visto o jogo para saber como um time se impõe em campo, com um esquema tático definido.

Poderia convidar a guerreira Formiga, 41 anos, correndo o tempo todo, entrando em todas as divididas, para fazer uma palestra aos seus craques mimados e mostrar o que representa vestir a camisa do Brasil numa Copa.

Vale também conversar com o técnico Vadão, que ganha uma ninharia perto do salário dele, para Tite aprender com a simplicidade de quem bota o time para jogar sem frescuras.

E está na hora da televisão brasileira aprender a transmitir um jogo de futebol feminino, de preferência com mulheres narrando, para evitar o vexame deste domingo.

Com prazo de validade vencido, Galvão Bueno e seus colegas do Sportv poderiam ficar só com o time de Tite e deixar o futebol feminino para quem sabe do que está falando.

O mundo mudou, agora é das mulheres, dentro e fora de campo.

Valeu, meninas, o futebol brasileiro voltou a nos dar uma alegria.

Vida que segue.

 

6 thoughts on “Dá gosto de ver jogar este time das meninas do Brasil na Copa da França

  1. O time feminino é bom, além das meninas fazerem das tripas coração. Porém não se pode tomá-lo como sendo um padrão futebolístico suficiente para seguir adiante porque o adversário não era dos mais qualificados.
    A tendência é que o Brasil do feminino sequer chegue às semifinais. Faz largo tempo que outros países concorrentes têm tratado suas adolescentes e moças muitíssimo melhor do que o corrupto e medíocre grupo dirigente da CBF.
    Quanto ao atual treinador da seleção masculina, vê-se que pratica um futebol ultrapassado tendo perdido completamente as condições de seguir dirigindo a “selecinha”.
    Verdade que não existem mais craques à altura de vestir a camiseta do “escrete canarinho” (para usar a expressão do saudoso Fiori Giullioti, o melhor narrador de rádio dos espetáculos da bola de couro, que hoje é de plástico ecologicamente deletério).
    O futebol da selecinha do Tite é tão ruim que neste instante estou a ver o selecionado dos “pá” contra a Holanda e a ignorar completamente o “derbi” da “selecinha do Titeretetê contra a gigante hondurenha.
    A selecinha é a cara e o focinho do Brasil 10 a 1 (7 a 1 da Alemanha mais 3 a 0 da Holanda). Nenhum outro país na história mundial do futebol perdeu em casa dois jogos seguidos por tamanha diferença e quantidade de gols.
    Sem dúvida, entretanto, quem quiser saborear alguns lampejos do futebol arte, apenas logrará êxito se observar o futebol das moças e meninas do Brasil.

  2. Eh, não tem havido reposição no feminino – e as ultimas realmente craques foram – e são – as que surgiram em 2003-2004.
    Pena mesmo. Porem aqui temos uma sugestão e nela nao vai nada de regionalismo. Sou nordestino de coraçao porque ali trabalhei alguns anos e a sugestao seria fazer na região um centro do futebol feminino brasileiro. Umas prefeituras locais para apoio, sacramentado em contrato…
    Uns tres estados, uma dezena de cidades tendo algumas ‘rivais’ entre si, dez ou 15 dezenas de empresas patrocinadoras – entre grandes e pequenas. E uma liga regional. No eixo Natal/aracaju por ex as distancias são curtas.
    Um limite de idade maxima, ex. ate 23 anos para
    jogadoras vindas do sul sudeste… Um cara para pensar a montagem de tudo (Rene Simoes, que tal?). E PODERIAMOS em alguns anos encarar qualquer outro time do mundo.

  3. A Jamaica do feminino é a Honduras do masculino, ou seja, o Brasil, seja feminino ou masculino, ontem jogou contra “ninguém”…A seleção brasileira das mulheres, apesar de eu torcer muito por elas, é fraca e não tem futuro nenhum na Copa do Mundo. Não nos esqueçamos que na preparação para esta competição as “minas” brasileiras perderam os últimos OITO JOGOS seguidos…Só um pachequismo cego e sem noção para achar que nossas companheiras têm alguma chance de título, e falo isso com imensa tristeza!!!

  4. O placar deveria ser de 15 a zero pra apagarmos da memória aqueles 7 a 1. (Nem tanto ao mar nem tanto à terra, Neymar deve estar sentindo algo parecido…

  5. Prezado Kotscho: Você tem razão: “O mundo mudou, agora é das mulheres, dentro e fora de campo.” Só que quando puderam dar a rasteira e o golpe na Dilma, que se dane. Diretas Já!

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