Mais armas, menos educação: professores marcam para 4ª feira Dia Nacional de Luta

Mais armas, menos educação: professores marcam para 4ª feira Dia Nacional de Luta

Em tempo: os presidentes nacionais de PT, PSB, PSOL, PCdoB e PCB divulgaram na manhã desta quinta-feira uma nota criticando o corte de verbas na educação, em apoio às manifestações de estudantes e professores marcadas para o próximo dia 15. Só uma pergunta: o PDT faz parte da oposição ou do governo?

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O gigante adormecido está acordando, após o corte de 30% nas verbas da Educação, em meio à corrida armamentista desencadeada por Bolsonaro.

Desde a manhã de segunda-feira, quando centenas de estudantes cariocas protestaram contra o presidente em frente ao Colégio Militar, onde ele participava de uma cerimônia, manifestações de professores e alunos se alastram pelo país.

Embora desta vez os meios de comunicação escondam os protestos, ao contrário do que aconteceu em 2013, alunos, estudantes e funcionários já saíram às ruas em São Paulo, Curitiba, Salvador, Niterói e em Passos, no sul de Minas.

“A gente vai lutar com todas as nossas forças pelo direito de estudar numa instituição de ensino de qualidade e manter nosso campus aberto”, diz Giovana Assis, aluna do Instituto Federal de Passos, onde o MEC cortou R$ 16 milhões, o que corresponde a 40% da verba deste ano.

O Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasafe) convocou para o próximo dia 15, quarta-feira, o Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação, que também já está mobilizando as entidades estudantis de todo o país.

Segundo o Sinasafe, este dia servirá como “esquenta” para a greve geral do dia 14 de junho convocada pelas centrais sindicais.

Com a oposição partidária e parlamentar ainda na tela de repouso, limitada a alguns deputados como Ivan Valente, Alessandro Molon e Paulo Teixeira e outra meia dúzia de quixotes, mais uma vez são os estudantes e professores que saem à frente na defesa dos seus direitos e da democracia.

Na mesmo dia dos protestos no Rio, milhares de manifestantes foram às ruas em Salvador contra o corte de R$ 3,7 milhões na Universidade Federal da Bahia.

Na quarta-feira, estudantes e professores promoveram a “Marcha da Ciência contra os cortes de verbas da Educação”, na avenida Paulista, em São Paulo, ao mesmo tempo em que o movimento “Lutar e Educar”, ligado à Universidade Federal do Paraná, protestou em Curitiba, assim como aconteceu na Universidade Federal Fluminense, em Niterói.

Bolsonaro abriu várias frentes de batalha ao mesmo tempo. Talvez sem se dar conta, além de confrontar o “alto pijamato” dos generais para defender o guru Olavo de Carvalho, o presidente jogou o povo das universidades contra o governo, com a entrada em cena de Abraham Weintraub, o alucinado novo ministro da Educação que resolveu declarar guerra ao “marxismo cultural”.

Ao decretar o liberou geral de armas e munições, o capitão reformado arrumou confusão também com a bancada evangélica, uma das bases de sustentação do seu governo, que já se declarou contrária às medidas.

Aonde ele quer chegar?

Eleito por 57 milhões de brasileiros num colégio eleitoral de 147 milhões (ou seja, 89 milhões não votaram nele), o presidente se dirige cada vez mais aos chamados bolsonaristas de raiz das redes sociais, liderados por seus filhos, e esquece de governar o país.

Em pouco mais de quatro meses de mandato, corre de um lado para outro para apagar incêndios, provocados por ele mesmo, sem conseguir apresentar um programa de governo.

A crise muda de patamar quando sai dos gabinetes e da internet para as ruas, como já começa a acontecer.

Com o desemprego crescente, a economia paralisada e sem perspectivas de melhorar, uma base parlamentar fragmentada comandada por amadores e o PIB em queda, a unica iniciativa do governo até agora foi cortar verbas, fechar conselhos e destruir programas sociais.

Diante deste cenário tenebroso, a sociedade civil está começando a se reorganizar e dar sinais de vida como aconteceu em 1984, já no fim da ditadura militar. A diferença é que agora o governo está só começando.

Vida que segue.

 

 

13 thoughts on “Mais armas, menos educação: professores marcam para 4ª feira Dia Nacional de Luta

  1. Em minha opinião, já podemos ter certeza que não há governo! Temos um doido varrido “dirigindo” o destino do nosso país, secundado por uma manada de ineptos, ressentidos, enfim, nada que possa contribuir para o bem do nosso povo! Como podemos admitir, em sã consciência, uma coisa dessas? Penso que chegou a hora de dar um basta! E, como em 1992, tudo começa pelos estudantes! Vamos nos juntar a eles dia 15 de Maio e no dia 14 de Junho, dia da Greve Geral! Chegou a hora!

  2. Em 2013, por conta de vinte centavos de acréscimo nas tarifas de transporte público da cidade de São Paulo (administrada por um petista) os justiceiros e a patriotada foram para as ruas com o apoio da grande mídia e aplausos dos coxinhas. Agora, com milhões retirados da educação a administração pública sendo (des)montada por um lunático que se autodenomina filósofo, me pergunto: por onde anda aquela turba de brasileiros conscientes e formada por cidadãos de bem?

    1. E isso aí, Joper, onde estão os coxinhas vestindo ridiculamente a camiseta da seleção brasileira e gritando Moro, agitando bandeiras e patinhos amarelos na Av. Paulista em São Paulo e também no resto do país? Os absurdos cortes nas verbas da educação são culpa do PT? Já já o onix loren alguma coisa, que disse que o desemprego está aumentando por culpa da roubalheira do PT vai dizer que essa culpa também é nossa. Fácil ir empurrando nosso Brasil com a barriga direto para o buraco e os bolsominions calados. Vocês elegerem esses monstros, agora cuidem dele.

  3. O pdt de Brizola morreu junto c ele ficou só os invejosos q não gostam do Pt pio Ciro Gomes que transformou o pdt em psdb e foi para o muro ,agora uma coisa q não entendo a paulista está ali domingão mais protesto de oposição e sempre no meio da semana dando munição para a mídia corrompida falar atrapalharam o trânsito do povo e com razão

  4. Bombeiros só chegam depois que o fogo está alto. Chegam e mandam no pedaço, afinal salvar do caos, é com eles. Será que a tropa de bombeiros do exército está pronta??? Em 4 meses, a koyza está estranha. Pra mim, é armação. ESTUDANTES SÃO A BUCHA DE CANHÃO DA VEZ. Inocentes úteis.
    Alerta, pois. Estudante tem que sair às ruas com o pai, a mãe, os avós, os tios, os primos, os irmãos, os professores, os boleiros, os artistas, os padeiros, os padres, os taxistas, os aposentados, as pensionistas, os 15 milhões de desempregados e se possível, alguns generais da oposição. Cuidado com a polícia do exército, está em toda parte, até vendendo picolé na ponta da esquina.

  5. A maior oposição ao atual governo atende pelo nome de… Jair Messias Bolsonaro.
    Jesus, diria minha avozinha, de que adianta Messias no nome?

  6. Esse governo caminha para o suicídio. Nenhum povo ou país suporta tanta incompetência. Já passou da hora para cassar esse ser vingativo e tolo.

  7. Caro e prezado grande repórter RK, li que as milícias, no Rio de Janeiro, atuam em mais de 40 bairros e controlam pelo menos dois milhões de moradores.
    Aí fico numa baita dúvida: o Brasil está mais para Talebã ou mais para Estado Islâmico?
    No momento, o País está como aquilo em que mosca gosta de pousar, ou seja, aquilo conhecido pela palavra que começa com B, segue com O, emenda um S, inclui um T e conclui com A.
    Como dizia o Stanislaw Ponte Preta: “Eta Brasilzinho mal administrado, sô!”

    1. Tem razão, caro e prezado CesarT.
      Bem lembrado.
      Aprecio muito os seus comentários e aprendo com você.
      Saudações democráticas.
      Abs, sv

  8. Urge acabar com este parlamentarismo chupim de fachada. Os brasis chupins do Congresso odeiam o Brasil que trabalha e seu povo. O ex Temer roubou 1,8 bilhão e fica pra lá e pra cá. Tudo pra inglês cego ver.
    Portugal explorou a colônia por 400 anos e fez escola. O brasil chupim do futuro chegou, mostrou a que veio e
    na ditadura da corrupção, dominantes vendem ao diabo o sangue do povo. Já imaginou se o Brasil tivesse terras, riquezas minerais, petróleo, os maiores rios do mundo, 9 mil quilômetros de praia, natureza encantadora, Leis, Justiça e homens de verdade. Deus não é humano. Os humanos se acham deuses e o zé povinho paga o pato. A desertificação moral avança e se mostra irreversível. Congresso de merda, enganando a todos todo o tempo. Maia, reizinho aprendiz de ditadura parlamentar. Aonde os brasis da miséria amarraram seu burro.

  9. Prezado Kotscho: “Ao decretar o liberou geral de armas e munições” a pergunta é: essa liberação é constitucional? E para pergunta “Aonde ele quer chegar?”, a resposta é: num genocídio. A história humana nos deu vários exemplos de selvageria e de barbárie ao longo do tempo, mas esse governo de extrema direita está se superando.

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