Pequeno Arthur será lembrado como um mártir do Brasil dos Bolsonaros

Pequeno Arthur será lembrado como um mártir do Brasil dos Bolsonaros

“Lula em velório é larápio posando de coitado”, blasfemou a abominável figura de Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do capitão, eleito deputado federal pelo PSL em São Paulo, com votação recorde.

De larápios, o filho Zero Três deve entender bastante, pois vive cercado deles nos laranjais dos gabinetes bolsonarianos, frequentados também por milicianos cariocas homenageados pela família.

Como se fosse um desses milicianos perigosos, Lula chegou ao velório do neto Arthur, de sete anos, escoltado por policiais federais com armas de grosso calibre.

O cemitério do Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, estava cercado por dezenas de policiais e viaturas da Polícia Militar, como se ali tivesse acontecido um terrível crime, não o velório de uma criança.

O pequeno Arthur, filho dos meus bons amigos Sandro e Marlene, que nunca fizeram mal a ninguém, será lembrado como um mártir da tragédia bolsonariana que se abateu sobre o Brasil neste ano de 2019, em que todos os monstros parecem ter saído do armário.

Conheci Sandro, o segundo filho de Lula e Marisa, quando ele era mais novo do que o Arthur, carregado no colo da mãe orgulhosa, com os mesmos cabelos cacheados.

Era uma família de gente muito simples que vivia numa casa de esquina no bairro da Vila Paulicéia, de onde Lula um dia saiu para ganhar o mundo.

Agora, antes de completar um ano como prisioneiro político em Curitiba, condenado sem provas por “ato indeterminado”, Lula já perdeu a esposa Marisa, o irmão Vavá e agora Arthur, o neto que não largava o avô quando se encontravam.

Tem dias que não dá vontade de escrever nada.

As palavras perdem o sentido diante das barbaridades da nova ordem cívico-militar a que assistimos todos os dias.

E, no entanto, é preciso continuar escrevendo todos os dias para, pelo menos, mostrar aos nossos algozes que continuamos vivos.

Estranho governo esse que está mais preocupado com o que acontece na Venezuela e declarou guerra aos brasileiros mais humildes que tinham melhorado de vida nos governos de Lula.

Até dentro da capela do cemitério onde o corpo foi cremado havia policiais fortemente armados em torno do caixão, cercando parentes e amigos, prontos para o combate.

Este é o Brasil que saiu das urnas em nome da “nova política” para combater a corrupção e já vive atormentado por graves denúncias, ao completar apenas dois meses no poder.

A cena kafkiana do velório militarizado ficará certamente para sempre na memória daqueles que, como eu, acompanharam a trajetória do líder metalúrgico do ABC até o Palácio do Planalto.

Nem nos piores pesadelos poderíamos imaginar que o país se degradasse tanto em tão pouco tempo, com o medo vencendo a esperança e a morte derrotando a vida que brotava.

Fico pensando de onde vem tanto ódio, como vimos desde ontem nas redes sociais, a sede de vingança de bestas humanas que não respeitam a dor do próximo.

Juntaram-se nesse bombardeio altos executivos de empresas, políticos corruptos com analfabetos e boçais de toda ordem, que perderam a modéstia e agora se acham empoderados no processo de degradação do país.

Esta noite de sábado, Lula estará mais uma vez na sua cela solitária de Curitiba, em que foi confinado para não disputar a eleição presidencial, e abrir caminho para a vitória do capitão Bolsonaro e seus generais, acolitados pelo ex-juiz Sergio Moro, agora promovido a ministro da Justiça pelos bons serviços prestados.

Do lado de fora do presídio, o Brasil pandeiro pula mais um Carnaval, mas não tenho ânimo nem para sair de casa ou ver os desfiles na televisão.

Escrevo apenas porque não sei fazer outra coisa, na esperança de que um dia estes dias trágicos tenham fim.

Não era essa a velhice com que eu sonhava quando o povo se levantou para reconquistar a democracia, nem faz tanto tempo.

Vai em paz, pequeno Arthur. Tenham mais uma vez forças sertanejas, vovô Lula, Sandro, Marlene e todos os Silva, que nos devolveram o orgulho de ser brasileiros.

Eles, os vingadores de araque, um dia passarão, e nós ficaremos velando nossos mortos, enquanto houver vida para ser vivida.

Uma sociedade em que as pessoas comemoram a morte de uma criança é doente, não tem vergonha na cara, não tem caráter.

Isso nada tem a ver com política, mas com caráter.

Para quem fica, vida que segue.

 

43 thoughts on “Pequeno Arthur será lembrado como um mártir do Brasil dos Bolsonaros

  1. Em lágrimas muito puras quero te parabenizar pelo texto escrito com as veias pulsantes cheias de dor e de amor, Ricardo!! Tudo junto e misturado. Artur, Lula, eu, você, o povo de verdade e nosso desejo de resgatar um país. Acima de tudo, resgatar a humanidade!

  2. Visto aos olhos dos povos dos países do mundo lá fora-, vergonha maior foi a do povo brasileiro em ter de ver um ex-presidente obrigado a ser guarnecido durante a realização de um comum velório, mesmo sendo parente consanguíneo. Mas se o caminho escolhido pelo protagonista foi esse, assim, lamentavelmente, será.

  3. E o pior é ler e ouvir de uma legião de muares bolsominions que é um absurdo os gastos com o Lula. Ninguém pediu um exército para isolá-lo. Esse isolamento parte da mesma just$$$$a que o condenou num processo fraudulento. Esses mesmos muares se calam com relação ao Paulo Preto (123 milhões na Suiça), Aécio e suas malas e Bozos com suas milícias e apropriação de salários dos servidores. A hipocrisia atingiu níveis absurdos. Difícil até descrever.

  4. Caro e prezado RK, quem comemora a morte de alguém, não importa quem seja, deixa de ser gente e vira monstro.
    Os monstros estão à solta neste País bizarro.
    A morte nos iguala, como lembrava o Paulo Nogueira.
    Ele estava certo.
    Também cito o poeta inglês John Donne:”A morte de cada pessoa me diminui, porque faço parte da humanidade. Por isso, nunca pergunto por quem os sinos dobram. Os sinos dobram por mim”.
    Brasil: doido e doído.
    Apenas sete anos viveu o menino de cabelos cacheados.
    Talvez Deus quis mostrar o Arthur neste insensato mundo por um breve período de tempo.
    Força aos pais e ao avô Lula.

  5. Caro Kotscho, a sua tristeza é também a nossa. O seu texto refletiu tudo que senti com a morte do pequeno Arthur, embora muitos desalmados, cegos por um ódio inexplicável, não conseguem compreender. Fico imaginando a dor que a família carregará por muito tempo. Tomara que pelo menos consigamos enviar forças a todos eles pelas nossas lágrimas e orações. Vida que segue mais desanimadora que nunca.

  6. Também estou em lágrimas com esse belo texto. Não sou jornalista, mas minha forma de desabafar é escrevendo num caderno, assim lembro dos fatos, bons ou ruins.

  7. Com os versos de Cecília Meireles, falo com Arthur e peço ao burrico do Balaio… voar até os céus.
    ………………………………………………………….
    O último andar (Cecília Meireles)

    Arthur… No último andar é mais bonito:
    do último andar se vê o mar.
    É lá que eu quero morar.
    Arthur… O último andar é muito longe:
    custa-se muito a chegar.
    Mas é lá que eu quero morar.
    Arthur… Todo o céu fica a noite inteira
    sobre o último andar.
    É lá que eu quero morar.
    Arthur… Quando faz lua no terraço
    fica todo o luar.
    É lá que eu quero morar.
    Arthur… Os passarinhos lá se escondem
    pra ninguém os maltratar,
    no último andar.
    Arthur… De lá se avista o mundo inteiro:
    tudo parece perto, no ar.
    É lá que eu quero morar:
    Arthur… No último andar.
    ……………………………………………………………………
    Lula, o burrico voltou feliz.
    Amém.

  8. Arthur, o Pequeno Mártir, assim como o Pequeno Príncipe de Antoine de Saint Exupéry, lia tudo com os olhos do coração. A partir de agora será a leitura de seu povo. Arthur, já inesquecível Mártir! Sim, Mártir da resistência, do presente, do infinito amanhã e da esperança.

  9. Impeachment ao ódio,
    desamor
    e imbecilidade.
    Impeachment
    aos que sonham
    ser humanos.
    Não nasceram
    seres humanos.
    O sentimento
    está em extinção.
    Perdão,
    Arthur.

  10. Orgulho de está do lado do Stedile e Lula e Kotscho no momento certo da história!!!
    Sem poesia não existe amor ????
    TUTU viveu, vive e sempre viverá em cada um de nós!!!
    Recebi esse poema da querida Bárbara Julian, nossa querida Babi, de Maricá, fez pro nosso anjo Arthur! Obrigada pelo amor

    Pedra de Cristal
    Meu nome é Arthur
    Era conhecido como TUTU
    E tutu é uma coisa tão boa
    Em 7 anos eu fiz pessoas felizes
    Em 7 anos cumpri a minha missão
    Eu sou sorridente
    Eu sou puro
    Eu sou uma criança
    E continuarei sendo
    Mas papai do céu me chamou
    Acho que estão precisando de mim no céu
    Para eu poder tomar conta de quem eu amo
    E dar conforto e paz
    Eu TUTU
    Com os meus cabelos cacheados
    De anjinho mesmo
    Agora eu virei um
    E eu daqui de cima
    Olharei por todos vocês
    Emanando paz e amor
    Eu TUTU
    Continuo vivo dentro de cada um
    Eu continuo vivo
    Eu continuo sorrindo
    Eu continuo sapeca
    E em paz
    Tutu viveu, vive e sempre viverá

  11. Por ocasião da morte filho mais novo do governador Geraldo Chuchu, em 2015 em acidente de helicóptero, não ha lembrança de alguem da esquerda ter tido comportamento remota e longinquamente semelhante para com o bicudo, longevissimo e pegajoso governador.

    1. Também já pensei assim, Denise. Hoje, não mais.

      Nossa cara é feia, suja. E se, por um milagre, os monstros voltarem para os armários, nunca esquecerei esse momento porque o Brasil tem passado.

      O desgosto é grande.

  12. Um miminho para o Lula:

    Escrito pelo poeta inglês William Ernest Henley em 1875, este poema foi o grande companheiro de Mandela na pequena cela 4 da ala B de Robben Island.

    Dentro da noite que me rodeia,
    Negra como um poço de lado a lado,
    Agradeço aos deuses que existem
    por minha alma indomável.

    Sob as garras cruéis das circunstâncias
    eu não tremo e nem me desespero.
    Sob os duros golpes do acaso
    Minha cabeça sangra, mas continua erguida.

    Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
    Jazem os horrores da sombra.
    Mas a ameaça dos anos,
    Me encontra e me encontrará, sem medo.

    Não importa quão estreito o portão,
    Quão repleta de castigo a sentença,
    Eu sou o senhor de meu destino;
    Eu sou o capitão de minha alma.

    William Ernest Henley

  13. Sim, uma sociedade estuprada pelas malditas palavras do 03 dos bolsonaros, é doente terminal. Bolsonaro pai deve desculpas à família. Urgência urgentíssima!

  14. Sem palavras, quanta tristeza. Fico pensando o porque de tanto ódio, e também o quanto o Lula é forte, passar por tudo isso, e agora essa dolorida perda.Em relação aos idiotas de plantão tenho pena. Vá em paz pequeno Arthur e conforto a família. Força Presidente, você é único. Parabéns Ricardo pelo texto.

  15. Nunca esqueceremos o que foi presenciado. Na TV que espetáculo nunca visto! De ignominia, sabujice, conduta infame, confissão de medo, vergonhosa covardia, indignidade, bastardia.
    Entende-se ao final a homenagem que a rasa inferioridade do opressor consegue prestar à grandeza moral de Lula.

  16. Uma criança morre de meningite 6 horas depois que entrou no hospital. Tenho um irmão que teve meningite, é forte, mas não para uma morte súbita. Ainda mais nos dias de hoje. Médicos não são imunes à política, e o mesmo ódio fascista que corre o Brasil e as redes sociais também podemos encontrar dentro de um hospital, para mim há uma enorme suspeita que cai sobre essa morte…
    Num país em que se matou Marielle e tantos outros eu colocaria pelo menos uma enorme interrogação sobre a morte uma criança, neta do maior líder popular operário que sofre clara perseguição política. No mínimo é muito suspeito, tanto o fato em si como os bastidores e pequenos detalhes, parece que certos jornalistas anti Lula estão meio com a consciência pesada dessa vez, porquê será? Porquê? Porquê?

  17. Ainda leio na internet, porque jornalistas de sua estirpe, caríssimo KOSCHO,são raros na imprensa brasileira. Você retratou com maestria o “momento doloroso” porque passa o ex Presidente Lula. “Eles” querem que Lula seja “ENTERRADO VIVO”, mas isso não será possível porque ele estará “SEMPRE VIVO NA MEMÓRIA DO TRABALHADOR POBRE DESTE PAÍS”.

  18. Prezado Kotscho: “De larápios, o filho Zero Três deve entender bastante”, além de entender bastante sobre o crime organizado em que está metida a sua proba famiglia, como nos conectados casos Marielle e Queiróz até agora sem solução. “Houve tiranos e assassinos… E, por um tempo, eles parecem invencíveis…
    Mas, no final, sempre caem. Pense sempre nisto. Os fortes só o são por um instante, como o sonho de uma tarde que dura apenas um momento. No final, são sempre destroçados. São como poeira ao vento. O amor é a força mais sutil do mundo.” (Mahatma Gandhi).

  19. “O maior crime de Lula foi ter lutado contra a fome no Brasil e no mundo. E os poderosos são implacáveis contra esse “delito”. (Papa Francisco).

  20. Kotscho, será que não chegou a hora de os brasileiros reagirem? Como pode uma população quase inteira de um país, que foi, está e continuará sendo prejudicada (massacrada) pelo Bozo se comportar de maneira tão dócil? Ontem, por exemplo, no velório do neto do Lula, não deveriam estar lá pelo menos umas 100 mil pessoas? Cadê esse povo que deve muito ao Lula, mas fica em casa assistindo o Carnaval na TV? Eu me incluo entre eles, mas já tenho 65, sou aposentado por invalidez e protesto desde 64! Cadê a juventude de esquerda deste país?

  21. Sandro e Marlene enfrentam mais uma manhã de 2019. A primeira sem a presença de Arthur. Nas outras oito manhãs de dominicais, eles brincaram com o filho, lançando as primeiras sementes… educando. Não há coisa mais nobre que educar. Arthur ensinou o papai Sandro e a mamãe Marlene. Puxou as barbas do vovô. A voz rouca do presidente ensinou-lhe paz, amor e direitos das crianças. Direito dos miseráveis, esquecidos e dominados. Arthur ouviu do vovô que a democracia não divide os povos entre ricos e pobres, crianças educadas e mal educadas. Aprendeu muito. Uma doença maldita rasgou-lhe a esperança. Desígnios do Altíssimo. Aos sete anos, certamente, passara por dificuldades entre coleguinhas de escola, bullings e situações dessa natureza. Coragem e as lições de Lula, Sandro e Marlene foram importantíssimas. O garotinho encantava com a inocência e discernimento ao enfrentar os primeiros anos de vida. Nascia um novo líder entre os Silva. Foi poupado. Não soube da desumana e pérfida estupidez do filho do capitão, a ofender gratuitamente seu avozinho. Com sentimento de revolta , a gente sabe que o netinho, certamente ouviu do avô, a diferença entre o eucalipto e o carvalho. Gente que ofende até nos momentos de dor, não passa de eucalipto. Cresceu e enxerga somente na direção de seus astutos interesses. A natureza ensina que numa floresta de eucaliptos, nem cobra sobrevive. Nenhum outro animal faz ali, o seu habitat. Não, Arthur não veio ao mundo para isso. Tenho certeza que deu tempo da família ensinar-lhe que o ser humano deve ser educado como um carvalho copado e crescer em todas as direções. Estender as mãos ao próximo como tentáculos sociais. Contemplar a esperança de futuro das classes abandonadas pelos poderosos dominantes de direita. Mais tempo tivesse, Lula ensinaria a Arthur que a democracia social é como plantar carvalhos e tâmaras. E colher os frutos desta última espécie, depois de quase cem anos. Tão somente o final de luta gloriosa para consolidação de fi ni ti va dos direitos dos oprimidos. Nenhuma arma opressora impedirá nesta manhã dominical, a brincadeira de Arthur e os anjos. Estas angelicais almas ensinarão ao netinho de Lula: ” aqui todas as manhãs e tardes são dominicais”.

  22. Eu vi tanto comentário idiots na redes sociais mais poucos parecidos com as frases diabólicas do filho do demônio o 03 ou 666,ele ainda vai receber o devido castigo o tempo e à justiça divina são implacável com o ser humano ,da minha parte não desejo sorte nenhuma para essa serpente ,

  23. Texto dos mais comoventes, expressa muito o que vivemos e sentimos nesses dias. Apesar da vergonha de ser brasileira, Kotscho nos ajuda com palavras a resgatar o Brasil que tentamos salvar do afogamento.

  24. Não podemos deixar de repetir sempre a incautos, desavisados e desinformados, Mestre, que o Brasil não tem elite, é tangido desde sempre ao atraso por uma classe econômica dominante, incompetente, mesquinha, preconceituosa, patrimonialista e capataz de interesses de outro país ao qual aspira raízes que aqui não tem, que impede de tornarmos nação pela manutenção da dicotomia, Patrimonialismo e Desigualdade.
    E nesse anacrônico cenário, a morte do menino Arthur, além desse artigo “rasga coração”, merece incondicionalmente dos brasileiros providos de civilidade e sentimento, a mais terna solidariedade, seguida do mais obsequioso silêncio, em respeito a dor tamanha que se abate sobre a família, de forma profunda, nesse momento.
    A morte e a cerimônia de adeus, do menino Arthur, merecerá eternamente na história do Brasil o mais profundo reconhecimento, por revelar nos registros dos fatos e das circunstâncias que a envolveram, o ‘retrato falado’ desse Brasil onde, resumindo-se, Lula era ainda o preso em solitária na PF de Curitiba e bolsonaro, junto com o seu cabo eleitoral moro, ministro da justiça, o ‘presidente’ no palácio do planalto, ainda soltos.
    “Parece ficção, e é tudo real” (RK)

  25. Kotscho, olha o que Silas Malafaia escreveu sobre a atitude do filho do Bolsonaro: ” O filho do presidente Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, perdeu uma ótima oportunidade de ficar de boca fechada na questão que envolve o funeral do neto de Lula. O sábio Salomão já dizia que até o tolo quando se cala, se passa por sábio. FALTA COMPAIXÃO!”

  26. De quem partiu a ordem e as diretrizes para a montagem e atuação do aparato militar acintoso, desrespeitoso e truculento? Da juizinha? Não creio que ela tenha cérebro e poder para tanto.

  27. Querido Kotscho:
    Que bom poder ler o seu texto e ver que não estamos sozinhos. Concordo com você: depois desta eleição, quando todos saíram do armário me dei conta de que uma boa parte dos meus conhecidos e pelo menos metade dos brasileiros, são mesquinhos, egoístas e mal educados. Aquela ideia de brasileiro afável e bonzinho foi inventada…infelizmente somos descendentes de ladr?es, escravagistas e pessoas sem moral. Isso que estamos vendo agora é a pura realidade…O papa Francisco estava certíssimo quando disse que “O maior crime de Lula foi ter lutado contra a fome no Brasil e no mundo. E os poderosos são implacáveis contra esse “delito”. Nós, que acompanhamos a tragetória do Lula e a mudança do Brasil de perto, sabemos que isso é verdade. Grande abraço pra você e meus sentimentos pra família do Lula.

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