Bolsonaro e os milhões de bolsonaros: um caso de delírio coletivo?

Bolsonaro e os milhões de bolsonaros: um caso de delírio coletivo?

Entre as milhares de mensagens que recebi neste final de ano, nenhuma retrata melhor o momento que estamos vivendo, a poucas horas da posse do novo governo.

Nem pretendia publicar mais nada, mas não posso deixar de reproduzir este texto da psicóloga Eni Gonçalves de Fraga, que uma amiga me mandou.

Durante quase todo o ano, tentei denunciar, entender e explicar aqui no Balaio este fenômeno bolsonarista que se alastrava pelo país, mas não consegui resumir com tanta maestria o sentimento coletivo que levou o ex-capitão reformado ao poder pelo voto de 57 milhões de brasileiros.

Já tinha dito aqui que este assunto é mais para psicólogos e psiquiatras analisarem do que para cientistas políticos e jornalistas. Como vocês podem ler abaixo, nesse caso eu tinha razão.

***

Um olhar da psicologia sobre o fenômeno COISO (por Eni Gonçalves de Fraga).

 

Em 64, o inimigo se impôs. Agora, elegemos ele de boa vontade, espumando de ódio e rindo ao mesmo tempo, como uma psicose coletiva. A sombra se agigantou e invadiu a psique coletiva, sem freio de ego, sem freio de ética. Quem conhece sabe a força física de um psicótico em surto. Precisam de várias pessoas para conter. É uma força absurda. Em nível macro, é o que está acontecendo.

Por que NENHUM argumento quebra a idealização, a idolatria por Bolsonaro?

Simples. Porque ele é literalmente o representante do povo. Ele deu voz ao povo. Ele é o ícone que botou a cara no sol e onde todos os bolsonaros puderam se ancorar e se sentir livres para quebrar as porteiras do freio social, da ética e do equilíbrio, colocando todos os seus monstros para fora, puderam sair do armário com legitimidade e segurança. E com muita força. Muita violência. Assim como um psicótico em surto. O povo é Bolsonaro. Ele é o representante de tudo aquilo que essas pessoas são mas até então não podiam assumir. Agora, podem. Porque ele chegou e mostrou que com ele podem se sentir em casa. Ele só abriu a porteira.

O maior perigo desses tempos nem é o Bolsonaro em si. São os bolsonaros soltos pelas ruas, no trânsito, nos locais de trabalho, nas casas, nas vizinhanças, nas igrejas. São esses bolsonaros que vão exterminar os civis do sexo feminino, os civis não cristãos, os civis de baixa renda, os civis que não obedecem à heteronormatividade e os civis descendentes da escravidão. É uma ditadura às avessas. É uma ditadura que vem das ruas. Dessa vez não é de cima pra baixo. É de baixo pra cima. Os bolsonaros saíram à luz do dia para impor uma nova (antiga) ordem, elegendo o seu maior representante, que teve a audácia de colocar a cara no sol, porque sabia que estava em consonância com o coletivo. Ele apareceu com segurança e tranquilidade. Porque o trabalho e o esforço não é dele. É do povo. Ele não precisa sequer fazer discurso, debater, argumentar. Porque não é disso que se trata. Não é isso que determina a sua eleição.

Por isso, mesmo com todos os FATOS apresentados, com todos os argumentos estatísticos e intelectuais, não haverá meios de mudar essa realidade em curso, que vai se concretizar. Um dos critérios para se identificar um delírio dentro de um quadro psicótico, é a grande resistência aos dados de realidade. O delírio não cede à realidade. Ele permanece obstinado e na certeza da sua verdade. A pobreza de discurso, o rebaixamento da cognição também são sintomáticos.

O povo brasileiro é bolsonaro.

Segundo o budismo, tudo é impermanência. O que nos resta é acreditar nas forças do Universo e esperar passar esse período sombrio de ódio, falta de ética, de respeito, de corrupção e limitação das consciências. Tudo passa. Bolsonaros também passarão. A psiquiatria diz que uma psicose não se cura. Ela é controlada, contida. Eu ainda tenho esperanças que um dia surja uma saída mais criativa para a psicose, e que ela deixe de ser um atentado ao ego e à consciência, que se fragmentam fácil quando um Bolsonaro, por exemplo, chega por trás, rasteiro, e se instala como patógeno psíquico ao longo dos anos, constelando todos os seus delírios de grandeza, suas paranoias e sua violência na sociedade. Porque isso não é de hoje. Essa é a história do Brasil.

Até lá, resistiremos, pois a psique, individual ou coletiva, sempre é autoajustável, sempre busca o equilíbrio. É da sua natureza.

***

E com esse post, sem ter mais nada a acrescentar, me despeço dos leitores do Balaio em 2018.

Até a volta, em 2019.

Vida que segue.

 

 

 

33 thoughts on “Bolsonaro e os milhões de bolsonaros: um caso de delírio coletivo?

  1. Tenho evitado conversar sobre política por motivos óbvios. Mas, quando o inevitável acontece, tenho ouvido coisas interessantes vindas dos eleitores do cidadão presidente. Eles agora estão dizendo que “Não é que eu tenha votado nele. Votei contra ‘tudo isso que tá aí’…”
    Ora, ‘tudo isso que tá aí’ é o Temer, o Moro, o (risos) STF, etc, etc.
    Coerência, eu quero uma pra viver…

  2. Obrigado, Eni.
    Apos sua leitura, a mim leigo que começo a identificar sintomas, esta parecendo isso mesmo.
    Pessoas liberadas de freios sociais e ate morais, agora vão agir de norte a sul por sua própria conta, porque com o voto as legitimamos e tal. Serão apoiados parcialmente pela midia e totalmente pelo poder. O judiciário por sua vez vai empurrar com a barriga.
    Os grupos e pessoas a quem voce ocasionalmente ouve, parecem estar :
    -ora vingados,
    -ora vingados e esperançosos
    -sempre confusos
    – imaginando que sabem, mas com receio que não saibam, aonde estão pisando.
    Obgd Eni.

  3. Socorro!!! A verdade assusta mais do que a paranóia dos mais pessimistas analistas!!!
    O maior problema, de fato, é a própria sociedade brasileira criada até aqui, aparentemente majoritária, que está se deparando com a possibilidade e oportunidade de soltar as amarras e mostrar a verdadeira cara…

  4. Senhor Deus, quanta revolta por coisas pequenas. OU POR QUE PERDERAM ALGUMA FACILIDADE?
    Trabalhei 26 anos no BB, nunca vi um petistas que não boicotasse seu superior que pedia resultados, cumprimento de metas e coisas afins. Na hora da distribuição dos lucros eram os primeiros feitos parasitas. Como gerente levei cispe no rosto dr insensatos sindicalistas
    A insensatez tem fim e insistir na desordem tem limite. O correto é a calma, a sensatez e o trabalho honesto. Paciência muitas vezes, tudo, com honestidade, se resolve.

    1. trolleco, nunca viu porque é ceguinho na medida da conveniencia.
      E quem lutava por distribuiçao de PLR maiores para voce todo o ano, era especialmente quem?
      Todo o semifasci e seminazi fala primeiro em ‘ordem’,mas o que vem a ser ‘desordem’, voce vai ver no bananão agora.

    2. 26 anos de BB, hoje está na rua da amargura ou aposentado com todas as benesses que os sindicalistas parasitas conseguiram pra vc. No seu caso cabe a maxima bolsonarista, se levou cuspe na cara foi porque.mereceu.

    3. Caro Franco seu comentário é bem esclarecedor por que tantos posts e comentários raivosos contra o governo que se inicia. Perderam o poder de viver dos bilhões da corrupção. Os petistas estão tão desesperados que agora estão criando institutos e ONGs para tentar tungar nossos impostos. A esquerda quer viver do bom e do melhor dos nossos impostos. Veja como exemplo os sindicatos que hoje estão demitindo e pior não pagando os direitos dos trabalhadores. Conheço diversos amigos que trabalham na Caixa e correios e falam justamente o que você escreve. São vagabudos de alta estirpe. Como sei que meu texto será novamente censurado pelo democrata cubano venezuelano Ricardo. Vida que segue.

      1. Vamos lá, força, tá chegando a hora.
        Hoje, à meia-noite, não esqueça, um copo de açaí com laranja, os indicadores apontando pro céu e demais dedos na vertical, pule 17 ondas (cuidado para não sair do raso ou pule de braços dados com ‘cabo e soldado’) e berre à vontade:
        São Queiróz! São Queiróz! Faça um depósito pra nós.
        Dizem que é tiro e queda, não o depósito, é claro, mas o pascácio começar a desconfiar-se desprovido de visão, porém, nem todos conseguem tal graça, nem todos… infelizmente.

  5. Meu caro Kotscho, achei essa análise muito simplista. Ela pode refletir uma parte da população, em particular parte da classe média e média alta, que sempre foi preconceituosa e retrógrada, mas não acredito que haja 57 milhões de pessoas no país que compartilham com as ideias e opiniões de Bolsonaro.
    Para mim a maioria dos votos que ele obteve veio de uma rejeição generalizada da classe política, fruto da demonização da política, que acontece há anos e foi centrada em particular contra o PT que acabou assumindo o papel de único responsável pela corrupção no Brasil (o que não é verdade, mas foi divulgado tantas vezes pela nossa imprensa isenta que a imagem acabou colando).
    O sentimento de “tudo menos o PT” foi maciço nessa eleição, muito mais que a ideologia de extrema direita do Bolsonaro.
    Isso não significa que não haverá enormes retrocessos mas áreas sociais e na defesa das minorias, mas não creio que esse seja a vontade da maioria de seus eleitores.

  6. Eu tenho a acrescentar, sim. Não sendo psicólogo ou psiquiatra, difícil contraditar esse maravilhoso texto, ao menos para um leigo, mas percebe como verdadeiro e vê, dito com maestria, o que sente, o que percebe, mas não tem meios para com autoridade dar diagnóstico aceitável. Entretanto, a psicóloga Eni Gonçalves de Fraga erra quando não limita os apoiadores do Bolsonaro, já que, sem diminuir a grandeza do feito alcançado, essa enormidade de 57 milhões de votos, é 38,8% do eleitorado apto a votar, significando que 61,2% desse mesmo eleitorado, ou sufragou outro nome (Haddad teve 32,00%) ou não votou em Bolsonaro. Assim , não está correto dizer que o povo brasileiro tenha o perfil dos eleitores de Bolsonaro. Ele não é literalmente o representante do povo. Na realidade, representa uma grande minoria de nosso povo.

  7. A tragedia dos governos petistas nos empurrou para uma alternativa nova. Agora é esperar para ver o que acontece
    Entre a continuação de uma teagedia conhecida e uma nova proposta rumo ao desconhecido , a população escolheu um novo caminho. Agora não adianta reclamar. E esperar para ver o que acontece pior do que estava será que fica?

  8. Apesar de conter algumas verdades,só algumas,o povo brasileiro não é o “mito”. O povo brasileiro foi e é mais uma vez,plasmado, enganado,manipulado pelas elites de sempre.A máscara da farsa se desfará rapidinho. É só um Severino Cavalcanti que chegou lá.Essa alucinação coletiva vai passar.Saravá.

  9. Espero que passe mesmo, é pura verdade, as feras estão a solta, tive uma experiência,uma semana após a eleição, eu e minha filha de 21 anos,ela dirigindo o carro num domingo a tarde, trânsito tranquilo, moro no interior de São Paulo, um rapaz tentou ultrapassar, ficou nervoso, xingou, até aí normal, continuamos nosso caminho, uns minutos depois ele apareceu do nada e tornou xingar com palavrões fortes, parecia uma fera, coincidência ou não ficamos perplexas. Espero estar enganada mas tenho medo dessa sociedade neste momento.

    1. E isso se chama “fascism no bias”. Sem viés e derivado de uma análise profunda de fatos, como o do link: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2018/12/29/homem-e-espancado-em-rua-do-recife-e-camera-de-seguranca-registra-agressao-veja-video.ghtml

      Tendo estômago, no caso de não ter alma, procure pelo perfil do fascista, já devidamente identificado, leia os comentários à reportagem da G1 e depois retorna para confirmar que, “isso se chama ‘confirmation bias’, Kotscho. Viés derivado de uma análise mais superficial dos fatos…”

  10. Prezado Kotscho: Esse trecho do texto da psicóloga Eni Gonçalves de Fraga que você reproduziu de que “O maior perigo desses tempos nem é o Bolsonaro em si. São os bolsonaros soltos pelas ruas, no trânsito, nos locais de trabalho, nas casas, nas vizinhanças, nas igrejas.”, expressa o sentimento cotidiano que tenho ao sair para as ruas. Sem ter bola de cristal para antecipar o futuro o cenário é para uma vida diária no fascismo. Se já é fácil ter uma arma ilegal imagine agora com um ministro da Justiça incentivando isso. Para resolver os problemas do dia a dia basta ter uma arma no coldre e mandar bala. E uma pequena amostra desse fascismo será dada amanhã nessa posse ostentação. Aliás, quem está pagando essa ostentação de poder armado para a festa dos bolsonaros soltos? Somos nós os contribuintes ou tem subsídio da CIA? Qual é o preço disso tudo para um novo governo que se diz probo e austero?

  11. Então havia uma espécie de epidemia mental em andamento e a psicóloga não percebeu? Tsk, parece que ela não é tão boa assim. Até porque, fora da bolha esquerdista todos sabiam. Ninguém mais aguentava o exagero do politicamente correto, a leniência com a bandidagem e por aí afora. Antes da Internet a bolha dominava a comunicação e cada um podia pensar que isso era só com ele, mas depois se viu que não. Isso, inclusive, não é só aqui, quem adota o perfil “conservador” tem se dado bem mundo afora.

    Quanto ao Bolsonaro, há uma meia dúzia que o idolatra como os petistas ao Lula e ao Fidel. Para a maioria ele é apenas muito melhor do que os hipócritas que defendem o que existe de pior, mas se consideram a encarnação do bom, do belo e do justo. Não posso me estender aqui, mas, por coincidência, o Pondé trata disso na Folha de hoje. Sugiro que a doutora Eni o leia e depois nos diga qual é o nome da doença desse pessoal que se acostumou a viver mentindo para si mesmo.

  12. Bolsonaro está virando paranóia não só em PTistas, mas também em psicologa.
    Convem consultar um psiquiatra, porque da forma que vai, nem Freud vai dar jeito

  13. Meu caro Kotscho: Jornalista veterano, 15 anos de abril, 3 anos de estadão, e com 85 anos, sou de 1933, portanto nascido em pleno comando de Getúlio Vargas. Desde então, tenho visto eventuais aparecimentos dos chamados “governos polulistas”, termo que se tornou palavrão em nosso idioma politico. Vimos e assistimos um Carlos Lacerda minando, com seus discursos explosivos, o governo progressista de Getúlio, com o mesmo pretexto do “mar de lama” que infestava o palácio do Catete. Getúlio, um Estadista, criador de volta Redonda — até então o Brasil exportava minério de ferro e importava chapas de aço. O governo perigoso que tinha olhos para ver e coragem para executar. Getúlio, que em seus discursos no Congresso, naquela longínqua década de 30, pregava O USO DO ALCOOL como combustível substituto do petróleo, o que claramente desafiava a hegemonia da Esso, Texaco e outras estrangeiras, Getúlio que criou a Petrobrás para escapar das garras dessas dominadoras mundiais do mercado do petróleo. Quantos anos a imprensa bombardeou e boicotou a Petrobrás, pretendendo colocá-la nas mãos dos “Irmãos do Norte” repetindo chavões como “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”? Como alimentaram a crença de que as Estatais eram ninhos de corrupção, sempre escamoteando o fato de que onde há um funcionário corrupto, sempre existe um privado corrompendo. Isso vem desde a carta de Pero Vaz Caminha –peço-vos Majestade, colocação para um sobrinho…
    A eleição de Bolsonaro assusta, mas não surpreende. Faz parte do esforço que a cada dia se sofistica mais, de desmonte de todas as tendências de defesa do patrimônio brasileiro–petroleu, metais preciosos, pedras preciosas, e até areia monazitica; das reservas florestais, dos rios, e — acreditem — até do aquífero Guarani. Uma “inteligentzia” propagando falácias como “o dia que o petroleo for brasileiro, ninguém mais anda de automóvel… exemplificando de maneira simplória que um litro de água mineral ‘que é só encher a garrafa custa mais do que um litro de gasolina…
    A eleição do capitão, sinto na pele, foi engendrada durante muito tempo, por “forças misteriosas”, dos Estados Unidos e outras, não tao misteriosas do Brasil, dentro dos quartéis e em reuniões de civis — o militares chamam de paisanos — daquela parcela minima que leva 40 % de toda a produção nacional.
    Os militares possuem algumas cartas na manga: eles têm as informações, eles têm homens capazes eles tem mobilidade e meios de infiltração para saberem o que o povo está pensando, e não passaria despercebido o desejo de eliminar bandidos e marginais que assaltam em plena luz do dia, que matam impiedosamente “os chefes de família, quando não a família inteira, repetindo o refrão “bandido bom é bandido morto”. A cordialidade dos brasileiros, em certa medida, é um mito, eles não exitam em ocupar vagas de idosos e deficientes, fazem barbaridades no trânsito, roubam no preço e no peso e por aí afora. Claro, uma pequena minoria, mas o campo existe. Existem os antigos malufistas, existem o que algum dia se chamou “viúvas do golpe de 64”, e os serviços de inteligenzia, tanto brasileiros quanto — e principalmente — norte-americanos. Procurar um nome que repercutisse entre esse tipo de brasileiros, não foi difícil. A cada vez que abria a boca, o capitão repercutia algum bordão “direitos humanos é direito de bandidos, as vítimas ão têm direitos humanos. Dai para Tancredo, que morreu antes da posse, é um passo. Então teremos o Brasil novamente nas mãos dos militares, resultado de um plano bem urdido e melhor executado, ao longo de anos…E tudo o que os “irmãos do norte quiserem, será concedido.

    1. Caro Wilson Loduca, neste último dia do ano acabo de publicar o melhor comentário que vi aqui no Balaio em 2018.
      Teu dramático depoimento, de um homem de 85 anos que acompanhou a nossa história de perto, é ao mesmo tempo revelador e assustador do que nos espera.
      Mas como disse o Eduardo Campos na véspera da sua morte, “não podemos desistir do Brasil”.
      É o que eles querem, mas nós não podemos deixar.
      Feliz 2019, se possível… abraços

    2. Os camisas negro-pardas travestidos de canarinhos não tomaram posse sem a extraordinária ajuda das agremiações que se dizem de esquerda e centro-esquerda. A robusta análise do Loduca ignorou esse fator decisivo e fundamental. Não chegariam ao poder caso as principais lideranças do arco popular-progressista houvessem “fechado a casinha” (expressão futebolística para montar o esquema tático sem correr riscos, também ignorado por Scolari na humilhação insuperável do 7 a 1).

  14. Caro Kotscho:
    o texto da Eni Gonçalves de Fraga expressa bem o que aconteceu. Espero que dure menos de quatro anos. Bom descanso.
    josé maria

  15. Kotscho querido, pelo jeito só há uma saída e não é pelo aeroporto: TERAPIA DE GRUPO !!!
    Ter a pia onde lavar as roupas sujas do inconsciente coletivo. O problema é que não tem alta, só baixa!
    Abraço e força nesse Balaio de onde vem muitas vidas que te seguem…

  16. Ortega y Gasset previu essa “rebelião das massas”. A Eni certamente não é freudiana, senão mencionaria a clássica conclusão de Sigmund: “somos todos assassinos”. Sintomático que a marca registrada do eleito pelas massas seja o “L” invertido representando uma pistola pronta para o disparo.

  17. Mestre, por certos comentários, não está fácil não reconhecer-se no espelho e, pela pequenez da alma ou cegueira política, tentar vender rasamente que a imagem no espelho é outra, para não dar o braço a torcer à razão, não política e/ou partidária, mudando de lado, por perdas menores políticas e/ou partidárias no gesto, diante de tragédia maior que se avizinha.
    Foi exatamente assim na Alemanha.
    Armar as ‘SchutzStaffel (SS)’ o primeiro passo.
    Será assim no Brasil?
    Não darão-se conta, a tempo, que também serão vitimas dos psicóticos que insanamente elegeram e apoiam, ou no fundo, reconhecem-se no espelho de Eni?

    1. Caro Dias, basta ver por alguns comentários aqui que os cachorros loucos estão à solta, mas nem sabem onde fica a Alemanha, o que é SS, o que aconteceu no nazismo, que levou à tragédia da segunda guerra.
      Juntar a ignorância com a má fé e a onipotência primitiva dá nisso: a insanidade galopante de um delírio coletivo, como escreveu a Eni. Se isso aconteceu na Alemanha, com seus séculos de cultura, imagina aqui…
      E, no entanto, vem aí um novo ano, seja o que Deus quiser. Abraços

  18. Amanhã renasce um novo Brasil, cheio de esperança e fe, deixando para traz uns loucos pelos poder.
    Vamos para a festa é a virada do ano, pelo mundo, é muito mais representativo para nós, que fomos as urnas, pela grande maioria, elegemos um novo “PresidentO”…viva esse novo país chamado Brasil de verde e amarelo.

  19. Eles estavam reprimidos! Escondidos! No armário! Encontraram um condutor. Que lhes deu uma via para expor as suas idéias incontidas. Foi um desabafo! Um alívio! E estão aí “eles” por todos os cantos e vielas, na periferia e na orla, nos mocambos e palácios, nos conjuntos e condomínios, saltitantes e boquirrotos. Um delirio, como diz o texto! Até quando, não sabemos!

  20. MEU caro CesarT, tenho 62 anos, trabalho drsde os dez vendendo doces rua.Fui alfabetizado formalmente aos aos 14. mas já sabia ler escrever aos 24 anos passei no concursso do bb. Essa historia é tão grande que pata por aqui. Em trmpo: Não sou fracassado, tenho uma pequens empresa e gero cinco empregos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *