No dia de Natal, a história da mulher que dedica a vida a defender outras mulheres

No dia de Natal, a história da mulher que dedica a vida a defender outras mulheres

Por uma feliz coincidência, foi publicada na Folha nesta segunda-feira de véspera de Natal a reportagem que escrevi sobre a vida e o trabalho de Elza Paulina Souza, inspetora superintendente da Guarda Civil Metropolitana, em São Paulo.

A matéria está na página A14 do jornal e também pode ser encontrada nos portais UOL e Folha Online (ainda não aprendi a colocar link nos meus textos).

Trago o assunto para o meu Facebook porque este é um assunto que precisa ser divulgado por todas as plataformas, pois se trata de um serviço público essencial no Brasil de João de Deus e das mais de 600 mulheres por ele abusadas durante 40 anos, na maior impunidade.

Em Abadiânia, onde ele reinava absoluto, não havia uma inspetora Elza para ouvir as denúncias e oferecer garantias às vítimas.

Policial por vocação, esta mulher de 52 anos, que entrou na primeira turma da GCM, em 1986, é o exemplo perfeito de que, no serviço público, mais importantes do que as instituições, são as pessoas responsáveis em cada setor.

No país que tem mais leis no mundo, a maioria para não serem cumpridas, é preciso que as mulheres saibam quais são os seus direitos e quem é encarregado de zelar por eles.

Em São Paulo, a Lei Maria da Penha para a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica é cumprida e ninguém precisa ter medo de denunciar seus algozes.

“Quebrar o silêncio é o primeiro passo e o mais importante”, ensina Elza Souza, responsável pelo Programa Guardiã Maria da Penha, que já atendeu a 1.232 casos e fez mais de 40 mil visitas domiciliares para oferecer proteção às vítimas.

Na reportagem, estão detalhados todos os instrumentos oferecidos pela GCM às mulheres em perigo, do telefone 153 a um novo aplicativo para ser instalado nos celulares, uma espécie de botão de pânico para socorro imediato.

Vale a pena também conhecer a trajetória de Elza, de menina criada na roça em Marília, no interior paulista, até chegar ao topo da carreira, admirada pelos subordinados e pelas mulheres ameaçadas pelos chamados “cidadãos de bem”, como João de Deus.

Este é meu presente às leitoras neste dia de Natal para que elas possam se sentir mais seguras nas mãos de Elza, uma brasileira que honra a sua farda.

Feliz Natal a todos, com mais amor e menos violência.

Paz!

Vida que segue.

 

9 thoughts on “No dia de Natal, a história da mulher que dedica a vida a defender outras mulheres

  1. Muito bom poder ler algo positivo nessa véspera de Natal, sem dúvida uma mulher de coragem e que faz a diferença na vida de muitas outras. Feliz Natal a todos.

  2. Tracei-a (no sentido caricatural) na Roda Viva com Maria da Penha, pode acessar pelo programa Roda Viva com Maria da Penha…
    É um modelo exemplar de mulher fardada e fadada a cuidar delas todas,
    abração neste Balaio natalino…
    Paulo Caruso

  3. Feliz Natal Ricardo Kotcho! Obrigada por nos brindar com suas lindas historias, e compartilhar conosco agruras e alegrias destes tempos loucos!
    Vida que segue é lema encorajador para pessoas como eu e tantas outras que te acompanham por aqui! Grande abraço
    Eliana

  4. Kotscho, muito bom seu artigo sobre a senhora Elza Paulina Souza, uma brasileira de fato. Você continua brilhante e necessário em nosso dia a dia; é uma luz no final de um túnel que ainda não descobri a extensão.
    Aproveito para desejar-lhe um Feliz Natal, com muita paz e ainda comentar que hoje é segunda feira e não terça como está no texto.
    Abraços.

  5. Prezado Kotscho: “Podemos tolerar a arrogância e a resistência dos poderosos e dos parlamentares, o que não podemos é defraudar a esperança de todo um povo.” (Leonardo Boff).

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