Chamar mulher de “bonita e gostosa” é ofensa ou elogio? Cláudia Ohana sente falta

Chamar mulher de “bonita e gostosa” é ofensa ou elogio? Cláudia Ohana sente falta

Está na capa do UOL: “Cláudia Ohana fica triste por não ser chamada de `gostosa´ na rua”.

Ela explica: “Acho que o momento está mais careta porque está radical demais, que é talvez para melhorar, ter um equilíbrio (…). É uma pena, antigamente você andava na rua e várias pessoas assoviavam e chamavam de gostosa. Hoje não pode mais, você fica triste”.

A matéria da repórter Marcela Ribeiro, que não pode ser chamada de machista e misógina, justifica a tristeza de Cláudia, a eterna Natasha de “Vamp”:

“Aos 55 anos e avó de dois netos, Cláudia Ohana está com tudo em cima”.

Por coincidência, causou polêmica um post que publiquei outro dia no meu Face chamando Tatá Werneck de “bonita e gostosa”, por ter recebido um prêmio de melhor do ano do mesmo UOL.

Para mim, é a maior revelação de atriz dos últimos anos, além de ser uma belíssima mulher, cheia de talento e energia.

“Gostosa?????”, reagiu uma leitora com várias pontos de interrogação. Sim, eu acho, mas é questão de gosto, ninguém é obrigado a concordar comigo.

Mas teve gente, algumas mulheres queridas, que ficaram chocadas com os adjetivos que usei para elogiar a atriz.

“Você está perdendo o senso do ridículo, cuidado. Como é que você escreve uma coisa dessas?”

Fiquei tão assustado com a reação, que acabei excluindo o post para evitar mais mal entendidos.

Pratiquei pela primeira vez a autocensura, antes que volte e censura.

Tudo que você precisa explicar depois é complicado, como bem sabem os Bolsonaro, após as revelações sobre o caixa eletrônico do ex-motorista da família.

Como costumo usar este espaço para comentar assuntos menos amenos e saborosos ligados à política nacional, fiquei com receio de queimar meu filme com as leitoras por bobagem.

Achei estranha a reação porque tinha certeza de ter ouvido recentemente “As Frenéticas” _  um antigo grupo vocal formado por mulheres, obviamente _, cantando alguma coisa parecida na televisão, acho que no programa do Pedro Bial.

Fui ao Google para pesquisar e era isso mesmo, não estava enganado.

Digitei “bonita e gostosa” e logo apareceu a letra de “Perigosa” (até rimou…), música de Nelsinho Motta, Rita Lee e Roberto Oliveira:

Sei que eu sou

Bonita e gostosa

E sei que você

Me olha e me quer

Eu sou uma fera

De pele macia

Cuidado, garoto,

Eu sou perigosa!

Lembram-se?, foi trilha de novela e fez muito sucesso lá pelos anos 70, em plena ditadura militar, quando o mundo ainda não era tão careta, por incrível que pareça.

Estes três compositores também não podem ser catalogados como machistas inveterados que não respeitam as mulheres, penso eu.

Será que até nisso estamos andando para trás?

Sou do tempo em que era impossível não arriscar ao menos um olho ao ver mulher bonita, e as mulheres faziam o mesmo ao ver um homem bonito.

Hoje, é tudo perigoso, você tem que tomar mil cuidados ao falar e escrever.

Nelsinho, Rita e Roberto fizeram belos versos de amor, de alegria, de festa, de loucura.

Eu tenho uma faca

No brilho dos olhos

Eu tenho uma louca

Dentro de mim… 

Por outra dessas ironias da vida, “As Frenéticas” cantaram isso numa época em que ainda havia censura e tortura, e nem por isso se intimidaram.

Como lembra Cláudia Ohana, outra bonita e gostosa de respeito, sem medo de ser feliz:

“Sinto saudade da liberdade de expressão, das pessoas falarem o que quiserem, de ser quem você quiser”.

A gente tinha medo de ir em cana por qualquer motivo, mas não por elogiar mulheres que nos dessem motivos.

Daqui a pouco, a seguir nesta marcha, vamos ter que pedir licença para fazer o que os antigos chamavam de paquera:

“Se a senhorita me permite, com todo respeito, posso lhe fazer um gracejo? Vai ser bonita e gostosa assim na casa do chapéu. Não olha para mim desse jeito porque eu posso não resistir… É melhor tomar cuidado”.

É capaz da Rita Lee (de quem fui colega no colegial do Liceu Pasteur, nos longínquos anos 60 do século passado), compor uma nova música com sinais invertidos: “Eu sou recatada e do lar”.

Seria engraçado… Só não podemos perder o bom humor.

Tempos estranhos, como diz aquele ministro do STF.

Só falta agora criarem uma polícia dos costumes neo-pentecostais fundamentalistas.

Vida que segue.

 

51 comentários em “Chamar mulher de “bonita e gostosa” é ofensa ou elogio? Cláudia Ohana sente falta

  1. Já imaginou como seria monótono nos dias de hoje, o genial Ronald Golias sem suas imitações de “bichas”?(já nem sei se aqui também posso usar este termo) Se fosse hoje, ele não ganharia para pagar indenizações por danos morais.

      1. Kotscho, como a Mariana escreveu abaixo, existem coisas que não são mais aceitas.

        Vide as piadas feitas nos Trapalhões relacionando negro a macaco.

  2. Os tempos mudaram. E ainda bem. Por isso o feminismo é tão necessário.
    Há coisas que eram aceitas no passado e que hoje não cabem mais.
    As mulheres vão continuar lutando por respeito e direitos iguais.
    O machismo ainda existe por ignorância e o feminismo por extrema necessidade.
    Inclusive, enquanto o homem achar que tem algum poder sobre as mulheres, continuaremos a ter os números absurdos de violência doméstica no país.
    #machismomata
    #respeitoeigualdade
    #feminismosim

    1. Mariana, filha querida, tenho a maior admiração e respeito pela tua luta em defesa das mulheres.
      Mas não deixa de ler os comentários do Paulo Caruso e do velho Enio aqui mesmo no Balaio. Não podemos perder o bom humor…
      Beijos

    2. Mariana, eu e minha filha Julia, de 19 anos e que tão ainda prematura já vai agora cursar o terceiro ano de psicologia exatamente para se especializar e trabalhar nessa terrível questão do preconceito, também somos admiradores e seguidores de ti.

  3. Pura verdade, recebi um vídeo mostrando q hj Os Trapalhões não poderia ser visto por crianças, pois o Mussum era chamado de preto e Zacarias de viado.
    É horrível a sensação de se policiar ao escrever qualquer comentário no face ou whatsapp.

  4. Parabéns, Kotscho!
    Não sei o que seria de nós se não tivéssemos livre pensadores como Você para termos algo para ler e refletir.
    Está tudo muito chato. Perdeu a graça…
    (E olha que jamais desistiremos da Vida, até porque somos das gerações que, para vencer a ditadura, tiveram que valorizar a própria Vida, pois era uma questão de lógica de sobrevivência!)
    Grande abraço!

  5. Caro amigo Kotscho,tenho em casa uma esposa e duas filhas( uma de 11 e outra de 17 anos) frutos de uma união bem sucedida de quase 20 anos, e “sofro” no bom sentido da palavra ,uma patrulha ideológica feminista da minha filha de 17 anos, que é feminista por influência e apoio meu e da mãe dela.
    Sempre reconheci e achei justa e nescessaria toda e qualquer reividicação feminista por uma sociedade mais igualitária para todos!
    Mas outro dia minha filha revoltada com uma atitude por ela tida como machista,disparou seu dicurso feminista e revoltado contra a “nossa sociedade machista” , e eu em tom de brincadeira disse para ela deixar de ser ” feminista xiita” por que o radicalismo não é o melhor caminho para as conquistas por ela almejada!
    Resultado: fui acusado de machista e xenofóbico por ofender um povo tão persseguido no oriente médio!!
    Mas na minha época de gremio estudantil e sindicato sempre me chamaram de”xiita” por eu ser segundo meus amigos radical demais ,e eu achava graça!
    Caro amigo kotscho os tempos mudaram e eu estou sendo reeducado e patrulhado pela minha filha !
    Ainda bem que já estou casado e muito bem casado a quase 20 anos, pois sou muito tímido e não sei se teria coragem de abordar um garota hoje com o risco de ser acusado de assediador!
    Essa nova geração que se relaciona por midias sociais,que tem no aniversário milhares de posts e quase nenhum abraço.Esta tranformando as relações humanas em algo distante e o contato olho no olho em coisa do passado,galanteios hoje só através de emojis do celular!!
    Precisamos sim impor limites aos excessos,porém esses limites não podem se transformar numa patrulha ideológica que venha atrapanhar as relações humanas!
    Obs: Quando conheci minha esposa,chamei ela de GOSTOSA e chamo até hoje!!!!
    Força amigo! Estamos juntos na resistência!

    1. Minha história é muito parecida com a tua, caro Jose Carlos.
      Esse mundo ficou muito moderno demais para a minha compreensão.
      Eu já estou sendo reeducado pela minha neta de 15, mas não tá fácil.
      Tá difícil saber o que é elogio e o que é ofensa, as relações humanas viraram digitais…

  6. Você estava indo tão bem, mas na hora de levar o dez … Por essa não dá para prender os seus culpados de sempre. Os fundamentalistas que acham que tudo é desrespeito à mulher estão muito mais nas ilustradas da vida que nas igrejas.

  7. Caro Kotscho, creio que a questão está no TOM da conversa. Se o tom for de desrespeito, cafajestada, deboche, preconceito ou ódio até, aí não dá!!! Tem mesmo é que esculhambar o sujeito!!!
    O problema é que nesses tempos de Internet em que amigos se falam pelo WhatsApp até quando sentados na mesma mesa de frente um ao outro e sem se olharem na cara, como expressar o tom em textos??? Como saber a expressão facial??? É impossível.
    Tenho amigos e amigos gays que me conhecem há tempos e que sabem que minhas piadas quando com eles nunca foram de desamor, de ofensa e principalmente de desrespeito. O deputado Jean Willys é um com quem brinco sempre que o encontro por aí. Ele também faz piadas a mim. Vítimas de preconceito, eu por ser aleijado (detesto ser chamado de “deficiente” ou pior ainda, “portador” de necessidades especiais, eis que portamos carteira, mochilas, etc e minhas necessidades são bem simples e nada de especiais) continuando, eu aleijado e ele homossexual concordamos que o melhor contra ataque é rirmo-nos de nós mesmos. E os estúpidos preconceituosos, odiosos, ignorantes e ruins que se fodam uns aos outros e de preferência com areia ou vidro moído.

      1. Kotscho, o também meu velho amigo Bemvindo Sequeira, ator, diretor teatral e humorista, me ensinou que “a piada é para todos rirem, mas se só um se sentir triste ou ofendido aí já não é mais humor e sim agressão”. Ele me disse isso quando falávamos sobre o selvagem daquele tal Danilo Gentille, exemplo maior do “humorismo moderno” e eu acrescento IMBECIL.

      1. Parabéns paulo,voçê agora justificou plenamente seu “sobrenome”,dirvirtuando totalmente o foco do assunto pra criticar um partido que não tem sua simpatia!!
        Acorda paulo,o foco aqui hoje é outro!!

        1. Não tenho um canal de comunicação direto com o Sr. Kotscho, por isto enviei por aqui e pedi para ele não publicar, somente ler a reportagem.
          O foco realmente é outro e muito prazeroso ler os comentários, do Caruso dei risadas altas.

  8. Agora eu vou patrulhar: Pelo amor de Deus não dê a sugestão de uma polícia de costumes com orientação neopentecostal.
    Vai que um fundamentalista leia e goste da idéia.
    Boas Festas. Paz, Amor e Harmonia em sua vida.

  9. Prezado Kotscho, mulher que ouve assobio e é chamada de bonita e gostosa na rua deveria agradecer a Santo Antônio, o santo casamenteiro.
    É sinal de que ela está agradando, com seu rostinho bonito e seu movimento de quadris, o melhor movimento feminista, como dizia Millôr.
    Isso dito sem cafajestada, como bem lembrou o Enio, não tem nada demais.
    Isso também me lembra uma crônica do Stanislaw Ponte Preta, baseada em um relato do ator Milton Morais.
    Um gari, com a roupa mais suja do que a política brasileira, mexia com tudo que era mulher que passava pela rua.
    “Gostosa, é você que a minha mãe quer como nora”, dizia o sujeito.
    Aí um colega do gari ponderou que nenhuma mulher lhe daria bola por ele estar sujo e desalinhado.
    Resposta do gari: “Tarveis tem alguma tarada”.
    Já quanto à Cláudia Ohana, penso que ela ainda dá(epa!)meia-sola, assim como, presumo, a maioria da mulherada na idade dela.
    Nossa homenagem às mulheres: mulher é como dinheiro, saúde e higiene: quanto mais, melhor.

  10. A propósito da letra de Perigosa, o hino das Frenéticas, vi, recentemente, um programa do Nelson Motta, em que ele explicou como foi feita a letra dessa música gostosíssima.
    Detalhe da história: há um verso – “dentro de mim” – que não passaria pela censura da época nem com reza brava, mas com inteligência e bom humor, os autores deram um jeito no encadeamento da letra e, se os censores conseguiram perceber, já era tarde demais. A música fazia um sucesso estrondoso em todo o país.

    1. Até aí, cara Karla, estamos plenamente de acordo. O problema é que cada homem e cada mulher reage e entende de forma diferente as intenções do outro.
      O que pode ser engraçado em uma pessoa, às vezes é cafajeste em outra. As pessoas não são iguais, nem a mesma regra serve para todos a todo o tempo.
      Não é tão simples assim. Não existem verdades absolutas neste campo. Por isso, essa discussão gera tantas polêmicas e as pessoas preferem nem discutir o assunto.
      O que regula as relações humanas é o bom senso de medida, de hora e lugar. Sem isso, o mundo fica muito chato e impera a intolerância.
      O mundo não é feito só de príncipes e princesas, como quer aquela ministra.

    1. Prezado Kotscho: Mesmo “após as revelações sobre o caixa eletrônico do ex-motorista da família”, pode ser que os 57 milhões de eleitores que elegeram o futuro presidente encontraram no capitão “A grande ilusão”. “A grande ilusão” que é o título em português do filme “All the King’s Men” de 2006, que conta “a história de Willie Stark (Sean Penn), homem humilde que decide se candidatar para lutar contra as injustiças dos políticos corruptos de seu país. Porém, ao ingressar na profissão, acaba se tornando uma pessoa pior do que aqueles que tanto criticava”, segundo a sinopse do site http://www.cineplayers.com Guardada as diferenças do personagem do político americano e do político brasileiro recém eleito presidente, o filme vale como referência para mais uma reflexão. “Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.” (Fernando Pessoa).

  11. Mestre, vivi o tempo em que os mais jovens, gentis, ofereciam os lugares (sem indicações) aos mais velhos e, com prazer, dançavam juntinhos sem incendiarem a casa de marimbondos, como fez com esse post, tá ok?
    Isso posto e o manjado ‘bons tempos’ à parte, o problema, há cinquenta anos, era o ‘guarda da esquina’ agindo, não o ‘peão da obra’ ou ‘Tom e Vinicius’, assoviando e comentando à mulher que passa.
    Hoje, continua sendo o ‘guarda da esquina’ agindo, porém junto e misturado ao, ‘peão da obra’, ao ‘engenheiro sem obra’, enfim com toda a desperta ‘arcaica de Noé machulina’, sem limites, que passa ‘mais que a mão’ em quem passa, transgredindo, ofendendo, agredindo, violentando, tomando posse sem direito, de fato, não respeitando nada e cada vez mais tudo, até a vida.
    Por isso, em tempo de John of God, penso que Rita Lee, Roberto Oliveira e mesmo Nelsinho ‘Moitta’, tal como compuseram-na ontem, não comporiam-na hoje, não por constrangimentos ou politicamente corretos, mas por intuírem a cada tempo, “Existirmos: a que será que se destina?”

    1. Caro Dias, juro que desta vez desta vez não consegui entender qual a tua posição diante desta polêmica sobre o que é abuso ou elogio.
      Fiquei curioso pra saber tua opinião sobre o tema tratado. Com esse calor todo, devo estar com o QI meio baixo… Abraços

      1. Sabe que eu também não, Mestre… Brincadeira!
        Pelo jeito, o calor deve ter amolecido, não teus neurônios, mas todos os meus dois, o tico e o teco, na tentativa de contextualizar o que Mariana diz claro e direto: “Há coisas que eram aceitas no passado e que hoje não cabem mais.”
        ‘Bonita e gostosa’ tanto pode ser elogio, quanto abuso, depende como o homem entende e respeita a mulher, como igual e também sujeito e não apenas objeto do desejo, implicando em saber a hora e como, dize-lo ou não.

  12. Nesses tempos em que nem Chico Buarque é perdoado e Vinicius de Moraes já foi transferido para o inferno só me resta renovar minha novena a São Judas Tadeu (o santo das causas impossíveis) para que nas minhas atuais e péssimas condições, alguma mulher venha a me chamar de “gostoso”. Só chamar já tá bom.

  13. Kotscho, aqui perto tem o “bar da boa”, (só tem Antártica) e a dona faz jus ao apelido da cerveja que vende, o problema e sair de casa e dizer que estou indo no bar da “boa”..

  14. Caro Kotscho, acho que mexer com uma desconhecida na rua, assoviar ou chamá-la de gostosa não é legal… sou um feminista militante, mas admito que há exageros. Durante a campanha eleitoral, recebi duas mensagens de amigas femininas que me fizeram pensar. Uma tinha as fotos do lula e do Haddad e dizia: quem não tem cão, caça com gato. A outra tinha uma foto do Haddad e uma do João Doria e o texto dizia: nudes que você quer ver / nudes que você recebe. Achei ambas engraçadas, mas pensei: imagine a mesma brincadeira elogiando a beleza da Manuela, por exemplo. É claro que não podemos transformar a mulher em objeto. Mas também não podemos exagerar na patrulha e ver machismo em tudo, sob o risco de nos tornarmos chatos a ponto de não convencermos ninguém que já nao seja convertido.

  15. Kotscho… Definição do que é para mim um momento de felicidade neste mundo: Deitado em uma rede na varanda de uma cabana na serra a contemplar a chuva que cai fria e sonora no vale abaixo… Talvez vc nao passe seus olhos nestas palavras mas escolhi seu site para dizer isso…
    Até…

  16. Jammal, nao assino embaixo pelos detalhes e pela historinha ouvida por mim en passant há meses no radio (salvo engano a que troca a noticia) Era q uma mulher, tipo classe media, teria declarado passar em frente a uma obra onde os guapos operários a saudavam.. com entusiasmo, assim: “Gostooosa!” “Uma dessa assim, q o medico receitou pra mim!!”
    E ela jurava que em casos assim ia la, tomava nota da placa c/o nome & dados da empresa para… isso mesmo, processa-la . E garantia iria ganhar uma boa grana em cima dela. Servia de lição etc.
    E assim -e esta conclusão ja é minha- um bom caminho para o retorno da dignidadética posfálica da familia brasileira ou, no minimo, de seu ramo mais Betty Friedam.

  17. Prezado Kotscho, como o debate é valioso e benéfico.Tudo que foi comentado, me trouxe os tempos que não eramos tão “chatos”. A impessoalidade e a solidão são a tônica desses novos tempos, onde a velocidade da NET é mais importante que um abraço. Sou, também, bombardeado por minhas filhas de 19(faz Psicologia) e outra de 17. Novos velhos tempos… como se pudêssemos “enquadrar” o tempo. Aproveitem esse ativo que é pessoal e indivisível e como passa rápido…

  18. Li, não sei onde, que em uma empresa, um mancebo chamou uma companheira de “princesa” e o caldo engrossou para ele.
    “Só falta agora criarem uma polícia dos costumes neo-pentecostais fundamentalistas”.
    Ricardo, não fique dando ideia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *