Escola sem Partido X Colégio Santa Cruz: o abismo entre quem constrói ou destrói o futuro

Escola sem Partido X Colégio Santa Cruz: o abismo entre quem constrói ou destrói o futuro

“Como reza o Eclesiastes, há tempo para tudo, de construir e de destruir, de chorar e de rir” (Frei Betto, hoje no Globo).

***

Sim, meu caro amigo frade, há pessoas que nascem para construir e fazer rir. Outras, para destruir e fazer chorar.

Assim segue o mundo desde sempre. Há países e pessoas que dão certo na vida. Outros, fazem tudo para dar errado, em diferentes épocas e circunstâncias.

Não sei se é escolha ou destino, mas assim é. O Brasil hoje se vê diante desta encruzilhada.

Basta pegar o caso da Escola sem Partido, um retrocesso aos tempos da ditadura militar, este aborto educacional que agora estão querendo impingir ao país.

No extremo oposto, temos o Colégio Santa Cruz, fundado em São Paulo por padres canadenses, no começo da década de 1950, uma revolução no ensino que abriu a cabeça de professores e alunos, com seu objetivo central de formar cidadãos plenos e não apenas bons estudantes.

Ali o debate sempre foi aberto para todas as tendências políticas, filosóficas, religiosas e científicas, com plena liberdade para os corpos docentes e discentes.

Colégio católico, era ecumênico em tudo. E ainda é.

Pelo seu currículo, Ricardo Vélez Rodriguez, o desconhecido e exótico filósofo colombiano nomeado esta semana novo ministro da Educação, tenho certeza que jamais seria aprovado para ser professor do Colégio Santa Cruz (vale a pena ver no Google de quem se trata).

Com pensamentos dos séculos 16 e 17 (não sei ao certo, porque nunca fui bom de História), esta aberração pedagógica se sentiria estranho numa escola voltada para o futuro e aberta às inovações.

Só entra lá quem tem compromissos com a democracia, a responsabilidade social e um pensamento libertário contemporâneo do mundo.

Vélez Rodrigues, professor emérito de militares do Estado Maior, foi nomeado depois que a bancada evangélica vetou o nome de Mozart Ramos, um dos mais respeitados educadores do país.

Faz todo o sentido. Conheci Mozart como presidente do “Todos pela Educação”, movimento da sociedade civil do qual fui um dos fundadores, um educador da maior competência, que poderia ser, não só professor, como diretor do Colégio Santa Cruz, hoje tão bem dirigido pelo Fábio Aidar Junior, que a “armada Bolsoleone” (expressão de Marcelo Zero) nem deve conhecer.

São dois Brasis divididos ao meio entre o passado e o futuro. Mozart, que conheço bem, jamais poderia dar certo no governo Bolsonaro, não têm nada em comum.

Dos menos de 200 alunos da minha época, o “Santa”, como os mais velhos chamamos o nosso colégio na intimidade, foi crescendo sem parar, da educação infantil ao ensino médio, passando pelo supletivo para alunos sem recursos.  Tem hoje quase 3 mil matriculados.

Falo com conhecimento de causa porque tive a ventura de ser aluno de uma das primeiras turmas deste colégio quando ele se mudou para a várzea do Rio Pinheiros, então um imenso descampado, ainda com ruas de terra alagadas, num terreno doado pela Light, empresa canadense, como a Congregação de Santa Cruz.

Tinha 10 anos quando passei no exame de admissão, em 1958, um vestibular tão difícil, até hoje, como o das melhores faculdades do país. E meu pai, refugiado de guerra recém-chegado ao país,  comemorou muito, me dizendo que era o dia mais feliz da vida dele.

Para o velho Nick, engenheiro que falava sete línguas, escola era a coisa mais importante na vida dos filhos.

O que sou e sei na vida devo ao que aprendi com estes padres e professores abnegados, competentes e incansáveis, que não se limitam a ensinar, mas a acompanhar o aluno em todos os aspectos da sua formação, da infância à idade adulta, das suas vocações às relações com a família e a sociedade em que vivem.

“A ideia que não corre perigo não é ideia” _ a lição de Oscar Wilde parece ter inspirado os padres fundadores da escola, Lionel Corbeil e Paul-Eugène Charbonneau, o grande teórico da pedagogia moderna, que anos mais tarde celebraria  meu casamento.

Esses padres tiveram, além do conhecimento, muita coragem para implantar um ensino considerado ousado demais por uma sociedade conservadora, ainda  aferrada à Tradição, Família e Propriedade, que agora está voltando como lema da nova ordem.

Também estudaram lá minhas duas filhas, a jornalista Mariana e a cineasta Carolina, duas profissionais de sucesso, mães exemplares e cidadãs conscientes, que me deram cinco netos, e me enchem de muito orgulho.

Agora, a terceira geração da família estuda toda lá. Minha neta mais velha, a Laura, de 15 anos, forma-se este ano no ensino fundamental.

Laurinha me lembra muito quando eu tinha a idade dela. Preocupa-se com os outros, é inconformada com a imensa desigualdade social do nosso país, engajou-se na defesa das mulheres, batalha em várias frentes, mesmo remando contra a maré.

Com ela posso discutir qualquer assunto que está nos jornais, porque ainda tem esse velho hábito de se informar sobre o que está acontecendo.

Convivem no Santa Cruz filhos da elite política e econômica do país, com os da classe média alta e baixa, mas a maioria é mesmo média média, como no caso da nossa família.

Fiquei pensando em tudo isso enquanto assistia à encantadora dança “Devaneios”, apresentada na noite de sexta-feira pela turma de Laura no belo teatro do colégio, de 600 lugares, um dos melhores da cidade.

Ao contrário do que prega a Escola sem Partido, no Santa Cruz não tem só professores de português e matemática, física e química, mas também de dança, teatro e música, esportes e artes, tudo que faz parte da vida, sem censura.

Sei que é um sonho, mas gostaria de viver num país em que todos tivessem acesso à educação de um colégio como este.

Não se trata só de falta de recursos materiais e financeiros para isso, mas de falta de vergonha na cara e de vontade política desta grande nação para transformar a Educação na grande prioridade nacional.

Nenhum bom aluno deixa de estudar no Santa Cruz por falta de dinheiro dos pais.

Quando meu pai morreu, eu tinha 12 anos, passamos muitas dificuldades, e só fui terminar o curso graças à bolsa de estudos que ganhei dos padres.

“Sempre ouvimos que devemos seguir nossos sonhos, mas, ao mesmo tempo, muros são erguidos à nossa frente”, escreveram duas colegas de curso da Laura, Carolina Frizzo e Marina Giannini, no folheto de apresentação da dança.

Vejam que beleza o que as jovens escreveram:

“Libertar-se torna-se cada vez mais difícil, assim como respeitar-se e permitir-se. Mas quando isso acontece, você flutua de leveza, expande de alegria e o desejo cresce. O sonho cresce e você o segue no encalço”.

Apesar de tudo, enquanto jovens pensarem assim, não podemos deixar de desejar e sonhar, de acreditar no futuro, aqui mesmo, sem desistir do Brasil.

Precisamos é de uma Escola com Futuro, ensinando lições para vivermos num país melhor, mais justo e solidário.

Vida que segue.

 

140 thoughts on “Escola sem Partido X Colégio Santa Cruz: o abismo entre quem constrói ou destrói o futuro

      1. Ele é besta, mesmo! É dos panacas que confundem socialismo com paixão pela pobreza, à moda de Francisco de Assis, pessoa que estava muito bem situada na idade Média, mas que se vivesse em tempos um pouco mais posteriores, o século XVI de Calvino, por exemplo, seria considerado louco. Em vez de ser promovido a santo, seria encaminhado a um psiquiatra. Calvino dizia que “querer ser pobre pé como querer ser doente”. Eu sou ateu e socialista nada tenho de religioso, mas vejo como suma idiotice o culto à pobreza, como se isso resolvesse alguma coisa.
        O socialismo é a busca da abundancia, por meio da igualdade. Um pai socialista que tenha recursos para proporcionar boa educação a seus filhos e não o fizer, será um pleno idiota. Educando-os bem, poderá encaminhá-los para um caminho fraterno e igualitário. Dando a eles qualquer coisa, podendo fazê-lo melhor, não fez mais que desperdiçar.
        E conhecendo o que hoje é o ensino público brasileiro, muitíssimo longe do que houve no meu tempo – eu sou filho da escola pública paulista, dentro da Reforma Capanema – e que hoje não há mais, só posso ver como ideia de lorpa de carteirinha a crítica em questão.
        Parece até a que foi dirigida por outro pascácio, comentando que a Manuela se apresentou no infame programa Roda Viva bem vestida e com as unhas pintadas, como se suas roupas e o esmalte fosse uma traição aos trabalhadores…

    1. Vc, com seus comentários, mostra que és um esquerdista. Intolerante e radical que não tolera aquele que discorda ou tão somente diverge de seus pensamentos. Muito boa suas narrativas, mas falta imparcialidade.

      1. Caramba, e Kotscho que é radical? Isto é coisa que se escreve em blog de alguém? Coisa horrível. Será que agora ser humano, com boas atitudes em relação à educação, bom olhar sobre a humanidade e suas necessidades culturais…tudo isso para o senhor se configura em ser esquerdista. Não, ele não é um esquerdista, ele é um homem de esquerda, talvez assim fique melhor. E por falar nisso, vale ler alguns de seus livros, vai se surpreender.

  1. Eu nunca estudei em escola de elite como o blogueiro e sim em escola pública, e lá posso afirmar que existe sim doutrinação política. Saia da sua bolha. Pelo menos tente enxergar o que acontece fora do seu ambiente.

    1. Thiago, deixe de ser preconceituoso e procure se informar melhor.
      Leia a história do Colégio Santa Cruz (ver no Google) antes de escrever besteira.
      Não confunda elite pedagógica com elite financeira.
      Depois de sair do Santa Cruz, fiz o ensino médio numa escola pública, o colégio estadual Alberto Conte, em Santo Amaro, e não vi doutrinação política nenhuma.
      Lá tive ótimos professores. Deixa de ficar repetindo jargões sobre assuntos que você desconhece.

      1. Quem desconhece é o senhor. Terminei o ensino médio no final da década de 90. Em sala de aula vi professor com camiseta do PT distribuindo textos retirados diretamente do diretório do partido. Se isso não é doutrinação então o que é?

          1. Tenho filhos. Visto que sou um bom pai e acompanho a rotina deles na escola, eu SEI que as coisas não mudaram da minha época de estudante para hoje. Disse e repito, saia da sua bolha.

        1. Quantos professores você viu fazendo isso, Thiago? Foi um levante? Houve uma marcha? Também sou filha da escola pública, da educação básica ao superior. Hoje, sou professora. Não generalize, é incorreto dizer que “os professores doutrinam os alunos”. E os que fazem a ” doutrinação contrária”? Afinal, no MEC, agora, teremos uma educação de partido, escrachadamente. Antes, estávamos no caminho, desde a Constituição de 1988, de tentar pensar em uma educação mais igualitária para todos. E que a liberdade estivesse compreendida no meio desse todo.

        2. A literatura crítica indica que o liberalismo atua apenas na defesa formal das liberdades “de” , ou seja:
          de expressão, de associação, de religião, de participação etc. O que poderíamos chamar de liberdades pró-ativas. Mas teria sérias dificuldades de operar na solução das liberdades “das” necessidades e “dos”
          medos, tais como, emancipar-se da fome, do desemprego, da falta de moradia, da carência de saúde.
          Pensadores que se colocam à esquerda no espectro político apontam a competição no mercado como a principal responsável pelos constrangimentos à realização das liberdades e dos direitos, uma vez que a relação entre proprietários e não-proprietários seria desigual e geraria cada vez mais diferenças e conflitos. Esses críticos do liberalismo vão além, apontam o Estado como a única instituição capaz de, através de uma forte ação reguladora sobre o mercado, visando conter o seu ímpeto, minimizar as desigualdades e restituir as condições de sociabilidade.
          O processo histórico recente, desencadeado na primeira metade do século passado, fez o
          liberalismo recuar em seus princípios. Diante da crise econômica de 1929, dos avanços da economia planejada, praticamente todos os países do mundo adotaram a fórmula do Estado de bem-estar social, cujas principais características são: a forte presença do Estado no mercado, controlando seus excessos;
          e políticas públicas de amplo alcance para conter a pobreza e buscar a justiça social, reduzindo, assim, as desigualdades.

          Portanto é papel do professor instruir seus alunos dos diversos pontos do sistema liberal tanto em seus pontos positivos quanto os negativos, que por sinal fazem parte da humanidade na maioria dos fatos destruidores da humanidade.

    1. Ae, famigerado gN, falar que o Santa Cruz doutrina com “ideais esquerdistas” é uma completa lambança. Estudo lá e sigo uma vertente liberal-econômica, sou respeitado e escutado.

    2. O que são ideiais esquerdistas? Se preocupar com o próximo e com as minorias? Uma educação humanista que procura quebrar preconceitos e desenvolver o pensamento crítico? Se é isso, então vamos dar um viva para os ideiais esquerdistas, né?

  2. Kotscho, meu querido! Que emoção ler este seu artigo… Trabalho no Santa há muitos anos e isso muito me orgulha! O Colégio tem, em seu DNA, a formação humanista de que tanto precisamos atualmente… Obrigada!

    1. Trabalhei no Santa Cruz no curso de EJA (Educação de Jovens e Adultos) por 23 anos como professora de Língua Portuguesa e reafirmo a “educação humanista” valorizada pela congregação.

  3. frase lapidar do padre Eugene: “Outrora educar era transmitir, hoje é inventar” (P. E. Charbonneau, CSC, A Escola Moderna, EPU, 1973).

    1. Não, Samuel, minha mãe era alemã, mas o sobrenome Kotscho vem do meu pai, Nikolaus, que nasceu na Romênia, na antiga Bessarábia, hoje Moldávia. Os meus avós paternos eram russos.
      Foi onde nasceu Samuel Weiner, um dos maiores jornalistas brasileiros da minha geração.

      1. Caro Ricardo, o Brasil já teve em sua imprensa um grande bessarabiano, o nosso saudoso Samuel Wainer. Você é o continuador da estirpe, agora sem os perigos lacerdianos por perto!

      2. Obrigado pelo retorno. Então de algum modo eu estava certo. A origem é eslava. Se nunca ninguém disse isto a vocês, mesmo que muito tarde, sejam (Seus ascendentes) muito bem vindos ao Brasil. E quanto ao Samuel Weiner assino em baixo.

  4. Boa tarde, respeito por gentileza pessoal, se não se identificam com o blog, deixe de participar. Como sempre esclarecedor seu texto, parabéns. Grande abraço.

      1. Como assim, procurar outro blog? só teríamos direito a visitar blogs que nos aceitam! de que se trata? vou procurar um blog na lua, ou em netuno….ou …

  5. Em que década esse pessoal da escola sem partido vive? Doutrinação? Com dois cliques no google e crianças e adolescentes ficam sabendo de tudo que eles querem. Hoje em dia, na era da informação em que somos bombardeados todos os dias com assuntos e temas dos mais diversos, livros podem ser baixados em um celular, filmes e series vistos em plataformas streaming. A internet implodiu a censura ( a não ser que censurem a internet). O escola sem partido se entrar em vigor so vai atrapalhar a educação brasileira. Ao invés de propostas concretas para educação, esses senhores do regresso so querem aparecer e fazer pirotecnia. Talvez se eles passarem uma temporada em escolas públicas de periferia, onde falta tudo, as vezes até agua. Quem sabe assim eles se libertem de suas guerras frias e inúteis.

  6. Caro Sr Kotscho, leio seu blog a muito tempo, inclusive os comentários, mas hoje não deu para passar em branco com os comentários anteriores. Se não tem nada a dizer, melhor ficar calado. Está faltando gentileza no mundo. Me senti solidário a você com essa falta de respeito. Saiba que vários leitores lhe apoiam mesmo sem dizer nada. Abraço, e vida que segue…

  7. Vô, você é incrível. Realmente estamos passando por tempos de retrocesso. Eu não vivi esta época da qual todos comentam, mas aprendi muito a respeito tanto com minha familia, quanto na escola. Sim, os dois lugares responsáveis por grande parte de quem me tornei.
    Já tentei inúmeras vezes entender o objetivo destas pessoas que tentam simplesmente tirar da escola o que ela na verdade tem como essência, ensinar. No “Santa” convivo com professores maravilhosos, que assim como os fundamentos da, escola nos ensinam a ser mais humanos, respeitosos e muitas outras coisas.
    As pessoas que defendem Escola Sem Partido, ao meu ver, estão sendo contraditórias, pois querem “acabar com a doutrinação” das escolas. Mas e a dos pais? Só eles estão certos? Fica aí o questionamento.
    Tenho sim o privilégio de poder estudar numa escola maravilhosa como o Santa Cruz. Gostaria que todos os brasileiros pudessem ter a mesma oportunidade que tenho.
    Vida que segue.

    beijos vovô

    1. Quem tem uma neta que pensa como você, Laurinha, nunca pode reclamar da vida.
      Como tua mãe, você é uma prova da evolução da espécie…
      Só quero deixar bem claro que eu não doutrinei você.
      Mais provável, agora, é acontecer o contrário… Tô quase virando feminista… Beijo do vovô careca.

      1. Caro confrade, companheiro das lutas no Sindicato dos Jornalistas no tempo da ditadura, é muita felicidade ter filhas como as suas e netos que seguem a mesma linha! Tive também a mesma ventura, com quatro filhas que são como as suas, e três netos que já trilham o mesmo caminho. E como já tenho condições de ser bisavô, tenho certeza de que quando isso ocorrer será pela mesma estrada.

      1. Oi tia! Acho que ainda não tive a oportunidade de te dizer o quanto te admiro! vc é uma pessoa incrível, está raro de achar esses dias pessoas de sentimentos tão nobres como os seus!

        1. Agora quem se emocionou fui eu, Laura. Obrigada! Reafirmo aqui minha admiração por você, estou na primeira fila torcendo por você. Parabéns!

  8. Parabens pelo texto Kotscho! O que mais aprendi no Santa Cruz foi a pensar e a respeitar as diferenças, com professores que nos ensinavam muito mais do que matemática, química ou geografia.
    Sempre fomos encorajados a colocar nossos pontos de vista em um ambiente de respeito, o que é completamente diferente de uma “doutrinação política” .
    Um abraço Andre Giavina

    1. É exatamente isso, caro André, o que os padres do Santa Cruz me ensinaram e eu sigo até hoje: respeitar as diferenças.
      Essa gente rude e tosca nem sabe o que é “doutrinação política”. Como seus líderes, só sabem rosnar.
      As redes sociais foram invadidas por cachorros loucos.

  9. Caro e prezado grande repórter RK, vivemos em um país capitalista, o que pressupõe que, independentemente de ideologia, o cidadão tem o direito de desfrutar do que o capitalismo oferece de melhor.
    Ou de pior.
    Se o camarada tem dinheiro para pagar uma boa escola para os filhos, ninguém tem nada com isso.
    Não aguento mais esse papo de escola sem partido.
    Esse troço já encheu o picuá.
    Escola com TODOS os partidos e espero que certos energúmenos, com um reacionarismo incontido, parem de falar tantas besteiras em um blog progressista.

    1. Caro Sandro Villar, estou chegando à conclusão de que eles nem sabem o que escrevem.
      Só repetem o que viram ou ouviram nas redes sociais do capitão.
      Tem muito cretino entrando neste blog, mas eu gostaria de manter o contraditório democrático, desde que seja racional.Tá difícil…

      1. Isso é respeitar opiniões?? Menosprezando e desqualificando quem não segue a cartilha da esquerda. Parece que não lê o que escreve ou pior. Acredita mesmo nessa fantasia de respeito. As palmas e elogios sempre seram destinadas aos que lhe derretem elogios. Até aceito para massagear o ego. Aos demais é: cretinos, idiotas, robôs e tudo que for possível para desqualificar. Bem diferente da afirmação de respeitar as diferenças. Vida que segue

        1. Maurício, o que você ainda está fazendo aqui, se é tão infeliz? Ainda não achou outro blog que te aceite?
          Minha paciência com você, mais uma vez, acabou.
          Não sou obrigado a tolerar essa gente estranha que assola as redes sociais. Este espaço é meu, cuido dele sozinho e zelo pela sanidade do blog.
          Isso não tem nada a ver com respeitar diferenças. É não tolerar imbecilidades. Passe bem.

        2. Mauricio, seja pelo menos um pouquinho criativo: não fique repetindo bordões dos outros. Crie o seu. Aproveite e crie seu blog e escreva lá as sandices que quiser.

          1. O Mauricio apenas falou verdades (apesar de alguns erros gramaticais). Quando se toca na ferida, o berro é alto. Aí vem o papinho….”procure outro lugar, procure outro blog etc , etc”…e´a versao do famoso…”entao vai pra Cuba”….difícil fazer uma auto-análise profunda hem Kotscho…dói muito mesmo admitir que muita coisa que fizemos ou defendemos estavam equivocadas….aí vem a humildade que Cristo ensinou..

          2. Acho que o sonho do blogueiro é que o grupo de foristas se reduza àqueles que pensem como ele. Facamos uma coisa: alguém selecione todas as mensagens contrárias ao que pensa o blogueiro e vejam as respostas do mesmo para analisar algumas variáveis nas respostas: insolência, arrogância, menosprezo, agressividade etc. Peguem também uma amostra das mensagens dos “sabujos” de sempre (Enio, Dias, CesarT etc) e analisem o teor das respostas do blogueiro. É o mesmo? Novamente, analisem as variáveis insolência, arrogância, agressividade, bulying (sim, em algumas respostas há gozacoes do blogueiro quanto ao nívell de conhecimento da lingua ) etc etc. Esse é o democrata que respeita a tudo e a todos?

  10. Tomando como base a essência do título;O abismo entre quem constrói ou destrói o futuro.Pensando em termos humanitários -Devemos fazer um abaixo-assinado pedindo a Renúncia do ditador venezuelano N.Maduro.Pois os venezuelanos não tiveram a mesma sorte dos brasileiros de se livrar ainda em tempo -Do modelo supostamente “BOLIVARIANO”!.

    1. Roberto, você leu o que escrevi? Por acaso tratei da Venezuela ou do Brasil?
      Você não sabe ler? Teu comentário é um belo exemplo da Escola sem Partido, sem noção, sem sentido, sem lógica.
      Acho que você entrou no blog errado ou nem sabe o que está escrevendo.
      Aliás, até agora não descobri se você é Roberto Magalhães Pires ou Israel Pereira Andrade, como consta do IP.
      Decida de uma vez quem você é.

  11. Senhor, até agora quem destruiu tudo foi a esquerda. Olha a situação das escolas brasileiras. Drogas, sexo, funk, analfabetos funcionais, jovens que se tornam militantes da esquerda e professores que pregam a ideologia de gênero. Como vocês não conseguem enxergar a falência que é o ensino brasileiros? Sou grata a Deus por Bolsonaro ter ganhado, pela escolha do Ministro da Educação. Com certeza no próximo Enem meu terá o Aquenda o PAJUBÁ. Já deu e nós mães vamos ficar em cima.

      1. O Nelson Rodrigues, escritor, jornalista, teatrólogo disse certa vez que “uma onda de estupidez e ignorância iria varrer o mundo(?) ou o Brasil(?)”. Esse tempo chegou. Mallet, gN, Roberto Pires, Andrea… pelo estilo de redação parecem ser a mesma pessoa. Um deles disse que concluiu o ensino médio no final dos anos 90, que “tem filhos e se preocupa com eles”. Puxa, que paizão legal. Ah, e tem a Cidoca, não esqueçamos. Eu concluí o ensino médio em 1966 em uma cidadezinha do Sul de Minas e me lembro do meu velho prof. de Química, sr. Alves, desancando o então min. da Educação no que ele considerava “doutrinação”. O prof. Alves ficava furioso. Nós, alunos, não entendíamos direito do que se tratava. A ditadura estava à toda. Lembro do prof. Gilberto falando da Teoria da Evolução de Darwin. Hoje ele seria preso e torturado. Afinal, Adão e Eva, maçã e e serpente não exigem muito raciocínio. É a Escola sem Partido.

  12. Caro Kotscho, alguém já procurou saber do histórico escolar e das notas desses assanhados ensandecidos que defendem essa tal “escola sem partido”??? Isso explicaria tudo.
    Outra coisa importante pra explicar essa barbaridade é o interesse de pastores fundamentalistas em aumentar o pasto com a consequente captação de novos clientes.

  13. Muito bom. E que seja a escola com futuro no Brasil e no mundo, merecemos e precisamos de uma educação crítica, transformadora e que respeita a diversidade.

  14. Aff, como tem mala e ignorante. Essa gente é uma praga. Mas seremos sempre resistência.
    Falar de um jornalista que vive numa bolha é pra gente rir, né???
    Viva o respeito, o amor, o Santa Cruz e todas as escolas e professores que seguem esta linha. Sejam particulares ou públicas. Lembrando que o Santa Cruz tem EJA, com os mesmos professores e a mesma filosofia de toda a escola. Tem gente escrevendo aqui que podia fazer o EJA no Santa!!!!

    1. “Aff, como tem mala e ignorante. Essa gente é uma praga”

      Em 2 sentencas, 3 agressoes diretas…Realmente, vc está indo muito bem no caminho do “vovô”. Mach weiter so….

  15. Que texto primoroso!! Precisamos urgentemente da Escola do Futuro, precisamos urgentemente de justiça e de sabedoria! Precisamos de pessoas como você!! Obrigada pela lucidez, coragem e pela energia para vivermos estes novos tempos!! Muito obrigada!!

  16. Ricardo, obrigada pela reflexão lúcida. Como aluna do Colégio Santa Cruz, tenho convicção de que ali o que ocorre não é qualquer tipo de imposição ideológica, e sim formação de pensamento crítico e estímulo ao debate. Lamentável que as famílias não tenham confiança suficiente na capacidade e autonômia do pensamento de seus próprios filhos. Esperemos pelo dia em que o Santa seja referência e não vilão aos olhos da sociedade!

  17. Obrigada pelas palavras de lucidez e esperança. Meu pai estudou no Santa, eu também e hoje meus filhos. Estaremos sempre ao lado da escola, debatendo os desafios da educação em qualquer tempo, com liberdade, criatividade, coragem e empatia. Gostei muito do seu texto!

  18. Kotscho, apesar de ser brasileiro nato, aprendi a falar português, nem tão correto até hoje, a partir dos 6 anos, num colégio misto, e freiras como professoras, aquilo sim era terror, doutrinação, tinha uma que imitava um ‘diabinho”, quando falava que comunistas comiam criancinhas. Depois fui coroinha, e dos 11 aos 13 estudei num colegio com professores padres, pensava em seguir a profissão, um belo dia, na biblioteca o padre mor colocou na minha frente a Bíblia e o livro proibido de Karl Marx e perguntou, qual, vc quer ler, vi aí a oportunidade de me vingar daquela freira que me aterrorizou, escolhi o livro proibido. Não deu outra, acabou o semestre o padre me mandou pra casa e procurar outra “profissão”.

    1. Cesar T, também só aprendi a falar português quando entrei no primário, porque antes só falava alemão em casa e no jardim de infância.
      E também fui coroinha e queria ser padre, mas desisti porque já tinha namorada.

  19. Kotscho, isso está virando um autêntico “Samba do Crioulo Doido”. Estou gostando muito das respostas que você brilhantemente tem dado às aberrações que são escritas e ainda nominando imbecis que não tem nem coragem de se identificar. Esse seu texto sobre o Colégio Santo Cruz mexeu com o baixíssimo nível intelectual de imbecis que de repente se acharam no direito de escrever sobre tudo e todos, já que seu representante político e religioso foi eleito. Eles agora são a lei. Abriram-se as porteiras. Deus nos dê forças para resistir. Ainda bem que temos você para nos representar. Continue firme, lúcido, forte e com coragem para resistir. Conte comigo, fã incondicional de seu pensamento.

  20. Obrigada pelo texto! Estamos em tempos de chorar, mas que o choro não nos impeça de lutar pela educação pautada em debate, humanismo, ciência e liberdade.
    Avante!

  21. me senti honrada com a citação!! que texto maravilhoso, emocionante e esperançoso, simplesmente perfeito! concordo com tudo dito e admiro a capacidade de transmitir todo esse sentimento com clareza e paixao! por favor, continue compartilhando a sua opinião e não se importe com os comentarios mal intencionados:)

  22. Kotscho. Obrigado pelo seu texto e também pela paciência de responder aos comentaristas aqui. Respeito, integridade e educação realmente estão em falta hoje e o disparate da Escola Sem Partido só piora essa triste realidade.

  23. Kotscho, poderia co-existir paralelamente escola iluminista e obscurantista/fundamentalista e ver qual delas saem os melhores cérebros para impulsionar os avanços da humanidade.

  24. Parabéns Ricardo pelo belíssimo texto que tanto traduz meu sentimento com relação a esse projeto Escola sem Partido, ou como deveria ser chamada, Escola com Censura. Onde não é permitido ideologia na educação, a não ser a deles… Seu texto também traduziu meu sentimento com relação ao Colégio Santa Cruz, parte de minha história e minha formação e que hoje também faz parte da formação de meu filho. Tenho um orgulho enorme dessa escola que desde sua fundação, luta com afinco e tem o objetivo de trazer à consciência da elite paulistana um olhar verdadeiro para as injustiças sociais.
    Pessoas com capacidade crítica para enxergarem o mundo e não alunos doutrinados ou alheios. A última coisa da qual me preocupo é que meu filho saia de lá doutrinado, porque se tem uma coisa que essa escola ensina, é a questionar TUDO a volta deles com profundidade. Então, ele não pensará como eu, ou como o pai (nem desejamos isso ) , ou como seus professores. Pensará por ele mesmo, tirando suas próprias conclusões e fazendo sua leitura de mundo.
    Viva a educação sem censura!
    Parabéns mais uma vez

    1. Stela, você acabou de resumir todo o espírito e o pensamento que movia os padres fundadores do Santa Cruz.
      Eles ficariam felizes de ler teu comentário. É uma prova de que o projeto educacional deles deu certo e permanece vivo. Tudo de bom, um abraço, Ricardo Kotscho

  25. Prezado Kotscho. Minha família é de origem católica. Do primeiro ano primário até o terceiro ano colegial, estudei em uma escola protestante que foi fundamental na minha formação. Ela tinha sua orientação protestante mas nunca tentou influenciar a minha formação. Vejo vc falando do Santa Cruz e me situo exatamente como foi meu aprendizado. Esta escola de que estou falando, situa-se em Juiz de Fora e foi fundada em 1889 e chama-se Instituto Granbery na qual me honro muito de ter estudado, existindo a pleno vigor até hoje, sendo já uma universidade protestante. Os ensinamentos convencionais e os morais andavam paralelamente, valorizando e desenvolvendo sempre o descortinio do aluno.

  26. Ricardo querido, obrigada por dividir a sua história aqui. Também acredito que a Laura e sua geração terão as ferramentas para, com afeto, não deixar que um retrocesso de valores levem embora seus sonhos, desejos e sua energia para fazer do Brasil um país com menos desigualdades em todos os campos.

  27. Acho que quem tem condições de colocar o filho na escola particular tem mais é que escolher aquela que combina com suas convicções. Se a escola não te agrada, procure outra. Deixa quem está satisfeito continuar ali gostando da escola do jeito que ela é. Quer uma “escola sem partido” (pessoas falam disse sem nem saber do que se trata, como se o oposto fosse uma escola partidária), então coloca seu filho numa escola dessas. Daí no futuro ele facilmente fará parte de uma massa de manobras, de grupos manipuláveis. Que a escola sem partido seja opção para os que querem crescer sem argumentação…
    Lamento pelas escolas públicas, facilmente manobradas.
    Ainda sonharei com uma escola pública de qualidade e livre para todos.

  28. A escola que você descreve de fato é muito bacana e devemos buscar que as outras sigam este exemplo. Mas na Universidade que meu filho estuda covidaram o embaixador da Coréia do Norte pra falar aos alunos sobre Democracia e Direitos humanos. A professora discursou sobre as maravilhas do sistema norte coreano. Eu também sou contra este negócio de fazer leis sobre escola sem partido, mas é necessária uma reflexão. O ambiente universitário está hostil ao pensamento não esquerdista, não há livre debate de idéias, o que existe é uma ditadura do pensamento único. Mas não tenho a solução pra isso, não acho que problemas complexos se resolvem com soluções simples.

      1. Esta seria uma solução, mas praticamente todas tem este problema. Enfim, acho que isso deve ser objeto de um debate mais aprofundado, mas concordo que não se resolve de cima pra baixo, através de lei. Ah, a tal palestra que eu mencionei ocorreu na UFSC, chegou a ser notícia na época ( é só procurar na internet).

      2. Vc, com seus comentários, mostra que és um esquerdista. Intolerante e radical que não tolera aquele que discorda ou tão somente diverge de seus pensamentos. Muito boa suas narrativas, mas falta imparcialidade.

  29. Excelente texto! Obrigada pela lucidez! Que está acompanhe os brasileiros nos próximos anos. Vamos precisar de muita lucidez e muita paciência. As Escolas e gerações com futuro!

  30. Caro Ricardo, bom dia! Sou documentarista e moro em sítio na periferia de Itapevi, na grande São Paulo. Há 18 anos, em parceria com nossos vizinhos, meu marido e eu decidimos criar uma escola comunitária dentro do nosso terreno. No início eram 8 alunos e hoje são mais de 100 crianças de 3 a 6 anos. Alguns estudantes da primeira turma já estão na universidade. Acompanho o teu trabalho como jornalista e acredito que a história do nosso projeto pode ser uma boa pauta para a Folha de São Paulo. Se quiseres mais informações, segue meu contato: 11 9 8815 1610 ou 4144 1871. Se preferires, posso enviar um release com mais informações da Escola. No facebook nossa página é: escola apecatu. Muito obrigada. Abraços Stela Grisotti. PS: Um dos documentário que dirigi é sobre o Apolonio de Carvalho, “Vale a Pena Sonhar”. Ele e sua esposa Renne são uma grande inspiração para nossa família!!!

    1. Cara Stela, me interessa muito fazer essa matéria sobre a escola. É a área em que trabalho na Folha: fazer reportagens sobre “Dias Melhores”.
      Guardei teus contatos e vou te ligar. Estou com duas pautas para a próxima semana, masassim que puder entrarei em contato.
      Muito obrigado pela dica. Apareça sempre por aqui. Abraços, Ricardo Kotscho

  31. Prezado Kotscho: “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.” (Rubem Alves). O caso da “Escola sem Partido”, que o futuro governo quer implementar, visa prender o aluno na gaiola do pensamento fascista.

  32. Durante dez anos, depois que deixei o jornalismo ativo, ingressei no magistério estadual paulista, na cadeira de História, pois sou bacharel e licenciado nesta carreira, pela USP. Durante esses anos, dava minhas aulas de história do Brasil a partir de textos de Caio Prado Jr., Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Celso Furtado, Roger Bastide. Prado Jr. É marxista, Freyre, culturalista boasiano, Buarque, weberiano, Furtado, economista estruturalista e Bastide, sociólogo gurvitchiano. Visões díspares, mas todas convergindo para um ponto comum, indagando que é o Brasil. E todos deram contribuições das mais significativas. Nunca tive incômodos com resmunganças ao estilo “escola sem partido” – e era o tempo da ditadura –, mas apenas a incursão de um “paxtô” de igreja “de crente”, que ficou escandalizado porque o livro de Bastide, “Brasil, terra de contrastes”, tem em um capitulo sobre a Amazônia em que, ao tratar de mitos indígenas, se refere, entre muitíssimos outros, ao que menciona “mulheres com dentes na vagina”. Não é preciso fazer muito esforço para entender que é que fazem contra os homens que se aventuram com elas. O “paxtô”, imbecil como sói acontecer com todos os fundamentalistas, disse que eu estava dando livros pornográficos para os alunos. Ora, esse mito indígena é exatamente o oposto, existe para coibir o adultério… Por aí vemos como já era o nível da crentalhada pentecostal na década de 1980. Hoje, acredito, está bem pior.

  33. Muito bonito o gesto dos padres que te deram a bolsa num momento tão difícil. E aposto que eles nunca te obrigaram a dizer que o Papa representa Deus na terra ou coisa parecida. Ou seja, não era fanáticos que usavam sua posição privilegiada frente aos alunos para constrangê-los a seguir suas crenças.

    Mas hoje em dia há muitos fanáticos por aí. Mais na área política que na religiosa. E o ESP não foi feito para impedir debate algum, mas para defender os alunos deles. Leia o que diz o seu primeiro artigo: “O professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.”

    Leia também os outros artigos. Não ataque o projeto pelo que ele não é. E não tente negar que está cheio de doutrinadores petistas nas escolas (se eles não têm sucesso com todos os alunos é outra história). Meu filho passou por isso, tinha que dar “resposta de petista” para não perder pontos. Quem não tem a experiência direta tem a do amigo. Todos sabem. É inegável.

    1. Ernesto, os padres do Santa Cruz nunca me obrigaram a nada. Você deve ter colocado teu filho na escola errada. Ele não tinha opinião própria?
      Depois do Santa cruz fiz o ensino médio numa escola pública.
      Não encontrei “doutrinadores fazendo proselitismo petista” em nenhuma delas. Aliás, o PT nem existia ainda, muito menos essa estupidez de Escola sem Partido.

      1. Na época não existia mesmo, mas hoje existe e é comum, disseminado. Quanto ao ESP, reitero que você devia ler o texto para verificar que ele não proíbe nada, exceto a tentativa de doutrinação, seja esta religiosa, política ou outra qualquer.

  34. você sabe que esses trolls de extrema-direita são adolecentes doutrinados em cultos evagelicos obscuros, não há discursão com eles, você não deveria contaminar a área de comentários com esse chorume conspiracionista.

  35. Caro amigo Kotscho, respeito e sempre vou respeitar quem pensa diferente, mas o grande problema das pessoas que defendem a tal “escola sem partido” é uma enorme falta de argumentos que deriva principalmente da falta de conteúdo!
    Gostaria sinceramente de entender as cabeças destas pessoas,mas já desisti! Não desceria ao nível delas para discutir!
    Toda vez que esse pessoal abre a boca ou escreve alguma coisa( assim como grande ídolo deles o “bozo”),é só para agredir todos que pensam diferente deles ou seja todos que pensam!
    Sem argumentos e com muito rancor na alma e no coração esse pessoal quer nos obrigar a aceitar uma escola não sem partido, mas sim sem conteúdo, uma escola medieval onde a pluralidade cultural, sexual,racial,religiosa seriam extintas, e os estabelecimentos de ensino públicos e privados se transformariam em centros de formação “talibans”,onde seriam formados extremistas cheios de ódio e vazios de conteúdo!
    Pregar a intolerância sempre sinal de pouca inteligência e cabeça vazia, o Brasil precisa de mais pessoas com PAULO FREIRE e menos pessoas intolerantes!!!
    Força Amigo!Estamos juntos na resistência!

  36. Muito bom o seu artigo. Uma coisa me chama atenção, no entanto. O Santa é uma das melhores escolas de São Paulo, senão a melhor. Lá tem gente rica para padrões brasileiros, média para padrões americanos e alguns pobres para o padrão europeu. Está a séculos de distância em qualidade de quase todas escolas públicas brasileiras. Isso foi construído muito antes do Bolsonaro ser eleito por, entre outros, esses que você enfrenta aqui no seu blog. O PT e os governos anteriores a ele nunca tiraram a escola pública do pântano em que se encontram. Você já entendeu os motivos desse fracasso? Acho que a bestialidade óbvia do capitão torna-o alvo fácil de críticas, mas os iluminados que o precederam desde muito antes do PT, incluindo ele também, por que fizeram nada ou quase nada? Obrigado pelo belo estímulo para penar .

  37. Não sei o que está acontecendo com este país e com alguns cidadãos…fui de escola pública, sempre, com um pai que idolatrava os militares, tinha horror do Lula. Na escolas que frequentei nunca ninguém me doutrinou, os professores passavam, contéudo, eu sempre fui muito curiosa, admirava pessoas cultas, inteligentes com uma vontade voraz para aprender, nasci assim e o ambiente em que vivi, embora meu pai ser de extrema direita foi resonsável pelo meu interesse maior, fazer brotar em mim o desejo pelo saber. Tinha 14 anos quando estorou a ditadura, aí então que ninguém doutrinava ninguém, mas eu estudei muito curiosa, sempre quis saber de todos assuntos, embora sempre me dediquei e me identificava com as matérias de ciencias humanas, e me tornei professora. Lembro-me que ainda bem pequena, deveria ter um 7 anos, já me deixavam tristes as pessoas que não eram respeitada, os pobres, os desvalidos e os diferentes, eu queria ajudar a todos, sabe por que? Meu interesse maior, foi saber e estudar a A História da Humanidade e aprendi a fazer relações entre os acontecimentos passados e presente. vivi no meio endinheirados, que só se preocupavam em ter cada vez mais dinheiro, desfaziam das pessoas que não eram igual a eles. Meu pai não era rico, era um homem de respeito que trabalhava, não era rico não, os abastados eram parentes dele. Mas ele me ensinou a respeitar. E é o que faço, sempre…será que com 7 anos eu já era comunista, embora não seja, pois gosto de viver bem, viajar, comer bem, usufruir tudo que existe de bom. Fui privílegiada pois me casei com um homem que foi bem sucedido. Mas penso que todos os indivíduos tem direitos e deveres, não são iguais e não e isso é que faz a vida mais rica, é a convivência com os diferentes. Há espaço para todos, e essa história de comunismo já está cansando. Agora, o que me parece que está acontecendo é que os que estão no poder querem que todos nós sejamos regidos por um só partido e uma só religião, a deles. Justiça é o que se quer, todos sem exceções paguem o preço de suas falcatruas e roubalheiras. E não é isso que se vê. Visto que o minitério do senhor Presidente é formado por indivíduos que devem muita coisa!

  38. Oi Ricardo
    Estou bem preocupada com o destino da educação no país. Nós, que fomos jovens durante a ditadura, sabemos o valor da liberdade de expressão, de pensamento e de cátedra. Quem defende o Escola Sem Partido é, ou alienado, ou mal intencionado. Precisamos resistir! Obrigada pelo seu texto e por suas respostas contundentes aos comentários “sem noção”. Na mesma linha, veja os textos publicados no blog da Escola da Vila:
    http://www.escoladavila.com.br/blog/?p=15604
    http://www.escoladavila.com.br/blog/?p=15596
    Abraços

  39. Ricardo, estou assombrado com a sua estupidez nas suas respostas aos leitores críticos à sua opinião. Mas na verdade essa é a atitude padrão dos falsos democratas esquerdistas, que pregam a liberdade de opinião desde que a opinião seja igual a sua. Que fazem protestos quebrando tudo, e bradando por democracia. Que criticam a escola sem partido por defender o claro partidarismo esquerdista que predomina na classe docente. Se defende a dita verdadeira liberdade de opinião e de debate, deveria defender a escola sem partido. Escrevo sem pretensão de ter minha opinião respeitada, e exemplo do que li acima.

  40. Bravo, Ricardo! Parabéns!! Padre Charbonneau ficaria orgulhoso das suas reflexões! Pena que algumas pessoas percam o respeito no debate. Grande abraço!

  41. Caríssimo Kotcho! Pessoas como você são um alento nestes tempos obscurantista. A segurança que a ignorância confere é um alimento poderoso para o mal que estamos presenciando. Abraço e continuemos na resistência.

  42. Esse texto, Kotscho, que é um ponto da sua biografia, emociona a todos que seguiram no passado a história do BRASIL. Gosto do seu trabalho, do respeito e delicadeza no tratamento das coisas ou dos problemas sociais. Fiquei triste com a sua saída da TV. Quero aproveitar esta oportunidade para afirmar que, nas escolas, não produzem jornalistas como você. Continue nesse rumo progressista que é um espaço para poucos. A luta é interminável…

  43. Valeu Marcos. Pensei que só eu enxergava que o Ricardo se fechou para qualquer coisa que não seja a ideologia do partidão. Pena que ele e os demais seguidores da doutrina esquerdopata não abriram suas mentes para as palavras de Mano Brown. Mas como esse espaço é democrático, vamos comentando talvez de algumas mentes consigamos pelo menos a autocrítica sem fanátismo. Quanto a universidades. Tente escrever diferente do que o professor esquerdopata pensa para ver onde irá sua nota. E nem adianta reclamar pois os conselhos e administrações das universidades são dominadas pelos mesmos seguidores. Vida que segue

  44. Kotscho, parabéns pelo texto lúcido e corajoso. A verdade é que vivemos um momento muito difícil neste país. Lamentavelmente, reina a imbecilidade nas redes sociais. Aliás, quem emite uma opinião divergente, ao que está posto, é tachado de comunista, petista, esquerdista… Contudo, fico feliz porque temos pessoas corajosas que não se calam ante o obscurantismo e a burrice generalizada. Lembro que para que destruir uma nação e seu povo, basta, inicialmente, arrasar a educação e perseguir os professores. É isso o que propõe a Escola sem Partido e seus partidários.

  45. Caro, Ricardo. Parabéns pelo belo texto. Tive o privilégio de ser uma das professoras da Laurinha e desde pequena era possível notar como ela era especial. Depois dei aula para o André e assim, fui conhecendo um pouco mais sua linda família. Fico muito preocupada com o futuro do nosso país. Parece que vamos viver um grande retrocesso no que diz respeito às relações humanas. Mas, também, tenho fé, que ainda existe um tanto de gente com bom
    Senso e muitos jovens como a Laura que continuarão resistindo. Tenho muita pena das pessoas que não enxergam que escola sem partido é a maior das doutrinações. Sigamos, com esperança e união.

  46. Senhor Ricardo, parabéns pelo texto! Sou natural de São João da Boa Vista, meu marido de Natal e nossa filha nasceu aqui na capital, cidade que nos acolheu. Beatriz está no Santa Cruz desde o primeiro ano do ensino médio. Passou no processo seletivo após estudar muito e, a mudança foi fantástica. Tornou-se mais crítica e com muito bom senso , desafiadora. Nos ensina o tempo todo. Colégio transformador! Reforçou a sua humanidade. Obrigada por nos mostrar que estamos no caminho certo, que o colégio (escolhido por ela) é o melhor. Que forma gente boa demais, preocupados com o próximo, com a resolução pacífica de conflitos, com compromisso com a sustentabilidade. Mais uma vez obrigada !

    1. Oscar Thompson, guiado por espírito era o Chico Xavier. Acho que você está confundindo as bolas. Eu fui aluno dos padres fundadores e acompanho a escola até hoje como pai e avô.
      Posso te garantir que o colégio nunca foi tão bom como agora. Esta é a opinião do padre José de Almeida Prado, o único remanescente da época da fundação do colégio.
      Da próxima vez que você entrar pela primeira vez numa casa, apresente-se primeiro, para a gente saber quem é.

  47. Caramba … parece que o tema “escola sem partido” inflama corações e mentes (a expressão é plágio, eu sei). Nas entrelinhas de boa parte dos posts, leio uma clara mensagem: é preciso eliminar o pensamento crítico do ambiente escolar e pasteurizar o ensino.
    Deixo aqui o meu testemunho: meu filho, hoje com 31 anos, também estudou no Santa Cruz, do primeiro ano do fundamental ao último do colegial. Morávamos em Pinheiros, bairro onde há bons colégios, públicos e privados, e a ideia de colocá-lo no Santa veio não só por conta da qualidade do ensino, mas também por ser uma escola atenta às questões do humanismo e da liberdade. Tanto que é uma escola de padres católicos, onde o ensino é laico. A liberdade de credo é respeitada. Eu tinha prazer em participar das reuniões de pais e das palestras propostas pela direção pedagógica, sempre lotadas. Aprendi muito nesses encontros e uma das coisas que eu mais admirava era o visível prazer que aquele corpo docente encontrava na missão de ensinar e educar.
    O Santa é uma escola privada e a mensalidade não é barata, é verdade. Mas nada do que se fazia e ainda se faz lá em matéria de educação é impossível de ser replicado. Pelo contrário. A educação escolar, para ser digna desse nome, precisa ser levada a sério. Uma educação de qualidade exige investimento por parte do poder público e exige professores bem formados. Isso nada tem a ver com escola sem partido ou escola com partido. Tem a ver com vontade política.

  48. Está na hora de um bando de sem vergonha deixar falar em escola sem partido. Principalmente quando o ” aprisco das ovelhas” virá um partido aos moldes do coronelismo. A igrejas viraram partidos claramente e querem tirar o foco disto com essa conversa mole de escola sem partido.
    E ainda temos os defensores da solução tabajara dos colégios militares. Colégios modelos que não têm nenhum filho de altas patentes, mas apenas praças.
    Só um aviso, sou oriundo de escola pública e 90% dos meus professores foram e são de direita. Acho que meu defeito foi ler demais!

  49. Mestre, texto tão necessário no presente tempo e tão mais necessário ao nosso futuro, que ao ‘primeiro olhar’ comportaria apenas três comentários, como ilustração do por que tão necessário: o primeiro, de Álvaro Hanneman, o quinto, de Marcos e o sétimo, de Thiago Mallet.
    Porém, ao mesmo tempo que em varas vagam desorientados por aqui a ilustra-lo, são tantas e preciosas as pérolas atiradas à direção do mesmo, que seria desatino não divulga-las.
    Passando o traço, ao invés da insana ‘Escola sem Partido’ deveria discutir-se a humana ‘Escola com Mistura’, a que não separa por renda e permite ‘diferentes bolsos’ crescerem conhecendo-se, para não estranharem-se crescendo e crescidos, tal como antes da ‘redentora’ detonar o ensino público brasileiro.
    E, para não dizer que não falei dos Cristovam, “Se o analfabetismo fosse contagioso, a nossa elite já teria resolvido”.

  50. Tu fostes privilegiado – e tua família também – por poder ter tido condição de estudar num colégio tão bom quanto sua narrativa acima.

    Não foi o meu caso, gostaria de te convidar a visitar os métodos de ensino do Colégio Estadual Presidente João Goulart em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Especialmente do professor de matemática, Arnaldo. Inenarrável de tão inesquecível que eram seus ensinamentos. Fiz primeiro grau e segundo também (equivalente ao ensino básico e médio de hoje).

    Hoje, mais de 25 anos depois, tenho amigos que ficaram na cidade e seus filhos estudam no João Goulart. Infelizmente continua no mesmo “ritmo” de educação.

    Mas aparece de surpresa por favor, e se possível camuflado. Se avisar que vai visitar o João “Guloso”, como a turma apelidava, certas bençãos não serão mostradas a você.

  51. Parabéns pelo texto !
    Tinha dúvidas sobre o colégio das crianças , você me ajudou na decisão ! Gostaria de saber se posso contar com sua indicação para colocar meus filhos na escola ? A idade são de ( 2 anos e 4 anos ) , pois sei da dificuldade de entrar na escola .
    Grande abraço !

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