Para qual passado o capitão quer voltar: o do Brasil dos militares ou da Alemanha de Hitler?

Para qual passado o capitão quer voltar: o do Brasil dos militares ou da Alemanha de Hitler?

Em seus delírios autoritários, Jair Bolsonaro já prometeu fazer o Brasil voltar a viver no paraíso de 40, 50 anos atrás, “quando não havia violência nem corrupção”.

Eram os tempos da ditadura militar a que o capitão serviu, antes de ser afastado do Exército, tempos tão violentos e corruptos como hoje, só que a imprensa na época não podia noticiar porque era censurada.

Com a vitória na eleição já praticamente garantida, Bolsonaro deixou bem claro no domingo, em seu apoteótico discurso ao vivo pelo celular, na avenida Paulista, que não é candidato a presidente, da República, mas a ditador.

Quer simplesmente prender ou banir do país seus adversários políticos, disse-o com todas as palavras, em seu linguajar tosco e beligerante.

Resta apenas saber qual é o seu modelo de ditador: Emílio Médici ou Adolfo Hitler.

Pois basta rever filmes antigos da Alemanha, mostrando a escalada de Hitler ao poder nos anos 30 do século passado, e comparar com o discurso do capitão no domingo, para encontrar a resposta mais correta.

Perto dele, o general Médici, o mais cruel dos ditadores brasileiros, pode agora parecer um estadista de perfil moderado.

O general jamais falou nada parecido com as ameaças feitas pelo capitão, muito menos antes de tomar posse, em substituição a uma junta militar, no impedimento do marechal Costa e Silva.

Com a grande imprensa mundial muito mais assustada e preocupada do que a nossa, diante da ameaça iminente que o capitão reformado representa para a democracia brasileira, o nazismo alemão voltou a ser tratado como um assunto do presente, renascendo nos trópicos.

De Reading, no Reino Unido, o engenheiro Otto Silveira enviou mensagem à coluna Painel do Leitor, na Folha, que resume bem o que o mundo pensa de nós:

“Acompanho do exterior com apreensão o desfecho das eleições deste ano, com a nítida impressão de que estamos à beira de um abismo e da barbárie, e não nos damos conta, cegos pelo clima de ódio e radicalismo que se instaurou. Espero que não estejamos prestes a reviver a história da Alemanha”.

Minha mãe alemã não está mais entre nós para relembrar as histórias que me contava quando criança sobre os horrores da guerra, em meio à perseguição dos nazistas contra a nossa família.

Podem dizer que estou muito apavorado, mas mas sei do que estou falando ao tratar deste assunto, no momento em que o Brasil caminha para eleger um ex-militar celerado, despreparado e inconsequente, no melhor estilo do Führer alemão, que jogou o mundo na guerra e se tornou o maior criminoso do século 20.

Comparem os discursos do Jair e do Adolfo, tem tudo no Google.

Podemos voltar não apenas 40, 50 anos no tempo, como anunciou o capitão, mas bem mais para trás, quando o nazifascismo começou a se instalar na Europa.

A Alemanha estava arruinada e desgovernada após a Primeira Guerra Mundial, em busca de um salvador da pátria, mais ou menos como nós estamos hoje, nos estertores do moribundo governo Temer, entronizado após o Golpe de 2016.

Não quero que meus netos passem pelo mesmo sofrimento atroz que seus bisavós enfrentaram antes de virem para o Brasil em busca de paz e trabalho.

Domingo mesmo escrevi uma carta pra eles, que publiquei aqui no blog, fazendo um apelo para que fiquem no Brasil e não me deixem sozinho na terra adotada pelos meus pais.

Mas, depois de ouvir o discurso de Bolsonaro (ver post anterior), me dei conta de que posso estar sendo egoísta, porque quero ficar aqui, e colocando em risco o futuro deles.

Temo ficar sem argumentos para impedir o exílio da minha pequena família, a exemplo do que já fizeram os três filhos e 10 netos de meu único irmão.

Se acham que estou exagerando, leiam apenas estes trechos do discurso do ensandecido candidato, que está prestes a vencer a eleição:

“Nós somos a maioria. Nós somos o Brasil de verdade”.

“A faxina agora será muito mais ampla, essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria”.

“Petralhada, vocês não terão mais vez na nossa pátria (…) Será uma limpeza nunca vista na história do Brasil”.

“Ou vocês se enquadram e se submetem às leis ou vão fazer companhia ao cachaceiro lá em Curitiba”.

“Nós ganharemos essa guerra”.

Adolfo Hitler também dizia isso, pouco antes de se suicidar num bunker em Berlim.

No asfalto da elegante avenida Paulista, a platéia amestrada urrava de satisfação e prazer, só esperando uma ordem do chefe para avançar sobre os adversários.

O que poderá acontecer no Brasil na noite de domingo se eles vencerem?

Temos agora poucas horas agora para cair na realidade e impedir esta tragédia anunciada.

Em suas ameaças, o bolsonarismo em marcha acenava com o perigo do Brasil se transformar numa Venezuela, mas agora a ameaça é real de virar coisa muito pior.

Vida que segue.

 

46 thoughts on “Para qual passado o capitão quer voltar: o do Brasil dos militares ou da Alemanha de Hitler?

  1. É de assustar, mesmo, a tragédia anunciada. O cheiro de enxofre no ar me lembra de fato a mussoliniana, a Alemanha hitlerista, a Espanha de Franco.

  2. Interessante como funciona esta campanha eleitoral.
    Geraldo Azevedo disse no final de semana, em um show, q preso em 1969 foi torturado pelo General Mourão. Haddad agora á pouco em sabatina no O Globo, repetiu a fala do Geraldo Azevedo, Mourão torturou o músico…. Uma fake news, Mourão tinha apenas 16 anos em 1969.

    1. Não adianta através de um equívoco tentar confundir e fazer desaparecer o brilho que ostenta Bolsonaro por Carlos Alberto Brilhante Ustra.
      Um artista de 73 anos, torturado não apenas em 69, mas também em 74, se equivocar e desculpar-se, é humano, persistir defendendo sabidamente torturador é ser cúmplice de quem é desumano e tão desumano quanto.

      1. Geraldo Azevedo pode ter se equivocado, mas Haddad usou isto após o pedido de desculpas do cantor. Impugne a candidatura de “A” pq mente, de “B” não, pq este se equivocou.

          1. Larga mão de ser besta, Paulo. Você não tem mais o que fazer?
            Escrevi que ele só soube do pedido de desculpas depois da entrevista ao Globo, caso contrário teria sido desmentido na hora.
            E em seguida deu uma entrevista coletiva sobre o caso. Acho que você continua entrando no blog errado só pra encher o saco.

        1. Além de faltar com a verdade, como dito, pra variar confunde o Jabuca com o Santos de Pelé.
          Haddad replicou em entrevista o dito por artista brasileiro consagrado, com mais de 50 anos de estrada e que no meio de um show, preocupado com a ditadura anunciada, equivocou-se de ‘general’ quando torturado pela segunda vez em 1974, ano em que o confundido Mourão, a quem desculpou-se, servia no Exército.
          A campanha de Bolsonaro, ‘inspirada’ em Steve Bannon e seu ‘parça’ Robert Mercer, disparou nos últimos dez dias do 1º turno, certamente orientada por ‘algoritmos garimpeiros’ caídos do céu, dezenas de milhões de fake-news, patrocinadas à base de R$12 milhões o pacotão, conforme reportagem até hoje não investigada pelo TSE e PGR, sabe-se lá por que?

  3. Pelo nível mental do Coiso,nem ele sabe o que pretende,mas o Perigo é grande,porque até agora o STF ou o TSE nada fizeram para conter a violação da constituição que Bolsonauro tem feito em sua campanha de Ódio,Racismo e Incitação à Violência.
    Se ele vencer terá Carta branca para praticar todo tipo de Barbaridade contra os seus pseudo-inimigos comunistas.
    É um Psiopata Perigoso esse Bolsonauro.

  4. Caro kotscho!! estas tão cansado quando eu!! então vamos aproveitar até 31/12/2018 o pouco tempo de liberdade que ainda temos para escrever!! um forte abraço e força amigo!!

    TEM QUE CALAR (1°janeiro de 2019)
    Nesta manhã quando me levantei
    Vi mas não acreditei,
    Vi um novo golpe militar,
    Queria gritar,
    Mas capitão mandou anunciar,
    Quem ficar vai ter de calar!
    Comecei a pensar…
    Mas isto já não pode mais, pensar tá proibido!
    Queria reclamar,
    Mas capitão mandou anunciar,
    Quem ficar vai ter de calar!
    Agora só tenho o direito de aceitar,
    O novo presidente soltou o decreto!
    Todos vão ter que se enquadrar,
    A oposição não pode existir, tem que matar!
    Queria lutar,
    Mas capitão mandou anunciar,
    Quem ficar vai ter de calar!
    O “MOVIMENTO” venceu,
    A ditadura Voltou ao poder pelo voto!
    E voltamos a 1964,
    E da janela do meu quarto lamento
    E mesmo sem poder falar,
    Esse regime eu não vou aceitar!
    Mas capitão mandou anunciar,
    Quem ficar vai ter de calar!
    O regime militar tá aqui pra garantir seu direito!
    O sagrado e sangrando direito de ficar calado!!!
    Jose carlos

  5. Essas pessoas histéricas, acham que vão retirar ele como fizeram com a Dilma, li no uol domingo de uma mulher que estava na paulista, “se não der certo a gente tira ele de lá”, ledo engano, a serpente vai mata-los ao menor movimento, o Brasil está mergulhando na escuridão, meu pai tem 81 anos e minha tia 89 anos, estão lúcidos, passaram guerra e ditadura, estão tristes e preocupados com o que está para vir. O impressionante e a impressa internacional avisando, como no caso do Temer, e agora mais ainda, e a nossa e parte da população nem ai. Estamos perdido.

  6. Mestre, o grande diplomata, Samuel Pinheiro Guimarães, também preocupado, escreve: “Fernando Schuller, jornalista e cientista político, diz hoje na coluna de Bernardo Melo Franco, em O Globo, que as instituições serão capazes de limitar Jair Bolsonaro, se eleito. Veja a gênese da barbárie no artigo do historiador alemão Volker Ullrich publicado em fevereiro de 2017 no jornal DIE ZEIT, “Espere Calmamente.”” (seguindo-se texto fundamental à leitura e informação de todos os brasileiros, antes da eleição no domingo e disponível em vários blogs por aí).

    1. Caro Dias, impressionante como todos esses “cientistas políticos” falam as mesmas coisas sobre controles da sociedade, instituições funcionando, para justificar a inominável escalada de Bolsonaro ao poder.
      Por acaso, a ciência política virou uma ciência exata, incontestável?
      Eles pensam como Bolsonaro, mas usam palavras mais chiques para defender a pós-verdade do “novo normal” e justificar os lucros dos bancos.
      É um monte de Zé Mané que ganhou fama depois do golpe de 2016 e fica cagando regra, pulando de canal em canal, para defender seus negócios fantasiados de científicos.
      Abraços.

  7. O que vejo é outra coisa. Vejo o povo nas ruas finalmente fazendo aquilo que todo cidadão deve fazer: política.
    Bolsonaro quer liberar armas, reduzir o estado, vender estatais, não negociar cargos, acabar com a reeleição, acabar com foro privilegiado.
    Ditador mais burro esse.
    O que eu acho mesmo é que as instituições estão forte, a população alerta, mídia ativa.
    Caso Bolsonaro faça besteira, será deposto.
    Ao final de 2019 o Brasil estará retomando o crescimento e ninguém mais falará disso.

  8. Do Blog Tijolaço – Fernando Brito
    “Espere calmamente” (por Hitler).
    Volker Ullrich

    Em uma declaração feita em 30 de janeiro de 1933, o presidente da Associação Central dos Cidadãos Alemães da Fé Judaica disse: “Em geral, hoje, mais do que nunca, devemos seguir a diretiva: espere calmamente”. Como resultado, acrescentou, deve-se estar convencido de que “ninguém ousaria” “tocar nos nossos direitos constitucionais”. E de acordo com editorial do jornal judeu Jüdische Rundschau, publicado em 31 de janeiro, “há poderes que ainda estão despertos no povo alemão que se levantam contra as políticas antijudaicas bárbaras”. Levaria apenas algumas semanas até que todas essas expectativas se mostrassem ilusórias.

    Hitler precisou de apenas cinco meses para estabelecer seu poder. No verão de 1933, os direitos fundamentais e a Constituição foram suspensos, os estados sofreram intervenção, os sindicatos foram esmagados, os partidos políticos banidos ou dissolvidos, a imprensa e o rádio enquadrados e os judeus despojados de sua igualdade perante a lei. . Tudo o que existia na Alemanha fora do Partido Nacional-Socialista havia sido “destruído, disperso, dissolvido, anexado ou absorvido”, concluiu François-Poncet no início de julho. Hitler, afirmou, “ganhou o jogo com pouco esforço”. “Ele só teve que soprar- e o edifício da política alemã entrou em colapso como um castelo de cartas”.
    Escrevo eu: qualquer semelhança com a atualidade brasileira não terá sido coincidência.
    Bolsonaro vencerá, ao que tudo indica, sem sair de casa.
    Ganhou usando artifícios fraudulentos na frente de todos e a ministra Weber diz que as “instituições estão funcionando”.
    Hitler disse e escreveu tudo o que pretendia fazer. E fez.

  9. Creio que o mais correto seria comparar tupiniquim com yankee.

    Afinal de contas, Brasileiro adora copiar as coisas ruins dos Estados Unidos da América 😉

  10. Kotscho, se eleito, a catastrofe sera maior do que se imagina. Um jornalista da radio guaiba, que pertence ao bisbo macedo, se demitiu ao vivo depois de ser impedido de fazer perguntas ao candidato. Me faz lembrar como o ultimo general da ditadura tratava seus desafetos e a imprensa.

  11. Tudo leva a crer há uma luta surda, ainda longe do seu clímax, entre de um lado setores linha dura, não somente chegando ao poder através de eleições (que interpretam na chave de uma guerra vencida em toda extensão, a exigir capitulação incondicional de tudo e de todos), mas também disputando pesadamente por mais espaço dentro das Forças Armadas, e de outro setores militares, para abreviar, defensores da Constituição e do papel que ela lhes atribui. Passei a ter medo disso, deste conflito, quando a campanha de Bolsonaro não baixa mesmo o tom e renova barbaridades em escala industrial (o último : “coitadismo”), cenas que já começaram o correr o mundo com o escândalo previsível . Como se precisasse demarcar internamente o terreno pós-constitucional, ele reitera SEM FILTROS o rol de ameaças de extermínio físico, cerceamento das liberdades e sufocamento constitucional. Um estrangeiro desavisado poderia pensar antes que se tratava de deslize linguístico pontual, mas já se mostra assustado com a escala crescente de agressões a um mínimo civilizatório compartilhado nos países democráticos. É torcer por um triplo enquadramento: proveniente dos setores moderados das Forças Armadas, de instituições supranacionais e da mídia global.

  12. O Brasil no mundo
    Estados Unidos

    – The New York Times: “Brasil flerta com um retorno aos dias sombrios”;

    – Financial Times: “O ‘trágico destino’ brasileiro de uma rebelião antidemocrática surge novamente”;

    – Huffington Post: “Jair Bolsonaro e o violento caos das eleições presidenciais no Brasil”;

    – Revista Time: “Jair Bolsonaro ama Trump, odeia gays e admira autocratas. Ele pode ser o próximo presidente do Brasil”;

    Alemanha

    – Deutsche Welle: “Analistas alemães veem democracia no Brasil em risco”;

    – Zeit: “Um fascista se apresentando como homem honesto”;

    Reino Unido

    – The Economist (capa): “A mais nova ameaça na América Latina”;

    – The Economist: “O perigo representado por Jair Bolsonaro”;

    – The Times: “Jair Bolsonaro, populista ‘perigoso’ promete tornar o Brasil seguro”;

    – The Guardian: “Trump dos trópicos: o perigoso candidato que lidera a corrida presidencial do Brasil”;

    Austrália

    – The Australian: “Conheça o candidato que é um risco à democracia”;

    – The Sydney Sunday Herald: “Por que alguns no Brasil estão se virando para um explosivo candidato de extrema-direita para presidente?”;

    Portugal

    – O Público: “Bolsonaro, o jagunço à porta do Planalto”;

    – Diário de Notícias: “Jair Bolsonaro é perigo real no Brasil e segue passos de Adolf Hitler”;

    França

    – Le Figaro: “Brasil nas garras da tentação autoritária”;

    – Liberation: “No Brasil, um ex-soldado para liquidar a democracia”;

    – Le Monde: “Trump tropical, homofóbico e machista”;

    Espanha

    – El País: “Bolsonaro é um Pinochet institucional para o Brasil”;

    – El Mundo: Líder polêmico. Bolsonaro: o candidato racista, homofóbico e machista do Brasil”;

    Itália

    – Corriere della Sierra: “Um pesadelo chamado Bolsonaro”;

    – La Republica: “Bolsonaro, líder xenófobo e antigay que dá o assalto à Presidência do Brasil”;

    Suíça

    – Neuen Zürcher Zeitung: “O faxineiro racista do Brasil”;

    Chile

    – El Mercurio: “Bolsonaro assusta com soluções simplistas e autoritárias”;

    Argentina

    – La Nacion: “Linha dura e messianismo: Bolsonaro, o candidato mais temido, se lança para a presidência”;

    – El Clarín: “Jair Bolsonaro: militarista, xenófobo e favorito para a eleição brasileira”.

    Já no Brasil…

    Já no Brasil, a mídia ainda discute se Jair Bolsonaro é de extrema-direita.

  13. Não pensaram que iriam deparar com um adversário tão forte. À essa altura, né dona Serena, nem se soltassem o sapo barbudo iriam tirar a diferença de 14 pontos…Tá que nem o Zema versus Anastasia em Minas: cada um vai ganhar com mais de 60% do eleitorado. O Kotscho já nem precisa publicar meus comentários.

    1. JAVG
      Grato por haver mencionado meu nome, ainda que não fique claro para mim qual é sua perspectiva.
      Caso Bolsonaro ganhe, os seus apoiadores terão no futuro o encontro marcado mais difícil das suas vidas, com o adversário mais implacável que poderiam sonhar: com os seus próprios filhos. Na década de 60, na Alemanha, houve algo assim: “Como vocês puderam fazer isso?”. Desculpe, JAVG, não há ângulo que torne o (seu?) candidato mais aceitável. É muita renúncia civilizacional, além de notável ato falho: se existe alguém de quem Bolsonaro não ganhou, este se chama Lula.

  14. É Mestre, estamos repletos de futuros ‘Guidos’ de ‘A Vida é Bela’, por aqui.
    Será que por medo, quando é preciso resistir, como ocorrido ontem na rádio Guaíba?
    “Em entrevista ao programa Bom Dia, da Rádio Guaíba, o presidenciável exigiu que não houvesse perguntas fora daquelas previamente aprovadas por ele e que só falaria para Mendelski, tendo os demais jornalistas da bancada que permanecer em silêncio.
    Assim que encerrou a entrevista, Rogério Mendelski, o âncora, disse:
    “Só para avisar nossos ouvintes que o silêncio de vocês [demais jornalistas] foi uma condição do candidato, que queria conversar com o apresentador”.
    “Podemos dizer que o candidato nos censurou?”, questionou Juremir Machado.
    “Não, eu não diria isso”, respondeu Mendelski.
    “Por que nós não podíamos fazer perguntas?”, devolveu Juremir, continuando, “Eu achei humilhante e por isso estou saindo do programa. Foi um prazer trabalhar aqui dez anos”, levantando-se e deixando o estúdio levando junto a sua dignidade.

    1. Teixeira,

      Parece que boa parte de nós brasileiros sempre fomos assim: intolerantes com minorias, pouco solidários com os mais pobres, afins a valores religiosos obscurantistas. Vemos hoje que uma maioria permanecia silenciosa.

      A crise econômica junto com a perene campanha midiático-jurídica contra o PT e a esquerda em geral só tiraram o véu de silêncio de nosso povo.

      Junte a isso erros do PT (corrupção, soberba para com aliados, dimensionamento equivocado da crise, inabilidade política) e a propagação orquestrada de fake news, e o caldo de ódio está pronto.

  15. Prezado Kotscho: O modelo de ditador para esse capitão facínora é o de Adolfo Hitler e o seu replicante, o tucano golpista candidato a governador ao Estado de São Paulo, o modelo de ditador é do Benito Mussolini.

    1. Impressiona-me a incapacidade desses caras em entenderem o que leem e ouvem. Pense então em relação ao discurso de Mano Brown?
      Talvez explique porque votam Bolsonaro, não entendem o que expressa, quando não foge de expressar-se, como hábito.
      Imagine então se o cara entende que a pesquisa Ibope de ontem, ajustando-se a do Vox, mostra Bolsonaro despencando na espontânea, com a diferença caindo de 16% para 9%, ou seja, diferença efetiva de 4,5%.

  16. Apesar dos embates,das criticas – O bom humor parodiou na versão da música ;Eduardo e Mônica(do grande compositor Renato Russo) o responsável ;grupo Cabelo,Barba e Bigode de Minas Gerais.Um descanso,diante de tantos disse me disse e intrigas.

  17. Fico pensando… se a eleição fosse daqui há um mês o resultado seria outro… Decorrente disto pergunto em quanto tempo o vencedor cairá?? menos ou mais tempo do que o “” caçador de marajá??”” vou guardar os fogos de artifício para este dia que será bem rápido…

  18. Kotscho:
    É quase certo que a partir do fim deste domingo o Brasil estará de luto, devido ao assassinato (ou do suicídio?) da democracia.
    josé maria

  19. Acalmai irmãos…na glória tudo cessará !!!
    Pois é Ricardo !?
    E o Dória heim?, A maior promessa desta direita desmoralizada heim???
    Foi pego com a boca na bu…tija.!!!
    A direita fede.

  20. Antes de mais nada, não sou eleitor do pt. mas em cima dos meus mais de 50 anos não vivi em 64 , porém trabalhei no movimento estudantil de 78 a 84 ouvir muitos relatos de pessoas dos dois lados, sou filho de ex-combatente militar que lutou na segunda guerra mundial e venceu na batalha de monte castelo junto com os aliados. jamais poderia imaginar que depois de tanta luta e mortes retornaríamos ao velho cerceamento de direitos básicos só lamento pelos “judeus de hj” ingênuos achando que serão poupados, gente preto pobre e minoria para essa gente tem que se f….! vida que segue nada, a luta continua

  21. A cusparada premonitória (resumo de texto de Chico Paiva):
    “Em 2014, a Câmara fez uma homenagem ao meu avô, Rubens Paiva: inauguraram um busto com sua imagem em função de sua incessante luta pela democracia. (…) Emocionadas, minha mãe e tia fizeram discursos… No meio de um deles, fomos interrompidos… Era Jair Bolsonaro com amigos… gritando que, “Rubens Paiva teve o que mereceu, comunista desgraçado, vagabundo!” Ao passar por nós, deu uma cusparada no busto.
    (…) Gostaria muito de conversar com o meu avô nesse momento político… Infelizmente essa oportunidade me foi arrancada quando ele foi levado de casa… e torturado até morrer. (…) O atestado de óbito só foi entregue à família 25 anos após o assassinato. O corpo jamais foi entregue.
    (…) Sobre o assunto, Bolsonaro debochou: (…) “quem procura osso é cachorro”.
    (…) Estamos às vésperas de uma eleição na qual Bolsonaro não só reafirmou sua admiração por Ustra, mas a todo aparato do regime militar. Meu avô lutou contra discursos como esse e por isso foi preso, torturado e assassinado.
    (…) Hoje, fica evidente que aquela cusparada não era simbólica, mas prenúncio daquilo que pretende fazer e que vem repetindo durante a campanha: prender e exilar seus adversários políticos, eliminar militâncias e desaparecer com minorias.
    Ainda dá tempo de evitar isso, com nosso voto.
    (…) Em 1964, foi Rubens Paiva e milhares de outros. Em 2018, pode ser eu, você, as pessoas que amamos.”

  22. Prezado Kotscho;
    Os tempos da ditadura eram inseguros para as pessoas andarem nas ruas?
    Para quem serve essa mentira?
    Tenho 64 anos de idade e caminhava, inclusive pelas madrugadas paulistanas e nada nunca me aconteceu ou presenciei qualquer crime.
    Não julgue antes Kotscho, pois fazer isso é cometer o mesmo erro que milhoes, a anos atrás acreditando em Lula e na esquerda e hoje está aí o resultado que levou milhares de pequenos negócios a falência, pessoas endividadas e milhoes de desempregados.
    O PT ERROU!!!!Quantas vezes será preciso repetir isso para que os adeptos e simpatizantes do partido se conscientizem e admitam?
    Ontem na festa petista no Rio, que me lembrou o baile da Ilha fiscal, um petista (Mano Brown) falou a uma platéia de petistas históricos e disse exatamente isso:
    – O PT ERROU!!! O PT esqueceu da base e vai perder e merece perder!!!!!

    1. Mauro, ou 161 andarilho, como você se identifica no IP, tome mais cuidado com as palavras.
      Eu tenho 70 anos, sou jornalista há 54, e também nunca me aconteceu nada pessoalmente.
      Mas sou testemunha daquela época em que a polícia e os militares perseguiam, prendiam e matavam pessoas sem ordem judicial, fazendo as suas próprias leis.
      Havia muita violência contra os pobres, como hoje, e roubava-se muito, mas ninguém ficava sabendo porque havia censura.
      Fui eu quem denunciou o assassinato do operário Manoel Fiel Filho, no DOI-CODI de São Paulo, um crime que tentaram acobertar.
      É esse tempo que eu não quero que volte nunca mais no meu país.
      Por falar nisso, sou também um dos autores do livro “Brasil Nunca Mais”, sobre torturadores e torturados no regime militar, que você deveria ler.

  23. Kotscho vc é canalha .permite o comentário é depois tenta desqualificar o cliente. Se eu encontra-lo na rua vou cuspir na sua cara , na melhor das hipóteses.

  24. A tempestade de junho de 2013 retorna, com o sinal invertido. De cima para baixo, em vez de baixo para cima. O tsunami de 5 anos atrás sepultou Dilma e Temer. O mal estar daqueles tempos não se dissipou. Concentra-se agora em onda reacionária avassaladora. A eleição de 2014 não equacionou aquela pororoca social. Aquela pressão represada regurgitou ondas de crise intermitentes durante o último quinquênio. O vulcão está prestes à nova erupção. Não por acaso Dilma e Temer sucumbiram. Não foi só inépcia política e econômica de ambos. A “novidade” é o retorno do passado de chumbo, mal passado. A “candidatura militar” não dispõe dos mínimos talentos para navegar águas tão turbulentas sem provocar outra crise de maiores proporções. A diferença é que a nova crise inclui o poder militar na correlação de forças, que já disparou seu cartão de visitas para quem quiser ver e ouvir, sem cerimônia alguma.

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