Algumas lições que aprendi em campanhas presidenciais

Algumas lições que aprendi em campanhas presidenciais

Em 1989, 1994 e 2002, tive a honra e o prazer de trabalhar nas campanhas presidenciais de Lula, como funcionário do PT e assessor de imprensa do candidato, a quem eu era subordinado.

Alguma coisa devo ter aprendido para poder falar sobre a atual campanha eleitoral.

O sábio Márcio Tomás Bastos, grande advogado e depois Ministro da Justiça, que participou desta travessia junto comigo desde a primeira campanha, brincava com Lula em 2002, dizendo  que nosso exército brancaleone deveria ser chamado de “até aprender…”, depois de três derrotas. E acabamos ganhando naquele ano.

Perdemos e apanhamos tanto que um dia a gente haveria de ganhar, nem que fosse pela insistência, sem nunca perder o bom humor.

Doutor Márcio, como o chamávamos, reverentes, era um homem sério, com espírito de moleque travesso. Nunca deixou de se divertir trabalhando.

Ao voltar para São Paulo no Aerolula, quando deixei o governo dele, no final de 2004, como havíamos combinado, perguntei ao presidente se eu tinha mais ajudado ou atrapalhado no meu trabalho de assessor.

Ele riu, e até hoje não me respondeu.

Em conversas com companheiros daquelas jornadas, tenho lembrado de passagens destas campanhas, que nunca iremos esquecer.

Semana passada, num belo almoço no restaurante Sujinho, com Frei Chico, irmão mais velho de Lula, Vander e Zezão, que organizavam nossas caravanas pelo país desde 1993, lembrei de uma passagem no final da campanha de 1994, que a gente já sabia que iria perder, depois do Plano Real do FHC.

Num café da manhã, comentei com o candidato que tínhamos dois problemas na campanha.

_ Só dois?, espantou-se Lula.

_ Sim, chefia.

_ E quais seriam, posso saber?

_  O candidato e o partido…

Era uma brincadeira entre velhos amigos, mas agora, vendo o que está acontecendo na campanha de Fernando Haddad, percebo que as coisas não mudaram muito de lá pra cá.

No lançamento oficial da candidatura, em maio de 1994, na convenção nacional do PT, em Brasília, mesmo dia do acidente que matou Ayrton Senna em Monza, Lula lançou um desafio:

“Estamos com 40% nas pesquisas. Até aqui levei a campanha com meia dúzia de companheiros viajando por esse país. Se vocês não atrapalharem, vamos ganhar esta eleição”.

Aí veio o Plano Real, e FHC saiu do fundão para o topo das pesquisas, em poucas semanas, para ganhar a eleição no primeiro turno.

Era exatamente o avesso do cenário que temos hoje, com nosso candidato Fernando Haddad saindo bem atrás do adversário na disputa do segundo turno.

Claro que as circunstâncias são completamente diferentes. Naquela eleição, não estava em jogo a democracia, e agora não há tempo de se inventar um novo plano para inverter o resultado.

Mas algumas coisas que aprendi neste trabalho ao lado de Lula continuam valendo.

Para começar, a pior praga que tem para um candidato é se cercar só de puxa sacos ou de burocratas do partido.

Tem que falar sempre com mais gente de fora, gente que pensa diferente, que contesta o que você está fazendo. Lula fazia isso.

Toda campanha tem um monte de aspones e capas pretas que se digladiam para ver quem mais tem força junto ao candidato para impor suas grandes ideias.

“Se é tão boa, guarda pra você, nem me conta”, pilheriava Lula.

Quando alguma coisa dá errado, ou acontece um absurdo, é natural as pessoas de fora se perguntarem:

“Mas esse cara não tem um assessor para avisar que isso vai dar merda?”, como tão bem ensinou, mas ninguém ouviu, o nosso Chico Buarque, ainda no começo do primeiro governo Lula.

Ter, todos têm assessores até demais, mas a maioria tem medo de contrariar o chefe.

Pois este sempre foi meu papel nas campanhas, e depois, no governo: contrariar o Lula, fazer o contraponto, tentar mostrar que aquela decisão pode não ajudar na campanha.

“O que ganhamos com isso?”, perguntava-me o candidato, quando eu dava um palpite, e depois jogava o xeque-mate:

“Quantos votos você teve na última eleição?”.

Como nunca fui candidato, também nunca tive votos, mas eu continuava enchendo o saco dele sempre que podia, antes e depois de Lula assumir a presidência da República, em 2003.

Éramos amigos de graça, um não dependia do outro para viver. Ao contrário, ganhava bem menos nas campanhas e no governo do que nos jornais onde trabalhava..

Acho que fui o único jornalista do país a perder dinheiro quando mudei de lado do balcão, passando de repórter a assessor de imprensa.

Nunca mais quero exercer este papel, que era desgastante demais, porque apanhava dos dois lados: dos colegas jornalistas, do candidato, depois do presidente, e do partido.

Os tempos, as naturezas e os objetivos da mídia e dos políticos são diferentes. É muito difícil conciliar, mas esse era meu papel.

A impressão que me dá hoje, olhando a campanha presidencial de fora, é que todos os papéis estão misturados, estão todos atirando a esmo, um monte de balas perdidas, e o povo a tudo assistindo bestificado, como na Proclamação da República.

Esta eleição não tem nada a ver com nenhuma outra. Abriram a porta do hospício e os médicos todos fugiram.

E, no entanto, insistem em usar velhas receitas, enquanto o adversário boçal, mas muito esperto, botou as tropas turbinadas nas redes sociais para falar aos convertidos, sem contraditório, deitando e rolando no bunker dele na Barra da Tijuca, há várias semanas sem botar a cara na rua, protegido por atestados médicos e pela boa vontade da mídia, que não quer mais ver o PT por aqui.

E se ele não for aos debates? Vamos reclamar pra quem? Ao bispo?

Como virar este jogo? Certamente não será com um discurso acadêmico para iniciados, que pode fazer muito sucesso no Insper, enquanto o capitão fala na lata as maiores estultices, aquilo que as suas milícias querem ouvir, na linguagem popular que eles entendem, como Lula fazia, ao se dirigir diretamente aos mais pobres que queriam sair da miséria.

Lula, o marqueteiro e estrategista de Haddad, recomendou que ele vá para as ruas fazer campanha.

Que ruas? Não existe mais, lamento dizer, a aguerrida e voluntária militância do PT que levou Lula ao poder.

Os tempos mudaram, o Brasil e o mundo são outros, o palanque agora não é mais nas praças, mas nas redes sociais, nos vídeos das fake news, nos debates e nos programas de TV.

É a isso que Haddad deve dedicar todo seu tempo agora e também nas conversas com as lideranças de outros partidos, e com a sociedade civil adormecida, para formar uma frente democrática e suprapartidária contra o bolsonarismo fascista.

Tenho certeza que se o Lula ler este texto com o título aí de cima, vai dizer:

“E o Ricardinho não aprendeu nada…”.

Mas no dia em que eu me despedi do governo, ele fez um discurso e chorou no Jornal Nacional. Tá gravado.

As eleições e os embates políticos passam. A gente sempre brigou muito, mas amigo é para essas coisas.

É para encher o saco, não para ficar puxando o saco.

Essa foi a melhor lição que eu aprendi.

Divergências à parte, estou com Haddad e Manuela, sempre 13, agora com Ciro junto.

Até a vitória!, como a gente dizia, mesmo nos momentos mais difíceis.

Vida que segue. Para onde?

 

30 comentários em “Algumas lições que aprendi em campanhas presidenciais

  1. O Partido e seus militantes tem munição para derrubar esses elementos que ameaçam a nossa democracia.
    Mas aposto que não vão colocar na TV.
    Eles são muito educados e republicanos.
    Esta atitude pega bem no chá das cinco na ABL.
    Nessa campanha eleitoral é assim: ou vai ou racha.
    Não se está fazendo campanha contra os punhos de renda e colarinhos brancos do extinto PSDB.
    Agora é viver ou morrer e, talvez, renascer daqui a uns 21 anos.

    1. Tem razão, olha a mais nova:

      Haddad:
      “Reitero a você: PF, MP, Poder Judiciário receberão apoio para fazer o que viemos fazendo até aqui: não vamos botar sujeira para debaixo do tapete. Vamos continuar as investigações em busca da verdade”

  2. Perdi o sono, peguei o celular, li algumas notícias, fui ver se você tinha liberado meu comentário anterior… Kotscho, seja você o candidato a ouvir a opinião de fora. Acredite, o fantasma do banqueiro que ia roubar a comida do pobre funcionou na eleição passada, o do Bolsonaro líder de milícias que perseguirão gays e negros não vai funcionar. E não estamos nos anos 90. Tudo mudou, seu partido idealista quebrou o país, permitiu que a corrupção e a insegurança atingissem níveis absurdos e tentou sim subverter a democracia ao estilo bolivariano. Você pode convencer seus amigos esquerdistas que não veem nada demais em Cuba ou na Venezuela, não mais que isso. Chega de PT, vamos deixar a vida seguir.

    Mas é interessante como essa disputa se tornou internacional. Vi agora que o Wall Street Journal saudou o capitão num editorial em que diz que os “progressistas globais estão tendo ataque de ansiedade com a quase vitória do conservador Jair Bolsonaro no Brasil”. Referindo-se aos eleitores brasileiros, o jornal diz também que “talvez eles saibam mais do que os rabugentos globais”.

    1. “Arnesto”(Royalties para Adoniran Barbosa):
      Texto resumido de Sebastião Nery
      O guarda da esquina
      “Em dezembro de 1968, Pedro Aleixo era o vice de Costa e Silva. O Brasil fervia como hoje.
      Numa reunião tensa, o ministro da Justiça, Gama e Silva tirou da pasta um dos mais brutais textos que o Brasil já leu: o AI-5. Magalhães Pinto, Delfim Neto, outros, ficaram calados. Jarbas Passarinho mandou “às favas os escrúpulos”.
      Veio a voz rouca e solene de Pedro Aleixo:
      – Presidente, o problema de uma lei assim não é o senhor, nem os que com o senhor governam o País. O problema é o guarda da esquina*.
      Um silêncio pesado baixou sobre a longa mesa do Palácio Laranjeiras”.
      Costa e Silva era o general de plantão de um governo de exceção mas nem de longe se aproximava do preconceito, rancor e ódio que o Boçalnaro exala pelos poros. Nem era esse poço de energia negativa e baixo astral que o Boçal é.
      No caso hoje, o problema começa com ele, Bolsonaro.
      Escrevo eu: E os guardas da esquina capricharam. Não decepcionaram.

  3. Prezado Kotscho: Você tem razão “o adversário boçal, mas muito esperto, botou as tropas turbinadas nas redes sociais para falar aos convertidos”. E arrisco a dizer que ele tem uma inteligência por trás bolando todos os textos e as inserções para a divulgação nas mídias. É essa inteligência que faz um boçal como ele, sem propor absolutamente nada, se comunicar com os fascistas e os lambedores de coturno de plantão. Será que essa inteligência vem de fora? Será a CIA?

      1. Prezado Kotscho: Se não for a CIA, já estão falando que tem um caboclo que trabalhou para o Trump que é quem está ditando os procedimentos e a mídia social para o capitão golpista. Será que faz sentido isso?

      2. RK, esse raciocínio vale também para o juizeco de Curitiba. Ele pinta e borda, pisa nas leis, faz o que quer e ninguém do STJ nem do STF lhe dão um pito exemplar. Quem garante esse moço? Será que é a av. Pennsylvania, 2600, Washington-DC? Ou Langley, Virgínia, onde fica a sede da CIA?

        1. Prezado Kotscho: Li ontem na CartaCapital que o caboclo a que me referi é o marqueteiro e guru do radicalismo do Trump chamado Steve Bannon. E também concordo que o capa-preta de Curitiba possa estar tucanamente metido nessa.

          1. É esse mesmo, o Steve Bannon, caro Heraldo, o grande estrategista da campanha do Bolsonaro, como já tinha sido de Donald Trump na eleição americana, usando os mesmos métodos. É tudo jogo combinado

          2. Prezado Kotscho: Então, nesse caso, se não for diretamente a CIA, esse marqueteiro do capitão golpista pode ser um serviço terceirizado para agência? E isso, em território brasileiro, é legal?

  4. Lembrei-me que Adhemar de Barros, em suas campanhas para presidente da República, usou vários slogans que no tempo presente dificilmente seria utilizado por algum candidato:
    “Para frente e para o alto”
    “Fé em Deus e pé na tábua”
    “Desta vez, vamos”

  5. Kotscho, tudo e aprendizado, recebi esta mensagem que reflete o momento atual: Se você não consegue convencer uma pessoa com o argumento “tortura não e bom”, desista dessa alma, fique em ensinar seu cachorro a vagar.

  6. Ricardo, voce acabou de traçar um perfil de um lider personalista, que não admite , de forma alguma, que seja contraditado. Voce pode muito bem fazer uma analise dos inumeros expurgos que foram feitos dentro do partido, por ter uma visão diferente da de Lula. Ele não admite contrariedade.
    Moro em uma cidade onde predomina industrias metalurgicas, com forte presença sindical e da CUT, onde Lula já participou de greves. O PT ja foi governo municipal por 4 mandatos e deixou a cidade em frangalhos, extremamente endividada.
    Hoje o que se pode notar, é que os discipulos do PT tem vergonha de se apresentar e dizer que apoiam o PT. Não se viu nenhum lider partidario nas ruas da cidade fazendo campanha nesta eleição. A conclusão que se tem é que a rejeição ao PT e ao LULA foi o que fulminou o candidato Haddad (poderia ser qualquer outro) e que elevou o outro candidato que teve a coragem de expor as visceras do PT e se posicionar frontalmente… Ai juntou a fome e a vontade de comer. Qualquer outro candidato, que não fizesse parte desta sujeira toda que a maioria dos partidos se envolveram e que tivesse este mesmo discurso, seria prontamente acolhido.

  7. RK, vc pode confirmar – ou não – a noticia escondida creio no inicio de 2017 ou fins de 16, pela qual o lider da oposição venezuela Capriles, fez gestoes para fazer de Lula o intermediario em negociaçoes com N Maduro que então estavam sendo preparadas por um segmento da oposição? e que depois não deu certo, inclusive porque Lula ja estava no foco da Lajajatice?
    nos confirme se ocorreu mesmo ou não por este brog , vc tem informaçoes.
    Caso sim, um bom gancho para a campanha.

  8. Para a civilização, as chances de ganhar esta eleição são pequenas ? Muito, caso olhemos para percentuais, para a onda ascensional do candidato da extrema-direita ( muito mais extremado que Trump, como diz o brasilianista hoje no UOL), para o sentimento difuso de um antipetismo como expressão de uma cruzada delirante contra depravação moral, luta contra figuração do “mal” concentrado, a depurar por todos os meios, inescrupulosos que sejam. A onda de rechaço, no seu pico, votaria em Hitler, fosse o caso, contra Haddad, sem pestanejar. Incertas as chances, porém, se atentarmos que o primeiro turno já era , de certo modo, um segundo turno para os ultra-conservadores. Agora apostam que nem todos eles, os eleitores favoráveis, estavam lá e que, na 2a rodada, todos marcharão obedientes sob a batuta do antipetismo. Problema para eles: sempre houve uma razão para os eleitores até o fim de Amoedo, Meirelles, Dias e Geraldo NÃO terem escolhido votar útil em Bolsonaro. Sempre houve uma razão para anular, votar em branco e mesmo não comparecer. Agora é Kennedy contra Nixon no debate.

  9. Kotscho,

    vc tem razão sobre o perigo de se ouvir apenas os internos. Aliás isso é dos grandes incentivadores dos votos de Bolsonaro: o PT dar altar ao Lula de ficha suja.
    Cumprimentos

  10. Até agora a campanha do PT poupou o seu adversário, enquanto o PSL não perdeu uma oportunidade de fustigar duramente o seu inimigo. Trata-se de uma contenda mortal para o PT, porque qualquer que seja o resultado, o PSL e o esbirro da ditadura já foram infinitamente mais longe do poderiam imaginar. A principal lição é não amarelar no mano a mano na hora H. Haddad não pode repetir Lula contra Collor no segundo debate da Globo, em 1989, contra o filhote da ditadura, quando Lula piscou, vacilou e foi atropelado, depois de ter estraçalhado o caçador de marajás no primeiro debate. O esbirro da ditadura manobra ofensivamente nas redes e não irá aos debates previstos na TV, se depender da tática empregada para se esquivar não dando espaço ao inimigo, e que vem dando certo até o momento.

    1. “Haddad não pode repetir Lula contra Collor no segundo debate da Globo, em 1989, contra o filhote da ditadura, quando Lula piscou, vacilou e foi atropelado”. Conversa fiada, Netho. Se Lula tivesse sido “atropelado”, o Jornal Nacional não precisaria fraudar o debate, como fez e confessou ter feito. E ainda que fosse verdade, o debate anterior foi um chocolate de Lula em Collor, ou seja, o placar geral seria de 1 x 1. Isso não explica nada. Se debate fosse tão decisivo, Bolsonaro estaria f….. e mal pago, pois até as crianças sabem que ele foge dos debates por covardia, pois sabe que não é páreo pra Haddad. Voce sabe muito bem, Netho, que o PT (esquerda) sempre foi caluniado e roubado de forma calhorda pelas Organizações Criminosas que divulgaram que Lula confiscaria a Poupança dos pobres e o resto já é história: Collor venceu e confiscou a Poupança de todos, menos da Globo, que FHC também isentou de pagar CPMF. Voce sabe, mas finge que não sabe. Por esse motivo teve que tirar umas férias do Balaio. Seja bem vindo, mas fique esperto, pois “no Balaio todo mundo é escolado em politica e ninguém engana ninguém” (Enio Barroso Filho). Boa noite, Balaieiros.

  11. Mestre, com ‘espírita licença’ de Pedro Nava, atesto como divinamente suculentos os ossos sacados do baú aqui generosamente ofertados e degustados, como também preciosas as lições aprendidas, em especial a relativa as mudanças no tempo atual, as quais ouso acrescentar ‘pitacos’ que penso uteis para exorcizar ‘fascista primitivo’:
    a) Nunca diretamente, culpar, apontar, criticar, etc., o ‘mito’, alçar e deixar o receptor concluir.
    b) Sempre diretamente, culpar, apontar, criticar, etc., o receptor, por apoiar quem age na base do ‘ganhar a qualquer preço’ e do Brasil conforme sua vontade.
    c) Esquecer o plano de governo, a não ser, perguntado pela mídia ou em debate. Focar à pauta popular.
    d) A palavra chave é DESCONSTRUÇÃO, por vias indiretas. Esboça-se o desenho, oferece os pontos e chama à conclusão, cabendo ao receptor ligar os pontos, colorir, enxergar e concluir: Eu quero é, Democracia, Liberdade, Vida, Não Morte, Não Ele.
    e) Contrapor ao slogan, ‘Acima de tudo o Brasil / Acima de todos Deus’, ‘Acima de tudo a Nação Brasileira / Acima de todos Deus Que é Vida’.

  12. Seria bom demais se os candidatos democratas tivessem um assessor como você, Kotscho, uma das pessoas mais íntegras que conheci e que entrou e saiu da cena política com a cabeça erguida, mantida a integridade moral e a lucidez. Sempre pratiquei a mesma lição: puxa-sacos são insuportáveis e os melhores amigos são aqueles que dizem o que devemos ouvir, mesmo sabendo que, a priori, certas verdades podem doer muito.

  13. Adorei o artigo Kotscho! Você é o cara do jornalismo brasileiro. O Balaio é muito bom! Não vou para cama sem ler. Sou velho jornalista que fiz opção pela vida acadêmica. Mas confesso que quando militava na impressa em Mato Grosso, você era minha grande inspiração. Acompanhei sua trajetória também como assessor do Lula, você foi exemplo de assessoria de imprensa. O que muitos fazem hoje em dia é puxar saco. Você precisa escrever um livro sobre as memórias que viveu como assessor, com certeza vai algo servirá de manual para essa molecada que está iniciando.

    Um forte abraço no seu coração!

      1. Como você pode testemunhar, Kotscho, há mais gente, além de mim, que verifica faltar o segundo volume da obra original. Com o título invertido, conforme a minha sugestão feita há 2 anos: “Do Planalto ao Golpe”. A Companhia das Letras ia adorar e os leitores ainda mais. Com a assessoria da brilhante Mariana, não vai lhe faltar orientação e inspiração, uma vez que você já lidou com a matéria-prima no Balaio. Bastaria fazer os indispensáveis e incontornáveis ajustes e adaptações que o distanciamento e maturação pelo tempo emprestam aos textos, por melhores que tenham sido escritos.

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