É hoje: mulherio do #EleNão vai para as ruas contra o boçalnarismo

É hoje: mulherio do #EleNão vai para as ruas contra o boçalnarismo

Em pelo menos 30 cidades do país, o movimento #EleNão das mulheres contra Jair Bolsonaro, o candidato homofóbico e misógino do nanico PSL, marcou manifestações para este sábado que podem ser decisivas para as eleições de 2018.

Basta ver a composição do eleitorado brasileiro: 52,5% dos eleitores são mulheres e, neste contingente, 52% delas declararam ao último Datafolha que não votarão de jeito nenhum no capitão reformado do Exército que já casou três vezes (ele se diz o candidato da família).

No total do eleitorado, a rejeição de Bolsonaro subiu de 43% para 46%, o que praticamente inviabiliza sua vitória no segundo turno, em que perde para todos os demais candidatos, segundo a pesquisa divulgada na sexta-feira.

Na rede social, o movimento já tinha 80 mil internautas confirmados e 233 mil interessados, só em São Paulo, onde o ato de protesto está marcado para as 15 horas, no Largo da Batata, em Pinheiros.

No mesmo horário, haverá concentração na Cinelândia, no centro do Rio. Em Belo Horizonte, uma passeata sairá da praça Sete de Setembro ao meio dia.

Estão programadas também manifestações contra Bolsonaro em Berlim, Buenos Aires, Paris, Londres, Lisboa, Nova York e Washington.

Até Madonna já aderiu ao movimento de artistas liderado por Sonia Braga, Letícia Sabatella, Fernanda Lima, Anitta e Daniela Mercury, entre dezenas de outras atrizes e cantoras. .

Em resposta ao protesto das mulheres, apoiadores de Bolsonaro criaram a hashtag #EleSim formado em sua maioria por homens brancos marombados, de cabelos curtos e óculos escuros, no estilo Alexandre Frota, o garoto propaganda da extrema direita.

Em São Paulo, eles estão convocando seus seguidores para uma manifestação de apoio a Bolsonaro no domingo, em frente ao Masp, na avenida Paulista, a partir das 14 horas.

Será mais uma sessão nostalgia, marcando o reencontro dos paneleiros com camisas amarelas da CBF, que ocuparam a avenida em 2016, levando babás e cachorrinhos, nas manifestações pelo impeachment de Dilma.

Bom final de semana a todos.

Vida que segue.

 

 

 

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19 thoughts on “É hoje: mulherio do #EleNão vai para as ruas contra o boçalnarismo

  1. Prezado Kotscho, esse movimento das mulheres vai passar para a história como um dos mais importantes na decisão do destino da nação. Numa sociedade ainda muito machista, como a nossa, é de arrepiar a coragem da mulherada em reagir e firmar posição contra o retrocesso. É quase como a figura de uma mãe que chama a atenção do filho que está fazendo coisa errada. O filho, no caso, é o Brasil. Bom fim de semana!

    1. Aplaudo, de pé, Tiago. Parabéns, não só por este comentário, mas , também, pelos anteriores. //
      Força, mulherada, #EleNÃO!!! // Bom fim de semana, Balaieiros

      1. Grato, Victor e Kotscho. Há pouco tempo me tornei um “Baleieiro” e, agora, sou leitor assíduo. Espero que o Balaio continue por muito tempo, informando e emitindo boas opiniões sobre o nosso tempo. Forte abraço!

  2. Num sonho que votava acordei voltando.
    Fitava pela janela entreaberta quatro militares, coturnos brilhosos, trajando verde oliva, colocando ordem toda arruaça. A cena se repetia no meu país inteiro. Enfim, a segurança, calejada pelos tempos ainda inseguros, já dava sinais de normalidade. Orava piamente todos os dias, pois, após anos de pura violência, já sentia suavemente o doce cheiro da tranquilidade, do destemor. A ordem chegou e o progresso era apenas uma questão de tempo! E, tempos atrás, pouco tempo, eu, ciente de todo o processo, pela via do voto, tinha sonhado mesmo voltassem a existir dias assim.
    Amava voltar ao que sonhei votando. Já dizia à época: Ó negrada imunda! Ó miseráveis desajustados! Ó artistas safados! Ó monte de degenerados! Ó gays impetuosos! Ó raparigas sem escrúpulos! Ó corruptos nefastos! Ó bandidos! Ó mulheres impuras! Ó gloria. Ó Deus. Ó família! Amém! Conseguimos e, dois ou três meses depois, nosso projeto vencedor já dava sinais de puro êxito, purificando, aos montes, tudo o que eu mais odiava.
    E não coube no pesado sonho tudo o que eu sonhava. É que eram tantas classes, tantos odiados, tantos que ao meu padrão não se ajustavam, que, nem mesmo se os mortos sonhassem poderiam decantar o que socorreu a cada um. Mas, por sorte ou azar, certo é que neste conto coube apenas a canto sofrível da negrada.
    Sim, como se fosse canto, eu ouvia, embora agora um pouco mais distante, o chicote açoitar a pele alheia todo o ódio que vibrei quando votei. Era uma sinfonia na qual eu entrava em transe, gozava mesmo de tanta felicidade. Ó negada safada! Ó negada safada!Ó negada fedorenta! Ó negada cabeluda! Ó negada imunda! Ó negada nojenta! Ó negada marrenta! O ritmo não era dado pela rima, mas o cacete, os gritos, o choro e a falta de consolo bem faziam o papel da melodia, embora já despertasse um tom melancólico.
    Correu, então, não a negada já acoitada, pois, como se sabe, quem açoitado é mal pode andar quando consegue sobreviver. Ocorreu mesmo é que já não havia negada suficiente, embora ainda restassem milhares de chibatas levantadas e valas no aguardo.
    O comandante, que, de branco mesmo pouca coisa tinha, sem perceber seus próprios traços, passou logo a profetizar por meio de um decreto para conferir ares de justiça. Bem analisado e interpretado, principalmente pelo cabo que segurava o cabo do cacete, logo se chegou a conclusão que negro não é apenas o que negro aparenta ser! Doravante, não apenas os negros de pele, mas também e por consequência todos os que se achem próximos estão infectados pela pele negra da negada. Ainda, apenas não seria considerado negro quem fosse totalmente branco e até os bronzeados entraram no rol dos desafortunados.
    Assim, pelo preconceito nascente nasceu um novo conceito, mais abrangente por excelência, de que apenas não era negada quem estivesse bem longe dos guetos, das favelas, dos costumes e da vida e morte de toda àquela gente preta encardida. Apesar de o sangue revelar a igualdade dos homens, brancos e negros, pardos ou mestiços, o que importava agora era cumprir à risca o novo conceito. A chibata passou a alcançar mais gente. Os que eram apenas suavemente morenos passaram duma tacada só a ser tão fedorentos quanto seus irmãos.
    Acordei desesperado! Olhei e percebi que minha pele não era tão clara quanto imaginava e que tinha vivia próximo aos negros. Caminhei duas quadras e já avistada três ou quatro favelas que nunca deixaram de ser meus vizinhos. Gritei alto: Ó senhor, já sou um nego pelo novo conceito legal. Ó profecia do inferno!
    Desesperadamente, vasculhei algumas fotos e logo deu para perceber que nos meus ancestrais também corria o sangue forte da negada. Olhei ao meu derredor, já com olhos lacrimejando, e percebi que minha filha tinha cabelos encaracolados, típica derivação dos negros importados. Cerrei a janela inteiramente! Corri, mas antes de conseguir fechar a porta o coturno grosso surrupiou casa adentro e anunciou que eu agora também era negro segundo a nova profecia já inteiramente legalizada. A chibata estancou qualquer reação minha enquanto o sangue espiava pela casa. Chorei. Agonizei. Já pensava na minha vala e nas dos que me são próximos. Somente agora percebia como dói a chibatada no lombo, seja de que acredite ser. Era tarde. Acordei querendo voltar, mas já havia votado!
    Hallyson Juca, setembro de 2018.

  3. Caro jornalista,não tem com que se preocupar.Nem as esquerdas brasileiras.O GUERREIRO José Dirceu,fez uma declaração forte recentemente:”PT TOMARÁ O PODER MESMO SEM GANHAR AS ELEIÇÕES”.Não tem pesquisa certa capaz de mudar este destino!.

  4. Kotscho e amigos, pelos índices de rejeição desse ordinário, não há a menor possibilidade dele ser eleito, amém!!! E como ele prometeu abandonar o país, caso perca, lanço, aqui mesmo, em primeira mão, a campanha #VazaCapiroto, #XôCapeta etc… Que esse ordinário “vaze” e leve os três filhos mais o Alexandre Frota. Boa noite e ótimo domingo a todos.

  5. Prezado Kotscho: Você acertou na mosca. É isso mesmo: “Será mais uma sessão nostalgia, marcando o reencontro dos paneleiros com camisas amarelas da CBF, que ocuparam a avenida em 2016, levando babás e cachorrinhos, nas manifestações pelo impeachment de Dilma.” É o reencontro dos boçalnaristas – gente do bem, gente estudada, gente de grana – que depois de soprarem e encherem os patinhos amarelos patrocinados pela patota do narigudonistão, vão tomar seu whisky tarja preta e comer aquele baby beef na Alameda Santos. “A democracia se fragiliza se perdemos a capacidade de discordar, a capacidade de tolerância. A democracia necessita de convivência entre os que pensam diferente, porque para pensar do mesmo jeito não é preciso uma democracia.” (Pepe Mujica).

  6. Foi belo e era o que nos cabia: contra a barbárie, uma demonstração para não deixar mesmo dúvidas. Vão me desculpar vizinhos que “se acharam” em um hiperconservadorismo consolador com promessa de segurança via cordão sanitário demofóbico: “não dá”.
    Mas cuidado aqui: nos notáveis atos de apoio ao Freixo, a vitória parecia uma consequência natural, não veio; mulheres contra Trump era uma garantia de barreira instransponível contra o pior capítulo da história americana, sabe-se o desfecho. Haddad não pode ser Hilary, e não vai ser; a frente civilizatória contra a extrema-direita, cujo ato simbólico inicial foi neste Sábado magnífico, não pode cometer os mesmos erros estratégicos dos democratas lá do país do norte. Há um Brasil profundo aterrador (minha filha estudava num destes lugares, tirei de lá) que não avistamos da Candelária.
    “Ou eu ganho ou levo a bola para casa”, ele está ameaçando com duplo golpe turco carpado, no mesmo momento em que o neocensurador já fez jus ao seu conselho de notáveis. Cadeira cativa!

  7. Vendo sujeitos classe media -em ascensao mais ou menos – apoiarem o Amoedo, ficamos sem argumentos.
    Ate que um da roda disse: Amoedo pra disputar um pedacinho ai, tudo bem. Agora é ‘vamos lá, Amoedo, mas uma vez que ele ganhe
    para os proximo$, e amigos que por ali gorjeiam vai será um caminho curto: Vamos á moeda”

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