Datafolha: Haddad tem o dobro de Ciro no 1º turno e ganha de Bolsonaro no 2º

Datafolha: Haddad tem o dobro de Ciro no 1º turno e ganha de Bolsonaro no 2º

A nova pesquisa Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira pelo Jornal Nacional mostra um cenário congelado, igual ao do Ibope.

Em relação à pesquisa anterior, Haddad subiu 6 pontos e chegou a 22%, o mesmo índice apontado pelo Vox Populi duas semanas atrás.

Bolsonaro continuou estacionado em 28%, a indicar que os dois candidatos que lideram as pesquisas podem ter batido no teto.

Mas esta situação não ajudou Ciro Gomes, o terceiro colocado, que caiu de 13% para 11% em relação à semana anterior, ficando com a metade do índice de Haddad, com quem disputa a segunda vaga.

Alckmin oscilou apenas um ponto e chegou a 10%, empatado tecnicamente com Ciro, ficando pela primeira vez com dois dígitos, mas ambos estão tão distantes dos líderes que inviabilizam o chamado “voto útil”.

O que subiu três pontos foi a rejeição de Bolsonaro, chegando a 46%, o mesmo índice apontado pelo Ibope, o que praticamente inviabiliza suas chances no segundo turno.

De fato, Haddad aparece na projeção da disputa final com 43%, seis pontos à frente de Bolsonaro, que perderia também para todos os outros candidatos.

Se não houver nenhum fato novo bombástico até a eleição, caminhamos mais uma vez para um confronto entre direita e esquerda no segundo turno.

É o que temos por hoje. Até amanhã.

Vida que segue.

 

9 thoughts on “Datafolha: Haddad tem o dobro de Ciro no 1º turno e ganha de Bolsonaro no 2º

  1. “Bolsonaro continuou estacionado em 28%”. Kotscho e amigos, se for verdade que 28% do eleitorado brasileiro é composto por lorpas que apoiam o fim das próprias aposentadorias e 13º, por homofóbicos, racistas, misógenos, trogloditas defensores de tortura, do porte de armas de fogo e do ódio entre compatriotas, estamos fud…s e mal pagos. Não pode ser verdade. Contudo, seu estiver errado, que Deus tenha misericórdia do povo brasileiro ou nunca sairemos da mer….. Bom fim de semana, Balaierios.

  2. Pois é, Kotscho, ontem fui otimista demais. Chegou o Fux da peruca e desdisse o Levandowski. Lula não pode falar. Melhor ficar quieto e ver o que vem por aí. País estranho, esse Brasil. Mas que amnos tocaram o teto parece óbvio. Pro Bolsonaro fazer as ameaças que fez, deve ter respaldo…

  3. Prezado Kotscho: Com relação a sua observação de que “em relação à pesquisa anterior, Haddad subiu 6 pontos e chegou a 22%, o mesmo índice apontado pelo Vox Populi duas semanas atrás”, complementaria que ele subiu, consideravelmente, em todas as regiões do país e em todas as classes sociais. Vai, Haddad!

  4. Prezado Kotscho, como você avalia a recente declaração do Ciro de que “não é mais possível apoiar o PT”? Eu penso que ele está tentando desesperadamente chegar ao segundo turno, mas me soa bem irresponsável a declaração (ainda que ele possa ter motivos para tal), por conta do perigo que seria a eleição do “coiso”. Espero que num segundo turno entre o Haddad e o “coiso”, o Ciro reveja sua posição.
    Forte abraço!

  5. Não estaria errada quem a visse como a mais importante das pesquisas até aqui, pois confirma uma tendência registrada em diferentes institutos e, decisivo, indica o real alcance de tipos diferentes de transferência de votos, com sua estabilização no último intervalo curto de aferição antes da semana derradeira do primeiro turno.
    Existiriam 4 tipos relevantes de transferência nesta eleição: de Lula para Haddad; do PT sem Lula para outros candidatos, especialmente para Ciro; dos “nanicos” do campo da direita para Bolsonaro; dos pessedebistas antipetistas viscerais, desanimados com a candidatura Alckmin, também para Bolsonaro. Contas feitas: quase 30 para um, quase 25 para outro, o segundo turno seria (só poderia ser) de um contra outro. Seria! [Segue em outro comentário]

  6. [Segue o primeiro comentário, pedindo desculpas por uma mensagem em 2 etapas]
    É: seria, talvez não seja. Tudo virou de ponta de cabeça. Neste momento, a última pesquisa é também o último código sigilosodo cofre eleitoral antes dele ser modificado: havia um perfurador de elite, especialista em arrombamento, guardado a sete chaves, as desconcertantes revelações “nórdicas” da fuga sob ameaça e do cofre secreto (série Oslo, segunda temporada, remake brasileiro, não dirigido por Padilha). Ou seja, o Brasil não é mesmo para iniciantes, pois a próxima pesquisa irá dizer se os quase 30% para Bolsonaro são mesmo de inarredáveis (“digam o que disserem, voto nele”), ou se incluía antes, sem perceber, uma parcela de votos úteis, agora em vôo sazonal de regresso para o lugar inicial de onde saíram em busca de alimento. Neste último caso, os debates já sem Bolsonaro presente assumem uma dimensão extraordinária. Reconheçamos, gol “qualificado” (vale mais fora de casa) de um dos adversários razoáveis na partida de ida, gol no finalzinho: tudo estava já decidido, nada mais está. De olho nisso!

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