Na certeza de que sua turma vai perder, Temer deixa rombo e terra arrasada

Na certeza de que sua turma vai perder, Temer deixa rombo e terra arrasada

Por não botar fé em Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles, os candidatos da aliança governista, Michel Temer agora resolveu botar pra quebrar e estourar os cofres públicos nos quatro meses que ainda lhe restam no Palácio do Planalto num cenário de terra arrasada.

O próximo presidente da República e o cidadão brasileiro que se danem.

Assim como costumam fazer prefeitos de pequenas cidades, o atual mandatário vai raspar o tacho e espetar uma dívida bilionária para o sucessor que não é do seu grupo político.

Ao fazer um acordo com o Supremo Tribunal Federal para liberar o aumento de 16,38% que os ministros se autoconcederam, Temer aumentou o rombo fiscal em mais R$ 8 bilhões para 2019.

Em troca, vejam que beleza, os supremos ministros concordaram em abrir mão do auxílio-moradia, mas o aumento deles será estendido a todo o Judiciário e outras 23 carreiras de servidores.

O salário dos ministros, que vai para 39,2 mil e deveria ser o teto do funcionalismo, na prática vai servir é de piso para meio mundo.

O salário médio no Judiciário, com todos os penduricalhos, já está se aproximando dos R$ 50 mil mensais.

Enquanto os donos do poder se refestelavam no andar de cima, pesquisa da FGV Social, órgão ligado à Fundação Getúlio Vargas, divulgava os novos números da miséria no andar de baixo.

Em pouco mais de dois anos de Temer, 23,2 milhões de brasileiros foram jogados para a linha abaixo da pobreza, tendo que sobreviver com R$ 203 por mês.

Isso representa 11,2% da população brasileira de 208 milhões, ou seja, um em cada dez brasileiros vive nesta condição sub-humana, num país com quase 13 milhões de desempregados.

A pesquisa constatou também que houve um recrudescimento de todos os dados negativos da economia, o que pode explicar o desempenho pífio dos candidatos governistas nas pesquisas eleitorais.

Quem buscar as causas dessa tragédia vai encontrar as digitais do ex-presidenciável Aécio Neves e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que se associaram após a eleição de 2014 para derrubar a presidente reeleita Dilma Rousseff, no embalo da Lava Jato e das pautas-bomba na Câmara, naquele “grande acordo com Supremo com tudo” de Romero Jucá.

Hoje, Cunha está preso em Curitiba e Aécio faz campanha clandestina em Minas na tentativa de se eleger deputado para manter o foro privilegiado.

Mas o aumento dos magistrados que irão julgar Temer, quando ele deixar o governo, este já está garantido.

Para eles, o Brasil continua sendo um país muito rico.

Vida que segue.

 

24 thoughts on “Na certeza de que sua turma vai perder, Temer deixa rombo e terra arrasada

  1. Caro Kotscho, dentre todos os penduricalhos que essa casta togada recebe por mês além do salário, notei a falta do auxílio cabaré que é onde eles costumam ao menos uma vez por semana visitarem suas mães.

      1. Peguei, é verdade, mas é que pelas normas do blog não devo escrever palavrões e reconheço que mãe nenhuma tem culpa, nem nos cabarés. Mãe não aumenta salário, quem se dá aumento são eles.

    1. Moisés, essa classe média que você diz que cegou, se calou, se abobeou foi a responsável por apoiar o golpe tramado pelo Aécio e bancado pelo Cunha, como diz o texto. Essa foi a classe média alta que bateu panelas, hasteou bandeiras em suas janelas e sacadas, apoiou movimentos totalmente falsos como MBL, Vem Prá Rua, além de idolatrar os patinhos amarelos do Skaf, que hoje dá risada da turma ridiculamente vestida de verde e amarelo. Essa classe média tem que estar calada e abobeada pela besteira que fez tirando Dilma Roussef do poder.
      Nós, brasileiros de verdade, estamos assustados com o golpe do impeachment, com a prisão de Lula sem prova nenhuma de crime, com a roubalheira do Temer, com a farsa que é a lava jato, etc., mas ainda respiramos, não estamos cegos e lutamos por um Brasil melhor. Em outubro iremos às urnas com força para escolher os melhores entre os piores, que são muitos, infelizmente.

  2. Kotscho, apos a posse de Lula em 1 janeiro 2019, o PT e seus aliados terao muito trabalho pela frente, acho que vai pegar um pais pior que o deixado pelo Fhhhcc.

  3. O brasileiro é muito trabalhador e produtor de riquezas, mas com essa elite predatória que sempre existiu no país jamais conseguiremos virar uma nação rica. Ou a sociedade discute o pais a sério, exigindo o fim de tanto dinheiro que sai do caixa público para pagar tanta mordomia e tanto juro aos banqueiros ou nosso futuro será cada dia mais pobre.

  4. Li em algum lugar que já estão se organizando para renovar no congresso o auxílio alimentação.
    Acho que estou enlouquecendo, pois já começo a achar que 64 não foi tão ruim assim

  5. O Cartel do “MT” sabe o que faz. O próximo presidente(a) seja quem for não tem como conduzir o país sem convocar o Parlamento para aprovar medidas emergenciais. O que isso significa? Significa deixar o recém empossado presidente(a) à ampla e total mercê do Parlamento, sem o qual torna-se incapaz de fazer cumprir uma agenda mínima elementar e necessária à governança, exceto por medidas provisórias (que o Parlamento pode votar ou não, o que implica deixar o presidente(a), duplamente, à mercê, outra vez, do mesmo Parlamento).
    Qual o partido que, de acordo com as previsões, deverá formar a maior bancada no Parlamento de 2019? Dez em cada dez pesquisas apontam que o Cartel do MDB formará a maior bancada do “novo” Parlamento.
    O “MT” providenciou a principal medida para assegurar que o próximo presidente seja quem for esteja, no primeiro dia do governo, convidando o MDB para ‘garantir a governabilidade’: aumentou a despesa de custeio obrigatória, que se não for honrada, paralisa de vez a máquina público-estatal. De lambuja azeitou o Judiciário da Casa Grande onde tem contas para ajustar a sua vida funcional pregressa pouco recomendável.
    “Nada de novo no front” diria um velho observador da política tupiniquim, exceto um vento fascista renovado pelo estado de anomia que tomou conta da sociedade brasileira.

    1. Pois é, sr Netho, essa sua previsão sobre a dependência que o próximo presidente terá do MDB é prova cabal do quão canalhas, desonestas, covardes e maliciosas são suas criticas à Dilma, pois ela tambem era refém desse mesmo (P)MDB de Eduardo Cunha “cumpliciado” com o PSDB de Aécio. Ou não, sr tucanão?

    2. Suas análises têm fundamento, Netho. Como tenho lido e visto, muita gente do PT, costumeiramente, converge à sua percepção de que Dilma e Haddad são grandes erros. Mino Carta, José Dirceu e André Singer identificaram as notórias limitações de Dilma, como também as de Haddad. Até hoje, ninguém entendeu essas escolhas de Lula dentro do PT, quando não lhe faltam quadros melhores da estrela vermelha à disposição.

  6. Bom dia Kotscho, fui excluído temporariamente ou definitivamente?
    O motivo foi falta de respeito, uso de palavras de baixo calão, por não concordar com o q escreve, por “fake news” ou por ser “chato”?

        1. Fez lembrar o imortal Sebastião Maia, “Não bebo, não fumo e não cheiro. Só minto um pouco”:
          “Esta mesma classe média quer a prisão do aécio […, Serra, Alckmin, FHC, Paulo Preto, Aloysio, Angorá, Azeredo, Beto Richa, Taques, Robson Marinho, Padilha, Perillo, Anastasia, Doria, Capez, Cassio e por aí vai a lista dos ‘não vem ao caso’], e q cunha fique eternamente na cadeia”, tanto que, convocados pela Globo, ‘não deixaram’ de bater panelas na varanda e desfilarem sob o flautista dos Marinho, em domingueiras cidadãs pelo Brasil, em esforço ‘permanente e visível’, para colocarem ‘todos’ corruptos na cadeia, não é mesmo?
          “Não minto. Só ‘bebo, fumo e cheiro’, um pouco.”

  7. Sem chance de ser eleger nem sindico de prédio e sem foro privilegiado MT vira presa fácil para “solicitações” de aumento do judiciário.
    No futuro vai cobrar a fatura!

  8. Uma descrição do ambiente político descrito por Fernando Haddad (ao final de um encontro com Lula, em 2013, já prenunciava como o ex-presidente vislumbrava o futuro de sua pupila. A íntegra da avaliação feita por Fernando Haddad do seu embate com Dilma, pode ser lido no blog do Luis Nassif, datado de junho de 2017, onde o jornalista registra as impressões de Haddad no tocante ao seu relacionamento enquanto prefeito com a presidenta, após sua vitória sobre o tucano Serra (“Careca” na planilha da Odebrecht). Recorto e colo, o último trecho do depoimento de Fernando Haddad: “Começamos a sentir que tínhamos alguma chance. Depois da execução sumária de 2013, era quase uma ressurreição. Fizemos uma reunião de secretariado em que as pessoas manifestaram otimismo. Entretanto, a crise que se instalou depois da reeleição de Dilma faria o pesadelo de 2013 parecer um sonho erótico. No final de 2013, num encontro com o presidente Lula, com a discrição que o caso requeria, perguntei se ele, passados três anos desde que tinha deixado a Presidência, conseguiria projetar a situação do país dali a cinco anos. Ele me perguntou, por que cinco anos? E eu lhe disse que esse era o tempo que ainda restaria a Dilma para governar o país no caso, que me parecia muito provável, de sua reeleição. Ele me respondeu com o corpo: cotovelos colados à cintura, palmas viradas para cima e uma expressão facial que indicava “Não sei” ou, talvez, “Quem é que sabe?”.”.
    A descrição da situação, nas palavras de Haddad, não deixa margem de dúvida a respeito do que Lula pensava a respeito da situação de Dilma, três anos antes do desastre ser consumado.

    1. Tenho dito, rematadas vezes, que Lula errou com Dilma e dobra o erro com o ‘Andrade’. Não aprendeu nada, não esqueceu nada, diria Talleyrand.
      Constato, em editorial de Mino Carta, publicado em Carta Capital dia 31/08/2018, sob o título “O carteiro só toca uma vez”, que a opinião, não somente dele, quanto de muito mais gente, coincide com a minha insignificante percepção. Tanto a respeito de Dilma, quanto do ‘Andrade’. Senão vejamos: “Uma carta chegou a Lula no cativeiro curitibano. Assinada por um fiel companheiro do ex-presidente, deixa claro que ele preferia outro em lugar do ungido Haddad. Teme que se repita quanto se deu com Dilma Rousseff. Diz ter ouvido referências preocupantes a respeito de comportamentos do escolhido na prefeitura de São Paulo: centralizador e escassamente inclinado a manter contato com gente do povo. Entra em jogo, segundo o missivista, uma questão de classe social, de sorte a imaginar em Haddad um resistente natural à ideia de radicalizar, a ser cultivada desde já na perspectiva do futuro. O ex-prefeito, uma vez alçado a candidato à Presidência, precisa entender de imediato que, se vencer o pleito, terá sido graças à força de Lula e do esforço coletivo de quem se empenha a favor do PT. A carta existe, não é invenção do acima assinado, e tal é a verdade factual. E navega sobre a falta de esclarecimentos a respeito das razões da escolha e sobre a apressada convocação de um vice do vice enquanto o ex-presidente continua candidato.
      Lula tem autoridade e poder para ungir quem bem entende, assim como a teria se escolhesse a si próprio em vez de Dilma em 2014, ou após a reeleição, no momento de formar o novo governo, assumisse a chefia da Casa Civil, ou desde a posse da presidenta organizasse as fluviais caravanas que tardiamente promoveu quando a Inquisição já o condenara”.

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