Alckmin ou Bolsonaro? Quem o mercado apoia? Esta é a “incerteza eleitoral”

Alckmin ou Bolsonaro? Quem o mercado apoia? Esta é a “incerteza eleitoral”

Toda vez que a Bolsa cai e o dólar sobe, ou vice-versa, os famosos “analistas do mercado” apontam a mesma causa: a “incerteza eleitoral”.

Qual incerteza, senhores?

Todas as pesquisas a que o mercado tem acesso diariamente já apontam que, com Lula ou Haddad, o PT irá ao segundo turno.

A única dúvida, portanto, está no campo oposto: com quem o mercado poderá contar para enfrentar o candidato do PT?

Como todos os outros deram chabu, a começar pelo Tio Patinhas Henrique Meirelles, só restaram duas opções: o tucano Geraldo Alckmin ou o pistoleiro Jair Bolsonaro.

Tem ainda a opção Marina Silva para ser inflada pela mídia em último caso, mas ninguém bota muita fé na “fadinha da floresta”, que só reaparece a cada quatro anos.

Vamos ser claros: o mercado e todo o aparato jurídico-midiático do establishment teria mais confiança em Alckmin, o eterno aliado de todas as horas.

Mas, como ele não emplacou _ ao contrário, empacou, depois de se aliar ao Centrão de Temer e Cunha_ e não tem anabolizante que o faça subir nas pesquisas, o que fazer?

Resolveram então que a solução mais viável no momento é investir as fichas no ex-capitão amalucado, que quase foi expulso do Exército, e agora ameaça fazer o Brasil voltar a 1964.

Esta é a grande “incerteza eleitoral” que deixa nervosos os mercados e seus comentaristas econômicos amamentados a leite de pata.

Bolsonaro já mostrou, no passeio que deu nos assustados âncoras do Jornal Nacional, que pode subir ainda mais nas pesquisas, já que a boçalidade em nossos rincões varonis não tem limites.

É tudo tão surreal que daqui a pouco o tal do mercado vai fazer uma grande manifestação diante do STF para implorar que soltem logo o Lula.

“Esse pelo menos a gente já conhece”, poderão argumentar com os supremos ministros, sempre tão atentos às vozes das ruas do mercado e da mídia.

Como o mercado é capaz de tudo, menos de rasgar dinheiro, nada é impossível a esta altura do campeonato.

Podem também alegar que não há condições para fazermos eleições diretas neste momento grave da nacionalidade, em que até Romero “com Supremo com tudo” Jucá já abandonou o governo de plantão.

Se nada é impossível para os eternos donos do poder, então tudo é possível, e só nos resta esperar que o mercado se acalme com as próximas pesquisas. Ou não.

Esta noite, no Jornal Nacional, Geraldo Alckmin terá talvez sua última oportunidade para tranquilizar o mercado, acabar com as “incertezas eleitorais” e provar ser ele o grande estadista que o Brasil precisa.

Por enquanto, só lhe falta convencer o distinto eleitorado.

Depois do JN, certamente não faltará colunista amestrado para defender o Geraaaaaldo, já considerado por eles “dos males, o menor”, um bom slogan de campanha.

Se eu não vivesse aqui, acharia tudo muito engraçado, de tão inverosímel.

Vida que segue.

 

9 thoughts on “Alckmin ou Bolsonaro? Quem o mercado apoia? Esta é a “incerteza eleitoral”

  1. Esses tão mais perdido que cego em tiroteio como se diz por ai. Eles sabem que não podem exigir muito do atual quadro politico pois todas as jogadas planejadas por eles deu errado. Estão todos na mão do povo que agora é quem manda no quadro eleitoral.

  2. Nem lavajateiros juramentados, nem paneleiros eufóricos, nem judiciário partidário, nem golpistas arrependidos conseguiram mudar o valor de um metalúrgico brilhante. Não será o tão badalado – pelos pseudo economistas, pela mídia e pela elite burra – mercado quem irá evitar a decisão de um povo agradecido e reconhecedor dos anos LULA a mais uma vitória do PARTIDO DOS TRABALHADORES.

  3. Aumentou o investimento externo na Hungria de Orbán, três vezes eleito? O ultranacionalismo húngaro, de governo “forte”, com controle censurador da mídia e política anti-imigração, é modelar para os negócios pela sua aceitação eleitoral no leste europeu? Atlântico Norte, Trump; sul, Bolsanaro? É isso o querem defender anualmente na cúpula financeira? Bilateralismo extremado na América (de transtorno geopolítico) bipolar, em mais de um sentido (ver romance clássico e profético do Philip Roth sobre a ascensão da extrema direita na “América”)? E como fica quando voltar um democrata por lá em 3 anos?
    19 em 20 “D’Avos” teriam arrepios na espinha com a escolha autoritária brasileira, mesmo com poderosos anestésicos para dores de consciência e na coluna de sustentação. Kotscho, se não for o Alckmin, eles vão rachar. A conferir!

  4. Tudo indica que Alexandre de Moraes votará pela condenação do ex-capitão. Não haveria porque dar o seu voto de desempate de forma diferente; tanto quanto ao mérito, quanto pela sua origem partidária, de modo a dar uma mãozinha ao seu ex-chefe e não deixar o tucanato na chuva. Não será, todavia, uma providência suficiente para remover a “candidatura militar” do segundo turno. O impasse permanece em termos absolutos enquanto o “Andrade” não for conectado à tomada do poste para recepcionar a corrente elétrica transmitida da central de energia instalada em Curitiba.

  5. Prezado Kotscho: Só que esse “Geraaaaaldo” não tem nada de engraçado como o personagem do Castrinho na Escolinha do Professor Raimundo que usava uma roupa espalhafatosa e contava histórias de duplo sentido. O ex-governador de São Paulo tá mais para querer santificar-se no trabalho como resultado da sua articulação política e de suas obras, mesmo quando ele dá um cavalo de pau e não explica direito o espetaculoso Rodoanel.

  6. …o mercado tá igual aquele cara que estava afogando e viu um galho boiando nas margens do rio, agorrou-se nele…só que não era um galho, era o rabo de uma onça.

  7. Kotscho, faco parte da “turma da pelada” jogo na ponta esquerda com a nr.13, pra minha surpresa ontem depois da entrevista do bolsonazi, o paneleiro mais pato coxinha da patota postou no grupo, “estou passado com esse louco ditador, me obrigo a votar num presidiario pra nao ser esse cara”. O constrangimento dos demais patos ficou evidente, pois ninguem comentou a postagem. Vejo isso como uma amostra da confusao que ocorre no lado de lá.
    PS: e um sujeito que nao gosta de rasgar dinheiro.

  8. Essa eleição tem uma máxima: num segundo turno os eleitores de Lula/Haddad, Alckmin, Ciro e Marina não votam em Bolsonaro. Neste caso, caso a máxima se mantenha, será estratégico manter o coelho Bolsonaro!
    Mas isto se conseguirem eliminar a chapa Lula/Haddad/ Manuela garantida no segundo turno!

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