Temer detona Alckmin: “Ele parece candidato do meu governo”.

Temer detona Alckmin: “Ele parece candidato do meu governo”.

O presidenciável tucano Geraldo Alckmin sofreu nesta quinta-feira o mais duro ataque à sua candidatura, depois da aquisição do Centrão para aumentar seu tempo de TV.

Pesquisa após pesquisa, o candidato governista não sai do lugar, mas agora vai ficar ainda mais difícil desempacar: em entrevista exclusiva a Bruno Boghossian, da Folha, Michel Temer abriu o jogo que Alckmin tentava esconder.

A manchete da página A10 (não saiu nem chamada na capa), já diz tudo:

“Quem o governo apoia? Parece que é o Alckmin, né?”

Ao responder sobre o apoio dos partidos de sua base ao candidato tucano, Michel Temer explicou no seu melhor estilo melífluo:

“Aliás, o Alckmin recebeu muitas críticas porque tem o apoio de todos. Se você dissesse: “quem o governo apoia?” Parece que é o Geraldo Alckmin, né? Os partidos que deram sustentação ao governo, inclusive o PSDB, estão com ele”.

“Inclusive o PSDB” é ótimo! Nem precisaria dizer mais nada…

Vida que segue.

 

 

 

16 thoughts on “Temer detona Alckmin: “Ele parece candidato do meu governo”.

  1. Meireles, o candidato dos bancos e banqueiros.
    ‘Santo’, o candidato que a base alugada do ‘MT’ apoia.
    Não é por acaso que a “candidatura militar” não desidratou e já ganhou impulso suficiente para estar no segundo turno.

  2. Ricardo !
    Um capeta amigo meu, me disse que, o santo vulgarmente conhecido como picolé de xuxú, éum defunto que não encontra coveiro que queira o enterrar. A capetada acha que no puxadinho que fizeram para os políticos do PSDB no subsolo do inferno, as vagas dele, do Zê Serra e do FHga, vão ficar vazias. pois só aceitam cadaveres que sejam sepultos.

  3. Meu caro blogueiro, tú é inteligente e já sabe que o resultado deste jogo já está definido.
    Expulsaram LULA da partido mas ELE levou a bola, as chuteiras, os uniformes dos times, e, até a chave dos portões do campo.
    Agora descobriram que ELE é quem manda, e ELE mandou ficar assim:
    Na fundo ELE não quer ser mais candidato, esta cansado e querendo ir pescar umas piabas e beber umas cachaças lá em Caruarú.
    Colocou,inteligentemente o Haddad, pra que o PT continue mandadno na política brasileira nos próximos 30 anos.
    ELE definiu tudo:
    O nordeste leva o Haddad para o segundo turno pra disputar com o porra louca do Bolsonaro.
    No segundo turno, a juventude e os pais mais sérios e conscientes o elegerão, pois ninguém em sã consciência, vai trocar alguém que vai colocar livros nas mãos dos seus filhos, por alguém que diz que vai colocar metralhadoras.
    O penta vem aí, até o FHgá, apesar de
    completamente FHgado, já viu isto.

    1. Muito legal essa conclusão sua Everaldo: o povo saberá escolher entre colocar um livro nas mãos dos filhos e colocar uma arma.
      Espero que você esteja certo, mas infelizmente, tem muito estúpido/ignorante, que acha que a força, morte, opressão e estupidez valem mais do que amor, conhecimento, razão e paz.
      O que mais me assusta com pessoas falando em votar no Bolso(asno) é a total falta de lucidez e inteligência nessa pessoa, que ainda acha que o mundo está na época do Macarthismo. E pior, ainda põe Deus entre suas falas relinchantes.

  4. Agora FHC vendo a m* que fez tenta achar uma saída para os tucanos. Mas não consegue motivar e nem esconder os chifrinhos e o rabo do “santo”!
    E neste cenário, mesmo com todo o PIG e aliados, cresce exponencialmente #Luladdad e Manuela D’ávila !

  5. isso todo mundo sabe o que vem ainda e pior para o picole de xuxu,,e a tal lei da compensassao,,efeito bulmerangue,vao provar do veneno que espalharam

  6. Ainda aposto que o Bolsonaro irá desidratar, acredito que a grande midia irá arrebentar com ele, pois alckmin tem mais chances de ganhar do PT no 2° turno.

  7. Um cenário possível, mas improvável
    Será? A coincidência é no mínimo imprevista: FHC, sociólogo, quadro intelectual mais preparado da República no longo período da crise inflacionária, perdeu a prefeitura para Jânio; em seguida, ganhou com folga a eleição presidencial. Um eco moderno: Haddad, também sociólogo, talvez o quadro mais preparado da atual política brasileira; em uma narrativa que corre, o mais pessedebista (histórico) dos petistas, sem com isso deixar de ser próximo de Lula. Perdeu a eleição municipal para um neo-janista, o extravagante João Doria, e agora tem chances reais de ganhar a presidência num macronismo (E. Macron) de ultramar, que não seria mesmo um anacronismo (sonoridade deliberada) internacional. Pouco entendemos o quadro, se só prestarmos atenção para um cenário de confrontação, como muitos o enxergam, bem provável: Lula, inelegível, fere de morte a seletividade estratégica do julgamento que sempre visou colocá-lo fora do páreo, ao transferir com sucesso seus votos da masmorra curitibana para o ex-prefeito de São Paulo. Sem decolar no momento favorável em que se imaginava que isto poderia acontecer, o pico da campanha na TV, Alckmin (o “piloto de Boeing” abandonado até pelos correligionários em busca de um condutor de caças) veria em breve Bolsonaro colocar os dois pés no segundo turno. Derrotada a empreitada de desidratação do militar, figura resiliente que se faz passar com êxito pelo que não é, representante político das Forças Armadas, o segundo turno não vai apenas opor petistas e bolsonaristas, como vai oferecer a ampla oportunidade histórica de optar, com aclimatações tropicais de praxe, entre França e EUA atual, entre Macron e Trump.
    Cabe aqui perguntar: vai se oferecer para quem? Simplificando as coisas: iria todo o poder econômico endossar um Atlântico “americano”, de norte a sul, comandado pela extrema-direita? Iria a propensão bilateralista dos quadros de política externa do PSDB ver nisso uma chance de ouro para, finalmente, forjar acordos robustos, reforçados, em duplo sentido com o outro “continente” do norte? (estar com Temer como um estágio para lançar-se com o paraquedista). Vai todo o poder econômico então cerrar fileiras com um antipetismo delirante de cruzada religiosa, quando o The Economist, União Européia, Lagarde e outros se mostram para lá de apreensivos com o que se chama hoje de risco Bolsonaro? As reuniões que eram-para-ser sigilosas no Pactual já representam um “pacto” antecipado, em que o papel de avalistas de riscos é enterrado para dar lugar a uma cega e (de forma suspeita) atmosfera prazeirosa de guerra contra toda esquerda? Se sim, como ficam as coisas com o pessoal cosmopolita, digamos, defensor dos Direitos Humanos e investidor antitrump de Wall Street? Não vão engolir de novo o conhecido mantra anticorrupção só contra os inimigos, quando ele se converte na assustadora voz do fuzilamento simbólico dos dissidentes. Naquele pub charmoso da região financeira, todo iluminado, os garotos prodígio húngaros que bancaram Orban já não têm mais acolhida alguma. Há repulsa internacional e sinal vermelho para investimentos diante de quem fecha com o fascismo.
    Às vezes, um sinal de desconforto externo, ia dizer internacional, não está numa arena dura de negociação, mas em outros espaços mais remotos. Vejam no que deu o boicote ao QueerMuseu, orquestrado, entre outros, pela juventude do MBL e pela prefeitura de Porto Alegre: o setor progressista do MP quer a reabertura da exposição e o braço cultural do Banco Santander recua assustado para mostrar outra coisa diante do previsível barulho causado pelos movimentos arquiconservadores. Queremos para o Brasil a pecha de lugar onde a liberdade de expressão é tolhida e as liberdades individuais atingidas por um ganho de musculatura da intolerância religiosa, eleitoralmente chancelada? O poder econômico, expressão tão imprecisa quanto utilmente intercambiável (todos sabem do que se fala), só poderá rachar neste caso. Nesta linha previsível de fratura viria abaixo toda uma antiga aliança! Será?

    1. Cara Serena,

      já te pedi outras vezes para respeitar as normas do blog e enviar comentários num tamanho mais razoável. Isso não é um comentário, é uma tese de mestrado.
      É a última vez que publico texto teu deste tamanho, que nem li inteiro para poder moderar, ok? Foi na base da confiança. Abraços, Ricardo Kotscho

  8. Prezado Kotscho: E por coerência, o candidato do presidente ao governo de São Paulo deve ser aquele robotizado do ex-prefeito da capital que não cumpriu o mandato e que tem um sorriso que não fecha, certo?

  9. Claramente o candidato do governo Temer é o Alckmin…O Meirelles só foi jogado aos leões para despistar e essa manobra engana somente aos ingênuos. Pelo menos para mim não será surpresa nenhuma se em um eventual 2º turno entre o candidato do PT e Bolsonaro, vermos no mesmo palanque, sorridentes e como se aquilo não fosse nada demais, os apoiadores do impeachmeant da Dilma e o candidato do PT de mãos dadas…

  10. Esta eleição que se aproxima…Políticos de sempre…que não abandonam a ”teta” por nada, que em seus discursos são capazes de fazer ”tudo”, alguns deputados que nada fizeram, mas, agora dizem que vai ser ”prá valer”. São capazes de fazer o RJ a cidade mais pacífica do mundo… bando de falsos, vendendo corrupção, e jamais apresentaram um projeto sequer. Parem com essa chantagem, política não é profissão, é uma doação de sí para a sociedade e não a doação da sociedade para sí. Dá nojo em ver esses discursos, como se o povo não tivesse poder de discernimento. Ratos de esgoto, o povo já está cansado de sustentá-los.

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