Prometeram 1 milhão de empregos; nesse ritmo, só daqui a 10 anos

Prometeram 1 milhão de empregos; nesse ritmo, só daqui a 10 anos

Em tempo (atualizado às 14h40):

Vi agora há pouco uma comovente matéria (não me lembro o nome da repórter) no Jornal Hoje, da Globo, sobre a monumental fila de desempregados que desde ontem ocupa o Vale do Anhangabaú. Ela não se limitou a estatísticas e números do desemprego, mas ouviu as pessoas na fila. Teve gente que chorou de emoção, e um desempregado, olhos fixos na câmera, resumiu o drama deles com apenas duas palavras: “É cruel!”

***

No carnaval de fim de ano da propaganda oficial do governo que inundou a mídia, prometeram 1 milhão de novos empregos e um crescimento do PIB em torno de 3% em 2018.

Era tudo fantasia. E o que temos hoje, na vida real?

Com a desaceleração da economia desde março, se for mantido o ritmo atual, o crescimento do emprego será de apenas 220 mil vagas com carteira ssinada até o final do ano, segundo levantamento da LCA Consultores, com base nos dados do Caged, divulgado nesta terça-feira pela Folha.

Em matéria de Flávia Lima, ficamos sabendo que, como foram perdidos 3 milhões de postos formais de trabalho durante a crise, no ritmo em que vai a criação de empregos o mercado de trabalho levará pelo menos 10 anos para voltar à situação anterior.

No final do segundo governo Lula, a taxa de desemprego foi de 5,7%; hoje, está em torno de 13%.

O crescimento do PIB em 2010 foi de 7,5%; hoje, a previsão para 2018 mal chega a 1%.

E ainda tem gente se perguntando como Lula ainda pode liderar com folga as pesquisas presidenciais, mantendo-se acima dos 30% de intenção de votos, mesmo estando preso há mais de 100 dias.

É a economia, estúpido, ensinavam os assessores de Bill Clinton.

E é por isso mesmo que cada vez menos gente acredita na libertação de Lula antes das eleições.

Vida que segue.

 

 

 

39 thoughts on “Prometeram 1 milhão de empregos; nesse ritmo, só daqui a 10 anos

  1. ESQUERDA:Considerando a perseguição da mídia e judiciário,se omitindo em prestar informações transparentes,o que demonstra que são os primeiros a fabricar fake news,a população só tem alternativa de votar na esquerda,que tem um melhor programa,alem de um pragrma de governo,mais atrelado ao desenvolvimento do país.

  2. A promessa de emprego – É mais uma falsa promessa,pois os índices de crescimento continuam baixos e empresas continuam fechando portas.Se possível fosse -Apenas o Obama e sua excelente equipe poderia mudar essa história -Acabando com a crise.

  3. 13 na CABEÇA: A mídia esta em desespero,principalmente a GLOBO,que os eleitores do PT sabem que perseguidora de LULA,então já tem boicote na mídia,e os eleitores vão votar no 13 de cabo a rabo,inclusive votoos conscientes para aumentar a fÕrça de LULA no governo.a boiada vai estourar em outubro.qualquer candidato da esquerda terá sua eleição garantida,pois a direita não tem projeto para a nação.

    1. Luiz, assino embaixo, mas pode ter certeza: exatamente por não terem chances ou alternativas, vão melar (anular) as eleições, fraudar as urnas ou apelarão pro golpe militar que, escrevam aí, vai fracassar vergonhosamente e virar piada internacional, como Neymar.
      Estamos desmoralizados e o caos nos aguarda, não temos pra onde correr. Mesmo que seja eleito, Lula nada poderá contra a Globo, Congresso, STF, Forças Armadas, Tio Sam etc… Eu já perdi as esperanças, especialmente quando leio uma baboseira como essa do Obama ser solução pro Brasil. É rir pra não chorar. Kotscho, obvio, estava fazendo hora, mas o zé mané falava sério. Ninguém merece !!!

      1. Certo. Não promoveram o golpe, destruindo as grandes empreiteiras, o juizeco da lava-jato não adquiriu poderes quase sobrenaturais arrebentando todo arcabouço jurídico-constitucional do país, não mandou mais de 2 milhões para a rua para que o Luiz Inácio voltasse a ser presidente. As eleições, em caso de vitória de alguém da esquerda, serão anuladas. Enfim, vão “melar” o jogo.
        “O Brasil não é um país. É um hímen complacente. Aceita tudo, de qualquer tamanho e calibre” (Royalties paraJânio Quadros, de triste memória, mas nesta frase, acertou).

      2. Outro dia estava lendo a coluna de um blogueiro, não me lembro qual. Ele perguntava qual era o motivo do ódio ou do medo que a Rede Globo mantem e tem sobre o Presidente Lula! De onde vem tanta ojeriza com este cara?
        O próprio autor talvez tenha dado a dica.
        As transmissões de TV são uma concessão do governo federal, portanto podem ser quebradas a qualquer tempo. Só que a concessão da Globo termina em 2021. Daí o medo desta concessão não ser renovada por mais 30 anos como é a praxe hoje.

  4. Pobre dos miseráveis q vão morrer de fome,dos pobres q vão ficar miseráveis,da classe média q vai ficar pobre bem essas 3 classes não sabem protestar e pagaram um preço maior por se deicharem influenciar pela mídia e os moros da vida,as outras duas classes bem são ricos e milionários qualker governo serve Desde q fodam os 3 primeiros….

  5. Caro Kotscho:
    É a economia, estúpido, ensinavam os assessores de Bill Clinton. Hoje pode-se dizer “É esta quadrilha, que se apossou do Brasil”.
    Abraços,
    josé maria

  6. E vergonhoso ver “sindicalistas profissionais” explorando os empregados. Existe uma briga faraonica pelo poder no território dos comerciários, protagonizados pelo Sr. Ricardo Patah, que é presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e presidente da Central Sindical UGT e de outro lado, o Sr. Mota, presidente da Federação dos empregados do Comercio no Estado de São Paulo (e candidato a deputado Federal) e vinculado à outra central Sindical. Os dois disputam a supremacia da categoria e o Sr. Patah é quem está prometendo 1,300 empregos formais no comercio. Para tanto, vinculou-se à grandes redes de lojas (que já devem estar almejando vantagens nas negociações salarias em setembro) e lá estão fazendo seleção de curriculum. É mais ou menos o que prometer 13 virgens para quem morre como martir

  7. estranho, nao sei o que houve. Antes da materia ter atualizaçao, havia um comentario brilhante a respeito do contexto; agora que o nobre jornalista atualizou o conteudo, o comentario (unico lucido por sinal) desapareceu. Por quê? Só sobrou os mimimi de sempre….

      1. Kotscho, conhecendo o autor desse autêntico “mimimi”, creio que o mesmo tenha feito confusão com comentário do post anterior (Paulo, 17 de julho de 2018 às 11:23) que discorre sobre a era Henrique Meirelles como era de ouro de nossa Economia, assim como Luis Carlos Velho considerava a era Palocci um estrondoso sucesso. Ou seja, até os anti-Petistas mais irrecuperáveis admitem que Lula foi o melhor presidente que esse país já teve. Boa noite, Balaieiros.

  8. Prometeram milhões de empregos aos norte-americanos, franceses, chineses e alemães… muitos ja foram entregues. Outros estão na fila… parece que um tal ministro criou uns empecilhos, mas nada que não se resolva ou não se possa ignorar.

  9. Caro Kotscho, o mais correto não seria dizer…
    Governo de Michel Temer fracassa, e não consegue reverter o desemprego de 13% deixados por Dilma?

        1. Jose Antonio, acho melhor você primeiro ler de novo o que eu escrevi. Está muito claro lá que o “quase pleno emprego”, foi registrado em 2014, ano da reeleição, e não em 2016, ano do golpe parlamentar.

      1. Pleno emprego no governo Dilma?

        Não se iluda com números em planilhas fornecidas pelo governo.

        Ou vais me dizer também que no governdo Dilma zerou o analfabetismo no Brasil?

        Só em planilhas pra mostar as belas estatísticas pra jornalistas.

        Quem conhece o interior do país sabe muito bem que isso é falácia.

  10. Cada um vê de eu jeito. Sei não, mas não parece bem assento julgar que tendo em conta os problemas econômicos, que aguça os problemas políticos que se desenrolam mais agudamente desde 2014, que culminou no impeachment-golpe de 2016 contra a Presidenta Dilma Rousseff, levando os golpistas a se sentirem seguros para dar um cavalo de pau na economia brasileira, passando seguir pura e simplesmente o credo neoliberal, que trata os negócios do país como interessando tão somente ao grande capital e seus ganhos, desconhecendo completamente as necessidades do país e da população, principalmente os mais pobres, que levaram a muitas questões impactantes na política, onde sobressai a prisão do Presidente Lula, que é um contraponto pelo governo que fez de 2003 /2010, que as pesquisas eleitorais indicam que praticamente inviabiliza as demais candidaturas, inclusive a de Bolsonaro que está nitidamente emparedado em um insuficiente, para os propósitos de se eleger, teto de 15-20% de aprovação, possa dar ao comando do Golpe segurança para continuar com Lula preso, que é candidatíssimo, que não optará por plano B algum, num processo que não controla, que pode significar a derrota, um suicídio político, que mancharia toda a sua caminhada. A opção que resta de simplesmente não realizar a eleição para presidente não parece solucionar o problema crucial do golpe, que não conseguiu entregar o prometido – sem mais tempo para continuar a seguir o caminho escancaradamente errado, política e economicamente, apesar dos esforços de toda mídia empresarial (Globo à frente) – ao povo que enganou e ao grande capital com quem vem ganhando rios de dinheiro com o sacrifício da população. Não rima muito bem. Os problemas aumentarão, será perdida a possibilidade de acomodação, tudo postergando sem proveito de ninguém, levando a um impasse ainda maior, de solução que pode ser tramática e fora de controle.

  11. Não há notícias de que, em qualquer época da história um pais cuja população tenha que sustentar 1/4 dos habitantes sem trabalhar e fora do sistema produtivo.Isso ocorre no Brasil pós PT, onde 47.854.608 de pessoas, ou 23.8% vivem nessa situação. Dados compilados em 2014 com base na titularidade dos beneficiários e uma projeção de 3 indivíduos por titular. De se lembrar ainda que o índice de desemprego no auge do petismo foi ”MAQUIADO” por uma metodologia da qual o próprio corpo técnico do IBGE chamava de ”METODOMAGIA”, ou mágica, que fazia sumir milhares de desempregados. Bem assim se deu com tais 35 milhões que saíram da pobreza, que foi uma deslavada e grossa mentira ,uma vez que para obter tal milagre foi necessário outro milagre à época, que consistiu em baixar de 135 para 75 dólares a renda a partir da qual alguém seria miserável. Só nesta canetada sumiram mais de 15 milhões de miseráveis . E mesmo assim, a menor taxa de desemprego da era PT se deu por volta de 2008 e foi de 5.7%, mas com base na mágica ibegeliana. Vale ressaltar ainda que, na Europa, exceto na Alemanha todos os países ostentam índices em torno de 10% de desemprego que na Espanha é de 16.5% e na Itália 12%. Para terminar, na badalada vice campeã do mundo, a Croácia o desemprego passa dos 20%. E no Brasil, salvo um surto de crescimento inesperado, infelizmente, não há possibilidades de melhoras e quem prometer uma reversão no curto prazo, ou é desinformado ou demagogo ou um vigarista. E quem conseguir se empregar vai se submeter a salários ,em média, 50% menores.

  12. Permita-me Sr.Kotscho, lembrar e repetir:
    ”A economia, ao contrario do entendimento convencional e da religiosidade, não mostra o mundo ideal ,mas o mundo do jeito que ele é”
    Quer dizer ,em economia não existe a mentira piedosa, mas só a verdade dolorosa.

  13. Não havia fila e menos ainda desempregados na tamanha dita vista em tela da Globo.
    Foi como o beija-flor voando no apê, enquanto assistia o ‘realismo fantástico’ platinado.
    Trata-se apenas de futuros empreendedores em trânsito pelo desemprego, conforme ‘semioticamente’ explicou Heraldo Pereira, num desses fantásticos ‘noticiários realísticos’, Globo adentro.
    Uma beleza! Explicou levitante e sorridente, mostrando esfuziantes números do neo-empreendedorismo que surge do desemprego para ‘garantir o futuro’ do Brasil.
    É, atucanaram o desemprego que passa a ser ‘ante-sala do empreendedorismo fantástico’.
    Pode isso, Mestre, sabendo Arnaldo não mais poder, desempregado da Globo a viver só de rendas, deixando miçangas à fila de ‘quase empreendedores’, que tu pensou ter visto desempregados, no Anhangabaú, através das poderosas lentes fantásticas da GloboMarinho?
    Definitivamente, Heraldos fora, não dá para chamar urubu de meu beija-flor.

  14. Qualquer um com um pouco de discernimento político econômico sabe que o golpe está relacionado diretamente à retomada geopolítica e da recomposição dos ganhos do capital especulativo. Ou seja, temos que voltar a ser o quintal do norte , não devemos gastar no social para pagarmos a dívida e e devemos salários mais baixos para recompor a taxa de lucro dos empresários retirada pelo capital especulativo.
    E no final, Marx tem sempre razão à sua crítica ao sistema quando vemos que o capitalismo sendo comandado pelo lado financeiro criando uma riqueza financeira que Marx denominou capital fictício e gerando uma grande bolha. E neste caso, vamos ter apenas um grande valor de troca e um pequeno valor de uso, ou seja, muito papel e pouco produto.
    O interessante é que ao mesmo tempo que faz a crítica, vemos que aponta para soluções que garantem um sobrevida ao sistema.

  15. Se o velho Marx atualizasse o seu 18 de Brumário, cuja primeira edição saiu em 1852, o seu Luís Bonaparte seria um capitão. De paraquedas, vem se aproximando para a tomada do Planalto, com apoio da ‘escória da burguesia’, da ‘aristocracia financeira’, do grande latifúndio e dos lorpas que abundam em todas as classes subalternas. O número de desempregados em 2018 é igual ao da Grande Depressão norte-americana dos anos 30. Cerca de 14 milhões. Pensando famílias de quatro pessoas são 64 (sessenta e quatro) milhões de indivíduos em situação instável, precária e desassistida. A diferença é que F. D. Roosevelt recebeu Keynes na Casa Branca para entender melhor a sua Teoria Geral da Moeda, Juro e Emprego, e a partir daí adotou a política de obras públicas financiadas por empréstimos (não por diminuição de impostos), que pelo efeito-multiplicador do gasto público tirou o país do marasmo. Aqui, o novo Luís Bonaparte, em lugar de Keynes, já adotou Hayek como inspirador da sua política econômica. Isso significa que os desempregados serão em maior número quando a “candidatura militar” – como o apoio maciço do ‘mercado’ – descer de paraquedas nos jardins do Alvorada. Enquanto isso, o centro e a esquerda perdem-se no palavrório da legitimidade de uma miríade da candidaturas, quando já não há mais outra alternativa que não seja enfrentar – em bloco e sob um amplo arco de forças -, o perigo máximo e imediato: a “candidatura militar”, que reedita os piores capítulos da história brasileira anteriores ao 5 de outubro de 1988, inclusive a década perdida dos anos 80.

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