Guerras antigas entram em campo contra a Croácia: por que só agora?

Guerras antigas entram em campo contra a Croácia: por que só agora?

“Se consideramos o passado e também o presente dos países que têm seleção na Copa, ficaria muito difícil escolher uma para torcer, a começar pelo Brasil” (Samuel Aarão Reis, em sucinto e preciso comentário publicado no Facebook desta quinta-feira)

***

Estava cá eu no meu cantinho dando meus palpites sobre a Copa da Rússia, que está uma beleza, dentro e fora dos campos, quando ouvi balas perdidas nas redes sociais que chegaram até o Balaio.

Como pouco entendo sobre geopolítica e política internacional (sim, não fui um bom aluno) não me interessei em entrar nesse conflito, mas a nova guerra contra a Croácia (ver posts anteriores) virou o assunto do dia por toda parte nas blogosferas da vida.

Parece até que ainda não terminaram a Segunda Guerra Mundial e o secular conflito nos Balcãs entre os países que formavam a antiga Iugoslávia.

Tenho também razões pessoais e familiares para me abster do debate insano que tomou conta da grande rede.

Como meus pais viveram nesta região, tenho vagas lembranças das conversas familiares sobre os horrores da guerra.

Nem gosto de lembrar destas histórias, tenho trauma até hoje.

Minha família paterna foi perseguida pelos comunistas na Rússia, terra dos meus antepassados, e da mesma forma a materna pelos nazistas na Alemanha de Hitler.

Pertenço a uma típica família de refugiados de guerra que se espalharam pelo mundo

Como agora até jornalistas amigos, que eu respeito muito, entraram neste Fla-Flu político internacional, fazendo um revival de guerras antigas para, em resumo, decretar que a Croácia, pelas atrocidades que já cometeu não poderia nem estar nesta Copa, muito menos disputando a final contra a França, vou dar também o meu pitaco.

Como assim? Perdoem-me os amigos e os leitores deste blog, mas eu sempre procurei separar futebol de política e religião. Não dá certo misturar as coisas.

Torcer pelo Brasil para mim nunca dependeu dos governantes de plantão, se são de direita ou esquerda, nem no tempo dos generais da ditadura.

Eles passam, todos um dia vão embora. Mas a seleção e o país ficam.

Tem razão o comentarista Aarão Reis citado na epígrafe: se formos levar a ferro e fogo a história de cada país, quantas seleções teriam direito de disputar a Copa?

Por acaso nós, bravo povo brasileiro, também não temos muitas culpas no cartório? Ou não somos um país escravagista de negros e que quase exterminou a população indígena?

Vamos admitir a verdade: a humanidade, de uma forma geral, nunca se comportou bem.

Nem vou entrar no mérito dos argumentos de quem resolveu detonar a valente Croácia, a apenas 72 horas da grande decisão, mas pergunto: por que só agora?

Se a Croácia fosse eliminada logo nas oitavas, e não tivesse vencido os adversários no mata-mata, ao final de três prorrogações e duas disputas de pênalti, jogando 90 minutos a mais do que os outros, alguém estaria falando deste pequeno país dos Balcãs, de apenas 4 milhões de habitantes, a esta altura do campeonato?

Para quem se interessar em saber mais sobre o passado, recomendo a leitura da bela reportagem “Triunfo da Croácia expõe nacionalismo e constrange russos”, de Igor Gielow, enviado especial da Folha a Moscou.

“Palco de sangrentas guerras de independência que se seguiram ao esfacelamento da Iugoslávia, a partir de 1990, a região no sul europeu andava fora do foco do noticiário internacional”, lembrou Gielow.

Voltou agora porque, contrariando todos os especialistas, comentaristas, casas de apostas e palpiteiros do mundo, o time comandado por Modric, também ele um sobrevivente, teve a ousadia de surpreender o mundo com um futebol ao mesmo tempo competitivo e bonito de se ver, aliando a boa técnica brasileira à garra uruguaia.

E é só isso que me interessa neste momento porque eu gosto mesmo é de futebol. Quem vive do passado é museu e aposentado, e eu tenho que continuar trabalhando.

Por caminhos diferentes, táticas e técnicas bem diversas, França e Croácia chegaram, com todo merecimento, à final de domingo. Foram os melhores da Copa.

É como escreveu o internauta Francisco Canindé, em comentário enviado às 12h17 de hoje ao Balaio:

“Cada um torce para quem quiser. Ou torce para ninguém e reconhece que nós estamos fora mesmo.

Mas sem estigmatização étnico-nacional, por favor”.

Como já escrevi aqui antes, agora sem o Brasil na parada, estou torcendo para a Croácia. Por que não posso?

Vida que segue.

 

43 comentários em “Guerras antigas entram em campo contra a Croácia: por que só agora?

  1. E chega a notícia, a conferir por certo, de que o treinador da Croácia (só no brasil chama-se o treinador de professor), não recebeu salário algum para comandar a sua equipe. Fez para viver um sonho. Até onde se pode apurar a origem do treinador croata é bósnia, isto é, um país que sofreu o diabo na mão dos croatas. Em tudo e por tudo, a Croácia é o time por quem todos, exceto os franceses, estarão a torcer no domingo. E vão quebrar o tabu na final. Antes que seja tarde demais, que o Tite e seu futebol gerencial- estatístico (consegue fazer um centro avante não fazer gol algum) seja despachado logo. Em seu lugar, o boleiro Renato Gaúcho que, há muito tempo, pratica o futebol ofensivo que tanta alegria já deu ao país do futebol. Somos todos Croácia!

  2. Claro, que é isso mesmo. Comparando Croácia e França, não no futebol, estamos diante de um país com historicamente imperialista, que andou querendo toma parte do Brasil de Portugal, que até hoje não se emendou e um pequeno e novo país, ainda se afirmando. Atrocidades, estão aí Inglaterra, França, Arábia Saudita, e alguns outros, entre os quais os EUA que não participou da copa, que ainda estão com as mãos sujas de sangue sírio, numa covardia que não se consumou, porque o povo sírio com bravura e determinação soube bem aproveitar a ajuda que recebeu, principalmente da Rússia e do Irã, e venceu a guerra que lhe estava sendo imposta.

  3. Do técnico croata ao receber o convite para dirigir a seleção: “Quando me chamaram, perguntaram se eu estava pronto. E eu disse que estava pronto. Eu não fiz perguntas. Eu fui encontrar os jogadores antes do voo para a Ucrânia, 48 horas antes do jogo. Não houve negociação, não houve mensagens. Eu apenas aceitei. Porque era o sonho de uma vida. Ser o técnico deste time. Eu não tinha dramas, não tinha dilemas. Eu não queria assinar um contrato. Eu disse: “vamos ver o play-off”. Eu não preciso do salário. Se eu conseguir passar de fase e classificar até a Copa do Mundo, aí nós vamos conversar. E assim foi”. O Tite e seu futebol tecnocrático e estatístico ainda está negociando seu salário e de sua equipe com os safardanas da CBF, quando deveria ter pedido o boné por entregar a rapadura na chocolataria belga.

  4. Não consigo entender o porquê estão querendo estigmatizar esta geração da Croácia, que só conquistou a independência 40 anos após a Segunda Guerra. Seria mais ou menos como amaldiçoarmos a Alemanha depois dos 7 a 1, relacionando-os a Hitler.
    A Copa é apenas um evento esportivo. É covardia alguns quererem abrir estas feridas já há muito tempo cicatrizadas.
    Slavu u Hrvatsku, vive le France; que vença o melhor.

    1. Realmente, o Rui deu uma resposta das mais sensatas! Se águas passadas movessem moinhos, ódios acumulados impediriam a maior parte de toda e qualquer colaboração entre a maioria dos povos. E, cretinamente, também invalidariam a vida cultural! Se podem invalidar a vida esportiva, por que não a cultura? Ficaríamos privados de ouvir Bach e Beethoven, de ler Goethe e Kant por causa do nazismo? De ouvir Verdi e Vivaldi, de ler Dante e Lampedusa por causa do Mussolini? A seguir essa regra, que países estaria isento e habilitados? Mônaco, Andorra, Butão…

        1. De fato, se tudo sempre for assim, só temos a ganhar, já que a diversidade de pontos de vista serve para abrir a perspectiva de todos. Mas divergência que não passe pelo fígado, mas, principalmente, pela razão! Sempre que possível, “deixar que os mortos enterrem os mortos”, como nessa história do nazismo, dos ustaches e que tais, quand não forem assumidas pelos homen atuais. E não dar moleza quando se portam como os selvagens das décadas de 1920, 1930, 1940…

  5. O jornalista deveria pesquisar melhor a questão no que diz respeito a Croácia.
    De outro lado, dizer que futebol e religião não se misturam com política…Religião, ao longo de toda a história, usada para oprimir cada vez mais os povos, inclusive e sobretudo a igreja católica, naturalmente com as honrosas exceções de sempre. Religião que, cada vez mais, é ópio do povo, apesar de figuras como o Papa Francisco (basta sintonizar, entre outros, a TV Canção Nova ou ouvir qualquer pregador evangélico na TV). Religião como a de João Paulo II, que inclusive interviu na política interna da Polônia, na Nicarágua e nos USA, entre outros. Religião que nunca teve uma palavra em favor dos escravos negros, que foi peça fundamental no massacre de Canudos, apoiadora do golpe de 64 e totalmente omissa no golpe de 2016 e este momento não tem uma palavra de apoio ao povo e sua luta. Futebol, um jogo de interesses brutal, que mobiliza bilhões e bilhões mundo afora..Futebol onde patrocinadores tem força para escalar jogadores numa final de copa. Desculpe-me o jornalista, não existe o a-político. Tudo é política, eventualmente não necessariamente política partidária

    1. Ari, eu não escrevi que política e religião não se misturam. Seria uma tremenda cretinice, não é preciso pesquisar.
      O que escrevi é que eu não não misturo, política e religião com futebol. É bem diferente.

  6. É imperdível ver e ouvir o Dadá Maravilha contando de onde vinham a sua impulsão notável e a sua velocidade máxima. Se não quiser publicar, nem é necessário, Kotscho. Mas gostaria que você consumisse oito minutos nesse depoimento formidável. Nosso futebol não tem mais raízes no povaréu e na várzea de terra batida e muita poeira. Não perca, Kotscho. Link: (https://piaui.folha.uol.com.br/dario-dada/doing_wp_cron=1531393917.9643828868865966796875)

  7. Nenhum daqueles povos que formavam a Iugoslávia podem atirar a primeira pedra. Todos eles cometeram e sofreram atrocidades. Isso vale para todos os países desse nosso maltratado planetinha. Todos têm culpa nos devidos cartórios. Nem a Suíça escapa.

    1. A verdade, em se tratando dos povos eslavos dos Bálcãs, é que a hegemonia da Sérvia vem desde a Idade Média, dos tempos do rei Stefan Duchan, no século XIV, que chegou ao ponto de se intitular tzar… depois de chegar ao poder assassinando o póprio pai. Hegemonia engolida com profunda má vontade pelos demais, diga-se. E quando a Croácia, Eslovênia, Bósnia e Macedônia foram retiradas da soberania de Viena, pela derrota do Império Austro-Húngaro, em 1918, foram fagocitados pela Sérvia, que de quebra também anexou o pequeno Montenegro do rei Nikita. Fundou-se um artificial Reino dos Sérvios e Croatas, depois tornados uma ainda mais esdrúxula Iugoslávia, que, a rigor, nunca foi nome de país, mas de um ramo étnico, “eslavos do sul”, contrapostos ao demais eslavos: russos, ucranianos, poloneses, tchecos, eslovacos. Nunca houve harmonia entre esses povos eslavos do sul, ao longo da história, tanto que foi um croata que em 1935 assassinou em Marselha o rei Alexandre. Veio a Segunda Guerra Mundial, e com ela, o nazismo, e os croatas criaram o infame partido Ustache, comandado pelo melancólico Ante Pavelic. Momento do assassinato em massa dos sérvios ortodoxos, pelos croatas católicos, e de quebra, dos bósnios islâmicos, sem contar a matança da população judaica. E o fim da guerra, com a vitória das tropas do marechal Tito, que por sinal, era filho de pai croata e mãe eslovena, a mão de ferro desse estadista manteve os ânimos relativamente apaziguados. Mas sua morte em 1980 foi o sinal de que em breve o furdunço recomeçaria, retomando os ódios medievais não sepultados.

      1. Caro Clovis, muito grato por esta tua lição de história, que eu não conhecia.
        Só me lembro que meu pai lutou ao lado das tropas do marechal Tito. Morreu muito moço, em 1960, aqui no Brasil, em decorrência de doenças contraídas durante a guerra. Grato pela participação.

        1. Realmente, as coisas lá são terríveis, ódios desses que a gente chama de tribais, e que já geraram conflitos terríveis, como o que culminou com o massacre da minoria tutsi de Ruanda, nos finais do século XX, por parte dos hutu, o setor dominante daquele país tão pequeno. O massacre foi o fruto de ódios milenares e que a dominação belga a partir do século XIX só exacerbou, uma vez que os tutsi eram favorecidos pelo governo colonial do pequeno complexo Ruanda/Burundi, de acordo com a tática do divide et impera. Coisa para ninguém deixar de ficar de olho e reprovar assim que se manifestar, seja no quotidiano, seja em campo de futebol.

      2. Caro Clóvis Pacheco, excelente explanação histórica a respeito dos balcãs. Tomo a liberdade de fazer uma correção: o Rei Alexandre da Iugoslávia foi assassinado por um terrorista chamado Vlado Chernozemsky, de origem búlgara e não croata,membro da Organização Revolucionária Interna da Macedônia (ORIM) apesar de que à época prestava “serviços” como instrutor da Ustaše.
        Este acontecimento não é uma versão histórica, trata-se de um fato verdadeiro documentado por um cinegrafista a poucos metros do evento.
        Também, não podemos esquecer de mencionar o estopim da Primeira Guerra, que foi o assassinato em 28/06/1914 na Bósnia, do arquiduque Ferdinando, herdeiro do reino Austro-húngaro, por um ativista Sérvio.

  8. Desculpem os que não concordam comigo, mas, dou minha vida para que tenham esse direito.Nas olimpíadas da China, fui contra o Galvão Bueno que comentava sobre guerras no passado daquele País, quando narrava o evento de abertura. Agora, essa copa de futebol, prima pela paz entre os povos…por que então falarmos em violência? Trazer para o presente os dissabores antigos?
    Chega de propagar a indústria da morte e temos sim de aplaudir a paz. Chega de ilusão que a violência leva a humanidade à algum lugar bom! Paz neste planeta e honestidade que pode muito bem se o maior caminho a seguir.

  9. Caro Kotscho
    Seus amigos jornalistas que se manifestaram nesse Fla-Flu não o fizeram gratuitamente. As manifestações contra certos episódios da História da Croácia só surgiram porque houve cânticos e saudações neo- nazistas dos jogadores desse país. Portanto, estariam omissos se não se pronunciassem contra a
    apologia à barbárie. Imagine se um jogador alemão ostentasse no peito uma suástica. Não haveria uma grita geral relembrando os horrores do nazismo? Ou se Neymar desse uma declaração defendendo os atos do torturador Brilhante Uster?. Não acha que é dever do jornalista, que é formador de opinião, se rebelar, protestar, relembrando a História se necessário for??

  10. Sem querer polemizar, fascismo (racismo, homofobia, misoginia, injustiças, desigualdade, miséria, xenofobia, fome, tortura, enjaular crianças etc…) é inadmissível. O zagueiro Vida bradou “Belgrado em chamas”, após a vitória nas oitavas de final. Analisaram o video e jogaram panos quentes, alegando que Vida referiu-se a um bar da Ucrânia, onde joga. Deviam tê-lo punido como fizeram a outro compatriota em 2013 (segundo comentário do post anterior) e lembraríamos apenas do pequenino croata reverenciando a bandeira pátria, carregado nos braços por vários jogadores da equipe ou, quiçá, do capitão croata levantando a Taça. Concluindo, que miserável a natureza humana: Sérvia e Croácia eram nações vizinhas, formaram um só país por 73 anos (1918/1991), voltaram a ser nações independentes e, salvo engano meu, persistem os conflitos. O que esperar, então, de Israel e Palestina ? //// Em tempo: Já passou dos limites o descaramento do Luis Carlos Velho. Sou contra censura, repito, mas não podemos trocar os monumentais comentários do Enio pelas velhacarias coxinhas. Sugiro, Kotscho, que se crie a “Segunda Divisão (eufemismo para Latrina) do Balaio” pra abrigar o FEBEABÁ (Festival de Besteiras que Assolam o Balaio) do Velho e demais participantes que façam por merecer a honraria, inclusive essa minha, que, como de costume, não vale uma pitada de tabaco. Boa noite a todos.

    1. Neste post o cão de briga miliciano mostra ,sem máscaras, o único argumento que seu cérebro insano lhe permite: Ofender! Não há um só argumento razoável, apenas infâmias. Não adentrei em nenhum momento à beligerância nacionalistas da região, apenas verifiquei um ato der probidade e honestidade de uma governante que respeita os minguados recursos públicos de um povo sofredor e roguei aos Anjos Celestiais para que nossos governantes ,principalmente os oriundos da pobreza que , por aqui, como disse e repito, comportam-se com mais indignidade ainda do que os de outros extratos sociais.

  11. Lendo o post do grande Kotsho lembrei-me de Thiago Leifert, quando este disse que nas vezes em que o futebol se misturou com política “deu ruim”. Estava torcendo para que um time sem título na copa ganhasse. A Croácia encaixou-se perfeitamente: futebol bonito, agressivo, pra frente, diferente da burocracia da seleção brasileira, contaminada com a fanfarronice de Tite e Neymar. Porém, depois que eu soube das atitudes dos jogadores da Croácia, passei a torcer para a França, timaço formado por maioria negra proveniente de países colonizados.

  12. Prezado Kotscho: Lamentavelmente, é nos biombos do chamado “debate insano que tomou conta da grande rede” que a direita atua com desenvoltura e sustenta, há tempos, posições para uma guerra não só de idéias, mas sim o combustível que falta para o confronto físico.

  13. Sr. Kotscho, desculpa-me pela exacerbação nas defesas de quem me ataca ofendendo-me .Registro, contudo, que combato ardorosamente o nacionalismo e o estatismo, que considero sinônimos, que são , a rigor, as causa das guerras naquela região. Levado ao exagero poderíamos então boicotar produtos como Vokswagem, uma criação da cabeça de Adolf Hitler que encomendou ao gênio, Ferdinand Porsche um veículo de baixo custo e ,sobretudo, com motor que não consumisse água, que segundo o ditador, não era para motores ,mas para os soldados.

    1. Quanta hipocrisia, Velho !!! Voce defende o livre mercado, mas elogia ADOLPH HITLER por intervir nesse mesmo livre mercado, encomendando um veiculo de baixo custo ao engenheiro F Porsche. Estupidez e hipocrisia ridiculas e dignas de pena. Meus pesames, Luis Carlos Velho.

  14. As manifestações fascistas dos jogadores croatas são atuais e não coisa do passado. Sabemos que o extremismo de direita está avançando por toda a Europa, não é só na Croácia, mas isso não deve servir de desculpa em favor dos croatas.

    1. E se for mesmo isso, avanço da direita, há razões fortes para tanto. Veja uma razão: A esquerda da Nicarágua, por exemplo, até ontem, em apenas 2 meses, já matou 260 inocentes tão somente porque protestavam nas ruas contra uma reforma previdenciária.Os odiados militares de 1964, mataram, entre 1964 até 1985(21 anos), segundo a fundação Perseu Abramo, 198. ”Em Manágua e em toda a A fonte UOL diz que; Na Nicarágua, milhares de opositores marchavam no dia 12 de julho, para exigir a saída de Daniel Ortega,desafiando o governo Ortega que já fez 260 mortos em três meses ”. Ortega reforçou o arsenal de assassinos buscando-os em Cuba .
      Vamos lembrar aqui que, no dia 6 de dezembro de 1964, o ANJO das esquerdas, Chê Guevara, num discurso na Assembléia Geral da ONU disse enfaticamente: ”Nós fuzilamos sim e vamos continuar fuzilando” E foi aplaudido por parte da plateia.

  15. O contexto pró-nazista atribuído à Croácia passa pela II Guerra Mundial. Nesse período, o nazismo financiou grupos separatistas com o intuito de enfraquecer a União Soviética. Os nazistas ajudaram na criação do Estado Independente da Croácia, que foi governado pelo Ustacha, um partido nacionalista de extrema-direita que assumiu o poder de 1941 a 1945. Na Copa da Rússia, em duas ocasiões, jogadores da seleção croata foram alvo de polêmica. Na primeira, o zagueiro Dejan Lovren publicou um vídeo nas redes sociais em que os atletas aparecem comemorando a vitória sobre a Argentina, por 3 a 0, na primeira fase da competição, com a música Bojna Cavoglave, da banda Thompson. A canção contém a frase “Za dom spremni”, que em português significa “Pela pátria preparados”. O slogan foi utilizado pela Ustase, um movimento revolucionário croata considerado fascista e racista. Na segunda ocasião, o zagueiro Domogaj Vida, um dos heróis da classificação contra a Rússia nas quartas, postou um vídeo ao lado do assistente técnico croata Ognjen Vukojevic, em que ele diz “Glória à Ucrânia”. A frase é utilizada por ultranacionalistas ucranianos que se opõem à anexação da Crimeia pela Rússia. Após a divulgação do vídeo, a Federação de Futebol croata demitiu o assistente técnico. Em comunicado, a entidade pediu perdão pelo episódio “que não teve intenção de ser mensagem política, mas acabou infelizmente interpretado dessa maneira”. O melhor técnico da Copa Zlatko Dalic, da Croácia, atribuiu a dedicação dos atletas em campo ao nacionalismo. O país tornou-se uma república democrática em 1991, quando declarou independência da antiga Iugoslávia e a manifestação eufórica dos dois atletas tem a ver com a afirmação dessa identidade nacional. Daí a censurar os dois craques é uma distância bem menor do que as boas relações do Vaticano no período em que Mussolini e seus camisas negras confraternizavam-se com os camisas pardas de Hitler. França e Inglaterra lavaram as mãos na guerra étnica balcânica. E a Fifa não tem autoridade moral para censurar ninguém.

      1. Também achei, Mestre, e para completa-lo segue excerto inicial, de Israel Gomes, em “Entenda a polêmica envolvendo a Croácia e as acusações de neonazismo”, no O Povo, de Fortaleza, hoje, ás 9:42:
        “A vitória por 2 a 1 diante da Inglaterra na última quarta-feira,11, garantiu à Croácia o direito de disputar, pela primeira vez em sua história, uma final de Copa do Mundo.
        O feito do País despertou sentimentos adversos nas torcidas pelo mundo, por motivos que vão além do futebol. Por um lado, há uma euforia de ver o país disputando a final da competição. Do outro, se destacam as polêmicas envolvendo atitude de alguns jogadores da seleção, que foram consideradas de cunho neonazista (…)”
        PS: De fato, nem só de Fla-Flu histérico vive-se na Internet, piores, a DESINFORMAÇÃO e suas VARIANTES.

      2. A propósito do Vaticano veja-se o pragmatismo de Pio XI em relação à Besta: “A opinião surpreendentemente positiva de Pio XI sobre Hitler produziu consternação e confusão entre os chefes da Igreja alemã. Na campanha para as eleições de março de 1933, os bispos alemães tinham sido unânimes ao denunciar os nazistas e apoiar vigorosamente o Partido do Centro. Em 12 de março, o papa teve um encontro com o cardeal Michael von Faulhaber, arcebispo de Munique, para lhe falar da necessidade de uma mudança de curso. Ao voltar à Alemanha, o arcebispo informou aos colegas: “Meditemos sobre as palavras do Santo Padre, que, num consistório, sem mencionar o seu nome, indicou Adolf Hitler perante o mundo inteiro como o estadista que primeiro, depois do próprio papa, ergueu a voz contra o bolchevismo.”.

        1. A situação é mais complicada do que aparenta ser. Ao início da II Guerra, a Iugoslávia, após invadida pelos camisas pardas e negras, foi compartilhada entre Mussolini e Hitler. A Wehrmacht ocupou a Sérvia, a Bósnia e a Macedônia. Os camisas negras de Mussolini ocuparam a Eslovênia, o Montenegro e a Costa Dálmata dos antepassados de Kotscho. Já a Croácia recebeu uma certa autonomia, residual, porém comandada pelo ‘fascio italiano di combatimento’, cujo prócer local Pavelic, alinhado à “solução final”, desencadeou as denominadas “limpezas étnicas” de judeus, muçulmanos e sérvios. Quem enfrentou a ocupação foi a guerrilha monarquista apoiada por Churchill e a guerrilha comunista de Tito estimulada por Stalin. Nas memórias de Churchill, este antecipou os problemas balcânicos com absoluta clareza, já vislumbrando a complexidade e gravidade da situação. Como se vê, os ecos da II Guerra mundial, como ondas eletromagnéticas, condicionam o campo de força geopolítico até hoje.

  16. Como também sou da antiga, passei a deixar de ideologizar ou politizar o futebol depois de ver “Pra Frente Brasil” e ler depoimentos de presos políticos da época durante a ditadura, que, mesmo sob tortura e vendo o uso político do tri em 1970. não deixaram de torcer pela seleção brasileira. Se eles foram capazes de abstrair uma coisa da outra (política do futebol), imaginem o que sobra para nós aqui confortavelmente sentados à frente de um computador.

  17. Nada contra os croatas, mas será simbólica para os tempos atuais a vitória do time francês, uma seleção de maioria negra e mestiça, que nasceram na França, mas que são descendentes de Africanos, que imigraram para Europa para tentar uma vida melhor, para trabalhar e fazer serviços que Europeus não fazem. Com o crescimento do extremismo neo fascista na Europa e no mundo, paises estão fechando suas fronteiras e portos, promovendo uma cruzada contra a imigração, deixando Africanos á deriva, a mercê de traficantes, muitos morrendo na travessia. Com a eleição de Macron, a França venceu o extremismo liderado por Marine le Pan. Será simbólica, a vitoria de um time de maioria negros em um país onde se fundamentou os Direitos Humanos, e em uma Europa que alguns de seus cidadãos acreditam ainda em uma supremacia branca,um dia após o aniversário da tomada da Bastilha, na revolução francesa da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Claro que os Franceses tambem cometeram atrocidades pelo mundo afora, mas será simbolica uma vitoria de um time que a maioria dos jogadores são filhos de imigrantes.

  18. Para o Balaio! Se formos lembrar guerras de um povo contra outro e as atrocidades que a guerra sempre nos trás, cito Napoleão quando da invasão da Rússia e outros demais países. Napoleão foi um caniceiro e sua seleção jogará contra a Croácia que sofreu nas mãos da Sérvia todo tipo de eugenia através de estupros das mulheres croatas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *