Ainda bem que perdemos para a Bélgica. Se fosse contra a França…

Ainda bem que perdemos para a Bélgica. Se fosse contra a França…

Os deuses do futebol sabem o que fazem. Ainda bem que perdemos só por 2 a 1 para a Bélgica e caímos fora da Copa antes das semifinais.

Já pensaram se a gente tivesse que pegar essa França com Mbappé endiabrado, partindo para cima do Marcelo a mil por hora, com a nossa defesa batendo cabeça, e o goleiro só olhando, sem sair debaixo da trave?

Poderia dar outro 7 a 1, foi melhor não arriscar mais um vexame.

França e Bélgica foi, de longe, o melhor jogo da Copa, e não haverá outro, qualquer que seja o campeão.

É melhor cair na real e admitir: nós não somos mais os reis do futebol.

Foi-se o tempo, e o tempo não volta.

Dá gosto de ver esse novo futebol frenético mostrado pelos jovens franceses e belgas, com sua legião de imigrantes africanos, atacando o tempo todo, jogando com velocidade, buscando sempre o gol, com toques de primeira.

É outro futebol, não tem nada a ver com o que vemos neste modorrento e burocrático Brasileirão, aquele tico-tico medroso para trás e para o lado, jogando para fazer um gol e se fechando na retranca para garantir o resultado, como faz o Corinthians do endeusado Tite.

Foi-se o tempo do futebol brasileiro alegre e surpreendente, ousado e galhofeiro de Pelé e Garrincha, e de todos os que vieram depois, até conquistarmos o penta.

Nosso futebol ficou velho e chato, nas mãos de cartolas corruptos e técnicos retranqueiros, jogadores que só pensam em faturar rápido e ir embora daqui, ainda muito jovens, não merecia mesmo ser hexa. A seleção brasileira acaba sendo sempre o retrato do país.

Perdemos a hegemonia, e já faz muito tempo, temos que começar tudo de novo, como fizeram as federações e os clubes europeus, investindo pesado nos times de base para montar suas novas seleções.

Agora vou torcer para a Croácia, a grande surpresa dessa Copa da Rússia, chegar à final contra a França, e ganhar dela na final, para mostrar que o futebol ainda pode ser a alegria do povo nos pés de craques como o franzino Modrich contra a poderosa França de Mbappé, a nova cara desse futebol globalizado e multicultural, assim como foi Pelé, 60 anos atrás.

Ganhe quem ganhar, esta Copa da Rússia foi a melhor das últimas edições, por nos mostrar que o futebol poderá ser para sempre o melhor espetáculo da terra para quem gosta não só de ganhar, mas mostrar um belo espetáculo, com grandes artistas da bola sempre em busca do gol.

Vida que segue.

 

17 comentários em “Ainda bem que perdemos para a Bélgica. Se fosse contra a França…

  1. Sr. Kotscho, me permita discordar pois achei uma partida bem morna; eu realmente esperava um jogo melhor. De um lado, a Bélgica com controle da bola mas sem força e velocidade para superar a defesa francesa. Estes aguardando a oportunidade de contra atacar. A rigor, cada goleiro foi exigido em apenas 2 oportunidades. Agora, o meio campo da França é muito bom. Quanto ao futebol jogado no campeonato brasileiro eu concordo totalmente.

  2. Fui jogador de futebol amador, varias vezes elogiado pelos adversários e aplaudido pela torcida contraria. Só um acidente tira o titulo da França, domingo, e só um milagre classificará a Croácia, amanhã. Aposto quatro coxinhas contra um: França Campeã do Mundo, domingo.

  3. Faltou hombridade de alguns jogadores de pedirem para sair e darem lugar aos seus reservas. Jogadores que tinham nível técnico, mas que estavam visivelmente ” bichados” entraram em campo e não renderam o esperado. Mas faltou ainda mais essa visão do técnico Tite.

  4. “Foi-se o tempo do futebol brasileiro alegre e surpreendente, ousado e galhofeiro de Pelé e Garrincha, e de todos os que vieram depois, até conquistarmos o penta.” Assino embaixo e faço uma menção honrosa à (seleção de)Telê Santana que, como Oscar Tabarez, acreditava que o esporte deve formar, primeiramente, cidadãos. A seleção de Telê perdeu a Copa, mas encantou o publico e a critica com futebol vistoso de muitos e belissimos gols. Boa quarta, Balaieiros, que vença a seleção do Brasileiro-Germano-Croata, Kotscho.

  5. Ô Kotsho, não é bem assim. A seleção caiu mas teve boas partidas, poderia muito bem ter ganhado da Bélgica e aí toda essa coluna seria diferente. Veja o que você mesmo disse há algumas semanas atrás:

    “Sem patriotismos nem ufanismos apressados, dá para dizer que o melhor futebol do mundo não morreu.

    Ao contrário, quem precisa ter medo agora são nossos adversários, como acontecia antigamente.”

    Às vezes uma derrota muda toda nossa impressão sobre algo. Poderíamos muito bem disputar a final no domingo, e não seria surpresa pra ninguém. Se olharmos friamente, veremos que nossa seleção não é indiscutivelmente a melhor do mundo, mas ainda assim está entre as melhores e merece ser respeitada.

    Que fiquem as lições dessa copa para que possamos melhorar para a próxima.

    No mais, imagine o nosso potencial se tivéssemos políticas públicas que realmente dessem valor ao esporte, e uma CBF íntegra e preocupada com o desenvolvimento do futebol desde as primeiras categorias. Não teria pra ninguém!

    Um abraço

  6. Concordo plenamente. O jogo entre Bélgica e França foi dos mais lindos que já vi. E com poucas faltas e nenhum chilique…..
    Abração.

  7. Menos, Mestre, reveja sem emoção e som a partida Brasil x Bélgica e observe que, mesmo com Casemiro suspenso, Arthur descartado, a dupla ‘inho’ como volantes e os terceiros, goleiro e lateral direito, titulares, o Brasil, futebolisticamente falando, foi e é superior.
    O imponderável e cochilos da comissão técnica, decidiram o resultado do jogo, que sabemos no futebol favorecer mais vezes não favoritos que em outros esportes.
    Tomamos os gols em escanteios, no contra, graças ao imponderável desviar a bola no ombro do ‘inho’ Fernando, no a favor, graças a bisonha falha do mesmo Fernandinho em ‘não parar o contra ataque’, como feito ontem pelo jogador francês em mesma situação de jogo.
    SE futebol fosse basquete, ontem teria-se Brasil x França decidindo antecipadamente a Copa, sem essa de 7 x 1, provavelmente o mesmo 1 x 0, mas sem favorito, pois Brasil e França foram as únicas seleções que mostraram-se na Copa 2018 preparadas para vence-la sem ajuda do imponderável e/ou da FIFA. Em 2022 tem mais.

  8. O melhor time e o melhor técnico da Copa foram os russos. O melhor jogador também: Denis Cheryshev, o canhoto que fez os mais belos gols da Copa e joga no Vilarreal na Espanha da província de Castellón. A Croácia leva fácil, tanto vence a Inglaterra quanto derrota a França. No que toca ao futebol brasileiro, Tite não dá mais. Ao deixar Luan, Artur e Vinicius Jr (e levar Fred, Taison, Fernandinho) mostrou que mete os pés pelas mãos. Sem falar em um terço do time bichado, porque convocado sem condições físicas. O técnico (essa história de professor é a picada do fim) tem de ser Renato Gaúcho. O único técnico no Brasil que joga o futebol típico brasileiro, ofensivo e bonito. Ciao Tite, Ciao. Desgraçadamente, o Tite vai ficar: não vai largar a sua boquinha segura por quatro anos, para um novo fiasco em 2022, nem os seus contratos de publicidade que lhe renderam, nada mais nada menos, do que 12(doze)milhões para entregar o vexame de cair nas quartas. Igual a Dunga (que não teve Neymar porque preferiu Grafite), e que Felipão (que foi à semifinal para o maior vexame da história do futebol mundial). Tite que gosta do palavrório de performance e resultado, empatou com Dunga e perdeu de Filipão.

  9. faltou o tite levar o talisca,e o velho complexo de vira lata do brasileiro mesmo milionarios nao valorizam a nossa patria, e o retrarto do nosso pais depois que os ladroes colocaram a amarelinha para varrer a corrupçao so podia dar nisso

  10. Detesto futebol, mas no que toca ao extra campo atrevo-me a dar alguns pitacos e, entre um pitaco é outro ,eis que minha tese sobre a evolução dos Europeus, Asiáticos e Africanos foi objeto de análises de especialistas e com a mesma conclusão; não existem mais os Joaõs Bobões que Garrincha driblava deixando-os estatelados no chão. E para coroar minha tese, na volta da seleção ao Brasil, o avião pousou em Madrid e lá, praticamente esvaziou, pois a maioria dos brasileiros está fora ensinando a malandragem do futebol brasileiro. Parece-me que ,do time brasileiro, todos os jogadores estão atuando fora do Brasil. Sugiro que nas próximas edições da copa seja proibido a participação de jogadores que estejam fora do país de origem, e que eles possam atuar pelo país onde atuam e que não se confunda mais futebol com pátria , isso exacerba o nacionalismo estúpido dos verdadeiros Joãos Bobões, que é o povo. E viva a Iugoslávia!

  11. Pensando bem, a selecinha tinha mesmo que voltar com o rabo entre as pernas. É a cara da CBF: muita grana, muita pompa e muito fiasco. Senão vejamos. A “performance” (expressão típica do Tite) na Rússia escancarou a deterioração dos poderes na CBF, que tem um ex-presidente preso, outro indiciado e o último banido sob acusações de corrupção, além do mandachuva de araque (Coronel Nunes), que ganha R$ 75.000,00 só da Comebol. Ninguém ainda conseguiu apurar quanto esse ‘laranja’ ganha da CBF. Repórteres investigativos do esporte, o que vocês estão fazendo que ainda não apuraram quanto custa essa turma de bufunfa e de aspones? Para entregar uma selecinha dessas que não apresenta resultados, excetos vexames?

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