Cadê a festa do futebol? Querem nos roubar até a alegria de torcer pelo Brasil?

Cadê a festa do futebol? Querem nos roubar até a alegria de torcer pelo Brasil?

Tá tudo muito bom, muito bonito, mas tá esquisito.

No momento em que escrevo, faltam poucas horas para começar Brasil e Bélgica, e nem parece que teremos um jogo decisivo daqui a pouco.

A televisão está fazendo cobertura desde as primeiras horas da manhã, direto da Rússia e das principais cidades brasileiras, mas ainda não há clima de Copa do Mundo.

Só uma buzinada ou outra quebra a rotina de uma sexta-feira qualquer.

Sou do tempo em que o Brasil parava e se preparava para fazer festa logo cedo nestas ocasiões: casas, ruas e carros enfeitados, todo mundo vestindo a nossa camisa, agitando bandeiras, na maior farra.

O time é bom, o técnico é ótimo, já estamos nas quartas de final, e cadê aquela velha alegria brasileira?

Dá até a impressão de que os brasileiros estão com vergonha de soltar o grito, sem medo de ser feliz.

Será que vão nos tirar até o direito de torcer pelo Brasil na Copa e curtir um pouco de felicidade, nem que seja por algumas horas ou dias?

Conseguiram anestesiar no brasileiro até esta paixão pelo futebol, a magia de nos irmanarmos com desconhecidos, torcer juntos, pelo menos a cada quatro anos.

Você entra nas redes sociais e é só pau nas manias do Neymar, pau no linguajar rebuscado do Tite, pau em quem ousa dizer que o Brasil tem o melhor time da Copa, com tantas outras coisas mais importantes para nos preocuparmos.

Danem-se, eles. Hoje é dia de botar fé no nosso taco e ir pras cabeças.

Por mim, a Copa poderia durar o resto do ano.

Ganhando ou perdendo, ninguém vai pagar minhas contas, nada mudará no país, eu sei, mas agora eu quero mais é encontrar os amigos na taberna do meu amigo Beto e comer o fantástico sanduíche de pernil do bar Estadão.

Até a vitória, se Deus quiser! Se não quiser, também está valendo.

Pau nos belgicanos, moçada, como diria o inenarrável cartola Mendonça Falcão dos tempos românticos em que o futebol de Pelé, Garrincha e companhia era a alegria do povo.

Quero que a geração dos meus netos tenha pela primeira vez a alegria de gritar Brasil campeão, como eu já tive cinco vezes.

Vai começar França e Uruguai, a preliminar do grande jogo entre Brasil e Bélgica, a final antecipada. É hora de abrir a primeira cerveja. Saúde!

Vida que segue.

 

15 thoughts on “Cadê a festa do futebol? Querem nos roubar até a alegria de torcer pelo Brasil?

  1. O pessoal está mais preocupado em curtir o meio expediente do que ver um jogo. E cá entre nós, estou mais na expectativa do meu Vascão dia 16 contra o Bahia e sem Paulinho!

  2. Desculpa Kotscho mas não suporto mais o Neymar. Até meus filhos que eram grandes fãs estão com vergonha de gostar dele. Torço pelo Brasil mas, pela primeira vez, sem qualquer entusiasmo. Acho até que se perder não ficarei triste. Mas acho que o Neymar e que deveria concorrer ao Oscar de melhor ator.

  3. O seu comentário está aguardando moderação.

    Desculpa Kotscho mas não suporto mais o Neymar. Até meus filhos que eram grandes fãs estão com vergonha de gostar dele. Torço pelo Brasil mas, pela primeira vez, sem qualquer entusiasmo. Acho até que se perder não ficarei triste. Mas acho que o Neymar joga bem e que deveria concorrer ao Oscar de melhor ator.

  4. Nobre escritor, talvez seja porque essa geração de fato não representa o verdadeiro torcedor Brasileiro.. se perderem o jogo não estão nem aí.. que saudade daquele tempo que jogador era cortado derramava lágrimas com vontade de representar o nosso Brasil.

    1. Eu também, Paulo!
      O que nós precisamos é acabar urgentemente com esse imbecil fanatismo que nossa esperta mídia, sobretudo a nociva Rede Globo, conseguiu enfiar na cabeça de nosso insensato povo, de que ganhar campeonato mundial de futebol faz heróis: você já viu imbecilidade maior?
      E o mais vergonhoso de tudo é que nós, os maiores gênios futebolísticos do mundo, cujo país é um exemplo de democracia e cujo povo exorbita de bondade e sabedoria, com sábios do porte de um Neymar, perdemos para um pobre paiseco como a Bélgica… nossa, que vergonha!!!

  5. Esse nosso camisa 10 é péssimo exemplo pra gurizada de hoje.

    Faz um gol e vai pra letral de campo fazer sinal de calar a boca. Pra quem?

    Quem vai calar a boca agora é ele. Porque não chorou ao ser eliminado, como noutro jogo?

    Sinceramente, tenho vergonha desse camisa 10. Não fez por merecer a 10, jogou muito pouco para aquilo que precisávamos pra chegar na semi.

    Precisamos de outro 10.

  6. O jogo principal foi Uruguai x França, o melhor da Copa.
    A Belgica não é primeiro escalão. Quase foi eliminada pelo Japão.
    A descrença generalizada é por conta da Globo que monopolizou a Copa e ninguem mais aguenta ouvir tanta idiotice dos reporteres ufanistas.
    Estou convencido que a fragilidade emocional da equipe se deve ao estado de coisas reinante no País. Talento individual não falta, mas quem pode se sentir tranquilo quando joga sob a sensação de ser a ultima trincheira de esperança de um povo massacrado.

  7. O que os torcedores reclamam do Neymar, é do excesso nas simulações e dissimulações , ações que pelo CP são cominadas como crimes. As encenações com aquelas quedas cenográficas ganharam muitos títulos para o Brasil no tempo que os Europeus ,segundo o grande e inesquecível GARRINCHA , eram os Joãos Bobões .Mas, o Brasil exportou a ”sabedoria” e os bobões aprenderam direitinho .E os torcedores de futebol — nesse caso, sem exceções—também atuam no sentido de ”SE O JUIZ NÃO VIU, NÃO EXISTIU”. O que é fraude. Talvez Sr.Kotscho, por aí se explique, se não no todo ,pelo o menos em parte, o fenômeno do Brasil varonil na arte da corrupção. Na década de 70 ficou famoso um comercial onde um cração da seleção campeã dizia: faça como eu , leve vantagem em tudo! Bons tempos aqueles hem?

  8. A velha alegria brasileira criada pela Rede Globo e pelos espertalhões que vivem à custa da ingenuidade do brasileiro, é muito mais imbecilidade do que alegria e, graças a ela, à velha alegria brasileira, temos Temer como presidente da república.

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