“Posso ajudar o senhor?”: a gentileza está no ar em São Paulo, acreditem

“Posso ajudar o senhor?”: a gentileza está no ar em São Paulo, acreditem

Em questão de poucos minutos, vendo-me na calçada apoiado numa bengala, três pessoas vieram me oferecer ajuda para atravessar a rua.

Primeiro, veio um jovem humilde, que pegou no meu braço e me levou até o outro lado.

A segunda, foi uma senhora chique, a quem agradeci, explicando que estava só esperando um táxi.

Por último, um segurança foi chamar o táxi no ponto no alto de uma ladeira. Três paulistanos tão diferentes, tão iguais na solidariedade.

Já tinha me acontecido outras vezes, mas gentileza no mesmo dia não é muito comum em São Paulo, uma cidade em que todo mundo anda com pressa e nem repara nos outros.

Esta é uma das poucas vantagens de ficar velho, admito, mas o gesto desses paulistanos me fez pensar que nem tudo está perdido. Há esperanças.

Nestes tempos de baixo astral, em que a gente costuma reclamar de tanta coisa ruim acontecendo ao nosso redor, achei importante fazer este registro assim que cheguei em casa.

Em dia de abertura da Copa do Mundo, certamente não foi por falta de assunto que resolvi contar esta cena urbana, tão rara de se ver.

Coisas boas também acontecem em São Paulo, acreditem, e muita gente nem nota.

Boa Copa pra todos nós. É hora de se divertir um pouco.

Por falar nisso, nos últimos muitos anos não tínhamos uma seleção brasileira tão bem preparada e confiável como esse time do Tite.

Vamos parar com essa bobagem de misturar futebol com política e torcer por nossos jogadores, que não têm nada a ver com os patos amarelos.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

23 comentários em ““Posso ajudar o senhor?”: a gentileza está no ar em São Paulo, acreditem

  1. Também acho…
    Não vejo ninguém da Seleção fazendo propaganda de A ou de B… E os que hoje misturam a Seleção com a política são os mesmos que criticam quando os políticos o fazem!

  2. RK, louvo os paulistanos que agiram assim com você, mas não ofereço mais ajuda a ninguém na rua. Depois de morar no Rio quase 30 anos, vim para minha cidadezinha no Sul de Minas, onde você esteve há duas semanas. Pois bem: o que eu já levei de patada ao oferecer ajuda, você não tem idéia. E a maioria… do Rio de Janeiro. “Eu não estou morta”, foi uma das respostas. Agora, quando percebo alguém com dificuldade para atravessar uma rua ou mesmo uma faixa de pedestre, eu atraso meu passo, atravesso junto, mas de bico calado.

  3. O futebol anda tão desgarrado da politica e dos politicos, que nenhum deles se atreve querer levar vantagem usando o futebol. Pelo contrário, o tiro pode sair pela culatra… É é bom que seja assim mesmo. Viva nossa SELEÇÃO CANARINHO

  4. É verdade caro Kotscho, a SOLIDARIEDADE está presente em cada um de nós. O ódio só aflora quando estimulado.
    Na minha condição de cadeirante, toda vez que saio de casa me sinto praticamente assediado, tamanha a quantidade de pessoas dispostas e oferecendo-se para ajudar mesmo quando não preciso. É lindo isso !!!
    Outro dia rodando pelo bairro da Liberdade as rodas traseiras da cadeira se enroscaram no vão entre a sarjeta e a guia rebaixada (a maioria dessas guias rebaixadas não prestam para a acessibilidade !!! Veja só que absurdo !!!). Fiquei enroscado e sem movimento daí que uma japonesinha já bem velhinha correu para me empurrar sem que eu pedisse, Tadinha, ela mal dava conta de si mas estava ali pronta pra me ajudar. Percebi que ela não falava português mas agradeci do meu jeito uma dezena de vezes. A cada “muito obrigado” que eu dizia, era ela quem se inclinava para mim como que me agradecendo também. Jamais me esquecerei desse dia e dessa cena tão tocante, tão pura e tão singela.
    ARIGATÔ SEMPRE minha querida japonesinha desconhecida que nem sei o seu nome !!!

      1. Sim !!! Por TODOS e não por mim ou só pelos meus !!!
        A experiência de viver é oferecer e coletar gestos (nessa ordem). Conhece-se as pessoas pelos seus gestos. Aqui, na internet, pelo que escrevem.

  5. Vou parar de falar de Deus, aqui, porque senão vai aparecer invejoso pensando que estou querendo dar uma de pastor. Tudo começa com coisas pequenas…Quando o homem abre mão de sua capacidade de raciocínio, do seu espírito de luta, da sua vontade consciente, isso resulta em sofrimento. -Onde está o caminho para sair-se desse horrível estado de coisas? – Na consciência de que somos todos fortes, dotados das mesmas possibilidades. A questão toda está mesmo em saber como você pode mesmo aumentar a sua vitalidade, sua capacidade de pensar e agir, seu sucesso, sua saúde. Para conseguir o tão almejado êxito, V. terá que, em primeiro lugar, estabelecer um rumo, traçar um objetivo.
    Quando Deus quer que cresça uma árvore, Ele planta uma semente; quando quer dar a um povo dias melhores, faz brotar uma nova ideia no cérebro de um ou mais homens; quando quer construir um Universo, começa com o átomo. Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Quem planta ventos, colhe tempestade! No fundo no fundo cada pessoa carrega consigo a centelha do bem. Cada pessoa administra simultaneamente dois tipos de homens: um dentro do corpo e outro fora do corpo. O difícil é administrar este homem fora do corpo.

  6. Só não aconselho oferecer ajuda a dona Vitória…aquela veinha que resolveu suicidar mas não tendo coragem pra conpletar o ato, ficava o dia inteiro atravessando a avenida mais movinentada lá de Muzambinho, esperando que lgum carro a atropelasse.Quando os carros diminuiam a velocidade. para evitar o atropelamento a veinha gritava enfurecida:
    -Num tá me veno não, fé da puta !?

  7. O povo brasileiro é extremamente gentil e solidário, falo com experiência larga. Na Itália vc não vê jovens cedendo lugar nos ônibus, metrô, filas…. Na Suiça tem um piada clássica, em q uma pessoa afogando o suiço se aproxima e pergunta pq ele não aprendeu a nadar antes de entrar no lago.
    Meu filho (autista e síndrome de down) é admirado aqui no Brasil, ele é muito afetuoso e abraça a todos (já levou muitos tombos pq pessoas q não o vêem, pois é baixo, acabam trombando), sempre recebe carinho e elogio nas ruas, parques, escola…. Na Itália, pessoas q nunca vi na vida, me perguntavam se não sabíamos da síndrome na gravidez, quando dizia q sim, descobrimos no 2º mês de gestação, estes questionavam pq não abortamos. Lá o aborto é legalizado até a 12º semana, eu e minha ex-esposa decidimos manter e foi a decisão mais acertada de nossa vida.
    Então reafirmo, somos um povo gentil e solidário, somos criticados por ser pegajosos, por dar intimidade rapidamente, por sermos festeiros… mas amo isto, aquela coisa da vizinha pedir pó de café e depois vir com uma broa… Em Milão morei em um prédio por 7 anos e no elevador o máximo q recebia de manhã era um “salve”… depois te 7 anos nem mesmo um “buon giorno” ou “como está seu filho?”.
    Viva o Brasil, os brasileiros e q nossos craques tragam a taça!!!!

  8. Torcendo pela Inglaterra.
    Que se dane a seleção brasileira cheia de estrelinhas arrogantes, a começar pelo técnico que se acha um Aristóteles do futebol.

  9. Mestre, ao deparar com testemunhos que atestam o surpreendente em atos como esses, merecedores de divulgação por inusitados, ou com assentos sobre os quais escreve-se, ‘Reservados a idosos, gestantes, portadores de deficiências, pessoas com crianças de colo, etc.’, fico pensativo e chateado, por sinalizarem a invisibilidade do próximo e que a educação e a civilidade, perdidas continuam.
    A propósito de frases sobre assentos, bem que poderiam repagina-las para algo mais ‘pedagógico’, por exemplo: “Como, idosos, gestantes, portadores de deficiências, pessoas com crianças de colo, etc., EDUCAÇÃO E CIVILIDADE, continuam a fazer parte da HUMANIDADE e quando presentes, dispensam reservarem-se assentos, pois todos ‘estariam’ reservados, como esse.”

  10. A raça humana ligou o piloto automático e transita num mundo insípido, inodoro e incolor. Esse padrão é apenas quebrado com atos de gentileza como este que aconteceu com você ou num simples bom dia não robotizado!

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