Pintou o campeão! Brasil de Tite mostrou que é o favorito

Pintou o campeão! Brasil de Tite mostrou que é o favorito

Depois de ver o Brasil jogar contra a Áustria neste domingo, não tenho mais dúvidas: o Brasil é o grande favorito para conquistar a Copa da Rússia.

Pode até não ganhar o hexa, mas é a seleção que joga o melhor futebol do mundo neste momento.

Seguro na defesa, criativo no meio de campo, contundente no ataque, o time de Tite inspira confiança na torcida, algo que tem faltado nos últimos anos, desde o último título mundial em 2002.

Como escrevi ontem, esta seleção brasileira não tem nada a ver com o pobre futebol brasileiro, e por isso mesmo pode ser campeão mundial, apesar da CBF e de todas as suas mazelas.

Tite conseguiu reunir no mesmo time o melhor do talento do futebol brasileiro com um esquema de jogo moderno e competitivo, o mesmo que faz o sucesso do futebol europeu no século 21, de onde vieio a maioria dos nossos jogadores.

Tem que brigar pela bola o tempo  inteiro, tentar o drible, ousar nos ataques fulminantes, sem medo de jogar feio ou bonito, e ganhar.

Dá gosto de torcer outra vez por esta seleção, que nada lembra a de Felipão e Dunga, tristes figuras, muito menos o que vemos aqui neste Brasileirão.

O que mais me chamou a atenção neste jogo contra a Áustria foi a alegria dos nossos jogadores no gramado e a solidariedade dos que estavam no banco.

Dá para ver que é um elenco unido, em que todos jogam e torcem por todos, um dos méritos de Tite, este técnico providencial que era boleiro, e foi estudar e aprender com quem fazia melhor, bebendo com sabedoria na escola de Guardiola, o espanhol que mudou o modo de jogar do futebol mundial.

Ganhar ou perder faz parte do jogo, mas hoje o Brasil joga o tempo todo para ganhar, não para garantir um resultado.

Neymar voltou a mostrar que é o melhor jogador do mundo, e Tite, que eu critiquei tanto por isso durante o jogo, teve a teimosia e a coragem de mantê-lo em campo quase até o final do jogo, mesmo apanhando sem dó dos adversários.

Com Neymar totalmente recuperado da contusão que quase o afastou da Copa, e com Tite sabendo o que faz, temos uma seleção que lembra o melhor do futebol brasileiro de outros tempos.

Temos tudo para entrar nesta Copa confiantes.

Nada como um dia após o outro e uma Copa após a outra, mas tenho a impressão de que finalmente vamos para bem longe aquela lembrança amarga dos 7 a 1 contra a Alemanha.

Cada vez me convenço mais de que tudo depende das pessoas no comando, em cada momento, não das entidades ou dos cartolas do futebol ou da política.

Boto fé neste time do Tite. Vamos lá, Brasil!

Vida que segue.

 

14 comentários em “Pintou o campeão! Brasil de Tite mostrou que é o favorito

  1. Cuidado, Ricardo. Cuidado. O Brasil SEMPRE foi favorito em copas. Isso não é novidade. Mas perdeu duas em casa.
    “O futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes de nossas vidas” (Arrigo Sacchi – Técnico da Itália, vice campeão mundial em 1994).

  2. Mestre, recordar é viver. Gosto muito do bordão do falecido técnico Gentil Cardoso: Técnico quando perde é uma “besta”; quando ganha é “bestial”.
    Abs.

  3. Este time da Áustria não está participando desta Copa. Tudo neste mundo está psicologicamente ligado e a gente torce para que o momento atual vivido pelos brasileiros não pese em momentos decisivos alguns, dentro do campo pelos jogadores da seleção-, já que pés /cabeça estão intimamente ligados – um um trabalhando em sintonia com o outro. À medida que envelhecemos esses mvtos dinâmicos existentes entre mãos/ pés/cabeça passam a ocorrer mais lentamente em uma via catabólica degradativa. “Muitas das vezes as mãos fazem até coisas que a cabeça desconhece totalmente”. (Fica aqui uma boa pitada de humor). Vida que segue.

  4. Ser favorito é uma coisa,ser campeão a coisa muda de figura.Lembro-me da seleção de 1982 com Valdir Peres,Leandro,Oscar,Luizinho,Junior,Cerezo,Falcão,Sócrates e Zico;Edér e Sérginho Chulapa.

    1. Não entendo qual a razão de misturar futebol com política, até pq Tite já avisou q caso ganhemos a copa, a seleção não irá p/ Brasília.
      Seria como torcer contra o surfistas brasileiros na WSF pq quando ganham etapas levantam a bandeira brasileira. Torcer contra todo atleta brasileiro nas olimpíadas…
      Sensação estranha mesmo.

  5. A seleção vem apresentando um futebol vistoso e seguro, venceu as eliminatórias com extrema facilidade, batendo Uruguai na casa deles e dando show na Argentina.
    Este fds finalmente vi movimentação p/ a copa, ruas sendo pintadas, carros com bandeira, pessoas com a camisa na rua e acredito q após este jogo de ontem, tende a aumentar a confiança da torcida.
    Moro em Resende-RJ e aqui temos um grande pólo de montadoras, onde todas já fizeram os horários para os jogos do Brasil e o jogo das 9h será visto por telões dentro da empresa e os de 15h todos sendo liberados às 14h.
    Força Brasil!!!!!

  6. Mestre, tem razão, a do Brasil é ‘a favorita’, além de ensaiada e com preparo físico, como as demais favoritas, apresenta jogadores com potencial de desconcertarem o jogo estabelecido com naturais, improvisações, combinações e dribles, à moda antiga do futebol brasileiro, que os gringos até hoje não aprenderam e nossos ‘professores’ esforçam-se para extinguirem e nivelarem nosso futebol aos demais.
    Mas calma, pois Futebol não é Basquete, que não conta, no resultado, com a presença de ‘Sobrenatural de Almeida’ aprontando das suas contra o favorito.
    Por falar nele, sua presença na despedida de Daniel Alves da Copa, em jogo do PSG, acabou por acertar a seleção, fechando a porteira lateral direita com o substituto marcador e liberando um dos dois volantes que seguravam o trânsito nas porteiras laterais, dando lugar a William na criação, além de melhorar a marcação na porteira lateral esquerda, com volante dedicado, ao não precisar deslocar-se para cobrir o ‘meio’, permitindo a Marcelo foco na criação, como no Real, acabando com o ‘finjo que marco’ do esquema ‘duas porteiras’.

  7. O resultado de três a zero contra a Áustria não é estranho. Em 1958, o Brasil fez a sua primeira partida nas oitavas de final contra a Áustria. Para se ter uma ideia, Pelé, Vavá e Garrincha estavam no banco. No lugar do trio jogavam Dida, Mazola e Joel. O Brasil venceu por três a zero, com dois gols de Mazola e o famoso gol da “Enciclopédia”, Nilton Santos, que foi ao ataque e, com um toque de “3 dedos” empurrou a “bela” (Nilton Santos não chamava a bola de bola, mas de “a bela”), para o véu da noiva. A seleção da Áustria estava classificada entre as quatro primeiras da Europa. Não era treino, era jogo. E era o jogo de estreia. Segundo muita gente, o primeiro jogo costuma dizer quase tudo da história de uma seleção, com raríssimas e honrosas exceções, como os casos da Hungria de 54, Holanda de 74 e Brasil de 82. O time do Tite pegou uma Áustria que nada tinha a ver com a de 1958 e não passou de um treino. A máxima de Didi continua vigendo: “treino é treino, jogo é jogo”. Pode-se dizer que a chave do Brasil é a mais difícil das oitavas. A conferir se a mediocridade dos mesmos jogadores que que tomaram 10 a 1 – (há pelo menos 5 jogadores que foram estraçalhados em 2014 jogando atualmente no time do Tite) -, deixou de existir em um passe de mágica.

  8. Ontem a TV Cultura, no “10×10 – Canal 100”, resgatou o “Divino”. Ademir da Guia! Fica-se sabendo, por exemplo, que a Academia foi o único time brasileiro a representar a seleção brasileira. Foi contra o Uruguai na inauguração do Mineirão em 1966. Ademir da Guia, o maior camisa dez do Palmeiras, comandou a vitória sobre a celeste olímpica por 3 a 0. Naquele ano, o Uruguai derrotado pelo Divino, havia sido a seleção classificada nas eliminatórias para a Inglaterra em primeiro lugar. Um espetáculo ver o “Divino”, o mais elegante camisa 10 de todos os tempos do futebol brasileiro. “Que bonito era…” ao fundo, no ritmo inconfundível do Canal 100. Um espetáculo! O horário, Kotscho, é às 23:45 até 00:10.

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