Nome de Nelson Jobim volta à roda: “Nem que seja um tiro na lua”

Nome de Nelson Jobim volta à roda: “Nem que seja um tiro na lua”

Toda vez que tinha mudança de ministro em qualquer dos últimos governos o nome dele voltava à roda.

Gaúcho de Santa Maria, quadro histórico do MDB, deputado constituinte, ex-ministro dos governos FHC, Lula e Dilma, e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim foi também um dos nomes especulados no início desta corrida eleitoral quando o establishment começou a procurar um presidenciável para chamar de seu.

Jobim não queria nem ouvir falar no assunto, mas nos últimos dias, na falta do tal candidato confiável para o mercado, voltaram as pressões para que aceite a missão.

Comecei a ouvir estas conversas há cerca de duas semanas durante um almoço de sábado onde estavam presentes notáveis de várias áreas do poder.

No mesmo dia, Cezar Schirmer, antigo e importante parlamentar do MDB gaúcho, atual secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, enviou esta mensagem a Jobim pelo zap-zap, que resumia o que ouvi durante o almoço:

“Tu estás filiado ao PMDB de Santa Maria. O Brasil precisa de um estadista, não destes politiqueiros medíocres que estão aí se escalando. Vais continuar te escondendo e nos negando a chance de ter em quem votar??? O Brasil merece uma chance, nem que seja um tiro na lua. Por que não ver o que vai dar?”

Esta semana, Schirmer tornou pública sua intenção de lançar Nelson Jobim como candidato à Presidência da República, em reunião no plenarinho da Câmara de Vereadores de Santa Maria, como informou o blog de Claudemir Pereira.

Dois dias depois, leio na coluna da sempre bem informada Mônica Bergamo, na Folha, uma discreta nota em sua coluna sob o título “Plano J”, confirmando os rumores que se espalharam nas altas rodas:

“O nome de Nelson Jobim passou a circular como possível pré-candidato a presidente pelo MDB. Ele seria uma opção para bater chapa e derrotar Henrique Meirelles, candidato de Michel Temer”.

Com Meirelles embolado nas pesquisas, junto a candidatos fantasmas que não passam de 1%, “o tiro na lua” de Schirmer pode ser disparado, caso Jobim atenda ao seu dramático apelo na rede social, o que não será fácil.

A família do ex-ministro nem admite discutir a hipótese e, além disso, Jobim leva hoje uma vida tranquila em São Paulo, bem adaptado à cidade como membro do Conselho Administrativo do Banco BTG, de André Esteves, onde é sócio e responsável pela área de relações institucionais.

Se não aceitava mais nem ser ministro, dando-se por retirado da vida pública, mais difícil ainda será embarcar numa candidatura presidencial.

E se ganhar? Basta pensar na massa falida que herdará o futuro presidente, com o Brasil de Michel Temer, também do MDB, desfazendo-se em sucessivas crises políticas e econômicas, para desanimar qualquer um.

Como seu amigo, não lhe recomendaria entrar nessa aventura, mas o quadro eleitoral está tão indefinido que tudo é possível.

Fica o registro.

Vida que segue.

 

9 thoughts on “Nome de Nelson Jobim volta à roda: “Nem que seja um tiro na lua”

  1. Prezado Jornalista ,
    Sei que é completamente fora do contexto. Enquanto discutimos greve, candidaturas e que tais me preocupa
    mensagens nas redes propagando instalação do EI (
    estado islâmico) no Brasil sem nenhuma notícia de providências do desgoverno . A quem interessa o surgi
    mento do EI entre nós ?

    1. Acho que já escrevi que só o Silvio Santos para barrar o Bolsonaro,essas outras manobras são como coice de porco.
      Talvez se conseguirem criar um fato político desgastante para as Forças Armadas na atuação que está se desenhando para o desbloqueio das estradas nesta greve de caminhoneiro e relacionarem esse fato à candidatura do Capitão pode ser que haja alguma chance do Bolsonaro perder,caso contrário vai ser no primeiro turno.

  2. Sem candidato que consiga chegar ao segundo turno ( PMDB/PSDB), vejo movimento para o golpe das eleições indiretas parlamentarista.
    Você acredita que teremos eleições nesta conjuntura?

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