Escrever, escrever, escrever: para que escrever tanto se faltam leitores?

Escrever, escrever, escrever: para que escrever tanto se faltam leitores?

O sol nas bancas de revista

Me enche de alegria e preguiça

Quem lê tanta notícia?

Eu vou...

(Caetano Veloso, em “Alegria, Alegria”)

***

A concorrência é grande, cada vez maior, tornou-se infinita.

Todo mundo agora virou escritor e jornalista, passa boa parte do seu tempo escrevendo.

Haverá leitores, afinal, para tanta escrita?

Tenho a impressão que hoje em dia as pessoas mais escrevem do que falam ou leem qualquer coisa fora da internet.

Digita-se o tempo todo em celulares, teclados de computador e de tablet.

Ao contrário do que acontece com as conversas, o que se escreve fica para sempre armazenado nas nuvens cibernéticas.

Não temos mais como escapar desta febre que virou escravidão porque precisamos responder aos que nos escrevem.

De manhã, ao acordarmos, já encontramos um monte de mensagens no zap-zap e no e-mail, aguardando uma resposta.

No meu caso, tenho que ler também o noticiário no papel e na blogosfera, moderar e eventualmente responder comentários, antes de começar a escrever para o jornal ou o blog.

Nestes quase 10 anos de Balaio, já publiquei só aqui 2.657 posts (estão todos aí no arquivo), fora os milhares de textos que escrevi para jornais, revistas, livros e palestras.

É muita coisa. Deve ser por isso que um bom amigo meu, também escrevinhador, o Humberto Werneck, me apresenta aos amigos como o cara que já escreveu mais do que leu.

Só não sei dizer quantos leram tudo que escrevi… Se me perguntam por que escrevo tanto, respondo que não sei fazer outra coisa.

Já nem me lembro mais quando recebi a última carta pelo correio. Alguém se lembra? Tudo agora deve ser muito rápido, instantâneo, fast-food descartável, ninguém mais escreve cartas.

Enquanto isso, a pilha de livros novos vai crescendo na estante. Quando é que vou arrumar tempo para ler tudo? Será que ainda vai dar tempo?

Está mudando tudo tão rapidamente nas comunicações humanas que a gente sempre tem a impressão de estar perdendo o bonde ou alguma notícia importante.

É tamanha a oferta em todas as plataformas que fica difícil escolher o que abrir e ler.

A sensação de perda de tempo é permanente, diante da quantidade de inutilidades publicadas nas redes sociais, mas de vez em quando ainda nos surpreendemos com alguma novidade.

Por exemplo: quem poderia imaginar que a Volkswagen vende hoje mais salsichas do que automóveis?

Sei que isso não vai mudar o mundo, mas foi a única notícia do dia que me chamou a atenção, em meio à mesmice das tramas políticas, das guerras e das mortes de todo dia pelo mundo afora.

E nem chega a ser uma grande novidade: descobri na matéria do UOL que a Volks fabrica salsichas desde 1973.

No início, era só para consumo interno dos funcionários na fábrica de Wolfsburg, mas eram tão boas as salsichas que começaram a ser vendidas em lojas espalhadas pela Alemanha.

Pois, no ano passado, a VW produziu 6,8 milhões de salsichas, mais do que os 6 milhões de carros vendidos pela empresa no mundo inteiro.

“Isso aqui está parecendo uma fábrica de salsichas”, reclamavam os editores de jornal de antigamente quando o processo industrial acelerado tomou conta da velha imprensa de papel.

Nem podiam imaginar que uma das maiores indústrias automobilísticas do mundo um dia passaria a vender mais salsichas do que carros.

Esse é o lado bom da história: se as pessoas não escrevessem tanto sobre todos os assuntos, eu nunca ficaria sabendo disso.

De vez em quando, aparece uma novidade realmente surpreendente, que é, ou deveria ser, a essência do jornalismo desde sempre.

Mas desconfio que a maioria das pessoas nem está interessada nisso: mais do que se informar, estão preocupadas em emitir suas opiniões, sem se preocuparem em saber se interessam a alguém.

Pelo jeito, os novos e compulsivos escrevinhadores não fazem questão de ser lidos. Bastam-se escrevendo.

Como sou antigo, espero que alguém leia o que acabei de escrever porque ainda vivo disso…

E ficaria feliz em saber de vocês se acham que o mundo melhorou ou piorou com tanta gente escrevendo sem parar, sem parar, sem parar.

Respondam, rápido!

Vida que segue.

 

57 comentários em “Escrever, escrever, escrever: para que escrever tanto se faltam leitores?

  1. Ricardo entendo que escrever é importante, acho que quanto mais melhor. O que incomoda é a intolerância, a agressividade dos textos. Muitos ficam valentes atras de um PC escrevendo nas redes sociais.
    Mais importante, penso que é compreender o que se escreve e o que se lê. Vejo muitas leituras “dinâmicas, atravessadas”, as pessoas não compreendem e saem agredindo. Isto é muito ruim. Vemos aqui no blog.
    Ainda sou otimista, escrever e ler, uma das melhores coisas da vida.
    Abs e vida que segue…

  2. Ricardo tenho uma amiga que mora em santa Maria, RS eu moro em itaituba, pa outro dia ela me falou Luiz manda teu endereço tô querendo voltar escrever carta prós amigos, achei muito estranho, ninguém mais usa cartas ainda mais com os correios numa penúria sem fim. Abraços amigo!

  3. Grande Kotcho, sempre haverá espaço de leitura para os bons textos. Embora a meninada fique mais preocupada nos papos curtos de WhatsApp (falar “ZAP ZAP” faz de vc um tiozão), sempre haverá a necessidade de respiros e reflexões. E, porque não, curiosidades sobre carros e salsichas.

    Abraço

  4. Infelizmente é isso mestre… é lado ruim do excesso de informação! Muitos falam da agressividade como se fosse só um movimento da direita, mas a esquerda tem adotado esta tendência também, infelizmente.
    Por exemplo, vejo as críticas ao Ciro Gomes por parte da própria esquerda e fico assustado com isso. Ainda não vi uma crítica a suas propostas. O chamam de direita, de coronel, de machista, enfim, as mesmas críticas típicas da direita. Mas é isso: não dá para convencer quem não quer ser convencido. Apesar disto, acho a internet um ótimo instrumento de democratização com baixo custo que é capaz de nos fornecer informações verdadeiras, se estivermos dispostos a procurar.
    Vida que segue.

  5. Prezado Ricardo
    Sempre leio seus posts (e de outros autores na internet) porque a informação de verdade não está na velha mídia (que Paulo Henrique Amorim chama de PiG em seu portal).
    E também os leio porque são bem escritos e mostram uma realidade que não existe na visão monocromática de mundo do PiG
    Creio que as pessoas escrevem mais (e lêem menos) porque Umberto Eco já disse que a Internet levaria a voz do idiota da aldeia para o Mundo – por isto esta necessidade doente de postar tudo e palpitar sobre tudo

  6. Por causa da internet, ficou melhor em alguns sentidos, como a facilidade de pesquisa e acesso a informações. E pior (muito) em outros. Acho que foi Umberto Eco que disse, com muita propriedade, que a internet criou o palanque (ou microfone, ou o equivalente) dos imbecis, que antes falavam apenas para os amigos, nas mesas de bar. Concordo inteiramente. Fico longe de Facebook, Twitter et caterva, e creio que só tenho a ganhar com isso, buscando informações e opiniões em outras fontes de nivel muito melhor. Mas a existência dessas fontes, como o seu blog, continua importante e agradável. Então, meu caro, continue escrevendo, como Elio Gaspari, Clovis Rossi, André Singer, Delfim Netto, Fernando Gabeira, Flavio Tavares, e alguns outros.
    Grande abraço.
    PS: posso ter acesso a seu email ? É que sempre prefiro conversas tête a tête…

  7. Kotscho, a arte de escrever é grandiosa, não é qualquer um que domina bem as palavras. Pessoas como você conseguem expressar em breve texto um pensamento, uma impressão, uma tendência, um conhecimento que é facilmente compreensível. Não é para todos, mas é bom que muitos escrevam, sempre pensando bem antes de fazê-lo.

  8. Kotscho, mais um texto brilhante seu que muito me fez refletir. Talvez seja bom mais pessoas escrevendo, embora a esmagadora maioria esteja evacuando pelos dedos. O que é certo, no meu ponto de vista, é que a pena (tecla) de gigantes como você primam pela qualidade e, sim, são as leituras/textos necessários e obrigatórios. Que Deus multiplique seus anos e que você continue a todo vapor na produção deste blog. Talvez você nem imagine, mas muitas pessoas, como eu, há anos te acompanham e crescem com o que tu escreves.

  9. Melhorou!
    Adoro seus textos que não abordam política. Foi isso que me trouxe ao Balaio anos atrás.
    Acho que estamos no meio de uma grande mudança onde “as melancias ainda estão se ajeitando no caminhão”. É uma fase excitação onde todo mundo quer contar o que sabe (ou acha que sabe) e ganhar um Like.
    O excesso que informação nos forçará a pensar mais e aprender a selecionar e criticar o que é escrito. No passado era, digamos, mais simples. Estava escrito no jornal ou revista era verdade. Não tinha como pesquisar, comparar, voltar no mesmo jornal e ver o que foi publicado 4 anos antes pelo mesmo jornalista.
    Dá mais trabalho, mas vale a pena.

  10. Prezado Kotscho,
    sem querer ser saudosista mas já sendo, acho que as relações humanas pioraram muito. Apesar das vantagens que a internet e tanta tecnologia nos proporciona, a minha sensação é de que estamos perdendo nossa velha humanidade. estamos virando outros seres. Raríssimo alguém me telefonar e por isso fico com receio de ligar para as pessoas. Tudo na base da escrita. O dia inteiro passo a receber e enviar mensagens. Corridas, mal escritas. O pior é que ( não sei no Brasil – moro em Londres) estão inventando uma nova língua para agilizar as conversas escritas. Confesso que de vez em quando me afasto totalmente da internet por causa dessa torrente de informação e desinformação que inunda o dia a dia e me deixa zonza. Fico exausta só de ver as manchetes/títulos. Concordo que todos querem escrever e quase ninguém mais lê. Eu gosto muito de ler e aprender – essa das VW e das salsichas valeu o dia. Sei que neste fast tudo constante em que vivemos, muita coisa boa acaba sendo diluída, perdida. Uma pena. Nada será como antes mas não precisava ser tão diferente assim. Um grande abraço .

  11. Maravilhoso texto. E o que tenho percebido, é que realmente está acontecendo isso que mencionou. As pessoas estão com preguiça de ler coisas relevantes com esse turbilhão de mensagens instantâneas sendo jogadas em seus cérebros, onde nem precisam pensar a respeito do assunto. Continue escrevendo, ainda tem gente como nós que gosta de conteúdo inteligente.

  12. Calado tá errado! Uma coisa é falar, a outra coisa é provar! Além de perda de tempo, ainda é obrigado a ler baboseiras e afrontas (insultos) de incautos nas redes sociais. Pensei que o advento da internet fosse ferramenta essencial para a reafirmação dos valores humanos e na construção de um mundo melhor, onde a paz deixe de ser um mito para converter-se na realidade mais formosa que todo ser possa aspirar. O que me acalenta ser vale todo esforço quando o sentimento maior é puro em prol da superação humana.

  13. Como o Mestre bem disse, tá todo mundo dedilhando Smarts fones, tablets e computadores. Mas lembro a frase de Umberto Eco que disse que a internet e “as redes sociais deram voz a um bando de imbecis”!!
    Temos que ter um filtro depurativo daquilo que é bom daquilo que é ruim, e lembrando a minha avó, preferível ler coisas ruins do que ser cego!!

    1. Mas o pior cego é aquele que vê e não quer enxergar. Pois ninguém é o dono absoluto da verdade. Lema: Ser sal da terra, e luz do mundo. (Mt 5, 13-14)

  14. Caro Kotscho, não sei se o mundo piorou ou melhorou com tanta gente escrevendo. Eu melhorei.
    E foi aqui no Balaio que descobri esse prazer ainda que no meu caso seja uma atividade muito dolorida e sacrificante. Será que sou masoquista ???
    Sei que não vai interessar pra quase ninguém mas o tema me instiga a dar meu testemunho deste prazer. Comecei a escrever no mesmo instante em que sentei na cadeira de rodas (antes nem bilhetes eu escrevia) e foi exatamente aqui no Balaio. Eu que criticava tanto os meus filhos que preferiam os bate papos no ICQ a conversar diretamente com gente de carne e osso, fiquei pior do que eles. Escrever passou a me dar prazer, passou a ser compulsivo.
    Aqui fiz grandes amigos, aqui me senti como num bar jogando conversa fora ou na luta aprendendo e ensinando muitas novas lições. E tudo sob o comando de um mestre !!! TU !!!
    Obrigado Kotscho pelo espaço e pela generosidade, sem o Balaio eu também não saberia fazer outra coisa.
    Mas uma coisa eu não entendo: O que move um sujeito a escrever em ambientes hostis ??? Talvez Freud explique ou quem sabe o Marquês de Sade, mas o que faz um coxinha aqui ??? O “caba” já acorda pensando no que e como atacar esquerdistas em um blog comandado por um imparcial jornalista mas que não nega a sua posição de petista histórico.
    Que prazer tem essa gente que vem aqui todo dia ??? A imagem que me ocorre é a do português naquele raio de suruba dos Mamonas Assassinas: “Já me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém”.
    Cada um com o seu prazer, né não ???

        1. Que bois?, José Anísio, larga a mão de ser bobo.
          Aqui não tem sócio nenhum. Quem cuida do blog sou eu sozinho.
          Aliás, se aparecer algum patrocinador, eu agradeço. Por enquanto só está entrando anúncio rotativo do Google.

          1. Tá esclarecido-, apesar que tem um comentarista, aqui, ex-sindicalista, o verdadeiro bobo, que se dirige aos colegas como se fosse o dono deste espaço. “Largar a mão de ser bobo”, “ou ser louco”, gatos loucos, etc. são rotulações dadas ás pessoas que não comungam com suas ideologias esquerdistas. Este sim, pode até falar frase obscenas. Pode tudo, como a dita dos Mamonas.

          1. “Dar nome aos bois”, linguagem muito usada lá na seita, significa dar nome às pessoas. Dirijo, por conseguinte á seguinte pergunta: – como é que o cara sabe que eu tenho um Fusca?

  15. Oi caro amigo!

    Falando em ler, não espere muito tempo para ler “A Elite do Atraso” do Jessé de Souza. Muito esclarecedor. Historica e sociologicamente muito interessante. Beijo para Mara, as meninas e netos e para você.

  16. Acho que a “fartura” de leituras serve para ampliarmos nossa identificação com o mundo, para encontrarmos mais caminhos. De certo que a quantidade também trouxe uma porção de lixo, mas sinto que, aos poucos, a coisa vai se depurando. Você, eu sempre leio! Abraço

    1. Pois eu aproveito tua ilustre presença aqui, caro Jairo Marques, pra recomendar a todos a matéria que você publicou hoje na Folha sobre a menina que tentou se suicidar, foi salva e hoje vive com um sorriso no rosto. Abração, Ricardo Kotscho

  17. RK,

    Associo-me às suas divagações em torno do tempo e do vento que voam juntos e, se me permite, acresço, com licença do trocadilho: tem tanta gente que se acha o bambambam escrevendo que tudo parece um balaio de gato. Eu ainda prefiro o do Kotsch. Abraço.

  18. Escrever é diferente de teclar. É um descarrego virtual o que acontece nas plataformas. O povo bota pra fora o que sente, ressente e nem pensa !!
    Mas tem vida inteligente e útil também. Então simbora ler o que escrevem e escrever o que precisamos.

  19. Sem querer encher a sacola de linguiça, ou melhor de salsicha, e de puxar o saco do balaiero Kotcsho, porém neste momento só para quebrar o gelo. Ô vontade de adular o meu eterno Presidente Lula.

  20. Mestre, crítico não é escrever, escrever, escrever…
    Crítico é escrever e não ler (lendo ou não), pois ler é que capacita escrever.
    Bill Gates: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.”

  21. Eu acho que piorou e melhorou. Piorou pq nos deixa ansiosos, pois é impossível acompanhar tudo, mas mesmo assim continuamos tentando. E as pessoas só querem escrever, ninguém quer saber do outro, tipo uma egotrip. Isso se aplica para a escrita e a fala. Por outro lado melhorou, pq não estamos mais reféns da mídia monopolista. Mas acredito que estamos numa fase de transição, espero que aos poucos vá melhorando.
    Abraços!

  22. Kotscho,

    vc me lembra o grande e saudoso Charbonneau. Pouco antes de morrer ele publicou na Folha artigo sobre a necessidade de algum equilíbrio entre o volume de escrita e de leitura de cada pessoa. Faz anos que caço essa cronica e nada encontro. Abraço

    1. Caro Xikito, bons tempos, esses em que a gente tinha o brilhante padre Charbonneau para ler e ouvir, e nos guiar na vida de adolescentes.
      Tive tanta sorte que ele foi o celebrante do meu casamento, quase 50 anos atrás. Aliás, esqueceram de buscar o padre e ele chegou depois da noiva…
      Procuro até hoje seguir suas lições.
      Se achar este texto dele, por favor não esquece de me mandar. Abraços, Ricardo Kotscho

      1. Kotscho,

        vc teria alguma pista de quem poderia ter isso? O antigo secretário do Charb no Santa Cruz pesquisou, e tb procurei familiares da tradutora dos artigos da Folha, e nada.
        Bons tempos mesmo aqueles, de alguém que nos regulava a bússola.

  23. Escreva, Kotshco, sempre !!! Pois escrever é algo que faz com talento, inteligência e honestidade, lucidez e imparcialidade. Podemos discordar de voce, as vezes, mas duvidar da suas intenções, jamais ! Escreva, até sobre Futebol (rsrsrs). Só não deixe de escrever sobre politica, pois como disse Bertold Brecht, “o pior analfabeto é o analfabeto político: não ouve, não fala, não participa. Não sabe que o custo de vida, da educação, saúde, habitação e alimentação dependem de decisões políticas. É tão burro que se orgulha e estufa o peito por odiar a política. Não sabe o imbecil, que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”. Percebam, Kotscho e Balaieiros, pelos adjetivos, que Bertold Brecht também não tinha paciência com coxinhas, pois da estupidez dessa gente limpinha, honesta e “de bem” nascem, também, os bandidos de toga que protegem políticos corruptos, sob a desculpa esfarrapada do foro privilegiado. Vida longa ao Balaio !!!! Boa noite, Kotscho e Balaieiros.

  24. Kotscho
    Vai um palpite da mais “extensa”, talvez impertinente no volume, das suas leitoras: você subverte todo o jogo ao responder os comentários. Neste sentido, até onde a vista alcança, seu blog é único. Pela qualidade do seu texto e pela sua coragem de interagir com quem quer que lhe visite.
    Vou um dia desses, caso me apresentem, convencer o Frias a criar um híbrido paulistano, hebdomadário no formato, do Le Monde, Guardian, Die Zeit e El País. O redator-chefe somente poderia ser o jornalista Ricardo Kotscho. Leitores exigentes, espalhados no país inteiro, aguardam ansiosamente algo parecido.
    A propósito, sugestão de leitura: o livro recente da Madeleine Albright sobre o fascismo atual.
    https://www.amazon.com/Fascism-Warning-Madeleine-Albright/dp/0062836838

  25. Caríssimo Kotscho,
    meus 26 aninhos pesam quando dirijo algumas palavras a você, mestre. Amo literatura, leio de tudo (teatro, poesia, crônicas e contos, além do seu blog). Consegui vencer a timidez e criar um blog, onde posto minhas inspirações.
    Pergunta rápida e direta: vale a pena dedicar-se profissionalmente à literatura ficcional, ou é melhor fugir para as colinas?
    Meu melhor abraço!

  26. Prezado Kotscho: Em resposta à sua frase “E ficaria feliz em saber de vocês se acham que o mundo melhorou ou piorou com tanta gente escrevendo sem parar, sem parar, sem parar.”, diria que ficou pior. “As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades.” – Millôr Fernandes.

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