Mariana Kotscho: a menina que nasceu para ser a mãe de todos

Mariana Kotscho: a menina que nasceu para ser a mãe de todos

Como Vovó Beth não está mais entre nós, e não tenho a quem entregar presente, vou homenagear neste Dia das Mães minha filha mais velha, a jornalista Mariana Kotscho, mãe de três filhos e de milhares de outros espalhados pelo Brasil, que há quase dez anos assistem ao programa “Papo de Mãe”.

Foi ela quem me deu de presente na manhã de sábado um dos momentos mais emocionantes da minha vida: a confraternização das apresentadoras com telespectadoras e seus filhos ao final do evento “Mãe Polvo”, que ela e a parceira Roberta Manreza promoveram no auditório da Biblioteca do Memorial da América Latina.

Ricardo Kotscho, Mariana Kotscho e Roberta Manreza no encontro Mãe Polvo, no dia das mães de 2018

Rebatizado de “Momento Papo de Mãe”, a produção que estreou independente em 2009 na TV Brasil, e agora está há um ano na TV Cultura, é um fenômeno de audiência qualificada nesta emissora pública, mantendo atualmente média acima de 3 pontos.

Para comemorar o Dia das Mães, Mariana e Roberta saíram das telas da TV para um encontro ao vivo com seu público.

Tive a felicidade de ser um dos poucos homens presentes a testemunhar o amor entre o palco e a platéia neste programa diário, que vai ao ar duas vezes por dia na Cultura, de segunda a sexta, às 11h45 e 17h45, e às 11h30, aos sábados.

Já foram ao ar mais de 700 programas e entrevistadas cerca de 4 mil pessoas entre especialistas, mães, pais, avós e filhos.

Da produção à divulgação, estas duas jovens senhoras, que são amigas desde pequenas, estudaram juntas, casaram e tiveram filhos na mesma época, organizaram tudo sozinhas com sua pequena equipe, incluindo os filhos, como se a festa fosse na casa delas. Mariana até levou a cafeteira da própria casa para servir as visitas.

Reparei que no palco e no vídeo Mariana e Roberta são tão afinadas que parecem ser uma pessoa só. Até hoje eu confundo as duas.

Mariana nasceu para ser, acima de tudo, mãe.

Na televisão, ela se tornou a mãe de todos os que assistem ao programa.

Como não se contentava em cuidar dos próprios filhos, ela fez deste programa com Roberta Manreza, também jornalista, seu projeto de vida, ajudando outras mães a cuidar das crianças.

Depois de uma carreira vitoriosa de 12 anos como repórter da TV Globo, já não conseguindo conciliar os incertos horários da televisão com a rotina dos três filhos pequenos, Mariana teve a coragem de pedir demissão, algo muito raro de acontecer naquela emissora, e resolveu partir para um projeto independente.

Antes, já havia trabalhado nas redes SBT e Record, e agora já está há 27 anos no ar, é uma veterana na TV.

O tema do evento deste sábado, “Mãe polvo _ É possível dar conta de tudo?”, na verdade resume a pauta das próprias vidas de Mariana e Roberta, sempre divididas entre a família, o trabalho e a casa, não necessariamente nessa ordem.

Como conciliar tudo isso foi o tema recorrente do debate que contou com a participação da psicóloga e escritora Cecília Russo Troiano, autora do livro “Vida de Equilibrista”, e da advogada trabalhista Cintia Lima.

Minha neta mais velha, a Laurinha, de 15 anos, cuidou de fotografar mães e filhos recebendo os presentes sorteados para a platéia, e Bebel, a do meio, com 12 anos, pilotou a projeção dos vídeos.

André, o caçula, que puxou o avô, ficou zanzando de um lado para outro e, de vez em quando, levava água para as apresentadoras.

Laurinha, que esta semana entrevistou Maria da Penha, a grande defensora das mulheres contra a violência doméstica, para um trabalho de escola, também já está pensando em ser jornalista, além de artista.

Minha Mariana, aos 45 anos parecendo ainda uma menina, nunca pensou em ser outra coisa na vida, desde pequena, e ama a profissão como o pai, dedicando-se a ela com todo afeto.

Afeto é também a palavra-chave do programa que elas produzem, dirigem e apresentam com muito esmero, todos os dias, menos aos domingos, que ninguém é de ferro.

Para comemorar em setembro de 2019 os dez anos do programa, Roberta Manreza e Mariana Kotscho vão lançar pela Editora Cultrix o livro “Papo de Mãe: criando filhos à brasileira”.

Além da TV Cultura, o “Momento Papo de Mãe” também está no portal Terra e em todas as redes sociais.

Se não fosse minha filha, eu ficaria com inveja do pai dela…

Não posso mesmo reclamar da vida.

Além da Mariana, é minha filha também a vitoriosa cineasta Carolina Kotscho, autora da TV Globo, roteirista e produtora que, entre outros trabalhos, fez “Os 2 Filhos de Francisco” (sobre Zezé de Camargo e Luciano) e “Não Pare na Pista” (sobre a vida do escritor Paulo Coelho).

No Dia das Mães, quem ganhou o melhor presente fui eu…

Valeu, menina, tenho muito orgulho de ser chamado de “pai da Mariana Kotscho”.

E também de “pai da Carolina Kotscho”, mãe de outros dois belos netos que eu tenho, o João e a Olguinha.

Se não fosse a mamãe Mara, eu sei, nada disso teria sido possível.

Um feliz Dia das Mães para todos vocês.

Vida que segue.

 

23 comentários em “Mariana Kotscho: a menina que nasceu para ser a mãe de todos

  1. (Kotscho, corrija: “Se não fosse a mamãe Mara, eu ….”). Atualmente na TV aberta, os unicos programas que se salvam são os de entrevistas, especialmente quando os convidados são médicos, psicólogos, pedagogos etc… Vida longa ao “Papo de Mãe”.

    1. Rapaz, li todo este belo. justamente esperando em cada parágrafo que o Véim se referisse a dona Mara, e não acontecia até que no final ele. enfim diz que se não fosse ela nada disto tinha acontecido.
      Quando leio o seu comentário vc fala para ser feita uma correção…li, reli, e conclui: ou tu tá doido ou sou eu que estou maluco, pois não vi nada ha ccorrigir. Ai vem o Kotscho e diz que já corrigiu…meu deus do céu,…que qui tá acontecendo com este povo???

  2. Caro Kotsho!
    Parabéns pela família que você edificou pelo seu caráter.
    Também tenho orgulho da minha filha Mariana e da minha nora Carolina (mortadelas Ceratti).

  3. Deve ser muito interessante ver uma filha, roteirista, através de um documentário, reescrever através de imagens criadas-, contando a vida em um filme do próprio pai; que chegou ao país Brasil ao seis anos; que perdeu o pai aos 12. Teve de aprender o Português aos seis, pra hoje ter de trabalhar usando este Idioma. Perdendo o pai aos 12, talvez nem teve muito tempo direito de convivência com o seu pai pra entender o motivo da sua saída dum país de origem, uma Alemanha em guerra. Conheceríamos melhor a personalidade real do famoso e caro jornalista. Se bem que a gente convive a vida inteira com uma pessoa e não consegue conhecê-la por completo. O trabalho de um roteirista deve ser bastante complicado: – dar vida aos personagens através de imagens. Mas é isso: para ser um artista perfeito tem que trabalhar simultaneamente: a mente, o coração e alma. Parabéns pelas filhas que tem: me admira muito a simpatia de uma, da TV Cultura, e a simplicidade da outra; esposa dum grande roteirista do Tropa de Elite. São todas muito educadas!

  4. Engana-se, os que pregam que filhos só puxam aos pais os defeitos…
    Muito pelo contrário, como mostra o jeitão “boa família do Kotscho…”
    De berço também vem o bom exemplo, a valorização e respeito à família, seus ensinamentos, e claro, o seu legado profissional…
    Como temos grandes profissionais da medicina, do direito, do jornalismo, da engenharia, da odontologia, e de tantas outras tão valorosas áreas que herdam de seus pais a profissão.
    Parabéns à família Kotscho, nas pessoas das “mamães Kotscho” parabenizo a todas mamães pelo Dia das Mães …

  5. Meu, meu não, nosso, querido Véim…sei não meu fii, mas quem escreve um texto tão belo quanto este, não nasceu pra ser pai, nasceu pra ser mãe…sinceramente…parabéns Mariana pelas suas duas mães.

  6. Caro Kotscho, lendo teu belo texto me ocorreu a lembrança do dia da comemoração dos teus 50 anos de jornalismo lá na Fundação Cásper Líbero. Ali foi quando pude desfrutar do prazer de estar contigo no mesmo tempo de com as três mamães: Mara, Mariana e Carolina. Ali foi quando descobri o segredo de tanto sucesso dessa linda família Kotscho: É a junção dos elementos talento, carisma, simplicidade e generosidade e tudo isso banhado por lindos, fartos, constantes e abertos sorrisos. Me senti tão… quentinho.
    PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS e PARABÉNS !!! um pra ti e os outros para cada uma das três.

  7. Prezado Kotscho,
    Desde o dia que li teu texto – não lembro qual foi – você passou a ser um amigo mais velho.
    Aqui é um alento de texto pra começar o domingo .
    Mais uma vez obrigado e um ótimo dia junto às suas mamães.
    Abraços
    Carlos Augusto

  8. Com grande angular e foco em Mariana, revela Mestre, ao desfilar sua maestria feito Ademir em campo, em papo de pai em dia de mães, nuances, cores e o calor desprendido dos profundos, afeto e orgulho, a elas dedicados.
    Grande e belo, gesto.

  9. Não sei se seria pedir muito.Postar um vídeo na voz do Miguel Falabela,a poesia do genial escritor Mario Quintana(aquele que não coube na ABL) -O tema é mãe.Grato.

    1. Que linda você, querida Silvia. Obrigada mais uma vez pela sua presença e da sua linda família. Emocionada em conhecer a Mariana. Beijinhos, Mariana

  10. …E viva a evolução da espécie Kotscho, todos especialistas, cada um na sua…
    abraços e beijos de vosso carica-turista nesse farto balaio,
    Paulo Caruso

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