Nas asas da FAB, a pré-campanha da turma do 1%

Nas asas da FAB, a pré-campanha da turma do 1%

Ao lançar sua candidatura presidencial na semana passada, Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, repetiu várias vezes que não será candidato do governo.

Quem quer ser candidato do governo é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Os dois pré-candidatos têm, porém, uma coisa em comum, além da falta de votos: viajar pelo país em aviões da FAB para fazer contatos políticos e participar de compromissos que não estão em suas agendas oficiais.

Com 1% nas pesquisas, Maia e Meirelles tentam formar alianças capazes de catapultá-los a vôos mais altos.

Rodrigo Maia já foi entronizado como candidato pelo DEM, mas Henrique Meirelles ainda não tem nem partido.

Rifado pelo PSD de Gilberto Kassab, partido ao qual ainda é filiado, ele procurou a ajuda de Romero Jucá para se candidatar pelo MDB de Michel Temer, que também sonha em ser candidato.

Em matéria assinada por três repórteres, o Estadão informa que os aviões da FAB podem ser utilizados por ministros e os presidentes da Câmara, do Senado e do STF por “motivos de segurança, emergência médica e viagens a serviço”.

Consultada pelo jornal, a FAB informou que não cabe a ela “apurar se os motivos das solicitações de apoio são efetivamente cumpridos”.

A quem caberia apurar?

Vida que segue.

 

 

 

11 comentários em “Nas asas da FAB, a pré-campanha da turma do 1%

  1. A turma do 1% tem penalizado em porcentagem muito maior a economia do país e a integridade da classe política. Mas está alinhada com (e legitima) o governo que aí está. Suas manifestações, no fundo, representações variações de um mesmo tema, marcado pelo obscurantismo político e a degradação moral.

  2. Nem Eik Batista, nem o ex-senador Luiz Estêvão, sem curso superior, não ficaram na cadeia junto com os presos comuns-, pessoa como um ex-presidente á essa altura o juiz da vara de execução penal já deve até estar pensando numa cela bem especial para ele em Curitiba ou Brasília, que poderá vir a ser preso presumidamente até o final deste mês. Condenado ele já está em várias instâncias. Pessoa honesta não quer se meter na Política. Essa Arte no nosso país, infelizmente, não é levada á sério em comparação justa com os países do escalão do primeiro mundo em matéria de Desenvolvimento. Mas, sobre a sua pergunta, com 1% das intenções de votos, nenhum dos nomes, embora citados por algém que se diz entender de Política, dificilmente chegará lá. Se for pra resolver a questão da violência pondo bandidos corretamente na cadeia, o povo vai votar mesmo é no capitão Jair Bolsonaro; aliás, ele não tem nenhum rabo preso com a Justiça, e considerando, que, consequentemente, todo político ultimamente tem ocupado o poder é só pra roubar mesmo. Vida que segue, sem perspectiva de melhora!

    1. Tu é ‘demais’ e bota com folga no chinelo, os manifestoches que aqui fantasiam a realidade.
      Demorei em manifestar-me e ao pretender, adiei, esperançoso que as doses ‘cavalares’ prescritas por Victor Hugo e depois, Enio, viessem ajuda-lo a estabilizar-se, porém não. Então, sem esperança em melhora, fique apenas certo que, desde ‘Sérgio Ferrara’, ex-presidente do PSDB, morto, da ‘Darci Gonçalves’ e de inúmeros comentários ‘barata voa’, como esse, tu és de longe ‘o mais certinho e profícuo Ponte Pretano do Lalau’, no Balaio.
      E vida que segue e Mestre que te carregue.

  3. CORREIO BRAZILIENSE EM 1964:

    “Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República… O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”. Correio Braziliense, 16 de abril de 1964.

    Hoje não parece muito diferente…

    Lá praticamente só passam comentários de direita. Contra Lula e o PT, então, liberam rapidinho… Vejam:
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    Henrique • 4 minutos atrás
    Espere, isso está aguardando ser aprovado por Correio Braziliense.
    Cadê o julgamento do auxílio moradia??? É bom sempre lembrar que as distorções médias entre setor público e iniciativa privada, sempre divulgadas, demonizando o serviço público, são puxadas principalmente pelas carreiras jurídicas e do Legislativo. Essas envolvidas na polêmica dos auxílios, como o auxílio moradia (sem mudança de domicílio) a ser julgado pelo STF, que não tem desconto em imposto de renda. Esses, além de receberem acima da média, muitos recebem acima do teto, se considerarmos esses benefícios extras. Se fizermos apenas a média dos servidores federais do Executivo ocupantes de cargos comuns como analistas e técnicos administrativos, o resultado não será nem próximo disso.
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    Henrique • 7 minutos atrás
    Espere, isso está aguardando ser aprovado por Correio Braziliense.
    Moderador, vai liberar um comentário meu ou só de quem interessa? (ou o que interessa). Ou tá na hora de começar a dizer em outros ambientes que a moderação do site do Correio Braziliense é baseada na compra de caráter, se é que se pode falar em caráter. Ou não coloque à disposição uma ferramenta pública que diz “Participe da discussão…”.

    1. Não vou aprofundar muito, tal qual fiz falando do Estadão, porque senão o Kotscho vai me cobrar detalhes. Mas na minha opinião o Correio Brasiliense – de Assis Chatobriã (diários associados) fez a melhor cobertura de todos os acontecimentos durante a Ditadura militar. Eu tive uma colega de infância que aposentou-se como jornalista deste jornal
      ; e o seu irmão aposentou-se num emprego do alto escalão aí em Brasília.

  4. O dia nem amanheceu.
    Pé na porta. BUM!
    – Perdeu, mermão!!! Aqui é a ditadura lavajatense.
    Você tem endereço fixo, trabalho, não ameça fugir, mas, ainda assim, irão entrar e te conduzir, coersitivamente.
    – Por quê???
    – Porque um delator, em prisão preventiva, cujo prazo já expirou, tem interesse particular em deletar, para dizer o que queremos escutar, hoje falou.
    – Mas…
    – A casa caiu, mermão!!!
    Essa Promotoria tem lado, tem CONVICÇÃO, não precisa de provas, apenas da DELAÇÃO

  5. Quem é a turma do um por cento? Depende de que tipo de um por cento estaríamos falando. Tem a turma do 1% do consórcio das empreiteiras de Belo Monte. Tem a turma dos consultores, do um por cento sobre um por cento, (0,1%) como o Delfim, que conhece bem a história das empreiteiras desde os velhos tempos do escândalo da Coroa-Brastel, também financiada à época com empréstimos da Caixa Econômica Federal. A história das consultorias de ex-ministros da fazenda, ex-presidentes do banco central, ex-secretários da receita (para ficar no pessoal que trata do caixa grande), dariam muito mais pano para a manga do que o clássico barroco “A Arte de Furtar”, um clássico do patrimonialismo brasileiro bem explorado por Raimundo Faoro no seu insuperável Os Donos do Poder. Tem a turma do um por cento mais rico do país, que se apropria de mais da metade da riqueza nacional, conforme os estudos mais recentes do pesquisador Marc Morgan Milá. Tem o um por cento da ‘turma da bufunfa’ do Banco Central, na dicção de Paulo Nogueira Batista Júnior. Como se vê, o Brasil é o país do um por cento. Sempre foi. Tudo indica que por um curtíssimo espaço de tempo houve a ilusão geral de que o país havia dado o primeiro passo em busca do tempo perdido. Azedo engano.

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