Na eleição com R$9 bilhões de dinheiro público, Temer sai em vantagem

Na eleição com R$9 bilhões de dinheiro público, Temer sai em vantagem

Quem dá mais?

Com a proibição do financiamento privado de campanhas, a eleição deste ano custar sair caro para os combalidos cofres públicos. Vamos fazer as contas.

De um lado, os partidos estão oferecendo de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões para as campanhas dos deputados com a divisão do butim de R$ 2,6 bilhões de financiamento público aprovado na última reforma política.

De outro, o presidente Michel Temer acena com a liberação de cerca de R$ 15 milhões em emendas parlamentares para cada deputado investir em seus redutos eleitorais.

A conta é simples: como são 531 deputados, e a grande maioria disputa a reeleição, o total a ser repartido pelo governo alcançará R$ 6,4 bilhões, o que dará larga vantagem a Temer no leilão das alianças eleitorais, sem falar na reforma ministerial em jogo.

De acordo com a lei eleitoral, o governo terá até julho, quando se define a lista de candidatos, para liberar as emendas parlamentares.

Isso explica também a estranha vontade de Temer se candidatar à reeleição, mesmo tendo apenas 1% nas pesquisas _ afinal, a chave do cofre do Tesouro Nacional continua nas mãos dele.

Somando-se o financiamento público com a bolada das emendas, dá redondos R$ 9 bilhões.

O leilão de deputados começou no último dia 8 com a abertura da janela do troca-troca partidário, que vai até 7 de abril.

É tudo por dinheiro: eleger bancadas numerosas garantirá aos partidos maior participação no financiamento público nas eleições seguintes.

Diante da falência política dos mais de 30 partidos que concorrem em outubro, ninguém fala em propostas para o país nem programa de governo: é na distribuição do dinheiro público que se decidirão as eleições de 2018.

Como está liberado pelo TSE o autofinanciamento sem limites dos candidatos, quem tiver mais grana na conta tem também mais chances nas eleições.

É assim que o Brasil se prepara para a eleição mais importante, atípica e imprevisível desde a redemocratização do país.

Tem tudo para dar muita confusão e tornar ainda mais nebuloso o cenário para 2019, qualquer que seja o resultado.

Quem dá mais?

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 thoughts on “Na eleição com R$9 bilhões de dinheiro público, Temer sai em vantagem

  1. Esteve reunido com diversas lideranças do Vale do Aço, deputados do PSDB, o Mourão foi até professor meu de Direito, em Valadares, prefeitos do interior de Minas, Aquele senador que recebeu 2 milhões de propina do dono da JBS, prometeu verbas federais aos srs. prefeitos – em troca de continuar no cargo de senador – mas, continua isolado; e se quiser, tem mesmo é que se contentar em ser deputado, motivo este de grande preocupação do Alkmin que pensa no palanque da Campanha presidencial.

  2. Lula e o PT ainda dispõem da faca e do queijo nas mãos. É da decisão de Lula – ainda sentado sobre a sua candidatura desde quando ficou claro que seria alijado do processo eleitoral -, que depende a possibilidade do amplo espectro da esquerda ao centro progressista chegar ao segundo turno. Há uma forte convicção dentro do PT que o apoio declarado e formal de Lula a um quadro próprio do partido seria a condição necessária e suficiente para o lulo petismo terçar armas com o ex-capitão no segundo turno. Há também uma corrente, já não majoritária, que deseja fazer Lula candidato de qualquer maneira, preso ou não, enquanto o STF não confirmar a decisão do TSE de riscá-lo das urnas. Esta corrente entende que abrir mão de Lula é aceitar “o golpe”. A decisão do TRF-4 do dia 27 próximo facultará a Moro expedir o mandado para a execução provisória da pena. Há rumores de que o MST convocará uma vigília a partir do dia 25. A conferir.

    1. “Ricá-lo das urnas” é pouco. Já que o partido sabe que ele não será candidato, por que então continuar sangrando? O objetivo é eleger um maior número de parlamentares na eleição deste ano? (certo?) Deveria, sim, é o TSE extinguir pra sempre este partido. Para o bem dos brasileiros e felicidade geral da nação.

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