Você já viu isso? Um time que joga de costas para o gol?

Você já viu isso? Um time que joga de costas para o gol?

Pode reparar: é o São Paulo do grande estrategista Dorival Júnior que quer reinventar o futebol.

Desde o ano passado, em que quase caiu para a segunda divisão, o time toca de lado, joga para trás e de costas para o gol adversário.

Ninguém nunca tinha pensado nisso para surpreender o adversário.

Como de costume, na derrota por 1 a 0 para o Santos no domingo, o São Paulo teve maior domínio de bola, pressionou o tempo todo, deu passes de calcanhar e cavadinhas, mas faltou só um detalhe, como dizia Parreira: o gol.

O time de Dorival fez 21 finalizações contra apenas seis do Santos e, num solitário contra-ataque, Gabigol decidiu o jogo. Simples assim.

Se jogam de costas, esperando sempre um passe pelo meio cercados de zagueiros, seus atacantes não podem enxergar o gol, e assim a bola não entra.

Pensei que fosse um cacoete do Lucas Pratto, aquele grandalhão argentino contratado a peso de ouro só para marcar gols, que já foi embora sem deixar saudades nem gols.

Pratto também gostava de jogar de costas, não pegava na bola, passava mais tempo no chão do que em pé e ficava xingando não sei quem. Desconfio que era a bola.

É isso: o que atrapalha o esquema de jogo (?) do brilhante técnico é a bola. Não fosse ela, a danada, o time seria campeão.

Para o lugar do argentino, Leco e sua turma contrataram mais um balaio de atacantes meia boca, que parecem japoneses, todos iguais. Só não acertam o gol.

Na beira do gramado, Dorival também passa o jogo todo blasfemando como se fosse um torcedor, xingando a bola que não entra, só pode ser.

No fim do jogo, a torcida vaia, mesmo quando o time ganha contra times pequenos, e o técnico não consegue entender o motivo.

Que tal começar a jogar de frente para o gol adversário?

Vida que segue.

 

7 thoughts on “Você já viu isso? Um time que joga de costas para o gol?

  1. Menos, Kotscho. O tricolor dominou o meus Santos o jogo inteiro. Chegou na cara do gol inúmeras vezes. Perdeu vários gols dentro da área. E tomou um gol por absoluta falta de sorte, porque a bola passou entre as pernas do zagueiro e ainda desviou no calcanhar do beque matando o goleiro. Verdade que o tricolor não está à altura do que poderia ser, mas nesse jogo o azar exagerou na dosagem.

    1. Caro Netho,
      desta vez pode ter sido o azar, mas este time do São Paulo não joga nada desde o ano passado. É um amontoado de jogadores que não sabe o que fazer com a bola. Se a culpa não é do Dorival, só pode ser da bola…
      Sorte tua que você é santista. Duro é ser são-paulino…
      Abraços,
      Ricardo Kotscho

      1. Já tive muita sorte, e êxtase, quando via as tabelinhas de Coutinho e Pelé. Hoje, não mais. O Santos, e de resto o futebol brasileiro como um todo, inclusive os ‘futebolistas cosmopolitas’, não calçariam um ‘meião’ sequer dos craques canarinhos dos selecionados de 58 e 62, para não falar de 70. Nenhum jogador do selecionado do Tite, inclusive Neymar, teria lugar nos selecionados dos anos 50, 60 e 70. E eu não trocaria um Romário por dois Neymares. Então, estimado Kotscho, é isso aí. Não temos mais jogadores à altura do futebol brasileiro. Para dar um exemplo vou escalar um ataque de reservas da seleção brasileira de 70, que superam o time do Tite de 2018. Rogério do Botafogo do Rio, Zé Carlos do Cruzeiro, Toninho Guerreiro do São Paulo, Ademir da Guia do Palmeiras e Dirceu Lopes do Cruzeiro. Estes, que nunca foram titulares da canarinha (por absoluta falta de espaço), já dariam um ‘chocolate’ nos atuais cinco jogadores de Tite do meio para a frente: Neymar, Renato Augusto, Felipe Coutinho, Willian e Gabriel Jesus.

  2. Sr. Kotscho, muitos japoneses jogam na Europa sendo, inclusive, titulares de suas equipes. Na realidade, os melhores jogadores brasileiros estão no exterior e o nivel dos que aqui atualmente jogam, com raras exceções, é este mesmo. Evidente que a qualidade das partidas é baixa, sonolentos na maioria.

    1. Caro Macoto,
      não me referi à qualidade dos jogadores japoneses, mas ao fato de eles serem todos parecidos. Não duvido que o campeonato japonês hoje seja melhor do que o brasileiro e tenha um público maior. Nosso maior problema não está dentro, mas fora do campo. Enquanto não acabarem com a CBF e a eterna reeleição de cartolas, nada vai mudar e cada vez vamos ser mais exportadores de pé-de-obra.
      Grato pela participação,
      Ricardo Kotscho

  3. Bem…. se no São Paulo os atacantes do ano passado e os novos não sabem fazer gols, problema deles… Só sei que desde que Diego e Robinho, fez o estrago em 2002, que é difícil o Santos jogar no Morumbi, e não sair vitorioso!

  4. Tô gostando, Mestre, pois se não classificar ou perder da Ponte na disputa do grupo, dada a cegueira dirigente do Tricolor, é a única chance de escaparmos de novo desastre, despachando antes de iniciar o Brasileirão 2018, o ‘criativo’ Dorival Júnior, caso contrário, teremos garantido o repeteco da campanha ‘Z4’, só que dessa vez dificilmente escaparemos da segunda divisão.

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