Nelson Rodrigues tinha razão: “Os idiotas irão tomar conta do mundo”

Nelson Rodrigues tinha razão: “Os idiotas irão tomar conta do mundo”

Nelson Rodrigues tinha uma obsessão pelos idiotas. Combateu-os a vida toda, mas eles venceram, e se multiplicaram.

Foi premonitório numa das suas célebres frases sobre este fenômeno humano:

“Os idiotas irão tomar conta do mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade”.

Vivo fosse, Nelson Rodrigues teria hoje 106 anos. Continua mais atual do que nunca.

Por que me lembrei dele justamente nesta terça-feira do Carnaval de 2018?

Fico pensando no que Nelson escreveria em sua coluna “A vida como ela é” sobre o noticiário destes dias em que a idiotice nacional bate todos os recordes.

E olhem que no tempo dele ainda não existiam as redes sociais, um terreno fértil para os idiotas que ele imortalizou em sua extensa obra.

Num país que tem hoje 20 pré-candidatos à Presidência da República, espalhados por mais de 30 partidos, um deles ameaça metralhar a Rocinha para combater a violência se for eleito e os banqueiros nativos batem palmas de pé.

Outros dois presidenciáveis compraram jatinhos com dinheiro público a juros baixos e tem quem defenda este direito como uma oportunidade de mercado, ao mesmo tempo em que blasfemam contra a corrupção.

“A maior desgraça da democracia é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas que são a maioria da humanidade”, escreveu ele, mais de meio século atrás.

Nelson iria enlouquecer de raiva se lesse os comentários publicados no papel e nas redes digitais nestes últimos dias.

Ao mesmo tempo reacionário na ideologia e revolucionário na dramaturgia, não se conformava com a mediocridade e imbecilidade dos seus contemporâneos do século 20.

Não sabe o que perdeu ao morrer antes deste século 21 que revelou Donald Trump ao mundo e pode eleger Bolsonaro no Brasil, que ainda se espanta com os tapa-mamilos das mulheres de peitos de fora, enquanto o presidente Temer vai de Mangaratiba para Roraima cuidar de venezuelanos e o prefeito carioca Crivella passa o Carnaval na Alemanha.

“Daqui a 200 anos, os historiadores vão chamar este final de século de a mais cínica das épocas. O grande acontecimento do século 20 foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota”, foi outra das suas constatações pouco generosas com a humanidade.

“Espera para ver o século 21…”, poderia lhe ter dito Ulysses Guimarães, parafraseando aquela sua profética frase sobre o Congresso Nacional, que os jornalistas da época criticavam: “Espera para ver o próximo”.

Mais do que nunca, a vasta obra do “Anjo Pornográfico”, tão fielmente retratado na biografia de Ruy Castro, é leitura obrigatória para entendermos melhor o que está acontecendo, com seus inacreditáveis protagonistas e comentaristas.

Nelson Rodrigues vive.

Agora falta pouco. Daqui a mais algumas horas entraremos na Quarta-Feira de Cinzas, acaba a fantasia e começa tudo de novo.

Vida que segue.

 

20 comentários em “Nelson Rodrigues tinha razão: “Os idiotas irão tomar conta do mundo”

  1. Já que a palavra é idiota, vou me ater a idiota polêmica, citada no seu texto, sobre a compra de jatinhos financiados pelo BNDES por milionários brasileiros, entre eles o Huck. A finalidade do BNDES é fomentar a industria brasileira subsidiando os juros do financiamento dos bens que elas fabricam, ou seja, o subsidio obtido pelo comprador do bem, tem a finalidade de gerar emprego na industria que o fabrica, pode ser um trator, um torno, ou um jatinho, está dentro da lei e todos eles cumprem o objetivo social, o S do BNDES; além do imposto gerado na operação e que retorna de imediato para o governo. No caso dos jatinhos, gera emprego direto para 2 pilotos, e indiretos, comissários de bordo, catering, cozinheira do catering, faxineira do catering; mecânicos, aluguel de hangar, faxineira do hangar, faxineira do avião, manutenção de pistas, e etc., etc.. Já comentei aqui que minha atividade é no ramo metalúrgico, e muitas metalúrgicas que atendem o setor aeroespacial ficam esperando a Embraer vender ou não um jatinho, para definir se investem ou não no seu negócio, ou seja, se demitem ou contratam.
    Ricardo, eu entendi direito? O que tem a ver a compra dos jatinhos dos presidenciáveis com corrupção? ” …Outros dois presidenciáveis compraram jatinhos com dinheiro público a juros baixos e tem quem defenda este direito como uma oportunidade de mercado, ao mesmo tempo em que blasfemam contra a corrupção.” Até aqui, o que sabemos, é que realmente eles aproveitaram uma oportunidade de mercado, dentro das normas do BNDES, e se são ricos, é porque sabem aproveitar oportunidades de mercado, plenamente aceitável em um regime capitalista como o nosso, se pagarem o empréstimo, tudo certo. Onde está a corrupção, sabes de algo que não sabemos?
    Podemos falar sobre corrupção, falando justamente sobre o mesmo BNDES, daqueles empréstimos feitos para as ditaduras africanas e latino americanas, bilhões e bilhões, e que já estamos levando calotes, na maioria obras construídas pela… Odebrecht, tendo como “garoto propaganda” o Lula. Neste caso o que não faltam são provas, já tem até um monte de gente na cadeia.
    Ricardo, eu blasfemo contra a corrupção, do PSDB no Trensalão de São Paulo e nas privatizações do FHC, entre outras, do PT, PMDB e PP na Petrobras entre outras, e acho infeliz esse paralelo que você traça entre a compra dos jatinhos, financiados pelo BNDES, pelos empresários, presidenciáveis ou não.
    O Brasil está realmente estranho, os petistas e os mblistas bombardeando a compra financiada do jatinho pelo Huck. PT e Kim Kataguiri do mesmo lado, da para acreditar na honestidade de algum dos lados?

    1. I ai pato gostou da homenagem da acadêmicos do Tuiuti fez a vocês agora vocês os patos amarelos são famosos no mundo inteiro juntos com o vampirão do Temer kkkkkkk agora sobre o tema em discussão sempre que aparecem os podres desses políticos hipócritas falsos moralistas da direita os patos como esse Jose Eduardo sempre vem desvirtuar tentar confundir enganar as pessoas não adianta pato teus heróis falsos moralistas estão totalmente desmascarados para mim pato bom e pato assado ou cozido

  2. Começa, não. Continua, com a carnavalização total da Política encabeçada pela comissão de frente do Bloco dos Sujos da Escola Unidos do “MT”. No carro alegórico principal, a Escola Estação Última do Foro da Privilegiados do Império Planaltino. O Nelson Rodrigues tem uma frase genial para o futebol: “Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida”. No caso em tela, se chamado a comentar o jogo dos poderes, não deixaria por menos: “No Brasil é a falta de caráter que decide tudo”.

  3. Eu só que a melhor forma de combater-se os idiotas é apegar-se aos fatos. Somente um jornalista noticiou a tal frase de Bolsonaro, o mesmo nega, a tal coluna saiu 5 dias após o evento, e eu não acretido que algo tão estapafúrdio seria notado somente por um jornalista. Sobre os jatos. O fato é que pode ser vergonhoso, imoral, anti-ético, mas não é ilegal. Corrupção por definição é 1)modificação, adulteração das características originais de algo. 2) ato ou efeito de subornar uma ou mais pessoas em causa própria ou alheia, ger. com oferecimento de dinheiro; suborno. 3) uso de meios ilegais para apropriar-se de informações privilegiadas, em benefício próprio.
    Acho que Bolsonaro fala besterias aos montes, mas que essa foi montada. Acho que Huck e Doria se meteram na política e tem sim que terem suas vidas reviradas, mas não deturpando-se fatos. São ricos, milionários e podem ser imorais, anti-éticos o que mais quiserem, no entanto até o momento nada foi encontrado que indique corrupção.
    A internet serve aos idiotas e a quem quer pesquisar.
    Em tempo não apoio Bolsonaro, nem Huck, e nem Doria, mas dou valor aos fatos.

  4. Pra desespero dos idiotas, Kotscho e o cara. Que continue escrevendo até completar 120 anos. (Único artigo que destoou, foi quando consumado o golpe, era virar a página e tocar a vida).

  5. O caro Kotscho, citou Ruy Castro, conterrâneo do Ziraldo, outro nascido aqui pertinho de mim, na cidade das palmeira, não aquela “que canta o sabiá”, mas que tem revelado grandes nomes atualmente ao mundo do jornalismo, e mesmo da literatura. Lembro como ninguém das entrevistas dadas pelo Nelson Rodrigues, sempre quando aparecia pra dar entrevistas no rádio ou na TV. Mas por falar em idiotices, ainda bem que existe uma região do cérebro, a responsável pela construção – nem que seja momentânea – da solidez do clímax da felicidade (revista Veja), razão pela qual do aumento do número dos blocos caricatos no Rio e do Brasil, levando a multidão ao delírio – ao reverberar os antigos carnavais; época das marchinhas; da presença do povão nas ruas e nas avenidas. A praça está para o povo assim como o microfone está disponível à políticos otários e corruptos. Não creio que o Bolsonaro tenha falado em metralhar favelados da Rocinha, e 17 milhões de reais do BNDES, como empréstimo, seja muito pouco dinheiro pra quem ganha mais de dez milhões por mês só de salário. O seu blog não foge á regra: “Ninguém pode dizer o que pensa, se não é jogado na fogueira digital”. Estamos mesmo é sem rumo: pois vivemos num mundo só de gente maldosa!(vide o meu último comentário).

  6. Caro Kotscho, esse teu texto me ajuda muito na minha caminhada em busca de evolução. Por ora ainda me sinto um idiota mas não tão graduado quanto o comentarista José Eduardo que escreveu antes de mim. O “Manifestoche da Tuiuti” (que doravante é como serão chamados todos os coxinhas) se esforça para provar que a compra de jatinhos por João Doria e Luciano Huck com dinheiro do BNDES gera ou geraram mais empregos que a construção do Porto de Mariel, que eu tive a oportunidade de visitar pessoalmente e constatar a enormidade daquela obra e a quantidade também enorme de empregos gerados PARA BRASILEIROS por lá. O comentário em questão é a prova viva, definitiva e cabal da cravada
    rodrigueana. Segue o jogo…

    1. Ênio, poderíamos perguntar aos metalúrgicos do vale do Paraíba, o que eles preferem, financiar porto em Cuba, sem garantia de recebimento e gerar empregos para cubanos, ou financiar os jatinhos do Huck e do Dória onde o próprio bem é a garantia, entre outras que o BNDES exige, e gerar empregos por aqui. Com relação as propinas recebidas pelo seu partido, embutidas nesses financiamentos a déspotas assassinos, nem vale comentar, é assunto esgotado. Falando no financiamento dos jatinhos do Dória e Huck, e colocando no mesmo balaio Nelson Rodrigues, vale lembrar outra frase dele, que o Kotscho esqueceu: Toda unanimidade é burra. Nelson era mesmo um gênio.

      1. Não esqueci desta frase, não, José Eduardo. É uma das mais citadas de Nelson. Penso sempre nela quando escrevo. Não espero aplausos nem concordâncias. Digo apenas o que penso, e cada um que diga o que pensa sobre qualquer coisa. Só não gosto dos donos da verdade que têm certezas absolutas e não respeitam quem pensa diferente.
        Ricardo Kotscho

  7. Tá vendo, Mestre, evidenciou-se de pronto nos comentários, que nem mesmo com ‘Nelsão’ chamando-os à reflexão, da para atenuar essa mediocridade sem modéstia, a ignorância sem rédeas, a pipa sem linha, o caminhão sem freio, o cérebro sem atividade, que assola o país.
    Precisas ler ou reler, o artigo escrito há três ou quatro anos por Eliane Brum, sobre a ascensão da mediocridade e talvez chegue a mesma conclusão que cheguei: Se não adepto ou sem ‘estômago’, para o figurado ‘taco de beisebol’ como solução, resta baixar o Sérgio Porto e olhe lá, como atenuante e diversão para suporta-los na gozação, enquanto assolar a epidemia aqui.

  8. Mais uma vez, a acurada visão do Kotscho, com aquele faro do repórter afiado na velha guarda do melhor jornalismo nacional, foi ao ponto. O privilegiamento da casta dominante é histórico e notável no país. Não há mesmo diferença entre os juros subsidiados do BNDES e o auxílio-moradia dos magistrados. Sempre haverá quem argumente legitimando os privilégios – dentro, sim, das renúncias monetárias e fiscais legais -, com a surrada tese da criação de empregos e renda. Basta observar as análises de Piketty para demonstrar o conluio entre a legislação produzida para os ricos sob o pretexto de “incentivar a oferta de emprego” e a diminuição dos empregos resultante. O melhor exemplo comparativo dos “privilégios” encontra-se na indústria automobilística. Quanto paga o trabalhador comum, quando compra um automóvel “incentivando” mediante a sua compra, em parcelas mensais do salário, a indústria montadora de automóveis? Quanto paga ao buscar o financiamento “do mercado”? Por que para ele as portas do BNDES não estão abertas? Vamos no popular: o cálculo básico das financeiras para automóveis seminovos, mais baratos. Esse é o mercado mais procurado pelo povaréu. Para um financiamento de trinta mil reais, em trinta parcelas, o cidadão teria pago ao final do contrato financeiro exatos 38.102,41 reais. Sendo 7.600,37 de juros e 502,4 de IOF. Se o mesmo cidadão pudesse “ter o privilégios” de bater às portas do BNDES receberia o mesmo tratamento do “Brasil de cima” (na expressão do poeta camponês Patativa do Assaré, de quem Élio emprestou o bordão “andar de cima”). O que aconteceria? Em lugar de pagar 1,5% ao mês (a taxa financeira mais camarada se o tomador não apresentar fiador ou garantia de imóvel), o adquirente do veículo pagaria 4,5% ao ano. Em vez de subtrair , entre juros e IOF, um total de 8.102,41 do seu apertado orçamento doméstico, o personagem do “Brasil de baixo” seria onerado apenas no montante de 2.745,22. Como se vê, o “Brasil de cima” “incentiva” menos a criação de emprego e renda, do que supõe sua dominante filosofia, do que o “Brasil de baixo” pelos do “andar de baixo”. Não faltam argumentos mercadológicos para justificar os esplêndidos favores monetários e fiscais, daqueles que desfrutam de suas grandes fortunas deitadas no berço esplêndido da Casa Grande. Ainda que sejam falaciosos. Aliás, o artigo 153, inciso VII, do capítulo tributário da União, o comprova. O referido artigo incluído na Carta de 88 criou um tributo que não existia nas Constituições anteriores: o imposto sobre as Grandes Fortunas. Os candidatos e magistrados – que são céleres em aproveitar os privilégios ‘legais’ – com todas as justificativas de estilo exaustivamente conhecidas -, nunca deram um pio sobre o único tributo de sua competência que a União não regulamentou até hoje. Até Macron na França, que notoriamente fez as reformas que os super ricos reclamavam, teve o pudor de não eliminar o imposto sobre a fortuna (ISF) revitalizado por Hollande. Embora tenha suavizado a base de cálculo para os milionários franceses, como Gerard Depardieu, o ator que reclamara do ISF, quem dispuser de mais de 1,3 milhões de euros vai ter de comparecer na boca do caixa. No Brasil, quem tem mais de 1,3 milhões de euros paga proporcionalmente menos impostos do que quem ganha dois salários mínimos, segundo o IPEA. A ‘legalidade’ para os ricos e super ricos no Brasil é uma cena de imoralidades tão explícita que deve ser proibida para menores. Sobretudo depois da publicação da última FORBES relacionando os 47 bilionários brasileiros em 2018 (pode ser acessado na BBC Brasil). Essas 47 pessoas físicas possuem uma riqueza de meio trilhão de reais. Isso mesmo, Trilhão com T. Equivalente ao PIB do Nordeste. Como diz a Conceição: “Nunca vi uma elite tão ruim quanto esta aqui”. Especialmente a que cruza o céu do cruzeiro do sul com seus Legacys turbinados pelo BNDES. Parabéns, Kotscho. Na veia..ou na “véia” como diriam os meus parceiros peladeiros do saudoso Cambuci.

  9. Deverá ser bastante humilhante ver um Bolsonaro ou um Hulk da vida, atravessar no peito a faixa presidencial. Quando tinham tudo pra ficar na História. Aliás, o projeto do Dirceu era pra ficar 100 anos no poder; não fosse o dep. Jefferson, pai da Cristiane, revelar a tramoia na sua atitude grandiosa e corajosa de alto grau de cidadania, de políticos envolvendo propinas empresas públicas, partidos, tendo Youssef como delator da Lavajato. “Não descobririam nunca não fosse o Jefferson”. Teria dito certa vez a própria Dilma. No texto do Kotscho, nota-se com veemência a nitidez de desespero dos comentários dos mortadelas. Comentário do José Eduardo s/ BNDES. Se tivessem tido maior zelo com a coisa pública ( quando passaram pelo Poder) não estariam passando pelo vexame de nem poderem candidatar á presidência em 2018. Muitos já estão na cadeia (CONFIRMOU a previsão doJoelmir Beting). E se preparem que no ano que vem, a derrota de vocês será ainda maior. A crise que existe no carnaval é crise financeira, e não crise intelectual.

    1. José Anisío,
      a frase citada no final do comentário é do carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira: “A crise é financeira, não é intelectual ou artística”.
      É sempre bom dar o crédito. Outra coisa: no ano que vem não tem eleição.
      Só uma pergunta: a vitória de Bolsonaro ou Huck será humilhante para quem?
      Ricardo Kotscho

  10. Caro mestre, foi força de expressão-, não tive a intenção de ofender nem psicologicamente nem fisicamente a moral ética de ninguém. Quem quer que seja. Ano que vem realmente não tem eleição, simplesmente 2019 tomarão posse os novos eleitos de 2018. Nem Bolsonaro, nem Hulk tem experiência com a gestão da administração pública – pois nunca a exerceram. “Será humilhante” pra mim; me sinto até culpado; senão arrependido, só de pensar-, de um dia ter acreditado, apostado e colaborado como militante petista com 40% do meu salário de trabalhador -durante cinco anos – acreditando num “projeto político de governo” , e de nação – dum partido que hoje se encontra esgarçado.

    1. José Anísio,
      se você pode colaborar com 40% do teu salário para o partido _ nunca ouvi falar em tamanho óbulo _ é sinal de que ganhava bem e poderia fazer isso.
      Eu luto todo mês para empatar despesa com receita para não ficar devendo a ninguém, não sobra para fazer doações.
      Eu acredito apenas no meu trabalho, que é o que até hoje sustentou minha família. Por isso, escrevo, que é meu ofício.
      Ricardo Kotscho

  11. Kotscho, no início da formação do partido, o PT, você sabe como foi difícil. Quer queira quer não, todo militante tinha que trabalhar desde a busca dos filiados; nenhum partido não tinha sede própria, pagava aluguel; nem os partidos dispunham da facilidade de transferência aos partidos do dinheiro público que hoje rola. Sempre tive visão futurista e pensava vinte cinco anos á frente. Nesta época, eu era solteiro e pensava que acreditar nos valores humanos somente seria capaz da construção de um mundo melhor, onde todos pudessem aspirar a igualdade e a felicidade. Na época do Figueredo o trabalhador tinha mais valor. Pura ilusão, os valores humanos estão sendo deturpados (o ter no lugar do ser) numa velocidade incrível. O ser humano está deixando a violência tomar conta do seu próprio espírito, tirando, por conseguinte, o seu equilíbrio. Hoje, um óbulo é tratado como uma pequena contribuição em dinheiro; talvez a um defunto, que já passou da hora de ser enterrado. Vida que segue.

  12. Huck assim como Dória são dois homens muito bem-sucedidos no ramo em que atuam, admirados, milionários, conhecidos no Brasil inteiro, até aí parabéns a eles – dois vencedores. Agora, o prestígio dos dois provavelmente deve ter sido determinante na obtenção desses milionários empréstimos a juros de “pai para filho“ junto ao BNDS, a fim de materializar o sonho de consumo a cada um ser proprietário de seu próprio jatinho. Embora em conformidade com a lei, temos todo o direito de questionar se estes milhões destinados a satisfazer o ego dos dois abastados, não seria melhor aplicado tendo como destino por exemplo, o financiamento de micro e pequenas empresas, que representam praticamente a metade dos empregos formais no país. Vai um empreendedor anônimo e pobre bater as portas do BNDS e conheceras o que é dificuldade. Financiar micro e pequenas empresas está entre as atribuições do BNDS, embora em alguns casos parece generosamente servil a luxuosidade de pessoas opulentes…

  13. Daqui a duzentos anos ninguém saberá quem foi Trump ou Bolsonaro, assim com a maioria hoje não sabe quem foi Nelson Rodrigues,, E não fará nenhuma diferença… Vida que segue… ( se ainda tiver vida daqui a duzentos anos,…)..

  14. Nelson? Reacionário que nem os que vc critica usou essa frase para falar dos reacionários que nem ele? Ue… Muita incoerência.. Td bem q ele defendeu a anistia após seu filho ser torturado pela própria “ditadura” que ele apoiou mas muitos militares tbm defebderam a anistia e aí?.

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