Congresso só funciona dois dias por semana

Congresso só funciona dois dias por semana

“Por falta de quorum, a votação foi adiada para a próxima semana”.

Quantas vezes você já não leu esta notícia durante todo o ano?

Na madrugada desta quinta-feira, às 3h40, o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira, encerrou, por falta de quorum, a votação do projeto que aumenta a previsão do rombo das contas públicas de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões este ano e de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões em 2018.

O texto-base já tinha sido aprovado, mas faltou a votação dos destaques.

Como o plenário foi esvaziando à medida em que a noite avançava, só restavam 219 no plenário, quando o quorum mínimo exigido era de 257.

Tudo bem, os parlamentares não são de ferro, certamente já estavam cansados de tanto brigar por nós, mas o que se pergunta é por que não marcaram nova sessão para esta tarde e assim poderiam encerrar o assunto, no último dia de prazo para o envio do projeto de lei do Orçamento de 2018?

Agora, o governo será obrigado a enviar nova proposta.

Mais cedo, a discussão da “reforma política”, agora sob o comando do presidente Fufuca, já tinha sido adiada na Câmara, pela enésima vez, para a próxima terça-feira. Por que não para hoje?

Aí é que está o problema: convencionou-se que o expediente para votações só vai de terça a quarta-feira.

Não se pode marcar sessões às segundas, porque as excelências ainda não chegaram a Brasília, não haveria quorum.

E não se pode agendar nada para quinta ou sexta porque eles já foram embora para seus Estados, e também não haveria quorum.

Sobram então só dois dias por semana para votar projetos, medidas provisórias e emendas constitucionais urgentes para o país.

Temas importantes como as reformas, o Orçamento, o ajuste fiscal, o novo Refis e muitos outros vão ficando de uma semana para outra.

Tudo em Brasília vai sendo adiado, e nos outros poderes, em especial no Judiciário, não é muito diferente. Ou não há prazos ou simplesmente eles não são cumpridos.

Ninguém deve satisfações a ninguém, cada um faz o que quer em defesa apenas dos seus próprios interesses, como se eles não fossem pagos _ e muito bem pagos, aliás _ por todos nós para fazer seu trabalho.

Por que no resto do país todo mundo tem que trabalhar de segunda a sexta, pelo menos?

Os chamados “dias úteis” não são cinco no mundo inteiro?

Isso sem falar nos muitos recessos brancos ou oficiais _ no fim do ano, no Carnaval, na Semana Santa, nas festas de São João, em julho ou durante as campanhas eleitorais, e assim até o Natal chegar.

Na próxima semana, por exemplo, teremos o recesso da Semana da Pátria, ou alguém imagina que algo importante será votado durante o feriadão?

Nem se fala mais na inadiável reforma da Previdência, que até outro dia era a salvação da lavoura.

Agora, o expediente só voltará ao normal na terceira semana de setembro e, daqui a pouco, o ano estará acabando, do mesmo jeito que começou, com mais pendências.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 thoughts on “Congresso só funciona dois dias por semana

  1. O caro Kotscho pode ficar tranquilo que o administrador da fazenda está viajando pra China, pra vender o restinho que sobrou deste país – mas a ratoeira ficou bem armada pra pegar rato grande, e não camundongo; até o m$ia participa de evento com o poste. Já estão até temendo a volta do Lulão em 2018. Me parece que o Teemmer fica lá até o dia 07 de Setembro para a reunião com os países do bloco brics. Você está vendo o que o G$lmar tá fazendo no STF: o pessoal da Lavajo prende – ele vai lá e solta! A busca da harmonia geral é tarefa difícil e que está de maneira intrínseca como missão e tarefa ou trabalho árduo de cada um de nós. Me assusta o silêncio das panelas. Mas num ambiente onde todo mundo tempera, um dia a comida sai sem tempero, no outro, sai salgada demais! O bom seria se o Brasil fosse como a Alemanha, que não dependesse desses caras pra governar. Vida que não segue.

  2. Pela qualidade da maioria absoluta dos congressistas, talvez é melhor mesmo que votem o minimo possivel, assim não fazem mais besteiras do que ja fizeram. Quer um exemplo? Votar a proposta da nova lei eleitoral na forma que esta proposta…. melhor deixar como está

  3. Oscar Niemeyer, em sua última registra à TV Cultura, foi perguntado sobre o Brasil, quanto ao que fazer para mudar “isso tudo que está aí”. O arquiteto das curvas respondeu de supetão: “Só uma revolução!”. Não seria inoportuno lembrar que decorrem cem anos da revolução russa de 1917. E que em 1918, mais exatamente em julho, o Czar Nicolau e toda a sua família foram fuzilados. Revolução não haverá no Brasil, porque aqui é o país dos Mendes, da Casa Grande e do carnaval nas senzalas. Mas que 60.000 homicídios por ano é estatística típica de uma guerra civil, em si vil, com licença do trocadilho trágico, disso não há a menor dúvida. Pensando bem, quanto menos funcionar o Congresso do ‘Fufuquinha’, do ‘Botafogo’ e do ‘Índio’, menos males o governo do ‘MT’ há de engendrar e fazer pesar sobre o espinhaço do povaréu.

  4. Sobre o expediente no Congresso, lá pelas tantas, pergunta: “(…) por que não marcaram nova sessão para esta tarde…?” Será, Mestre, por hoje, 31/08/17, completar-se um ano do golpe que depôs a honesta Presidente do Brasil, para entrega-lo a incrível bando chefiado por dândi político (que mesmo flagrado em conluio no exercício da presidência, nela permanece), com a certeza anunciada que, deposta Dilma, no momento seguinte tudo melhoraria. O que não contaram aos paneleiros, a presidente contou, mas desinformados e ouvidos de ouvir o som único do global adestramento, não ouviram o alerta de Dilma, antes de ser deposta, como consequência das inconsequências dos amarelos pato: “O que está em jogo no impeachment não é o meu mandato, é o respeito às urnas, à soberania do povo, à Constituição, às conquistas sociais dos últimos 13 anos”, a legitimidade. E deu, no que deu, deterioraram tanto a economia, já em crise, e geraram crise política, instrumentalizando ainda mais a justiça da vaza jato, para depô-la, que, ao invés do basta derruba-la para tudo dar certo, nada mais deu certo, pois levaram o país à crise mais profunda, econômica e política, pela irresponsabilidade e ilegitimidade, ao pensarem que o monopólio da mídia e as pós verdades, seriam suficientes para retirar o país das profundezas em que o mergulharam. Pois é, Mestre, em muro Brasil a fundo: “Nos mijam e o jornal diz que chove”, enquanto à memória vem a cena final no clássico, “Batalha de Argel” e o Brasil a raso, Fufuca.

  5. Se por trás de um grande homem, o dito popular afirma que sempre haveria uma grande mulher, então até caberia perguntar, quais tipos de mulheres estariam presentes, detrás de homens como Mendes, Fufuquinha, Botafogo e Índio? E que tipos de buquês ou de quem receberiam flores? Que de tantas, sequer lembrar-se-iam dos remetentes, nem os porquês? E para arrematar com a mesóclise anterior ao feitio do ‘MT’, não há dúvida de ser melhor que o Parlamento da JBS, das empreiteiras e dos bancos não funcione mais do que duas vezes por mês, de tal modo que não seja necessário explicar a motivação das flores sem razões de ser. Só se vê cordialidade assim, a esmo, no Brasil de Gilmar e Guiomar, que nasceram um para o outro, como o sol para o girassol.

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