Quanto custariam as promessas dos candidatos?

Quanto custariam as promessas dos candidatos?

A uma semana da abertura das urnas, os candidatos a prefeito de São Paulo continuam fazendo promessas sem fim. Se todas fossem cumpridas, a cidade ficaria uma beleza, todos os seus problemas estariam resolvidos e nós iríamos morar no paraíso, sem ter que sair daqui.

Que beleza!, como diria o Milton Leite. Só tem um probleminha: de onde viria a grana para fazer tudo isso que eles prometeram durante a campanha?

Parece que ninguém se preocupou com este detalhe. Nas sabatinas que fizemos com os candidatos na Record News, ao serem colocados diante desta singela questão, todos deram uma enrolada. Vários falaram em parcerias público- privadas como a salvação da lavoura.

Até parece que as empresas aqui instaladas estão nadando em dinheiro, só esperando um convite do prefeito eleito para investir pesado em parcerias com o poder público. Ninguém falou em crise, desemprego, lojas e fábricas fechando todo dia, essas coisas desagradáveis.

Somando o custo de todas as propostas que apareceram no horário eleitoral nos últimos dias, daria um total de R$ 29,6 bilhões. O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, baseado em dados da Prefeitura e projeções de especialistas.

Para se ter uma ideia da distância existente entre o delírio da propaganda e a realidade paulistana, no orçamento municipal, que é de R$ 54 bilhões para 2017, só R$ 2,9 bilhões estão previstos na rubrica de investimentos, ou seja, 10% do que custaria cumprir as promessas. Ou então os mandatos teriam que durar pelo menos dez anos.

Isso me fez lembrar de um fato pitoresco de muitos anos atrás. “Para fazer tudo o que você está querendo, precisaríamos ter o orçamento dos Estados Unidos com a população do Uruguai”, comentou o então presidente Lula, no início do primeiro governo, ao analisar as propostas do seu ministro da Educação, Cristovam Buarque, que não ficaria muito tempo no cargo.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8 thoughts on “Quanto custariam as promessas dos candidatos?

  1. Se fosse paulistano votaria no Dória, o cara é uma dessas “novidades” que sabemos não é lá grande coisa. Mas… se fizer o que promete, como privatizar o serviço funerário municipal, um antigo antro de corrupção e desrespeito ao cidadão, o Anhembi e Inteflagos, entre outras caixas pretas, já entra uma graninha. Com certeza essa graninha não vai para cumprir as promessas, mas o fim desses elefantes municipais já seria um progresso.

    1. OI Vc já não é paulistano,portanto sabe mto pouco sobre Sampa,chamar o autodrómo de, escrevesse interlagos, tá,não interflagos,de elefante municipal é um desconhecimento total de SP e do Brasil,pois lá se deu a volta do GP Brasil de F1 q a décadas não havia mais no país.Portanto é antes de tudo um importante patrimônio municipal e enorme potencial de área de lazer dentro e em todo seu entorno.Qto a privatizar o serviço funerário municipal,é um despropósito,que iniciativa privada irá se interessar por esse serviço? nenhuma! e se topassem ai sim iria ser um descaso e desrespeito com a população.

  2. Mestre, bom retorno e que dona Lucinha esteja bem e em paz com as coisas desse mundo. Quanto a volta ao campo de jogo, vou por na conta da pré-temporada e o fora de forma, hoje em dia tão natural, segundo os especialistas, e relevarei a performance com o tema promessa eleitoral, cumprindo tabela, do retorno. Mas o que de fato preocupa e deixa o cidadão além do indignado, é o mais que vergonhoso, o surreal 13 X 1, da goleada catastrófica imposta ao Brasil pela Seleção do TRF da 4ª Região, quer pelo significado, quer pelas consequências que encerra. Vida que segue, mas é bom amarrar o cinto e o sinto muito, pois o equilíbrio, a venda, e junto a vergonha, da cara (da) justiça brasileira, mais que sumiu, apodreceu e pelo jeito, tal qual o transpônder daquele acidente aéreo da Gol, há dez anos, o desconfiômetro da sociedade brasileira, irresponsavelmente, parece encontrar-se novamente desligado. Esperemos que os cidadãos com responsabilidades na preservação da democracia, liguem-no a tempo de evitar-se a catástrofe anunciada.

    1. Programas como: PROUNE, FIES, SISU e PRONATEC na area de educação; Bolsa Atleta na area de esportes; Minha casa minha vida na area de habitação; SAMU, UPA e mais medicos na area de saude; plano safra na area de agricultura; liberação de verbas para metro, BRT, VLT e rodoaneis nos estados, para melhorarem o transporte publico; e investimentos no saneamento basico, como a revitalização dos portos e construção de portos secos (aeroportos de carga), construção de usina hidreletricas no norte e de usinas Heolicas no nordeste; alem da construção de 5 presidios federais de segurança maxima, que são os unicos que funcionam de fato no Brasil como segurança maxima; e ainda: “A reforma agraria e o Bolsa familia”, que investem no ser humano, e transformou muitos brasileiros em seres mais produtivos, contribuidores para a riqueza e o desenvolvimento do Brasil; “NÃO PARECEM SER ILUSÃO”. Sem contar a recuperação da economia e do Plano Real que foram destruidos nos 8 anos do governo FHC do PSDB. Se o PSDB tem curriculum melhor, deveria apresentar, porque “isso foi determinante para perder 4 eleições federais”.

  3. O dia que os municípios forem obrigados a apresentarem para a população “Balanços econômicos-financeiros”, tal e qual qualquer empresa tem de apresentar, talvez possamos melhorar a administração de nossos municípios. Nos EUA, existem municípios que apresentam superávits em suas contas anuais e devolvem para os munícipes impostos pagos à mais. Pois é, será que existe muitas diferenças em administrar um município ou uma empresa? Será que isto é impossível no Brasil?
    O João Dória pelo menos não é um político de carteirinha. É um empreendedor de sucesso e temos de testa-lo na prefeitura. Temos de renovar!

  4. Caro Kotscho, “não dá pra perceber ATÉ QUE PONTO os paulistanos, estão se INFORMANDO sobre politica, ja que nos ultimos 2 anos, a politica foi o assunto que não saiu da boca dos brasileiros”. -Seria sorte do datafolha e do IBOPE, acontecimentos na ultima semana, para justificar uma mudança nos numeros das pesquisas deles, como ja aconteceu na ultima pesquisa do datafolha, onde mostra os candidatos Russomano e Marta, em queda assim como a candidata Erundina; e a grande subida do candidato João Doria e a subida pequena do candidato Haddad? -Administração publica não é feita através de milagres, ou por meio de acordo entre amigos. O João Doria do PSDB, ‘O NOVO’, promete “fazer PARCERIAS com o governador Alckmin do PSDB; porém SE O POVO SE LEMBRAR, o Serra do PSDB foi prefeito e o governador Alckmin do PSDB, não fez nenhuma parceria que hoje o Doria possa mostrar”; e ainda, surgiu no debate de ontem da record, a denuncia de que o Doria se apropriou indevidamente de um terreno em Campos do Jordão, e a JUSTIÇA determinou que ele DEVOLVESSE”. E ele afirmou que devolverá (Então para o Doria é assim: Ele pega o que não lhe pertence, e: Se descobrirem ele DEVOLVE e se não descobrirem ele continua de posse do que não é dele?). -E esse kotscho, foi o fato mais relevante da ultima semana, que pode mudar o que apontam as pesquisas, ja que não houve entre os outros candidatos uma situação igualmente contundente, pois no mais, o que existe é promessas e acusações de menor teor entre os candidatos.

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