É o tsunami da crise chegando até Porangaba

É o tsunami da crise chegando até Porangaba

“Ô, jornalista, vem tomar uma com a gente, vamos fazer um brinde!”, convocavam-me os amigos quando eu passava pela 4 de Junho, a rua principal de Porangaba, nas manhãs de domingo, para fazer as compras do almoço. Como eram muitos os bares e os apelos, precisava tomar cuidado para não chegar borracho ao final da rua.

Nos velhos bons tempos, que eram todos, com ou sem crise, fim de semana na pequena Porangaba, a 160 quilômetros de São Paulo, sempre foi uma festa, ainda mais num Sábado de Aleluia, quando tinha até baile no salão paroquial.

Desta vez, ninguém me chamou para fazer um brinde. Atravessei a 4 de Junho sem cruzar com nenhum conhecido. A maioria dos pés-sujos fechou. Meus amigos sumiram. Por onde andarão? Aonde se esconderam os donos das portas fechadas?

“Dá vontade até de chorar”, me confidencia baixinho a Ana, herdeira do Bazar Gê, que vende um pouco de tudo, enquanto atendia uma solitária freguesa. “O movimento aqui caiu mais de 70%, e eu tive que voltar a dar aulas à noite”, vai-me contando sobre o que aconteceu nos últimos tempos. Sempre dava uma passada lá para conversar com seu pai, o meu bom amigo Jorjão, luminosa alma, que já se foi, e comprar jornal, que já não vende mais na lojinha.

Este ano, ainda não havia ido a Porangaba. Levei um susto com a mudança na paisagem. Parece que o mundo parou naquele lugar em algum ponto perdido do horizonte. Demorou, mas a tal da crise finalmente chegou lá, como se tivesse passado um tsunami, varrendo a vida para longe. Era ali que eu recuperava forças para enfrentar as tantas crises pelas quais já passamos. E ainda tem gente me perguntando por que ando assim desanimado com tudo. Nem Porangaba, onde eu sonhava viver um dia, escapou…

Vida que segue.

Em tempo: mais cedo do que eu pensava, me vi obrigado a fechar minha página no Facebook, devido à intolerância, insanidade e grosseria dos envolvidos na guerra política. Peço aos leitores do blog que respeitem este espaço para que não seja obrigado a fechar também a área de comentários. 

Ricardo Kotscho

 

 

 

42 thoughts on “É o tsunami da crise chegando até Porangaba

  1. Nossa, agora tu me fez chorar! Tenho andado muito sensibilizada, também. A crise chegou e chegou forte nos pequenos. Minha cidade natal, a qual visitei neste final de semana, também está praticamente morta. O centrinho comercial, que já não era lá grandes coisas, praticamente deixou de existir. Não me lembro de uma decadência tão rápida assim. Muito triste e muito preocupada.

  2. Console-se Sr.Kotscho. No Estado do Rio têm duas cidades que, na era pré PT eram símbolos do crescimento e da prosperidade ;Macaé e Itaboraí. O governo PT transformou-as em cidades fantasmas. Na era pré PT a Petrobras tinha ”apenas” 170 mil funcionários e já, à época ,prospectava 1.5 milhão de barris diário., ou seja, a Petrobras produzia 8.8 barris /homem. No pós PT, em 2014, eram 500 mil funcionários pendurados na folha da estatalzona ,ou 25 homens/barris. Está aí ,escancarado, a herança maldita do PT aos brasileiros.

  3. Caro Kotscho, não pude deixar de devanear o que diria o prefeito do Rio, Sr. Eduardo Paes, ao saber que você possui um sítio em Porangaba. “Convenhamos, meu amigo, em Porangaba? Antes em Atibaia”, imagino o alcaide dizer-lhe. Fui atrás da etimologia de porangaba. Descobri que vem do tupi-guarani, e significa beleza. Também descobri que a Cordília salícifolia, nome científico da porangaba, é muito usada pelos que buscam um visual slim. Tudo a ver, não? Beleza com formas atraentes, slim! E tudo a ver com o momento de grande beleza por que passa o País. Sim, de beleza, a despeito das incertezas e angústia que nos causa. Particularmente, acho belíssimo ver nossa democracia e nossas instituições sendo testadas à vera; de ver a participação política crescente dos jovens (lembra que achávamos os jovens alienados?); de ver o desmonte de uma política econômica a tempo de não nos condenar a sermos uma Grécia, uma Venezuela. Anime-se, homem!

  4. Acabei de ouvir a apresentação de Nelson Barbosa na CAE do Senado. Fico a lembrar de 1963 quando Celso Furtado apresentou seu Plano Trienal, um modelo exemplar até hoje. Se um brilhante plano desenhado pelo genial paraibano não foi capaz de ser implementado pela falta de condições políticas no governo Jango, que dirá um plano meia-boca de última hora, concebido por um acadêmico que se encontra a uma distância galáctica da inteligência de Furtado? Se foi o que entendi da apresentação na CAE que o governo tem como café no bule, não dá nem para apitar o reinício do jogo, quanto mais para virar a maré dos 7 a 1 na prorrogação. Segundo NB a Receita, mais uma vez, errou na previsão da arrecadação. Até parece que o atual secretário da receita, o mesmo da Era Palocci, era bom mesmo para quebrar sigilo de Caseiro e apenas na maré boa: com a CPMF e o vento a favor da economia crescendo com Lula a 4,7% ao ano. Segundo o ministro, ainda há mais tsunami pela proa e a revisão da queda da economia pode descer mais um degrau. Não convenceu e não teria como convencer, dada o clima de fim de feira que já assolou a esplanada dos ministérios.

  5. Muito bonito seu texto, Kotscho. As análises e os números da crise econômica ganham corpo e alma quando traduzidos pelo olhar atento do repórter e pelo talento de sempre para contar histórias. São histórias como essa, de Porangaba e seus habitantes, que ajudam a entender o que acontece no Brasil de hoje.

  6. caro amigo, sabe o que e isso o medo, as pessoas atualmente tem medo, pavor e panico, me lembro na minha infância ficávamos na rua brincando (saudades da Vila Ema/ São Paulo), e agora não podemos nem parar em frente ao portão para procurar as chaves, a rua e deserta a qualquer hora do dia, agora eu pergunto isso e vida? o pior que a situação esta assim em qualquer lugar, tenho um filho de 20 anos que foi criado dentro de casa, com medo da violência, de más companhias, hoje saiu cedo para ir para a USP, e eu fico na internet acompanhando a tudo no telegran e rezando, as pessoas não respeita mais ninguém, falta amor, respeito, carinho e o mais importante educação, mas educação de berço aquela que os nossos pais ensinavam, que os nossos direitos começam quando termina os dos outros, um grande abraço.

  7. Caro Kotsho, que situação. Sou de SC, sentimos a crise, mas aí em SP foi pior. O que aconteceu em Porangaba? Indústrias próximas fecharam? É um declínio tão rápido quanto lamentável. O sr. já tinha visto algo assim? Não me lembro de algo tão traumático nem na era Collor. Quanto a fechar a área de comentários, por favor não o faça. Não perca o espaço democrático. Os cães ladram, a caravana passa! Se fechar o espaço, os brutos é que conseguirão mudar seus ideais! Pense nisso.

  8. Caro Kotscho boa tarde!!!!

    Por falar em intolerância você viu o que aconteceu com o Juca Kfouri nessa última noite?
    o fascismo está assolado em toda parte infelizmente meu Deus onde vamos parar?

    Abs!!!!

  9. Kotscho. Vi nesse final de semana o documentário “Trancredo – a Travessia”. No seu depoimento, da sua experiência com os fatos políticos à época e da convivência com o próprio Tancredo, fica evidente a esperança de um Brasil rumo à democracia plena, ao desenvolvimento com justiça social e principalmente a UNIÃO do povo brasileiro em prol disso. É estranho perceber que são as mesmíssimas lideranças da época que fizeram ruir esse sonho.
    PS – esqueça o Facebook. Se durante 67 anos de sua existência você pôde viver bem sem ele, não é agora que isso vai mudar. Experiência própria.

    1. Também assisti esse documentário sobre Tancredo e mostrei o sr Ricardo Kotscho para minha esposa e disse q o senhor foi amigão do meu pai. Obrigado sempre pelo carinho por lembrar do meu querido pai Jorjão.

  10. Situação ímpar e lamentável. Me vem à cabeça a pergunta: como que da punjança recente chegamos a esse melancólico fundo de poço? Minha opinião é que vivemos alguns anos de maquiagem creditícia. Pleno emprego, salários em alta, consumismo voraz. Poderia ter durado mais? Não sei. Mas acredito que o governo pisou na bola ao não estimular a educação, além da frase temática. Farra de crédito apenas, com o nível de juros que temos, fatalmente iria acabar mal. Tudo que sobe muito rápido , despenca. Melhor teria sido a prudência e a inteligência, ter feito as reformas políticas, fiscal e quem sabe, um plano nacional de educação à semelhança da Coréia do Sul. Poderiam ter plantado a base do futuro. Mas não o fizeram e nem sei se o próximo governo fará. Endossando o humor do Sr. Ricardo Kotscho, desanimado estou.

  11. o cenário está desanimador, parece que não tem luz no fim do túnel, se é que existe túnel, o que aconteceu ontem com os advogados, que pareciam estar no ringue do UFC, foi o maior exemplo de intolerância de ambas as partes, a favor e contra, eles que deveriam dar o exemplo do que se supõe ser uma democracia, a convivência dos contrários, e não uma torcida de futebol que combina antes e depois do jogo onde vão se matar. um abraço, espero que você não desanime de escrever neste espaço onde encontramos um pouco de equilibrio

    1. No final do túnel tem uma gigantesca pedra entupindo tudo. Não deixa passar nenhum raio de luz mas. Essa pedra está sendo removida e, aí a luz vai passar livremente e brilhar para todos.

  12. Prepare-se RK, pois em tempos de golpe é assim mesmo. Porangaba vai demorar a sorrir, mas a maioria pensando que a culpa foi dos ladrões do PT, da Dilma e do Lula, não do boicote juridico-institucional que sofreu por anos, da crise mundial ou tampouco do novo e imaculado governo que virá para dizer que a culpa foi dos ladrões do PT, da Dilma e do Lula.

  13. É o FIM do sonho socialista no Brasil, Kotscho. Uma utopia que pareceu-nos realizável há bem pouco tempo. Com isso acredito que a teoria socialista sofrerá um baque definitivo neste país, por obra e graça de um partido que soube distribuir riqueza, mas não soube criar, reformar e produzir, e que se corrompeu até a entranhas. Infelizmente.

  14. Pode esperar pelo pior se o golpe passar. A FIESP,(Skaf), está apostando tudo,basta olhar os três jornais,Globo,Folha e Estadão,gastaram 19 páginas de propaganda pró-golpe. Fora o financiamento dos coxinhas profissionais espalhados pela av.Paulista. Some-se a isso as provocações e as brigadas fascistas que começam a tomar corpo. O golpe não pode e não deve passar,é essencial para a sobrevivência do que foi duramente conquistado .A constituição de ´88,pode não ser uma brastemp,mas , foi produto emocional dos 21 anos de ditadura, ainda assim , ou a acatamos ou fazemos como os milicos de 64.Portanto, GOLPE NÃO, DILMA FICA!

  15. Sem dúvida, estimado Kotscho. Leio os seus preciosos textos com atenção. O meu comentário diz respeito aos efeitos da crise econômica; razão pela qual remeti a análise ao exato ano de 1963, quando após o hiato parlamentarista, Jango reassume o presidencialismo e busca em Celso Furtado um plano (Plano Trienal), para enfrentar a inflação e retomar o desenvolvimento (para ultrapassar a crise econômica que ameaçava inviabilizar o seu governo). Porangaba, a meu ver ( pelo menos do que depreendi do seu texto) seria emblemático do efeito-dominó ou “efeito demonstração” da crise. Não sou um escriba de estilo nem de ofício e, certamente em razão dessa deficiência, não transmiti com a clareza necessária a interconexão do seu enunciado (rico como sempre) com o meu pobre raciocínio. Agradeço-lhe a gentil deferência com as minhas parcas considerações e, respeitosamente, as acolho. Em suma, o que pretendia dizer era simples assim: Porangabas em todo o Brasil não vão sair desta para melhor com as proposições de Nelson Barbosa, porque outro Plano, muito melhor e bem concatenado como o Trienal, e gerido por uma dupla brilhante (Santiago Dantas e Celso Furtado), não logrou êxito. Basicamente, porque a ambos faltavam as indispensáveis e incontornáveis condições políticas e parlamentares de sustentação no Congresso Nacional. E olha que Jango acabava de obter uma vitória avassaladora com o SIM ao Presidencialismo, no plebiscito de 1963. Peço-lhe as desculpas, com a devida vênia. Obrigado pela atenção que me foi gentilmente dispensada. Parabéns pela paciência conosco. Vida longa a você e ao Heródoto: a dupla Pelé-Coutinho do jornalismo da TV aberta (ainda) nacional.

    1. Netho,
      eu é que agradeço pela compreensão e por tuas referências sempre gentis ao meu trabalho e ao do Heródoto.
      Eu gostaria que as pessoas falassem mais sobre temas como a vida em Porangaba, falando sobre as suas cidades, mas entendo que o embate político domina tudo neste momento.
      Abraços,
      Ricardo Kotscho

  16. Cuidado, Kotscho. O objetivo da pancadaria pode ser justamente evitar o debate saudável. Tudo que muita gente não quer hoje é uma discussão produtiva.

  17. Kotscho, não somos da mesma geração, mas nutro igualmente uma memória saudável do Velho Centro de SP. Hoje, trabalho aqui na Praça da República, e infelizmente vejo a perda do viço, do vigor dessa região. Quando moleque, tinha prazer em andar pelas ruas, praças, acompanhando os passos largos do meu saudoso pai. Mas a situação de agora é triste. Nem vou me estender e falar mais do mesmo. Nem acho que essas linhas poderiam contemplar todos os culpados… O que ocorre com a ‘sua Porangaba’, acho que ocorre também com as ‘porangabas’ de todos nós.

  18. Caro Kotscho, o momemto é certamemte desanimador, mas sem esperanças também não chegamos a nenhum lugar. Não vou me ater às questões políticas, porque outros aqui já teceram seus comentários ora com propriedade, ora com paixão e eu sigo aguardando o desenrolar dos fatos. Estou intrigada e apreensiva com tudo o que está acontecendo e desejosa de ver a tal luz no fim do túnel… mas… sabemos que o sistema está doente… sigo acompanhando. Imagino a sua tristeza em ver o refúgio que você encontrava em Porangaba desaparecer, desencantar, desfalecer assim a olhos vistos. Não tenho uma cidade pequena para chamar de minha, mas tenho uma pátria que está lutando para sobreviver. Como diz você: “Vida que segue”. Abraços e Obrigada.

  19. Caro Kotscho, como Porangabense apaixonado por esta cidade que me viu nascer,correr, nadar, crescer, lamento ler seu texto e ter que concordar com cada palavra. A cidade está se transformando em cidade fantasma, sem dono, sem vida….e o pior,sem ânimo. Aos domingos é isso mesmo, quer ver pouco mais de meia dúzia de católicos pingados, é só passar em frente à matriz por volta das dez da manhã, porque depois, todos se escondem atrás de seus rasos pratos e seus fundos lamentos em um mundo que aos poucos vai se esvaindo no tédio de uma cidade sem sonhos. Tenho pena dessa gente…tenho pena de mim!

    1. Caro Edivaldo,
      este teu comentário foi o mais bonito e verdadeiro que tive a oportunidade de publicar este ano no Balaio.
      Resume o que penso e sinto sobre tudo o que está acontecendo.
      Por leitores como você, acredito que valha a pena continuar escrevendo todos os dias.
      Te agradeço pela participação.
      Abraços,
      Ricardo Kotscho

  20. É outra cidade, acho que os muitos loteamentos sem estrutura contribuíram também para a violência que acomete a cidade sem falar em falta de boas políticas públicas.

  21. O PMDB fez parte da tripulação do Titaníc até o barco ir a pique e agora pula do barco para comandar um Transatlântico novinho é um disparate. Bem que o STF podia evitar que isso aconteça decretando a nulidade da eleição para presidente de 2014.

  22. Kotscho, não se preocupe: em breve, Dilma vai sentar na porangaba e o Brasil verá dias melhores. Vc reportou c/ honestidade, mesmo qd se fez necessário revisar suas ideias políticas, e isso te franqueia um lugar honrado no jornalismo brasileiro.

  23. Sr Ricardo sou a pessoa que vendia os jornais para o senhor na loja do Jorjão (Bazar Gê). Isso tem uns 20 anos. Cidades vizinhas crescem e Porangaba não sai do lugar. Não sei se é a crise ou é a praga da cigana rsrsr. ( Porangaba tem historias). Aquele sítio no Bairro dos Firinos ainda te pertence? Passo por lá sempre e me lembro do senhor. Mas tudo isso que falou é realmente muito triste. Porangaba está morrendo,que pena!!

  24. Oi, Kotscho, como vai? Sempre ouvi vc falar de seus finais de semana e dias de descanso em Porangaba. E por isso hoje, mesmo sem conhecer a cidade, fiquei triste com seu relato. Mas gostaria que vc e os “poranguenses” relatassem o que existia antes deste verdadeiro debaclê que aconteceu na cidade. Do que vivia essa cidade. E por que esse declínio. Pelo que entendi foi a crise. Mas só a crise econômica? abs

    1. Caro Alex,
      outros comentários enviados por leitores de Porangaba podem te ajudar a entender o que aconteceu. Dá uma olhada.
      Abraços,
      Ricardo Kotscho

  25. Caro colega Ricardo,
    Grande parte das lembranças marcantes de minha infância estão em Porangaba.
    Meu avô Oscar, tinha um pequeno sítio às margens do Rio Feio (que não tinha nada de feio) logo na saída da cidade. No verão, eu e meus primos esbaldávamos na prainha rasa do Rio, povoada de pedriscos e seixos marrons que atirávamos na superfície de água escura, onde as pedras replicavam duas ou três vezes antes de afundar.
    Aos domingos pela manhã, todos seguiam em direção à Praça Central. Anda havia o coreto de madeira. Os adultos aproveitavam o momento para colocar a “conversa em dia”. A criançada corria feito doida, consumindo uma energia sem fim. Certamente, mais tarde, recuperaríamos “tudo” no franguinho caipira preparado com carinho pela minha avó Carlota.
    Lembro de um dos bares da rua principal, onde havia uma enorme mesa de snooker. Os homens jogavam a manhã toda, entre uma cerveja e um bolinho de galinha (daqueles com farinha de milho). Ainda sinto o cheiro do Bar, da manhã, da infância…
    Bons tempos…

    1. Que beleza de lembranças, caro Rubens Maximiano.
      Ainda bem que não fechei a área de comentários para poder ler o que você escreveu, uma beleza rara no meio desta guerra política.
      De fato, bons tempos esses, que eu também vivi em Porangaba. Me lembro até do bolinho de galinha, entre uma cerveja e outra…
      A braços,
      Ricardo Kotscho

  26. Kotscho,
    Gosto muito do seu blog e de sua história como jornalista. Apesar de amigo pessoal do ex-presidente Lula, suas análises são frias e desapaixonadas, coisa rara nessa imprensa de hoje. Realmente, chegamos no final da linha deste (des)governo que, pelos motivos errados e não pelos certos, vai terminar. Sim. Só acaba porque o PMDB viu no impeachment da ainda é futura ex-presidente a única chance de escapar da lava-jato. Eles viram que os próximos seriam eles, então o cálculo é que, com Temer presidente, a lava-jato para. E para mesmo. E vão escapar todos eles lindamente. Cunha, Renan, Temer, Joãozinho, Mariazinha e Luluzinha. Isso me dá uma tristeza danada. Se a economia melhorar com isso, e até acho que vai porque pior só o time do Dunga, tanto melhor para os peemedebistas. É um argumento a mais junto à patuleia que vai poder justificar a plenos pulmões o seu antipetismo patológico. Vão dizer: “Viram só? Ela tinha que cair mesmo!” Mas nada! O custo para o Brasil vai além, muito além dos números da economia. O custo é perdermos a nossa alma. Familiares e amigos brigando entre si por política, PT, Petrobrás, Dilma, Lula, Moro, Temer et caterva é irreversível. Irreparável. Incontornável. Aconteceu o mesmo no Chile de Pinochet, na Argentina de Videla, na Nicarágua de Somoza, no Paraguai de Stroessner e, é claro, na Venezuela chavista. Não precisávamos disso, definitivamente, após mais de 30 anos de democracia ininterrupta nesse país. Mas fazer o quê, agora que o cristal quebrou? Vou seguir o seu conselho: vida que segue.

  27. Sr. Ricardo recebi essa notícia logo cedo aqui no Bazar Gê…
    Alguém compartilhou no facebook e alguém apareceu RS me parabenizando por ser mencionada no seu blog… Um abraço bem apertado meu querido!!!!

    1. Minha cara Ana Carla, menina que eu conheci pequena ainda, te admiro pela luta para manter aberto o nosso Bazar Gê.
      Gosto muito da tua família e é muito bom te encontrar aqui no blog.
      Apareça sempre.
      Beijo,
      Ricardo Kotscho

  28. Senhor Ricardo não te conheço, mas não gostei do seu relato sobre a cidade, Porangaba não está tão deserta como senhor descreve…
    É uma cidade pequena pacata mas muito boa de pra viver, vejo que o senhor sentiu falta dos butecos,realmente butecos tem poucos a crise fez com que as pessoas fossem trabalhar…

  29. Sr. Ricardo
    A nossa inesquecível Porangaba de tanta história e espetaculares carnavais está mudada não é mais como antes os tempos mudaram por lá…..infelizmente!! À culpa é de quem ??? Existem vários fatores não é só a crise….. Mais ainda tenho fé que um dia melhore e que os meus conterrâneos prosperem !!!!

  30. Olái Ricardo! Sou de Porangaba, porém , morando em Sorocaba. Fiz economia na pucamp e por acaso sou prima da Ana Carla. Meu pai tinha fazenda ao lado do teu sítio, e na época partidos diferentes, porém com muito respeito a você, e também tuas filhas, que cruzavamos sempre nos carnavais e finais de semana. Enfim, também temos crises também em porangaba, o que não poderia ser diferente pela situação do país. Uma incógnita Ricardo…. Que fazer mediante a tantos acontecimentos tão tristes, para salvar nossa nação e nossa querida Porangabaaaaaaaahhhhhhhhhhhh!!!!! Que fazer……. Que fazer………….. Penso…Logo desisto!!!!!
    Uma admiradora de seus textos e porangabense com orgulho!!!

  31. Prezado Kotscho admiro seu trabalho e carinho por Porangaba, é de extrema valia sua citação sobre nossa nobre e querida cidade sinfonia, afinal, a pequena bela vista de fato não vislumbra com destaque economicamente falando, por outrora já viveu sim tempos áureos de agitações e quiçá de boemia na hoje pacata Rua 4 de Junho. Porém tal situação atual não diminui o brilho e aconchego que a mesma nos trás nos dias de hoje.
    Se o mundo parou por aqui, sinceramente não sei, caso isto tenha acontecido, digo que de minha parte o tempo estacionou no lugar certo, ao menos quando o quesito é bem estar. De nada tem a ver com algum cunho politico ou coisa do tipo, longe disso, se fossemos citar pontos cruciais como saúde, segurança e outras coisas mais, Porangaba sofre como tantas outras localidades deste país inteiro.
    Mas Porangaba ainda tem seu brilho sim, seus bate papos de esquina e seu cordial bom dia, boa tarde ao caminhar pela rua ou avenida numa segunda-feira qualquer.
    Talvez o brilho seja distinto do glamour, esteja nas coisas simples e singelas, ainda tem quermesse, ainda tem aquele almoço do divino e acredite, tem até café com viola e cavalgada.
    Não questiono qualquer tipo de opinião, acho importante a lembrança sobre nossa querida cidade, mas diria que da “vontade de chorar” se um dia tiver que deixar esse pedaço de chão.

    1. Caro Rafael de Paula,
      isto mesmo que sinto e penso sobre minha querida Porangaba, a cidade que adotei faz quase 40 anos.
      Gosto muito deste povo que ainda fala bom dia, boa tarde, por favor e obrigado. Como escrevi, gostaria muito de um dia tambem poder viver neste lugar que nos da paz e faz bem pra alma.
      abracos,
      ricardo kotscho

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