Receita da Rosa do Dog para enfrentar crise

Receita da Rosa do Dog para enfrentar crise

A Rosa do dog (Foto: Mara Kotscho)

De segunda a sexta, por volta das 10 da manhã, chova ou faça sol, com crise ou sem crise, lá vem ela com seu carrinho para mais um dia de trabalho. Para a baiana Rosenilda Nascimento Souza, 45 anos, a Rosa do Dog, o maior desafio diário é encontrar um lugar para estacionar seu mini-furgão Towner azul, ano 1997, já bastante abalroado.

“Tem dia que eu desisto”, diz-me ela, enquanto espera uma vaga. “Já esperei até meio dia e acabei indo embora”. Mas Rosa, solteira e mãe de um filho de 30 anos, não é de desistir facilmente, nem de ficar reclamando da vida.

Faz seis anos que segue a mesma rotina. Acorda às cinco da manhã para preparar e vender seus bem recheados cachorros quentes numa movimentada alameda dos Jardins, a uma quadra de onde moro (as boas reportagens muitas vezes ficam mais próximas de nós do que podemos imaginar). Ficava reparando nela, no seu jeito despachado e atencioso de atender a freguesia que se forma em torno do furgãozinho na hora do almoço.

Na manhã desta quinta-feira, resolvi saber da sua história e como está fazendo para enfrentar a “tal da crise”, como ela mesma diz. Por trás dos números de desemprego e recessão, afinal, existem pessoas com nome e endereço lutando pela sobrevivência.

Com seu impecável avental branco e boné cor de rosa, enquanto atende os clientes que já estavam à espera, começa a me contar sua trajetória, a mesma de milhões de mulheres brasileiras, desde que saiu da área rural da pequena Maracaí, perto de Jequié, com 21 anos, para aventurar a vida em São Paulo.

Segunda dos oito filhos de um casal de lavradores, começou a trabalhar com sete anos, ajudando os pais na roça. Com 15, foi mãe solteira. Acordava às 4h30 da manhã para trabalhar como boia-fria em fazenda de café.

Em São Paulo, arrumou emprego como doméstica na casa de uma família na Vila Mariana. Ficou pouco tempo e logo conseguiu uma vaga de arrumadeira no Hotel Transamérica, onde chegou a ser supervisora de andar.

A virada na sua vida aconteceu em 2009, quando largou o emprego de recepcionista e comprou, por R$ 10 mil, a Towner de um ambulante chamado Pedro, com kit completo de hot-dog. E virou a Rosa do Dog. Nos bons tempos, chegou a vender 120 cachorros quentes por dia. Desde o final da Copa de 2014, como ela lembra bem, o movimento começou a cair aos poucos e, hoje, em dia de bom movimento, não vende mais do que 50. Como fazer?

A sua receita é simples: “Tem que aventurar, tem que trabalhar todo dia, não tem outro jeito. Vou arrumar emprego com carteira assinada aonde?”. Rosa manteve o mesmo preço de R$ 6 por lanche com salsicha, purê, vinagrete, milho verde, ervilha, batata palha, maionese, ketchup e mostarda, uma refeição completa. Também continuou comprando os mesmos produtos no mesmo fornecedor para manter a qualidade, apesar do preço do pacote de salsicha ter aumentado de R$ 11,90 para R$ 14,80.

Caíram o faturamento e o lucro, claro, mas ela consegue sobreviver com dignidade. “Tem dia que não levo lucro nenhum, mas, graças a Deus, não pago aluguel. Comprei minha casinha quando trabalhei no hotel. Tive que cortar algumas despesas com o celular e a televisão por assinatura, cinema agora só vou muito de vez em quando, fazer o que?”. O plano de dar o lance para tirar um furgão novo no consórcio teve que ser adiado, paciência.

Só uma coisa Rosa do Dog não admite cortar: seu sonho de concluir a Faculdade de Serviço Social na UNIP, onde trancou a matrícula há dois anos, quando a crise começou.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

28 thoughts on “Receita da Rosa do Dog para enfrentar crise

  1. Parabéns a Dona Rosa.. Certamente é uma guerreira entre tantos brasileiros, e como tantos, vítima da enganação, como ela mesmo disse, depois da Copa que vendia mais de 100 Hot dogs, passei a vender menos de 50! E não foi por causa dos 7 x 1! Claro que a vida seria melhor, se cada um comprasse o livro da Pollyana, e a partir de agora, bastasse praticar o joguinho do contente… Tipo, que bom que a corrupção se instalou dentro do Governo, pois agora temos o prazer de ver gente rica presa! Que bom que descobriram que o Lula gosta de coisas de grife, pois desde que chegou a presidência, agora sabemos, que ele também tem bom gosto por coisas caríssimas como apartamento na praia e sitio decorado com cozinhas de luxo da marca Kitchens, dane-se quem pagou, pois se pagou foi porque Lula que é gente finíssima ajudou eles bastante. Na da mais justo! Que bom que depois da Copa teremos olimpíadas no Brasil, pq se não fosse o PT nunca teria… Dane-se, se tem corrupção, se os viadutos cairem depois, o que importa é que Dona Rosa fique contente!
    Em tempo, para deixar o povo ainda mais contente, o PT vai lançar um “Programa de Governo”, que de cara pretende aumentar 20% do Bolsa Família…É ou não é para ficar contente?
    E com todo respeito, admirado Kotscho, não é nada contente ver que para o PT, o remédio seria aumentar a dose da irresponsabilidade! ( e nem vem ficar contente em puxar minhas orelhas, por supostamente meu comentário ter misturado Acarajé com política…Ops..Hot dog, digo)
    FALTAM 16 DIAS PARA O DIA 13 DE MARÇO!

  2. Kotscho hoje saiu uma reportagem que a crise é mundial e não brasileira. Até que enfim.
    Embora a crise mundial é culpa da Dilma e do Lula segundo o Merval Pereira do Globo e a Eliane Catnhede da globo.
    Os europeus ou estão imigrando ou estão barrando imigrantes. Isto sim é crise não conseguem nem ajudar os necessitados.
    Vivendo bem só os states que por ser Amigo do Irã naõ deixa o peroleo subir e arrebenta a Venezuela.
    England tm vai bem e quer distancia da Comunidade europeia.

  3. Ótima receita.
    Trabalha muito pra ter dias em que não ganha nada porque o governo só vai pegar 60% pra ele. Fica em silêncio enquanto o governo só aumenta os impostos e o país vai pro buraco porque a quadrilha da estrela (que não é muito diferente das outras quadrilhas políticas) está disposta a sacrificar a economia e o povo pra continuar no poder mamando nas tetas.
    Eu também sou vendedor, mas trabalho com óleo. Se eu vendi 90 reais essa semana foi muito, antigamente eu vendia entre 30 e 200 reais por dia.

    Mudando de assunto, qual a opinião do Kotscho sobre o silêncio da Dilma e do Lula sobre o projeto do Renan Calheiros, Serra e PSDB que entrega o pré-sal aos estrangeiros? Lembra que, nesse caso, quem cala consente.
    Será que a mulher sapiens vai vetar ou vai destruir o futuro do Brasil igual destruiu a economia?

  4. Comovente história, mas trata-se de exceção, e rara, diante de um contingente de mais de 10 milhões de desempregados que povoam o Brasil atual. 10 milhões, a saber, pelo método IBEGNEANO, que é, a rigor, uma farsa, pois é sabido por todos que desde 2003 o governo PT deu uma ajeitada nos índices oficiais. O IBGE do PT só conta como desempregado quem já foi empregado e até 30 dias depois do último emprego, Depois disso ninguém mais é desempregado, ou é sim, mas desempregado ”voluntário”, por opção. Estatisticamente é raro uma pessoa que sempre trabalhou de empregado, repentinamente tornar-se um camelô e quem o fez é porque já possuía talento e coragem para esta atividade.

  5. Belíssimo exemplo o da Rosa meu caro Kotscho !!! É assim que se resolvem as “crises”, trabalhando !!! A história dela me faz lembrar a do “Baiano”, amigo e vizinho aqui da rua onde eu moro e se tu me permitir eu vou contar. No trecho da rua onde eu moro aqui na divisa do Imirm com a Casa Verde na Zona Norte de Sampa, quase todo mundo é parente e quase todos nasceram e se criaram aqui (eu sou um dos poucos “estrangeiros”). Vivem aqui desde pequenos ou se mudaram para cá há mais de 30 anos. Um exemplo é a família do “Baiano”, moram no mesmo sobrado ele, a mulher, dois filhos, a sogra, um cunhado (o “Tocha”), uma cunhada e seu punhado de filhos (são 4, um de cada pai diferente). A casa é da sogra e o “Baiano” e a família moram no andar de cima do sobrado enquanto que o resto vive em baixo. Conto isso porque uma das tarefas do “Baiano” antes de ir trabalhar logo cedo é descer parte da família para baixo. Um dos filhos nasceu com paralisia cerebral e a mulher adquiriu uma doença que a impede também de caminhar. São dois cadeirantes e duas cadeiras de rodas que o “Baiano” tem que descer carregando-os no colo todo santo dia por uma escada em caracol para ficarem na parte de baixo da casa até o final da tarde quando ele volta do trabalho e tem que subi-los novamente. “Baiano” é o único da casa que trabalha com carteira assinada de segunda a sexta-feira além do sábado até meio dia, numa tapeçaria em Guarulhos (o resto da família se vira com “bicos”). Nas noites de quinta a domingo, o “Baiano” monta sua barraquinha de churrasquinho com mesinhas e tudo na calçada da praça da esquina da rua com a avenida. Só não monta nas tardes de sábado e durante o dia de domingo porque o mesmo espaço já está ocupado por outros dois “empresários” mais antigos: Um pasteleiro e uma vendedora de tapiocas. Mas é nas noites que o lugar está sempre cheio. O churrasquinho é ótimo, a cerveja está sempre gelada e quando acaba ele corre buscar na geladeira velha que eu dei pra ele e que fica na garagem da casa dele bem ao lado. De vez em quando eu vou lá, porque tem também a cachaça que eu gosto e ele gosta porque segundo ele eu “junto gente” com as minhas piadas e os “debates” sobre política que que eu provoco que aqui nunca acabam em briga !!! Pelo contrário, aqui na periferia, mesmo discordando todos se respeitam. Quando o movimento cai um pouquinho, “Baiano” leva para a praça um sanfoneiro também cunhado dele. “Aqui, funk não tem vez !!! Só toca Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, meu conterrâneo” ele diz. O “Baiano” não é baiano na verdade, assim como para os cariocas todo nordestino é “Paraíba” aqui para nós paulistas é “Baiano”. O “Baiano” é pernambucano de Limoeiro. Consultei ele agora na hora do almoço antes de publicar essa sua história e ele só pediu para eu não dar o seu nome. Tem medo por causa de um “gato” que ele puxa do poste pra sua barraca já que a Eletropaulo nunca atendeu seus inúmeros pedidos alegando que ele não tem licença da prefeitura. “Ninguém de governo me ajuda nem eu pagando !!!”. Outro dia conversando sobre a “crise” ele me deu a seguinte lição : “Eu vivo na crise financeira desde que me entendo por gente !!! Mas crise é bom, é assim que a gente vê quem é trabalhador e quem só vive pra reclamar de Governo já que só querem ganhar muito e “no mole” e não se contentam em ganhar um pouquinho todo dia e de cada vez, pra ganhar sempre !!! Pra quem trabalha pouco, governo nenhum presta !!!” diz ele. Em tempo: O “Baiano” não gosta do PT mas vota no Lula, seu conterrâneo, pra qualquer coisa. Ele diz assim: “Não fosse o Lula, quando que um “caba” da minha marca poderia comprar uma barraquinha dessa, toda de alumínio e ainda ter um carrinho velho pra ir trabalhar longe e sobrar tempo pra ir buscar a carne e a cerveja ???” Quem não acredita que venha aqui comer com a gente o maravilhoso churrasquinho do “Baiano”, beber muito pra jogar conversa fora, ouvir sanfona e rir bastante, rir até da “crise” deles !!!

  6. Kotscho, nada melhor do que perfilar esses brasileiros que batalham, lutam pelo pão nosso da cada dia. Uma lufada de garra e determinação no Brasil dessa turma ordinária, bem vira-lata, que só reclama e esculhamba o próprio País. Abs

  7. É com imenso.prazer em.disser.que sou amigo.dessa.mulher guerreira batalhadora e fico.muito.feliz em.saber.que.sua.historia tenha.sido reconhecida!!! obs:estou com muitas saudades do seu dog que para mim é o melhor da região! !!!

  8. “A sua receita é simples: “Tem… que trabalhar todo dia… arrumar emprego com carteira assinada aonde?”. Rosa manteve o mesmo preço de R$ 6 por lanche (…) continuou comprando os mesmos produtos no mesmo fornecedor… apesar do preço do pacote de salsicha ter aumentado de R$ 11,90 para R$ 14,80. Caíram o faturamento e o lucro (…) “Tive que cortar algumas despesas com o celular e a televisão por assinatura, cinema agora só de vez em quando, fazer o que?”. O plano de… tirar um furgão novo… teve que ser adiado, paciência. Só uma coisa… não admite cortar: seu sonho de concluir a Faculdade… onde trancou a matrícula… quando a crise começou.” Mestre, perdoe por beliscar a alma da estória que gentilmente oferece, mas não tem como não observar: A receita não é da Rosa do Dog, ela apenas a segue, obrigada, e não cabe resignar-se a “vida que segue” quando retrata-se a que retrocede, no país da desigualdade. Não se trata de politicamente correto e sim da vida, a vida de tantas Rosas que terminam anunciadas, mais ou menos, à frente, tendo o nada e o nada quase, por tudo, a chicotear lhe à vida. E viva “moro”, viva globo, viva “Dilma/zé Cardozo” e viva nóis, viva tudo, viva o Chico barrigudo”

    1. que tal nos oferecer uma clara explicacao para a sua associacao entre Moro e a vida desta senhora, em vez de jogar palavras ensandecidas e desconexas ao vento? Este espaco necessita realmente de posts mais gabaritados.

    2. Dias, o “empadinha” Josué Lemos não entende o que voce escreve. Talvez fosse o caso de enviar-lhe uma versão em quadrinhos. Abração, Dias. //// Kotscho, permita-me sugerir que o link “Gerar nova imagem” não fique tão próximo do link “PAGINA PRINCIPAL” que deleta todo o texto.

    3. Poderia ignorar, como ignora o que escrito escancarado está, mas pelos diagnósticos precisos do “mano” Victor Hugo, que a microcefalia política grassa hoje no Balaio e HQ, tem-se a obrigação, dada ameaça a tradicional sanidade balaieira, de escancarar mais, para que possam ser extintos. Isso dito, apresento fatos, não como querem que desavisados pensem ou ignorem: No inicio de 2014, o consórcio jurídico-midiático, atuante desde 2004 na operação Retorno, pinçou das áreas que compreendem o tradicional esquema ecumênico de financiar campanhas (desde sempre e tolerado pelo TSE por questões óbvias), a Petrolífera, com foco na Petrobrás, iniciando seletiva operação investigativa ao PT, para criminaliza-lo como “Corrupto” e assim derrota-lo na eleição de 2014. Assim feito, até coroar-se a operação com aquela edição da Veja, à véspera da votação, apenas com a Capa: “Eles Sabiam de Tudo”. Novamente derrotados, graças a hibernação de Dilma e troupe (Zé Cardozo, etc.) foi lhes oferecido espaço político não ocupado, que fez com que prosseguissem à operação Lava Jato, interminável, pois adequada a interesses e acontecimentos políticos, em seu andamento, agora focando a economia, que encontrava-se de frente com as consequências da crise mundial (mitigada em seus efeitos aqui, desde 2008), impedindo que o governo avançasse, ao estabelecer a paralisia da economia com o componente crise política, que impede a solução econômica, via “impeachment”, para retornarem. Que outro país do 1° mundo e aspirantes, aconteceu “operação jurídica” sem fim, ao ritmo de interesses políticos de apeados do poder, em plena crise mundial e visando paralisar empresas de setores vitais, como o Petrolífero e o da Construção Pesada (no caso, apenas a Petrobrás é 8% do PIB e a Pesada é onde estão as multinacionais que nos trazem divisas), além da Itália, de mãos limpas de Berlusconi, que até hoje não consegue retornar a posição econômica e política, antes ocupada? Agora desavisado, volte quando tiver olhos de ver aspas em “moro” e cabeça de entender e pensar sozinha, antes que “Rosa do Dog” retorne-se “Rosa da Vila Mariana”.

    4. “Dias, o “empadinha” Josué Lemos não entende o que voce escreve. Talvez fosse o caso de enviar-lhe uma versão em quadrinhos”…

      OK, mas com informacao de mais qualidade, baseada em evidências e nao em devaneios ideológicos…by the way, adoro uma empadinha…de “carcaca” de frango é uma delícia…acho que vou reservar umas pro dia 13 de marco…faltam 15 dias como diz o outro forista..he,he..o comeco do fim para esta gangue dos infernos…

  9. parabéns kotscho por mostrar os verdadeiros brasileiros que estão sendo aniquilados por este governo corrupto do PT. Enquanto isto o João Santana não se recorda quem depos itau 07 milhões em sua conta.

  10. Uma futura SOCIÓLOGA que sabe administrar. O cachorro quente dela tem tamanho e preço de Big Mc. Sugiro à ela que baixe o preço pra R$ 5, 00; pra facilitar o troco ou faça promoção de 2 por R$ 10,00. -Mas veja quantas conquistas ela teve durante esses 13 anos dos governos do PT da Dilma e do Lula hein? -Deixou de ser empregada pra ser dona do seu proprio negocio, comprou sua casa e ainda entrou na faculdade. -E cá pra nós Rosa: 50 dogões por dia à R$ 6,00; sabe quando você ganharia isso como professora de Estudo Sociais, OSPB ou historia; ou até mesmo trabalhando numa empresa como assistente social? – Então minha querida Rose, “dá pelo menos um suco pros mano,vai. Faz um combo com o dogão.” Ainda bem que a Rose do dogão, não está chorando, como aquele candidato perdedor, porque senão diriam que ela está chorando de barriga cheia.

  11. Eu tenho a receita pra dona rosa tirar o pé do lodo,é só vender pão com salame e tubaina pros carcaças de frango na porta do forum da barra funda quinta feira que vem,vai arrebentar de vender pra militancia remunerada com a camisa da cut.

  12. A Rosa precisa mudar de ramo, vender acarajé. A Odebrecht mantém uma secretária executiva apenas para comprar a iguaria e enviar para seus executivos em várias capitais. O mundo muda, a moda é acarajé.

  13. Belo texto Ricardo, mesmo os rolabostas dos coxas que aqui comentam não conseguem tirar a influência positiva dos governos do PT, na melhoria da vida da dona Rosa. Comprou casa, montou o seu negócio, entrou em uma faculdade, tudo isto neste período em que o Brasil viu a maior inclusão social de nossa história.Vão quebrar as caras em suas torcidas contra o Brasil.

  14. …o Orlando, com crise ou sem crise, tem no feijão, a sua receita para viver sempre sorrindo enquanto carrega massa para os pedreiros que serventia. Diz ele que, desde criança, o seu café da manhã é um copaço de feijão bem temperado, dá “sustança” e não sente nenhuma fome até a hora do almoço. Sua mulher a Glorinha, resolveu montar uma banca de caldo de feijão num ponto de ônibus muito movimentado perto da sua casa, onde vendo um copo de 250 ml por um real. Todos os dias ela leva uma panela de caldo para vender.Comversando com ele esta semana, me disse que alugaram um pedaço do lote em frente ao ponto de ônibus, onde vão se estabelecer com o Caldo da Glorinha.Acho que a construção civil, vai perder um dos melhores serventes que conheci…tudo por causa da peste desta crise.

    1. É verdade everaldo e demais queridos carcaças de frango,não existe crise nenhuma,é tudo invenção do pig,do qual o ibge faz parte e anunciou que 100 MIL PESSOAS perderam o emprego só em janeiro.Viva o PT.

    2. esse é o problema de se “levanter bandeiras”…a ideologia cega o indivíduo e o tira da realidade.
      Ou seja, a percepcao do fanático ideológico fica distorcida. Acredito que muitos (alguns deste balaio inclusive como Victor Hugo, Everaldo, Enio, CesarT, Dias etc, etc)) acreditem realmente que a situacao do Brasil nao é tao desesperadora, que o PT nao é tao corrupto, que a honestidade de Lula é incontestável, que há uma conspiracao contra o PT etc, etc..mas fatos sao fatos…..ou seja, o viés ideológico é muito poderoso e deveria ser extirpado (ou fortemente atenuado) para que possamos tomar decisoes baseadas em fatos e nao em sonhos e devaneios ideológicos…ideologia é como religiao…ambas nao permitem que o indivíduo faca uma análise crítica mais perto da realidade…fui…

  15. Uma linda história de um empresário
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    Tenho um amigo que fabrica peças de carros para várias montadoras. Com mais de 30 anos de existência, sua empresa viveu e sobreviveu algumas crises, e claro a atual. Conversando lhe perguntei, “as vezes não da vontade de jogar tudo pro ar e fechar as portas?”, ele com sua humildade, me respondeu “isso seria muito confortável, não colocaria em risco meu patrimônio pessoal……mas e essas pessoas que trabalham aqui, e suas famílias?, não seria justo, neste momento pensar somente em mim”. Para ter uma ideia no inicio de 2014 eu tinha 160 funcionários, hoje estou com 55, talvez você me pergunte..”mas não tinha como manter o quadro funcional de 2014?, não, certamente eu quebraria a empresa e a mim. Aprendi com as crises, que você tem que encolher para sobreviver, e passado a crise, voltar a contratar.

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